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AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE POLICIA CIVIL

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e aos princípios da isonomia, 
dignidade da pessoa humana, eficiência, moralidade pública, razoabilidade e 
proporcionalidade, é que requer o que segue: 
 
I. A concessão da tutela de urgência cautelar pleiteada, liminarmente, 
com o fim de se fazer suspender a eficácia da Lei Estadual n.º 
19.275 de 28 de abril de 2016, tendo em vista os efeitos prejudiciais 
aos funcionários públicos diretamente atingidos e os efeitos reflexos 
para o erário; 
II. A intimação do douto Procurador-Geral de Justiça para manifestar-
se no feito, nos termos do art. 60, §2º da Constituição Estadual; 
III. A intimação do ilustre Procurador-Geral do Estado para os fins 
previstos no §3º do art. 60 da Lei Maior Estadual; 
IV. A declaração da inconstitucionalidade material da Lei Estadual n.º 
19.275 de 28 de abril de 2016, decorrente de manifesto desvio de 
finalidade da norma, e ainda por ferir: a) o princípio da 
irredutibilidade de subsídios, prevista no artigo 92, inciso XVII, e 
artigo 95, II, ambos da Constituição do Estado de Goiás, bem como 
no artigo 37, inciso XV, da Constituição Federal; b) o princípio da 
isonomia, uma vez que cria cargos na carreira da Polícia Civil, sem 
identificar sua função específica, o que levaria a situação de 
servidores desenvolvendo a mesma função, mas com remuneração 
distinta, sendo uma muita a aquém da outra; c) os critérios de 
remuneração estabelecidos nos incisos I, II e III, do §1º, do artigo 94, 
da Constituição do Estado de Goiás; e d) o direito à aposentadoria, 
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Rua 1, n.º 928 - Ed. Wall Street - Setor Oeste - Goiânia - Goiás - CEP.: 74.115-040 
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prevista no inciso XVI, do artigo 95, da Constituição do Estado de 
Goiás, uma vez que ao prolongar a carreira que antes era de 20 
anos, para 24 anos, diminuirá a possibilidade de o servidor se 
aposentar no topo da carreira. 
V. A declaração da inconstitucionalidade formal da Lei Estadual n.º 
19.275 de 28 de abril de 2016, decorrente ausência de discriminação 
das responsabilidades, atribuições e funções dos cargos ditos 
criados, em infração aos ditames do §1º, do artigo 94, da Carta 
Politica Estadual; 
VI. A declaração de total inconstitucionalidade da Lei Estadual n.º 
19.275 de 28 de abril de 2016, por afronta aos princípios 
constitucionais, da razoabilidade, proporcionalidade e isonomia; 
VII. A declaração de total inconstitucionalidade da Lei Estadual n.º 
19.275 de 28 de abril de 2016, por afronta aos objetivos, princípios e 
dispositivos da Constituição Estadual, mormente os arts. 3º, I e II; e 
5º, V, XI e XII. 
VIII. A oportunidade para sustentação oral na apreciação desta Ação 
Direta de Inconstitucionalidade por esta Egrégia Corte. 
 
Sem mais para o momento, são estes os termos que, cumpridas as 
formalidades legais, aguarda-se o mais célere deferimento, para que se preste justa 
homenagem à Constituição da República, à Doutrina, à Jurisprudência e ao Direito, 
tornando-se a respeitável decisão a ser proferida, um instrumento de expressão da 
tão desejada justiça! 
 
 
 Goiânia/GO, 02 de maio de 2016 
 
 
 
 
 
Bruno Aurélio Rodrigues da Silva Pena 
OAB/GO n.º 33.670 
 
 
 
 
Wilson Alexandre da Mata e Silva 
OAB/GO n.º45.847 
 
 
 
 
 
 
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Anexos: 
 
Doc.1 - Procuração; 
Doc.2 - Atos constitutivos e documentos pessoais dos outorgantes; 
Doc.3 - Cópia do Diário Oficial n.º 22.315, de 02.05.2016, no qual foi publicada a 
Lei Estadual n.º 19.275, de 28.04.2016; 
Doc.4 - Cópia do Processo Legislativo que tramitou na Assembleia Legislativa 
do Estado de Goiás.

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