Processo Civil Sentenças
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Processo Civil Sentenças


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Ao longo do processo o juiz pratica atos normativos. No código vigente os atos normativos do juiz são chamados de pronunciamentos judiciais (arts. 203-205) \u2013 que podem ser catalogados basicamente em cinco espécies:
I) sentenças;Somente no Primeiro Grau
II) decisões interlocutórias;
III) despachos;Somente nos TRIBUNAIS
(em virtude de RECURSO)
IV) acórdãos;
V) decisões monocráticas.
No primeiro grau de jurisdição, os juízes podem se pronunciar mediante sentenças, decisões interlocutórias e despachos.
1 \u2013 SENTENÇA
Sentença é todo ato processual judicial que resolve definitivamente ou parcialmente uma questão processual ou de mérito de acordo com os arts. 485 e 487, colocando fim à atividade de conhecimento ou de execução (art. 203 § 1.º).
Art. 203. Os pronunciamentos do juiz consistirão em sentenças, decisões interlocutórias e despachos.
§ 1o Ressalvadas as disposições expressas dos procedimentos especiais, sentença é o pronunciamento por meio do qual o juiz, com fundamento nos arts. 485 e 487, põe fim à fase cognitiva do procedimento comum, bem como extingue a execução.
Art. 485. O juiz não resolverá o mérito quando:
I - indeferir a petição inicial;
II - o processo ficar parado durante mais de 1 (um) ano por negligência das partes;
III - por não promover os atos e as diligências que lhe incumbir, o autor abandonar a causa por mais de 30 (trinta) dias;
IV - verificar a ausência de pressupostos de constituição e de desenvolvimento válido e regular do processo;
V - reconhecer a existência de perempção, de litispendência ou de coisa julgada;
VI - verificar ausência de legitimidade ou de interesse processual;
VII - acolher a alegação de existência de convenção de arbitragem ou quando o juízo arbitral reconhecer sua competência;
VIII - homologar a desistência da ação;
IX - em caso de morte da parte, a ação for considerada intransmissível por disposição legal; e
X - nos demais casos prescritos neste Código.
Art. 487. Haverá resolução de mérito quando o juiz:
I - acolher ou rejeitar o pedido formulado na ação ou na reconvenção;
II - decidir, de ofício ou a requerimento, sobre a ocorrência de decadência ou prescrição;
III - homologar:
a) o reconhecimento da procedência do pedido formulado na ação ou na reconvenção;
b) a transação;
c) a renúncia à pretensão formulada na ação ou na reconvenção.
Sentença total \u2013 quando resolver toda a controvérsia posta em juízo.
Sentença parcial \u2013 quando resolver apenas em parte a controvérsia posta em juízo.
Sentença terminativa
Encerra o processo sem manifestação sobre o mérito (caso do art. 485). Quando o juiz não resolve o mérito da causa, o seu pronunciamento limita-se ao conhecimento de questões processuais concernentes aos requisitos para a prestação da tutela jurisdicional. Em outras palavras, o juiz não conhece de questões atinentes ao plano do direito material.
Dá azo ao direito da parte de propor ou não nova ação para obtenção da tutela jurisdicional do direito conforme o art. 486. Com a prolação da sentença, a atividade de conhecimento da causa exaure-se para o juiz de primeiro grau (art. 494). Vale dizer: encerra-se a função de conhecimento e a sentença determina igualmente a extinção do processo \u2013 ou melhor, do procedimento comum em primeiro grau. Nenhuma outra atividade é necessária pelo juízo de primeiro grau.
Art. 486. O pronunciamento judicial que não resolve o mérito não obsta a que a parte proponha de novo a ação.
Sempre que o Juiz prolata sentença sem resolução de mérito (art. 485, § 7.º) ele pode, à luz da interposição da apelação pela parte interessada, retratar-se da sentença, alterando-a. A razão para isto está especificamente no estímulo à resolução de mérito: é por essa razão que todas as sentenças terminativas são passíveis de retratação à vista da interposição da apelação, entre elas a Improcedência Liminar do Pedido (art. 332, § 2º) e o Indeferimento da Petição Inicial (art. 331, caput) . Cabe ressaltar este aspecto em virtude da preclusão consumativa da sentença para o juiz.
