Psicologia Analítica - Resumo Introdutório
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Psicologia Analítica - Resumo Introdutório


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Psicologia Analítica- Resumo
Alunas: Jenefer Marcela e Patricia Georgiew
O que vai cair ?
Estrutura e dinâmica da psique (Cap. 3 e 4 H. Criativo OU Texto professora) 
Desenvolvimento da consciência e do Ego (Cap. 1 Mapa da Alma) 
Inconsciente Pessoal e Coletivo 
Arquétipos (Cap. 06 \u2013 até P. 141) e complexos (Cap. 2 Mapa da Alma) 
Persona e Sombra (Cap. 5 Mapa da Alma) 
Anima e Animus (Cap. 6 Mapa da Alma) 
Individuação (Cap. 7 H. Criativo OU Cap. 8 Mapa da Alma) e Self (Cap. 14 A Busca do Símbolo) 
Sonhos (Cap 5 H. Criativo \u2013 Até P. 121) 
Processo terapêutico (Cap. 18 A Busca do Símbolo) 
Estrutura e dinâmica da psique (Cap. 3 e 4 H. Criativo OU Texto professora)
 
A psique é a fonte de todas as atividades humanas. Uma vez que nossas experiências são produzidas pela psique, devemos pensar nela como uma totalidade psíquica, formada pelo consciente e o inconsciente. Para Jung, a estrutura da psique é formada por diferentes camadas: a consciência, o inconsciente pessoal e o coletivo. 
camadas mais superficiais = consciência
camadas mais internas = níveis mais profundos do inconsciente
centro = Self
Cada estrutura da psique tem seu \u201cfuncionamento próprio\u201d, mas interagem de forma dinâmica e constante com as outras estruturas.
Estruturas que formam a psique em sua camada consciente e inconsciente:
Consciente: A consciência se destaca do inconsciente, e as experiências pessoais formam o Ego, que age como o centro dela. Assim a consciência individual é uma estrutura que tem como base e origem o inconsciente. Não é apenas influenciada pelo inconsciente, mas emerge dele gradualmente e continuamente durante toda a vida. 
Inconsciente: inclui conteúdos que podem ou que irão se tornar conscientes. Para Jung o inconsciente é dividido em duas camadas:
Inconsciente pessoal: é a camada pessoal, distinta dos conteúdos do inconsciente coletivo, contendo memórias perdidas, ideias dolorosas, percepções subliminares e conteúdos que ainda não estão \u201cprontos\u201d para vir à consciência. Assim, ele é de aquisição pessoal, de material que esteve na consciência e foi reprimido ou esquecido e é constituído pelos complexos. 
Complexos: um grupo de ideias ou imagens carregadas emocionalmente e que está fora do alcance da vontade consciente. Essas ideias carregadas de sentimento se acumulam no decorrer do tempo, têm a ver com as experiências pessoais e são autônomas. São a fonte das emoções humanas, pois quando esses complexos são ativados são acompanhados de afetos, de cargas emocionais relacionadas à ele. 
Inconsciente coletivo: é a camada mais profunda do inconsciente e não deve a sua existência a experiências pessoais. Consiste em formas pré-existentes (Arquétipos), como uma herança genética da humanidade. Seu conteúdo nunca esteve na consciência. 
Arquétipos: elementos primordiais e estruturais da psique humana. Estruturas inatas, como sistemas relacionadas à determinados comportamentos humanos. 
Dinâmica do Oposto - Inconsciente e consciente:
Tudo aquilo que não sabemos, e que portanto, não está relacionado com o ego, que é o centro da consciência, é denominado inconsciente. O inconsciente comunica-se com a consciência de forma dinâmica e através de imagens e símbolos: os sonhos, mitos, linguagem poética, fantasias, intuições e sintomas.
Para Jung essas camadas inconscientes são divididas em duas partes: o inconsciente pessoal e coletivo. Além de conter desejos e memórias o inconsciente é formado por símbolos e imagens, onde são agrupados e reagrupados, numa produção constante de sonhos, fantasias e sintomas, funcionando como uma matriz autônoma criadora da vida psíquica. Nele também contem sementes de futuros aspectos da consciência, como potencialidades que podem vir a se desenvolver. 
O inconsciente está sempre ativo, sendo a própria fonte da energia psíquica de onde fluem os elementos psíquicos e não apenas como um depósito ou reservatório. 
