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A Mulher em Esparta e Atenas

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Ciências Humanas e suas 
Tecnologias - História
Ensino Médio, 1ª Série
A participação das mulheres na vida social e política em Esparta e Atenas
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História, 1º ano do Ensino Médio
A participação das mulheres na vida social e política em Esparta e Atenas
O CASAMENTO E OS VALORES GENTÍLICOS: FAMÍLIA E EDUCAÇÃO
	Vamos conversar sobre o assunto?
		Você já parou para pensar na importância da família na sociedade grega? E quanto ao lugar da mulher nessa família? Alguma vez já pensou nas diferenças educacionais existentes nas duas principais pólis¹ gregas? Não? Então é hora de começar a refletir sobre o casamento e os valores gentílicos na formação da sociedade grega. Mas como era mesmo organizada a família na Grécia? Vamos começar a discutir sobre o assunto.
 Como era a família na Grécia?
	O Mundo da Grécia era formado por uma sociedade altamente patriarcal², onde a palavra do homem exercia o poder supremo no seio familiar. Perante o Governo, o marido sempre estava com a razão no momento dos conflitos entre os cônjuges e a mulher, mesmo se estivesse correta em suas atitudes, levaria a pior. 
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	Devido ao forte laço de amizade (em alguns casos de parentesco) existente entre o rei e os seus guerreiros, todos eram considerados como uma grande família. Como em toda família, existiam as trocas de cumprimento, mas também os litígios.
	Cada família (ou genos³) traça sua descendência até um único fundador, um deus ou herói, a uma delas pertence o rei que dirige o clã na guerra e na paz. Cada família é subdividida em grupos de natureza militar e religiosa, depois vem a população dividida segundo a ocupação, lugar de residência e posição social. 
	O trabalho é feito em casa por todos os membros da família, não sendo, portanto, considerado um incômodo ou opressão. Os escravos e servos sem lar, empregados, fazem parte da família como unidade social e produtiva, embora os trabalhos mais árduos lhes sejam delegados. Como membros da família, estão sob a proteção dos deuses do lar; e a religião e os costumes garantem aos mesmos um tratamento humano.
História, 1º ano do Ensino Médio
A participação das mulheres na vida social e política em Esparta e Atenas
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E as mulheres?
	Não podemos falar de família sem, no entanto, abordarmos o papel que a mulher possuía na sociedade grega e do seu comportamento diante dos poderes legais da época. A mulher era extremamente dependente e subordinada ao chefe da família ou, quando casada, ao seu marido e senhor. Particularmente em Atenas, as mulheres assemelhavam-se aos escravos, os quais não possuíam nenhum direito político ou jurídico; direitos assegurados na sociedade minoana e, segundo parece, nos tempos de Homero. Porém, a mulher era reconhecida como senhora do escravo, extinguindo-se por aí as semelhanças entre ambos.
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A participação das mulheres na vida social e política em Esparta e Atenas
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	As atenienses solteiras não podiam encontrar-se livremente com os rapazes, ficando em aposentos separados dos masculinos (o gineceu) e as mulheres casadas viviam longe das vistas alheias, separadas até dos membros masculinos da própria família. Já os homens gozavam de total liberdade política e judiciária dentro do Império, cabendo-lhes os trabalhos com a caça e a agricultura, como também lhes eram dados os direitos, caso quisessem, de não permitir que as suas esposas governassem a sua casa com autoridade. Singularidades eram visíveis de lugar a lugar. Os espartanos, por exemplo, apesar de serem bastante rígidos, ao contrário dos atenienses, permitiam que as suas jovens esposas usassem vestes curtas para a prática de exercícios físicos.
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	Para o cidadão de Atenas, casar-se era, antes de tudo, uma convenção religiosa e social, pois tornava possível a continuação de sua família. Isso mesmo, casava-se PRINCIPALMENTE para poder continuar a família “e assegurava a seu pai o culto que este último igualmente já celebrara em honra dos seus antepassados, culto que era considerado como indispensável à felicidade dos mortos no outro mundo” (FLACELIÈRE: [s.d.], 68)
	Não sabemos com precisão se o amor existia entre os casais formados no fim do século VI, mas que, em meados dos séculos V e IV, os gregos empregavam a palavra Eros (amor) para descrever o sentimento que unia duas pessoas. O amor conjugal apenas será reabilitado, totalmente, na Grécia com a influência dos costumes romanos.
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	A família espartana exercia um importante papel perante o Estado, pois era ela quem educava, desde a infância, as crianças saudáveis para servirem ao exército, enquanto que as crianças não consideradas saudáveis pela Comissão Especial de anciãos eram rejeitadas pelo Governo, podendo morrer ou ser recolhidas por algum hilota.
	Se para as mulheres havia regras rígidas para os homens também, sendo os espartanos obrigados a realizar matrimônio sob pena de serem punidos por lei. Em Atenas, por outro lado, tal obrigatoriedade não existia embora os solteiros fossem vistos com desprezo e censura, sendo liberados de tal obrigação caso possuíssem um irmão mais velho e este já estivesse casado.
	Era preferível o casamento entre pessoas do mesmo grupo social, isto é, a endogamia, exceto entre ascendentes e descendentes e entre irmãos e irmãs da mesma mãe, para conservar e reforçar os laços da família. No caso do único filho ser do sexo feminino, apenas lhe seria permitido casar-se com um parente mais chegado do pai, ficando evidente a preocupação em perpetuar a raça e assegurar o culto familiar.
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Imagem: Lisander of
Sparta / Public Domain
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	O relacionamento do casal tinha como principal intuito a procriação dos filhos, portanto, todos os esforços realizados eram para que a mulher tivesse uma vida saudável para assegurar a continuidade da raça. Com esse fim, havia uma legislação familiar em Esparta que permitia ao homem idoso entregar a sua esposa para ter com varões mais novos e vigorosos filhos saudáveis. Ainda, a mulher que fosse estéril ou cometesse adultério deveria ser repudiada, obrigatoriamente, pelo marido.
	O sustento da família, nas classes sociais mais pobres, muitas vezes ficava a cargo da mulher, que trabalhava como vendedora no mercado, “mas as atenienses só em casos extremos lançavam mão de qualquer ofício, enquanto as mulheres dos metecos eram frequentemente tecedeiras de lã, sapateiras, costureiras, etc”. (FLACELIÈRE: [s.d.], 80) Lembrando que nas camadas sociais mais elevadas, as mulheres apenas sairiam de casa acompanhada por uma de suas escravas. Apenas nas festas familiares é que elas juntavam-se aos homens. 
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E como era a Educação na Grécia?
	Para compreender a educação na Grécia Antiga é imprescindível comparar os métodos educacionais existentes em Esparta e Atenas, duas das polis mais importantes daquela civilização. Vejamos:
 
	A primeira diferença existente entre Atenas e Esparta, no que se refere à educação, diz respeito ao tratamento dado aos recém-nascidos. As crianças de Esparta não eram enfaixadas como em Atenas, pelo contrário, tinham seus membros inteiramente livres. As amas da Lacônica, segundo Plutarco, “habituavam-nos a não serem esquisitos nem difíceis quanto à alimentação, a não terem medo da escuridão, a não recearem a solidão, a absterem-se de caprichos vulgares, de lágrimas e de gritos”. Esse era o motivo pelo qual as famílias aristocráticas de Atenas procuravam amas para

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