A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
17 pág.
22   Os benefYcios do alongamento no tratamento da escoliose.

Pré-visualização | Página 4 de 6

a fisioterapia massagem com o uso de 
alongamentos necessários para o realinhamento da coluna. Segundo Oliver & Middleditch 
(2012), dizem que para conservar a saúde da coluna é preciso fortalecer os músculos que 
ajudam a manter a mesma estável, em movimento e bem alinhada. 
9 
 
Também é essencial a resistência dos músculos que suportam a coluna. Resistência é a 
capacidade dos músculos de se contraírem, isto é, (serem usados). Quanto menos 
desenvolvida for à resistência, menor será o tempo que ele irá se contrair antes de se cansar, 
forçando outras partes do corpo. 
 
3 Metodologia 
 
A pesquisa foi de natureza qualitativa, que envolveu a pesquisa em material, bibliográfico. A 
pesquisa foi realizada por levantamento bibliográfico com registro, análise, classificação e 
interpretação dos fatos coletados em livros e artigos eletrônicos em busca de elementos 
substanciais que embasem a opinião da pesquisadora. Os resultados foram analisados 
levando-se em consideração a opinião da autora, em consonância com a literatura disponível 
com a finalidade de 
- Inferir os modelos conceituais no caso do tratamento da escoliose com uso de alongamentos 
na melhoria da qualidade de vida dos pacientes; 
- Elaboração de artigo científico com os resultados da pesquisa bibliográfica; 
- Verificação da técnica de aplicação de alongamentos no tratamento da escoliose, no âmbito 
da bibliografia disponível; 
- Aplicação de conhecimento teórico sobre o uso de alongamentos no tratamento da escoliose; 
 
4 Resultados e Discussão 
 
4.1 Mecanismo de contração muscular 
 
O corpo humano apresente-se basicamente em constate atividade muscular que provoca 
diferentes funções de forma sincronizada como, por exemplo: o movimento de peristaltismo 
intestinal, movimento uniforme da musculatura lisa dos órgãos internos que agem 
impulsionando o conteúdo alimentar para o exterior, a contração da musculatura cardíaca e 
dos vasos sanguíneos, entre outros. 
A capacidade de realização dessas atividades depende inteiramente de três tipos diferentes de 
músculos que são: músculo cardíaco, músculo esquelético e músculo liso. Segundo Lopes 
(2008, p. 57): 
 
Os músculos esqueléticos e músculos cardíacos são músculos estriados e apresentam 
mecanismos de contração muscular similares. O músculo liso é encontrado em quase 
todos os órgãos internos e apresenta a mesma química de contração, porém sua 
organização difere dos músculos esqueléticos e cardíacos, já que sua duração de 
contração pode ser de dez (10) a cem (100) vezes maiores que a dos músculos 
esqueléticos. 
 
Sabe-se que a fibra muscular esquelética é formada por milhares de miofibrilas musculares 
que se dispõem paralelamente uma as outras e estendem-se por todo o comprimento do 
músculo; há ainda miofibrilas também dispostas de forma paralela, ao longo destas 
miofibrilas. Também existem milhares de filamentos de actina e de miosina que se dispõe de 
forma alternada formado primeiramente um conjunto de filamentos de miosina e em seguida 
de actina e assim de forma sequenciada. 
Em suas estruturas, os filamentos de miosina e actina se sobrepõem uns aos outros 
interagindo entre si na presença de íons de cálcio. Segundo, Guyton (2010) a contração da 
10 
 
