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22   Os benefYcios do alongamento no tratamento da escoliose.

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denominados de vértebras, as quais estão sobrepostas em 
forma de uma coluna. É constituída por 24 vértebras + sacro + cóccix e constitui, junto com a 
cabeça, esterno e costelas, o esqueleto axial. 
 
Fonte Martins (2001) 
Figura 1 – Coluna vertebral 
 
Segundo Martins (2001, p. 33) a coluna vertebral: 
 
4 
 
Superiormente, se articula com o osso occipital (crânio); inferiormente, articula-se 
com o osso do quadril (Ilíaco). É dividida em quatro regiões: Cervical, Torácica, 
Lombar e Sacrococcígea. São sete (7) vértebras cervicais, doze (12) torácicas, cinco 
(5) lombares, cinco (5) sacrais e cerca de quatro (4) coccígeas. Numa vista lateral, a 
coluna apresenta várias curvaturas consideradas fisiológicas. São elas: cervical 
(convexa ventralmente - LORDOSE), torácica (côncava ventralmente - CIFOSE), 
lombar (convexa ventralmente - LORDOSE) e pélvica (côncava ventralmente - 
CIFOSE). Quando uma destas curvaturas está aumentada, chamamos de 
HIPERCIFOSE (Região dorsal e pélvica) ou HIPERLORDOSE (Região cervical e 
lombar). Numa vista anterior ou posterior, a coluna vertebral não apresenta nenhuma 
curvatura. Quando ocorre alguma curvatura neste plano chamamos de ESCOLIOSE. 
 
Assim, a localização da coluna vertebral varia segundo o nível: na porção dorsal fica a quarto 
de espessura do tórax. Na porção cervical situa-se mais para o centro, no terço da espessura 
do pescoço. Já na sua porção lombar é central onde está na metade da espessura do tronco 
(KAPANDJI, 2000). 
Conforme Calais-Germain (1992), o eixo vertebral contém um eixo nervoso: a medula 
espinhal e as raízes nervosas. O tronco possui uma dupla função que é de alinhar os 
segmentos vertebrais e estabilizá-los e de sustentar o peso. Essas duas funções são 
asseguradas por diversos músculos que são poli articulares. 
Martins (2001, p. 34) aponta as seis (6) funções principais para a coluna vertebral: 
 
- Protege a medula espinhal e os nervos espinhais; 
- Suporta o peso do corpo; 
- Fornece um eixo parcialmente rígido e flexível para o corpo e um pivô para a cabeça; 
- Exerce um papel importante na postura e locomoção; 
- Serve de ponto de fixação para as costelas, a cintura pélvica e os músculos do dorso; 
- Proporciona flexibilidade para o corpo, podendo fletir-se para frente, para trás e para os 
lados e ainda girar sobre seu eixo maior. 
 
Devido à grande mobilidade da coluna vertebral, o tronco é capaz de efetuar movimentos nos 
três (3) planos: flexão/extensão, inclinação lateral e rotação. Esse movimento não têm a 
mesma amplitude em todos os níveis vertebrais devido a forma das vértebras, a altura dos 
discos em relação à altura dos corpos e a presença das costelas (CALAUS-GERMAIN, 1992). 
Por ser responsável por sustentar dois quintos (2/5) do peso corpora, a coluna vertebral é fonte 
de muitas doenças e, segundo Nabour (2012, p. 1): 
 
A dor na coluna é um sintoma referido por mais de 80% da população em algum 
momento da vida e é um dos motivos mais frequentes que leva o paciente ao 
consultório do clínico geral, sendo superado apenas pela dor de cabeça. Além disso, 
é responsável por um terço das queixas reumatológicas. 
 
Como se pode observar nas palavras do autor, a dor na coluna é uma queixa frequente, sendo 
apenas inferior aos casos relatados de dor de cabeça, sendo, esta forma, um problema de 
saúde pública, que deve inferir políticas de prevenção e combate. Segundo Nabour (2012, p. 
1): as dores nas costas podem ser causadas por inúmeros problemas relacionados como 
discos, músculos, ligamentos, nervos e mesmo outras estruturas que não fazem parte da 
coluna, e podem ser causados pelos seguintes fatores: 
 
- Obesidade; 
- Distúrbio mecânico/estrutural; 
- Tensão emocional: ansiedade, depressão; 
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- Esforços excessivos; 
- Má postura; 
- Idade, sexo, raça; 
- Condições sócias econômicas; 
- Atividade profissional. 
 
