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PONTOS DE REVISÃO   ANÁLISE INSTRUMENTAL

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incidente monocromática, meio heterogêneo e soluções concentradas. 
b) Radiação incidente policromática, meio heterogêneo e espécies absorventes 
independentes. 
c) Radiação incidente monocromática, meio homogêneo e soluções diluídas. 
d) Radiação incidente policromática, meio homogêneo e espécies absorventes 
dependentes. 
e) Espécies absorventes independentes, ausência de interferentes e soluções 
concentradas. 
 
Alternativa Correta: C. Resposta comentada: A obediência à Lei de Beer pressupõe 
algumas características importantes da medição, dentre elas é necessária a aplicação 
de uma radiação monocromática na amostra, por isso a importância dos filtros, 
prismas ou redes de reflexão. Outra característica importante é a homogeneidade do 
meio, devido a isso amostras e padrões devem estar em solução, e no mesmo 
solvente. Além disso, as espécies absorventes devem agir independentemente umas 
das outras, por essa razão é importante que as soluções estejam diluídas, além de 
estarem livres de interferentes. 
 
 
 
Ponto 5: 
A cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE) e a cromatografia gasosa (CG). 
Ainda, o detector escolhido por unanimidade foi o espectrômetro de massas (EM), já 
que permite obter informações estruturais das moléculas de misturas complexas. 
Em 1952, James e Martin introduziram a cromatografia gás-líquido, a qual, até hoje, é 
conhecida como cromatografia gasosa (CG) ou cromatografia a gás, e é considerada 
uma das técnicas mais úteis para análises de gases e compostos orgânicos voláteis 
ou derivados com igual característica. Como todos os processos cromatográficos que 
vimos até agora, a técnica de cromatografia gasosa é utilizada para separar os 
componentes de uma amostra através da sua distribuição entre as FM e FE. No 
entanto, o grande diferencial em relação à CLAE é que, neste caso, a FM é um gás 
inerte e a amostra deve estar na forma de vapor, para então ser carreada pelo gás. 
 
 
 
Seguramente, a principal desvantagem da técnica é a limitação para compostos 
voláteis (ou gases) e termicamente estáveis. 
 
 
Ponto 6: 
Dentre todas as técnicas analíticas disponíveis, a Espectrometria de Massas (EM, ou 
MS, do inglês mass spectrometry) talvez seja a mais universal e versátil. Isso porque 
a técnica fornece informações sobre a composição elementar de amostras, as 
estruturas das moléculas orgânicas, inorgânicas e biológicas, a composição quali e 
quantitativa de misturas complexas, a estrutura e composição de superfícies sólidas 
e as razões isotópicas de átomos em amostras. 
Basicamente, a EM é o estudo de sistemas que causam a formação de íons gasosos 
(com ou sem fragmentação), caracterizada pela relação massa/carga (m/z) e 
abundância relativa. Em outras palavras, a técnica mede a massa de moléculas 
individuais que tenham sido convertidas em íons. 
O EM é um gráfico que mostra a abundância (intensidade) relativa de cada íon que 
aparece como picos com m/z definidos. Note que o equipamento faz uma medida da 
razão massa/carga (m/z), e não da massa em si. Por isso, para darmos continuidade 
ao tema, algumas definições são importantes: 
- Razão massa/carga (m/z): razão, sem unidade, de seu número de massa (m) em 
relação ao número de carga fundamental (z) do íon. Na maioria dos casos, os íons 
encontrados no espectrômetro de massa possuem uma carga (z =1), então, o valor 
m/z é numericamente igual à massa molecular iônica em unidades de massa atômica. 
É o que ocorre quando uma biomolécula é ionizada pela adição de um próton. Assim, 
uma molécula com massa de 1000 Da que seja ionizada pela adição de um próton 
aparecerá no espectro com m/z de 1001 [ (1000+1)/1]. Por outro lado, se a mesma 
molécula sofrer adição de dois prótons durante a ionização, ela será detectada com 
m/z 501 [(1000+2)/2]. No caso menos comum de a molécula ser ionizada perdendo 
um próton, adquirindo carga negativa, a mesma molécula com massa de 1000 Da 
aparecerá no espectro com m/z de 999 [(1000-1)/1]. Por outro lado, se a mesma 
molécula sofrer perda de dois prótons durante a ionização, ela será detectada com 
m/z 499 [(1000-2)/2]. 
Um resumo do processo de análise pela espectrometria de massa, culminando em 
um espectro de massa típico, é mostrado na Figura 4.1. Nesta figura, M representa as 
moléculas de um composto puro na fase gasosa. Após um processo de ionização, M+ 
se decompõe, criando íons de massas menores que, quando detectados, geram o 
espectro de massas característico. 
 
