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ANESTESIA DE ANIMAIS SELVAGENS EM CATIVEIRO – CARNIVOROS E UNGULADOS

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UNIVERSIDADE TÉCNICA DE LISBOA 
 
Faculdade de Medicina Veterinária 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANESTESIA DE ANIMAIS SELVAGENS EM CATIVEIRO – CARNÍVOROS E UNGULADOS 
 
 
 
 
 
MARTA MORAIS MIRANDA DE OLIVEIRA HORTA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CONSTITUIÇÃO DO JÚRI ORIENTADOR 
Doutor Luís Manuel Madeira de Carvalho Dr. Benjamín E. Alcántar Hernández 
Doutora Berta Maria Fernandes Ferreira São Braz 
Doutora Sandra de Oliveira Tavares de Sousa Jesus CO-ORIENTADORA 
Dr. Benjamín E. Alcántar Hernández Doutora Sandra de Oliveira 
 Tavares de Sousa Jesus 
 
 
 
 
 
 
2012 
 
LISBOA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
UNIVERSIDADE TÉCNICA DE LISBOA 
 
Faculdade de Medicina Veterinária 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANESTESIA DE ANIMAIS SELVAGENS EM CATIVEIRO – CARNÍVOROS E UNGULADOS 
 
 
 
 
 
MARTA MORAIS MIRANDA DE OLIVEIRA HORTA 
 
 
 
 DISSERTAÇÃO DE MESTRADO INTEGRADO EM MEDICINA VETERINÁRIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
CONSTITUIÇÃO DO JÚRI ORIENTADOR 
Doutor Luís Manuel Madeira de Carvalho Dr. Benjamín E. Alcántar Hernández 
Doutora Berta Maria Fernandes Ferreira São Braz 
Doutora Sandra de Oliveira Tavares de Sousa Jesus CO-ORIENTADORA 
Dr. Benjamín E. Alcántar Hernández Doutora Sandra de Oliveira 
 Tavares de Sousa Jesus 
 
 
 
 
 
 
2012 
 
LISBOA 
 
 
 
iii 
 
AGRADECIMENTOS 
 
À Doutora Sandra Jesus, pela disponibilidade, a dedicação e o rigor na orientação desta 
dissertação. 
Ao Dr. Benjamín Alcántar, pela inestimável oportunidade de estágio, pela hospitalidade e por 
tudo o que tão apaixonadamente me ensinou sobre o seu trabalho. 
A toda a equipa do Wildlife Safari, pelo fantástico ambiente de trabalho que promovem e 
pela disponibilidade com que recebem os estagiários e com eles partilham os seus 
conhecimentos. 
Ao Dr. Rui Patrício, que em boa hora me deu a conhecer essa instituição. 
À minha querida família, pelo apoio incondicional durante a realização desta dissertação e 
do restante curso. Em particular aos meus pais, que me transmitiram o seu gosto pela 
Medicina e, cada um à sua maneira, me ajudaram e motivaram ao longo da vida e 
possibilitaram a realização deste meu sonho. 
Aos meus colegas e amigos, por tempos bem passados ao longo destes anos académicos, 
entre Évora, Lisboa, Barcelona e Winston, e em especial à Tânia Tomé pela forte amizade 
com que acompanhou todas essas etapas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
iv 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
v 
 
ANESTESIA DE ANIMAIS SELVAGENS EM CATIVEIRO – CARNÍVOROS E 
UNGULADOS 
 
RESUMO 
De forma a examinar, diagnosticar e tratar adequadamente qualquer animal selvagem, é 
necessário aplicar métodos apropriados de contenção. A contenção química tem vindo a 
substituir os vários métodos de contenção física, sendo eficaz, fácil de aplicar, e muitas 
vezes mais rápida e eficiente. Assim, a anestesia constitui uma ferramenta essencial no 
maneio de animais selvagens, usada principalmente com vista à sua captura/imobilização. 
Neste contexto, o objectivo deste trabalho foi avaliar a eficácia de um conjunto de 
procedimentos anestésicos na imobilização de animais selvagens em cativeiro. Foram 
avaliadas as metodologias utilizadas em 34 animais mamíferos de 14 espécies diferentes, 
reunidos genericamente em dois grupos – Carnívoros (6 espécies) e Ungulados (8 
espécies). Assim, dois animais foram imobilizados através de anestesia por inalação (com 
isoflurano), ao passo que para os restantes se recorreu à anestesia injectável, através de 
combinações anestésicas constituídas por dois ou mais fármacos (entre ciclohexaminas, 
opióides, agonistas α2-adrenérgicos e benzodiazepinas). 
Todos os carnívoros foram eficazmente imobilizados com os protocolos anestésicos 
seleccionados, mas, entre os ungulados, as combinações anestésicas usadas em algumas 
espécies revelaram-se inadequadas, designadamente em muflões africanos (Ammotragus 
lervia), guanacos (Lama guanicoe) e zebras da planície (Equus burchelli). Mesmo assim, 
não se observaram efeitos adversos graves decorrentes do procedimento anestésico (ou do 
processo de captura) em nenhum dos animais. 
 
Palavras-chave: anestesia, animais selvagens, mamíferos, captura, imobilização, 
carnívoros, ungulados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
vi 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
vii 
 
ANESTHESIA OF WILD ANIMALS IN CAPTIVITY – CARNIVORES AND UNGULATES 
 
ABSTRACT 
In order to adequately examine, diagnose and treat any wild animal, it’s imperative to apply 
suitable restraint methods. Chemical restraint has been replacing the several existing 
methods of physical restraint, as it is effective, easy to apply, and often faster and more 
efficient. Therefore, anesthesia stands as an essential tool in wild animal management, 
mainly used with capture/immobilization purposes. 
In this context, the goal of this study was to evaluate the effectiveness of a number of 
anesthetic procedures on the immobilization of wild animals in captivity. The methodologies 
used in 34 mammals belonging to 14 different species were evaluated. These animals were 
generically assembled in two groups – Carnivores (6 species) and Ungulates (8 species). 
Two animals were immobilized by inhalation anesthesia (with isoflurane), while the remaining 
were immobilized by injectable anesthesia, with anesthetic combinations of two or more 
drugs (amongst cyclohexamines, opioids, α2-adrenergic agonists and benzodiazepines). 
All of the carnivores were effectively immobilized with the selected anesthetic protocols, but 
the anesthetic combinations used in some ungulate species proved inadequate, particularly 
in aoudads (Ammotragus lervia), guanacos (Lama guanicoe) and plains zebras (Equus 
burchelli). Nevertheless, no animal suffered serious anesthesia-related (or capture-related) 
adverse effects. 
 
Keywords: anesthesia, wild animals, mammals, immobilization, capture, carnivores, 
ungulates. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
viii 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ix 
 
ÍNDICE GERAL 
 
AGRADECIMENTOS ........................................................................................................... iii 
RESUMO ............................................................................................................................. v 
ABSTRACT ......................................................................................................................... vii 
ÍNDICE DE GRÁFICOS ....................................................................................................... xi 
ÍNDICE DE TABELAS ..........................................................................................................