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APOSTILA DE SEMIOLOGIA VETERINÁRIA 
PEQUENOS E GRANDES ANIMAIS DOMÉSTICOS 
 
 
 
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 UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO 
CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS 
DISCIPLINA DE SEMIOLOGIA VETERINÁRIA 
DOCENTE: PROF. DR. RAIMUNDO ALVES BARRETO JUNIOR 
MONITORES: LETÍCIA CELY E SUSANA OLIVEIRA 
 
 
 
 
APOSTILA DE SEMIOLOGIA VETERINÁRIA 2017.1 
 
 
 
 
 
 APOSTILA DE SEMIOLOGIA VETERINÁRIA 
PEQUENOS E GRANDES ANIMAIS DOMÉSTICOS 
 
 
 
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SUMÁRIO: 
1. SEMIOLOGIA VETERINÁRIA................................................ Pág. 3 
2. CONCEITOS GERAIS EM SEMIOLOGIA................................ Pág. 4 
3. MÉTODOS GERAIS DE EXPLORAÇÃO CLÍNICA.................... Pág. 5 
4. EXAME CLÍNICO DO SISTEMA TEGUMENTAR..................... Pág. 9 
5. EXAME CLÍNICO DAS MUCOSAS......................................... Pág. 11 
6. EXAME CLÍNICO DO SISTEMA LINFÁTICO........................... Pág. 14 
7. EXAME CLÍNICO DO SISTEMA CIRCULATÓRIO.................... Pág. 17 
8. EXAME CLÍNICO DO SISTEMA RESPIRATÓRIO.................... Pág. 20 
9. EXAME CLÍNICO DO SISTEMA DIGESTÓRIO........................ Pág. 27 
10. EXAME CLÍNICO DO SISTEMA DIGESTÓGIO........................ Pág. 31 
11. EXAME CLÍNICO DO SISTEMA DIGESTÓRIO........................ Pág. 36 
12. EXAME CLÍNICO DO SISTEMA URINÁRIO............................ Pág. 40 
13. EXAME CLÍNICO DO SISTEMA REPRODUTOR FEMININO.... Pág. 45 
14. EXAME CLÍNICO DO SISTEMA REPRODUTOR MASCULINO. Pág. 47 
15. REFEÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS............................................. Pág. 49 
 
 
 
 
 
 
 
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PEQUENOS E GRANDES ANIMAIS DOMÉSTICOS 
 
 
 
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SEMIOLOGIA VETERINÁRIA 
A semiologia é a parte da medicina que estuda os métodos de exame clínico, pesquisa os sintomas 
e os interpreta, reunindo elementos para construção de um diagnóstico, prognóstico e tratamento de uma 
enfermidade. 
A palavra semiologia provém do grego semeion: que quer dizer sintomas/sinais e logos: que 
significa ciência/estudo. 
Por que semiologia é arte e ciência? É uma ciência, pois existe sequências lógicas que exigem 
aplicação de conhecimentos científicos. É uma arte, pois seu êxito depende da habilidade e das técnicas 
empregadas por aqueles que a ela se dedicam. 
Pode ser subdividida em: 
 Semiotécnica: É a utilização, por parte do examinador, de todos os recursos disponíveis para 
se examinar o paciente enfermo, desde a simples observação do animal até a realização de 
exames modernos e complexos. 
 Clínica Propedêutica: Reúne e interpreta o grupo de dados obtidos através do exame do 
paciente. É um elemento de raciocínio e análise fundamental para o estabelecimento do 
diagnóstico. 
 Semiogênese: Busca explicar os mecanismos pelos quais os sintomas aparecem e se 
desenvolvem. 
Divisão da semiotécnica 
 
 
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PEQUENOS E GRANDES ANIMAIS DOMÉSTICOS 
 
 
 