Essa comunicação é importante e necessária para manter o equilíbrio entre esses dois opostos.
Dinâmica Psíquica \u2013 A Energia psíquica:
Jung baseou-se no conceito da física sobre energia para descrever a energia psíquica, que inicialmente, assim como Freud, ele também chamou de Libido, e que posteriormente a energia vital, da qual Jung falava, passou a chamar Energia Psíquica. 
Assim como calor, luz e eletricidade são diferentes formas de manifestações da energia física, fome, sexo, agressividade são expressões variadas da energia psíquica. Jung não concordava em utilizar apenas um impulso específico (o sexual, para Freud) para definir a energia psíquica, para ele a dinâmica sexual é apenas uma das expressões particulares na totalidade do campo da psique. 
De maneira geral, os processos psíquicos cujas energias não estão sob controle da mente consciente são instintivos. Assim algumas situações, quando afetadas pela energia do inconsciente, ou seja, com menos controle consciente, adquirem característica impulsivas dos processos instintivos (Ex: quando \u201cperdemos a cabeça, efeitos de drogas, cansaço, doenças, etc). 
A energia psíquica existe em estado potencial, como uma possibilidade a ser manifestada de diferentes formas e em experiências relativas a diferentes campos, em ações e atitudes específicas, como fenômenos dinâmicos da alma. 
Equivalência:
Jung utilizou-se do conceito da Física -1ª Lei da Termodinâmica de Helmholtz \u2013 que diz que quando uma determinada quantidade de energia é utilizada para produzir uma condição, uma outra quantidade equivalente de energia surge em algum outro ponto desse mesmo sistema. 
Ao pensar na psique como um sistema fechado pode-se afirmar que a energia psíquica está em um fluxo constante entre seus dois polos opostos, do consciente ao inconsciente, e vice-e-versa. Então existe uma troca entre esses dois sistemas relativas à quantidade de energia investida em determinadas características da personalidade. Ao valorizar uma ideia, ou emoção significa que o conteúdo relativo àquela ideia ou emoção exerce determinada força em nossa personalidade.
Pensando que esse sistema deva ser equivalente, esses conteúdos forçados ao inconsciente vão voltar á consciência - por bem ou por mal \u2013 manifestando-se em sonhos ou sintomas.
Como esse conteúdo reprimido é necessário para o desenvolvimento do indivíduo, o conteúdo reprimido tentará voltar, tentando ao máximo se fazer consciente. Além dos sintomas físicos, eles podem aparecer nos sonhos ou em eventos sincrônicos. 
A dinâmica entre os dois opostos \u2013 consciente e Inconsciente \u2013 buscam um equilíbrio. Assim essa troca de energia tem que ser sempre equivalente: quanto mais força tiver conteúdos conscientes, maior força os conteúdos opostos, no inconsciente terão também.
Compensação: 
Assim a energia psíquica vai fluir do sistema com maior conteúdo energético para outro de menor conteúdo, de forma constante, e mantendo a mesma quantidade total de energia, buscando estabelecer um equilíbrio energético. 
Jung chamou de função compensatória essa busca de equilíbrio entre os sistemas Cs-Incs, em uma espécie de auto-regulação psíquica. A qualquer tendência unilateral da consciência a função compensatória \u201cativa\u201d o inconsciente em busca da compensação. Assim quanto mais rígida, exagerada e unilateral for a atitude do ego com determinado conteúdo, mais radical será a compensação, a resposta do Incs. 
Por isso, uma vez que a consciência desloca energia para mandar um conteúdo para o inconsciente, a consciência precisa \u201ctomar de volta\u201d essa energia, e aquele conteúdo, para se desenvolver, precisando tornar aquilo consciente. Assim o conteúdo volta para a consciência, devolvendo o \u201cequilíbrio do sistema\u201d, seja por meio de sonhos, sintomas ou eventos sincrônicos. 
Observamos aqui a importância da função do sonho: compensar \u2013 trazer à consciência conteúdos que precisam ser integrados, \u201ccorrigindo\u201d uma unilateralidade da consciência. Esses conteúdos inconscientes aparecem nos sonhos como \u201cavisos\u201d e são considerados mais \u201csaudáveis\u201d, mas que precisam ser integrados.