fibra muscular é causada por um potencial de ação que se propaga ao longo da membrana 
dessa fibra. O fluxo de corrente elétrica durante o potencial de ação faz com que o sistema 
tubular intracelular (o retículo sarcoplasmático), libere íons de cálcio no sarcoplasma, que é o 
líquido no interior da fibra muscular. São esses íons de cálcio que iniciam a contração 
muscular. 
A contração muscular pode ser classificada em isotônica, quando há movimento articular do 
segmento em questão e, isométrica, quando os segmentos articulares não são mobilizados. A 
contração isotônica pode ainda ser dividida em: concêntrica, quando a origem e a inserção 
muscular se aproximam, e excêntrica quando a origem e a inserção muscular se distanciam 
(GUIRRO & GUIRRO, 2008). 
Há ainda o órgão tendinoso de Golgi (OTG) e o fuso neuromuscular. Esse último age como 
um mecanismo de proteção quando o comprimento do estiramento muscular é ultrapassado 
fisiologicamente, geralmente. O fuso neuromuscular é ativado quando o músculo é alongado 
ou encurtado de forma brusca, causando instantaneamente que o fuso neuromuscular envie 
uma mensagem para o SNC solicitando que haja o encurtamento ou alongamento daquele 
músculo. 
O fuso neuromuscular é composto por três tipos de fibras que se unem para atuar como fusos 
primários e secundários, basicamente apresenta a mesma função que o fuso neuromuscular, 
porém sua localização é mais próxima, quase unida à articulação e encontra-se dentro do 
músculo, inserido bem próximo ao local da inserção muscular. O OTG apresenta maior 
sensibilidade, desempenhando diversas funções no corpo, atuando principalmente na proteção 
muscular. 
 
4.2 Alongamento no tratamento da escoliose 
 
Os alongamentos se originam da palavra alongar, ou seja, de tornar mais longo. Como prática 
de exercícios tem o objetivo de alongar os músculos, os tornando mais flexíveis. São 
exercícios muito utilizados nas práticas desportivas, principalmente no aquecimento antes de 
iniciar sua prática. Também, passou a ser usado na fisioterapia com o claro objetivo de 
recuperar as principais funções dos músculos. Esses exercícios, segundo Campos (2010, p. 1) 
“promovem o estiramento das fibras musculares, fazendo com que elas aumentem o seu 
comprimento. O principal efeito é o aumento da flexibilidade. Quanto mais alongado um 
músculo, maior será a movimentação da articulação comandada por ele e, portanto, maior a 
flexibilidade” Os alongamentos podem ser classificados, segundo Campos (2010, p. 1-2) 
como: 
 
• Alongamento ativo (estático e dinâmico); • Alongamento passivo (estático e 
dinâmico); • Alongamento isométrico; • Facilitação neuromuscular proprioceptiva 
(FNP). Ativo Compreende o Exercício de alongamento em que um indivíduo 
assume uma posição alongada utilizando somente a contração dos músculos 
agonistas do movimento. 
 
Os alongamentos produzem os seguintes efeitos, segundo Campos (2010, p.3): 
- Redução de tensões musculares; 
- Relaxamento; 
- Benefícios para a coordenação, pois os movimentos se tornam mais soltos e fáceis; 
- Aumento do arco de maleabilidade; 
- Prevenção de lesões; 
- Facilita atividades de desgaste, como por exemplo, corrida, tênis, natação, ciclismo etc.; 
11 
 
- Desenvolve a consciência corporal, à medida que a pessoa focaliza a parte do corpo que esta 
sendo alongada; 
- Ativa a circulação; 
- Ajuda no aquecimento, à medida que eleva a temperatura do corpo; 
- Ajuda a liberar os movimentos bloqueados por tensões emocionais. 
No caso específico da escoliose, Souza (2012, p 1-5) lista uma série de exercícios de 
alongamento que podem melhorar os efeitos da escoliose, como por exemplo: 
 
1- Alongamento do lado encurtado e fortalecimento do flexível 
 
Começar com a postura do quatro (4) apoios (postura cachorro) – faça uma 
respiração calma e ritmada, inspire e expire lentamente. Inspire e, enquanto solta o 
ar, eleve o braço e a perna do mesmo lado (lado encurtado); se mantenha nessa 
posição – (conte até 10) e volte à posição inicial. 
 
 
Fonte: Souza (2012, p.1) disponível em http://fisiomovimento.com.br/exercicios-para-escoliose/ Acesso em 
02/08/2014. 
Figura 3 – Alongamento do lado encurtado e fortalecimento do flexível 
 
2 - Postura Gato Arrepiado (Alonga cadeia muscular posterior – retificação torácica) 
 
Começar com a postura do quatro (4) apoios, faça uma respiração calma e ritmada, 
inspire e expire