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Conhecimentos Gerais
Prof. Cássio Albernaz
Instituto Brasileiro de Geogra�a e Estatística
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Conhecimentos Gerais
Professor: Cássio Albernaz
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Os textos aqui apresentados são referências de temas atuais que podem ser abordados para a 
prova de Conhecimentos Gerais.
A parte referente à História do Brasil é um resumo de referência.
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Conhecimentos Gerais
1. Elementos de política brasileira. 
STF CONDENA SENADOR, MAS NÃO TIRA MANDATO 
Supremo Condena Senador por Fraude
Correio Braziliense – 09/08/2013
Pela primeira vez na história, o Supremo julgou e condenou um senador. Ivo Cassol (PP-RO) foi 
considerado culpado no crime de fraude a licitação e punido com 4,8 anos de prisão em regime 
semiaberto. Mas, em vez de determinar a perda automática do cargo eletivo, como fez no caso 
do mensalão, o tribunal reviu o entendimento e deixou para o Senado a decisão de cassá-lo 
ou não. A mudança de posição do STF se deve à entrada em cena dos dois últimos ministros 
nomeados por Dilma: Teori Zavascki e Roberto Barroso. Foi o voto dos dois que fez o placar 
anterior, de 5 a 4, mudar para 6 a 4 (Luiz Fux não participou dessa decisão). A expectativa é de 
que o novo entendimento interfira também no julgamento dos recursos dos réus do mensalão.
O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou ontem, por 10 votos a zero, o senador Ivo Cassol 
(PP-RO) a 4 anos, 8 meses e 26 dias de prisão em regime semiaberto e multa de R$ 201,8 mil pelo 
crime de fraude em licitações. O delito foi cometido entre 1998 e 2002, quando o parlamentar 
exercia o cargo de prefeito da cidade de Rolim de Moura, em Rondônia. O congressista ficará em 
liberdade até o julgamento de eventuais recursos que poderá protocolar na própria Suprema 
Corte. Os ministros definiram que caberá ao Senado deliberar sobre a perda do mandato de 
Cassol, decisão que deve interferir no caso dos réus detentores de cargo eletivo condenados no 
julgamento do mensalão.
Na Ação Penal 470, o STF havia determinado por cinco votos a quatro a perda do mandato 
dos parlamentares condenados, cabendo ao Congresso apenas cumprir a ordem. No entanto, 
diante da chegada de dois novos ministros à Corte, o entendimento acabou modificado ontem. 
Teori Zavascki e Luís Roberto Barroso consideram que cabe ao Legislativo definir se cassará ou 
não o mandato do congressista. Ambos foram decisivos para a formação do placar de seis a 
quatro — Luiz Fux, que é contrário a essa corrente, não participou do julgamento de Ivo Cassol, 
pois já havia atuado no processo quando ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
O presidente do STF, Joaquim Barbosa, alertou para a possibilidade de ocorrer a "incoerência" 
de um parlamentar que perdeu os direitos políticos e condenado ao semiaberto — regime 
no qual é permitido trabalhar durante o dia — exercer o mandato no Congresso até as 18h e 
depois ter que se recolher no estabelecimento próprio para o cumprimento da pena. "Pune-
se mais gravemente quem exerce responsabilidade maior, essa deve ser a regra. Quanto mais 
elevada a responsabilidade, maior deve ser a punição, e não o contrário", afirmou Barbosa.
 
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Luís Roberto Barroso ponderou, no entanto, que a Constituição é clara quanto à prerrogativa 
exclusiva do Legislativo para decretar a perda do mandato de parlamentares. "Eu lamento que 
tenha essa disposição, mas ela está aqui. Comungo da perplexidade de Vossa Excelência, mas a 
Constituição não é o que eu quero, é o que eu posso fazer dela", disse.
No julgamento, iniciado na quarta-feira e concluído ontem à noite, Ivo Cassol e os outros oito 
réus do processo acabaram absolvidos da acusação de formação de quadrilha. Já por fraude, 
além do senador foram condenados a 4 anos e 9 meses de prisão Salomão da Silveira e 
Erodi Antonio Matt, que eram respectivamente presidente e vice-presidente da Comissão de 
Licitações de Rolim de Moura.