Art. 485, § 7o Interposta a apelação em qualquer dos casos de que tratam os incisos deste artigo, o juiz terá 5 (cinco) dias para retratar-se.
Costuma-se questionar se o réu tem interesse recursal no caso de sentença terminativa, buscando sentença definitiva que venha a reconhecer a improcedência do pedido do autor. À luz do novo Código, a resposta tem de ser positiva: isso porque o art. 488 é claro em afirmar que, \u201cdesde que possível, o juiz resolverá o mérito sempre que a decisão for favorável à parte a quem aproveitaria o pronunciamento que não a resolve\u201d. Em outras palavras, o novo código institui direito à pronúncia de mérito ao réu, sempre que for possível ao juiz fazê-lo, em detrimento de soluções meramente processuais. Daí que há interesse recursal do réu em interpor apelação para mostrar que, nada obstante a pronúncia terminativa, o juiz deveria ter decidido no mérito em sentido favorável à sua posição. Afinal, se ele já sabe que o pedido não pode ser acolhido, melhor que já profira sentença definitiva, que examine a questão de fundo. Com isso, o processo alcançará o seu objetivo final, o que não ocorreria com a mera extinção sem resolução de mérito.
Art. 488. Desde que possível, o juiz resolverá o mérito sempre que a decisão for favorável à parte a quem aproveitaria eventual pronunciamento nos termos do art. 485.
A decisão terminativa, após o trânsito em julgado, faz coisa julgada formal, que pressupõe o encerramento do processo. Nenhuma outra modificação poderá ser feita, e o que ficou decidido não será mais discutido naquele processo em que a sentença ou acórdão foi proferido, que já se encerrou, isto é, existe a possibilidade de repropositura de idêntica ação. Há o impedimento de modificação da decisão por vias internas ao processo, ou seja, a sentença não pode ser discutia no mesmo processo.
Sentença definitiva
É a que resolve o mérito da demanda (caso do art. 487)
Há julgamento de mérito quando o juiz acolhe ou rejeita o pedido formulado na ação ou na reconvenção, assim como quando decide, de ofício ou a requerimento das partes, sobre a ocorrência da prescrição da pretensão ou da decadência do direito (art. 487, I e II). Quando há o julgamento do mérito, o juiz não fica apenas no plano do processo: a sua cognição a respeito da causa entra no plano do direito material, isto é, enfrenta as questões que compõem a causa de pedir e o pedido do autor e as defesas diretas e as defesas indiretas eventualmente formuladas pelo réu. Vale dizer: enfrenta especificamente o objeto litigioso do processo.
A rigor, só haveria sentença de mérito nos casos de acolhimento ou rejeição do pedido do autor (art. 487, I, do CPC). No entanto, o legislador também considerou como sentença definitiva aquela em que o réu reconhece a procedência do pedido, a que homologa transação; aquela em que o juiz reconhece a prescrição ou decadência, e a dada quando o autor renuncia ao direito em que se funda a ação. Embora nestas últimas não haja propriamente exame do pedido, o legislador as considerou como de mérito, para que pudessem tornar-se definitivas, revestidas da autoridade da coisa julgada material. Daí alguns doutrinadores as considerarem \u201cfalsas sentenças de mérito\u201d
Não há peculiaridades no que concerne à coisa julgada material. As sentenças de mérito, quando não mais suscetíveis de recurso, não podem mais ser discutidas, no mesmo processo (coisa julgada formal), ou em qualquer outro (coisa julgada material). Mas as de extinção sem resolução de mérito só ficam sujeitas à coisa julgada formal. A informalidade e simplicidade do processo não afastam a coisa julgada material: a cognição no juizado é exauriente, e as sentenças de mérito são definitivas.
	Tutela presta-
da pela sentença
	Característica
	Técnica Processual Executiva posteiror à sentença
	Técnica processu-
al para a sentença
	Sub-espécie
	Finalidade
	Exemplo
	Autos-
sufici-
ente
	Encerra