Com isso, as atividades profissionais, conforme indica o Nabour (2001) podem causar dores 
nas costas, dentre elas destaca-se a escoliose, que afeta uma boa parte das pessoas que estão 
no mercado de trabalho, notadamente àquelas que estão na faixa etária entre 35 e 45 anos de 
idade atingida na coluna pelo desgaste natural da vida cotidiana e pelo desenvolvimento de 
atividades que prejudicam a coluna vertebral. 
Segundo Nabour (2012, p. 2) as doenças que podem causar dor na coluna vertebral são: 
 
- Traumatismos: comuns em tecidos moles (distensão muscular, tendão, ligamentos), fraturas 
e hérnias discais; 
- Malformações congênitas; 
- Mecânico-posturais: postura viciosa, obesidade, gravidez, encurtamento dos músculos 
posteriores das pernas; 
- Doenças de partes moles: fibromialgia, dor miofacial; 
- Degenerativas: artrose; 
- Inflamatória não infecciosa: artrite reumatoide, artrite reumatoide juvenil, pelvespondilite 
anquilosante, artrite psoriática, Síndrome de Reiter e outras; 
- Infecciosa: tuberculose e outras bactérias; 
- Metabólica: osteoporose etc.; 
- Tumores: benignos e malignos; 
- Psicogênica: de ordem emocional. 
 
Todas essas doenças que podem causar problemas de dores nas costas são oriundas do mau 
uso da mesma que acabam por provocar sintomas diversos que provocam a dor que se 
manifesta de diversas formas dentre elas se destaca: a dor localizada que é a dor sentida em 
um ponto ou uma área; e, a dor Irradiada: dor na coluna acompanhada por dor em outra área. 
É uma dor sentida à distância (NABOUR, 2012). 
Desta forma, quando se sente dor nas costas, o mais importante é procurar um médico que 
providenciará um estudo das causas que pode ser feito através dos seguintes exames, segundo 
Nabour (2012, p. 3) que inferem as causas da referida dor procurando descobrir as causas 
referentes à dor: 
 
- RX SIMPLES: mostra as curvaturas da coluna, escorregamento de vértebras, artrose, 
fraturas, lesões infecciosas ou tumorais, doenças metabólicas etc.; 
- TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA: excelente para avaliar anatomia óssea da coluna. 
Confirma diagnóstico de hérnia discal e alteração óssea; 
- RESSONÂNCIA MAGNÉTICA: bom método utilizado, sobretudo para avaliar as partes 
moles da coluna; 
- MIELOGRAFIA: consiste na injeção de contraste na coluna através de uma agulha, seguido 
de radiografias. Apesar de invasivo, é indicado em alguns casos; 
- ELETRONEUROMIOGRAFIA: avalia lesões dos nervos através de sua condução elétrica, 
sendo necessário apenas em alguns casos. 
-ÂNGULO DE COBB: O ângulo de Cobb é mensurado ao traçar-se duas linhas paralelas às 
extremidades dos corpos vertebrais no início e fim da curva escoliótica. Em seguida, traça-se 
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mais duas linhas perpendiculares as linhas traçadas anteriormente. O ângulo formado pelo 
cruzamento destas duas linhas é conhecido como ângulo de Cobb. Esse método é muito 
utilizado para na fisioterapia devido seu baixo custo para o profissional, e sua excelente 
mensuração do grau da curvatura, permitindo excelentes resultados na delimitação da conduta 
a ser aplicada no tratamento do paciente. 
Por meio destes exames, o médico pode descobrir as causas das dores nas costas e inferir o 
tratamento correto para a patologia instalada, dentre o uso de fármacos até o tratamento 
fisioterápico, mais o mais importante é destacar que a prevenção é o melhor tratamento para 
as dores oriundas da coluna vertebral, e nunca se esquecer de que o diagnóstico precoce é 
fundamental para imprimir o tratamento correto. 
 
2.2 Escoliose 
 
Segundo Dimeglio (1990) a escoliose se caracteriza por um desvio no plano frontal 
acompanhado de uma rotação e uma gibosidade onde na atitude escoliólica observa-se sem 
gibosidade e sem rotação vertebral