A sessão de ontem acabou presidida pelo vice-presidente Ricardo Lewandowski até a chegada, 
já no fim da tarde, de Barbosa ao plenário. Ele acompanhou a maior parte do julgamento de 
seu gabinete por ter sentido dores na coluna. O julgamento foi concluído menos de 10 dias 
antes do prazo em que os crimes prescreveriam: 17 de agosto.
"Conluio"
De acordo com a denúncia do Ministério Público, o esquema criminoso consistia no 
fracionamento ilegal de licitação de obras e serviços de modo que somente empresas 
envolvidas no "conluio" disputavam o procedimento. Relatora do processo, a ministra Cármen 
Lúcia destacou que houve a intenção de fraudar 12 licitações durante o período em que Cassol 
comandou a Prefeitura de Rolim de Moura. O STF definiu que não houve formação de quadrilha, 
uma vez que não se comprovou a reunião de mais de três acusados para a prática dos crimes.
"O fato é que houve direcionamento das empresas pelo município de Rolim de Moura", frisou 
o revisor da ação, Dias Toffoli. Ricardo Lewandowski acrescentou. "Ocorreu, a meu ver, um 
conluio entre a administração do município e as empresas que participavam das licitações", 
afirmou.
Em nota, Ivo Cassol diz que continuará exercendo o mandato, que termina em 31 de janeiro 
de 2019. "Sou inocente e vou recorrer em liberdade da sentença que fui condenado! Não 
houve direcionamento às empresas beneficiadas e muito menos fracionamento dos processos 
licitatórios conforme denúncia contra mim apresentada", destacou o parlamentar, primeiro 
senador condenado na história do STF.
APÓS LIVRAR DONADON, CÂMARA QUER VOTO ABERTO EM CASSAÇÕES 
Após Livrar Donadon, Câmara Agora Quer Abrir Votos Em Caso De Cassação 
O Estado de S. Paulo – 30/08/2013
Objetivo é evitar que episódio se repita no julgamento de condenados no mensalão
Ao não cassar o mandato do deputado federal Natan Donadon (sem partido-RO), que está 
preso por ter sido condenado no STF, a Câmara colocará em votação proposta que acaba como 
voto secreto para esse tipo de decisão. O objetivo é evitar que o episódio se repita no caso dos 
condenados no mensalão. O presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), espera 
concluir o trâmite da proposta em outubro. No Senado, a articulação é para uma regra que 
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torne automática a perda de mandato em caso de condenação criminal. O fim do segredo em 
processos de cassação foi aprovado pelo Senado e tramita na Câmara. O PT foi o partido que 
mais teve deputados que faltaram à votação de Donadon. Entre os ausentes estão os quatro 
condenados no mensalão: João Paulo Cunha (PT-SP), Valdemar Costa Neto (PR-SP), Pedro Henry 
(PP-MT) e José Genoino (PT-SP), de licença médica.
Na tentativa de minimizar os danos de imagem após manter o mandato do deputado preso 
por peculato e formação de quadrilha Natan Donadon (sem partido-RO) líderes da Câmara 
prometem colocar em votação a proposta que acaba com o voto secreto nesse tipo de decisão. 
A ideia é que a nova regra esteja valendo quando os condenados no julgamento do mensalão 
tiverem seus casos analisados em plenário.
Anteontem, os deputados livraram Donadon da cassação em votação secreta. Ele acabou 
afastado pelo fato de estar cumprindo pena num presídio em Brasília. Almir Lando (PMDB-RO), 
seu suplente, assumiu ontem já defendendo o fim da votação secreta em caso de cassações.
O presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), disse que espera concluir o trâmite 
da proposta do voto aberto em outubro. No Senado, a articulação é para uma regra que tome 
automática a perda de mandato em caso de condenação criminal em sentença definitiva.
O fim do segredo em processos de cassação foi aprovado pelo Senado em uma proposta de 
Alvaro Dias (PSDB-PR) e tramita em comissão especial na Câmara.