A análise por EM envolve sempre as seguintes etapas: 
(1) Atomização. 
(2) Conversão de uma fração dos átomos formados em (1), em uma corrente de 
íons, geralmente positiva. 
(3) Fragmentação dos íons formados em (2). 
(4) Separação dos fragmentos formados em (3), de acordo com suas razões 
massa/carga (m/z). 
(5) Contagem do número de íons formados que incidem no transdutor. 
 
Assim, sempre que as mesmas condições de fragmentação são empregadas, o perfil 
de abundância relativa obtido permanece igual para o mesmo composto. Além disso, 
dois compostos diferentes sempre apresentam padrões de fragmentação diferentes, 
mesmo quando aplicadas as mesmas condições de fragmentação (Figura 4.2). Assim, 
o espectro obtido é único para cada composto, o que torna a técnica muito segura 
para a confirmação da identidade de um composto. 
 
Como podemos ver, são vários componentes, sendo três em destaque: uma fonte de 
íons, um analisador de massa e um detector. Na fonte de íons, os componentes de 
uma amostra são convertidos em íons pela ação de um agente ionizante. Os íons 
positivos ou negativos formados são, então, acelerados em direção ao analisador de 
massa. A função do analisador de massa é separar tais íons de acordo com a sua 
razão massa-carga (m/z). Os espectrômetros de massa, geralmente, são classificados 
de acordo com a natureza do analisador de massa, como veremos a seguir. Por fim, 
o detector recebe os íons que foram separados pelo analisador, transformando a 
corrente de íons em sinais elétricos, os quais são processados, armazenados na 
memória de um computador e mostrados em uma tela, na forma de espectros. Para 
que o processo funcione corretamente, um sistema de alto vácuo e um sistema de 
introdução de amostras adequados são necessários. 
 
 
- Fontes de ionização: o início da análise espectrométrica se dá com a formação dos 
íons gasosos do analito. Os íons são obtidos por colisão das moléculas do composto 
de interesse com elétrons ou outros íons. A colisão transfere energia para as 
moléculas que, além de ionizar, sofrem fragmentação. Um ambiente rarefeito é 
essencial para que os elétrons ou íons responsáveis pela formação dos íons do 
composto sofram poucas colisões com outras moléculas estranhas presentes. Por 
isso, a importância do vácuo no processo. Os métodos de ionização se dividem em 
duas categorias principais: as fontes de fase gasosa, nas quais a amostra é 
vaporizada e, depois, ionizada (por exemplo, fonte de impacto de elétrons e de 
ionização química); e as fontes de dessorção, também chamadas de fontes brandas 
de ionização, nas quais a amostra no estado sólido ou líquido é convertida diretamente 
em íons gasosos (fonte de eletronebulização, dessorção assistida por matriz e a fonte 
de bombardeamento com átomos rápidos). Uma vantagem desta última é sua 
utilização para amostras não voláteis e instáveis termicamente. Os equipamentos de 
EM mais modernos permitem a troca das fontes de acordo com a análise a ser 
realizada. Falaremos brevemente das fontes mais comuns. Na fonte de impacto de 
elétrons (EI), a amostra é introduzida em um compartimento mantido a baixas 
pressões e altas temperaturas. Os compostos são bombardeados por um feixe de 
elétrons altamente energético (geralmente, 70 eV), que arranca um dos elétrons da 
molécula ao se chocar com ela, produzindo um íon positivo, conforme a reação M e +

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