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CONCEITOS GERAIS EM SEMIOLOGIA 
 Sintoma: é todo o fenômeno anormal pelo qual as doenças se revelam no animal. EX: tosse, 
claudicação, dispnéia. 
 Sinal: não se limita à observação da manifestação anormal apresentada pelo animal, mas 
principalmente, a avaliação e a conclusão que o clínico retira do(s) sintoma(s) observado(s) e/ou por 
métodos físicos de exame. É um elemento de raciocínio! 
 EX: quando se palpa uma determinada região com aumento de volume e onde se forma 
uma depressão que se mantém mesmo quando a pressão é retirada, é sugestivo de edema resultando no 
que se chama de sinal de godet positivo. O sintoma, nesse caso, é o aumento de volume, que, por si só, 
não o caracteriza, pois pode ser tanto um abscesso quanto um hematoma. 
OBS: Em Medicina Veterinária existem apenas os sinais clínicos, pois o sintoma é uma sensação subjetiva 
anormal, sentida pelo paciente e não visualizada pelo examinador. Já o sinal é um dado objetivo, que pode 
ser notado pelo examinador por inspeção, palpação, percussão, etc. 
 Síndrome: Conjunto de sinais clínicos, de múltiplas causas e que afetam diversos sistemas. Quando 
adequadamente reconhecidos e considerados em conjunto, caracterizam uma determinada enfermidade. 
EX: Febre é um conjunto de sintomas, pois em decorrência da mesma ocorre ressecamento da boca, 
aumento da frequência respiratória e cardíaca, perda parcial de apetite, oligúria, dentre outros, sendo a 
elevação de temperatura (hipertermia), o sintoma preponderante. 
 Diagnóstico: É reconhecer uma dada enfermidade por suas manifestações clínicas, bem como 
prever sua evolução, ou melhor, seu prognóstico. As principais causas de erro no estabelecimento de um 
diagnóstico são: anamnese incompleta, exame físico superficial, avaliação precipitada ou falsa dos achados 
clínicos, conhecimento insuficiente dos métodos, impulso precipitado em tratar o paciente antes mesmo 
de estabelecer o diagnóstico. 
OBS: Há duas fases para a resolução do problema clínico; a elaboração de hipóteses e avaliação das 
hipóteses obtidas. A elaboração das hipóteses inicia-se com informações mínimas sobre o paciente tais 
como idade, sexo, raça e queixa. O trabalho mais difícil é a avaliação das hipóteses obtidas ao analisar os 
dados clínicos e dos resultados dos exames complementares, quando solicitados. Por isso, vale a pena 
relembrar os princípios de Hutchinson: 
I. Não seja demasiadamente sagaz. 
II. Não tenha pressa. 
III. Não tenha predileções. 
IV. Não diagnostique raridades. Pense nas hipóteses mais simples. 
V. Não tome um rótulo por diagnóstico. 
VI. Não tenha prevenções. 
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VII. Não seja demasiado seguro de si. 
VIII. Não hesite em rever seu diagnóstico, de tempo em tempo, nos casos crônicos. 
Prognóstico: Consiste em se prever a evolução da enfermidade e suas prováveis conseqüências 
(salvar a vida, curar ou manter a capacidade funcional do órgão acometido). Pode ser: favorável, quando se 
espera uma evolução satisfatória, desfavorável, se prevê o término fatal ou possibilidade de óbito, e 
reservado (duvidoso) em casos de cursos imprevisíveis. 
 
MÉTODOS GERAIS DE EXPLORAÇÃO CLÍNICA 
O exame clínico é o conjunto de procedimentos executados pelo clinico de forma metódica e 
sistemática visando o estabelecimento de um diagnóstico presuntivo. Em tempos de tanta tecnologia 
disponível as pessoas se esquecem da importância do exame clínico para o diagnóstico e tratamento de 
doenças. O objetivo do exame clínico é a colheita de dados que constituirão a base do diagnóstico. O 
exame clínico é dividido em: identificação do paciente, anamnese e exame físico. A partir delas, é possível 
obter informações sobre o estado geral do paciente, podendo ser identificadas doenças a partir de seus 
sintomas. 
A identificação do animal e a realização da entrevista com o proprietário são de extrema 
importância, assim como é importante considerarmos espécie, raça, sexo e idade do paciente. A 
suscetibilidade de uma espécie varia consideravelmente em relação às doenças infecciosas e/ou 
parasitárias e ao comprometimento de determinados sistemas ou órgãos. As raças mais puras são mais 
suscetíveis a doenças. As raças mistas ou os animais sem raça definida (SRD) são animais de extrema 
rusticidade e geralmente reagem favoravelmente, quando devidamente diagnosticados e tratados. 
Também é evidente que existem certas doenças que acometem somente indivíduos de um mesmo sexo. 
Alguns processos febris em fêmeas ocorrem devido ao envolvimento do úbere ou do útero enquanto

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