souza matos orgs teoria critica no seculo xxi
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souza matos orgs teoria critica no seculo xxi


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ORGANIZ ADO R ES
COLE<;:AO CRiTICA CONTEMPOAANEA
Dire,lio: Josue Pereira da Silva
Titulos Publicados:
Crttica contempordnea ~ ensaios
Josue Pereira da Silva, !ram Jacome Rodrigues e
Myrian Sepulveda dos Santos (orgs.)
Memoria cole/iva e teoria social
Myrian Sepulveda dos Santos
Metamorfoses do trabalho
AndreGorz
J e sse
Patricia
SOU z a
Mattos
Miserias do presente, riqueza do passivel
Andre Gorz
Antropologia e sociedade no Quebec
Celso Azzan Jr.
Reinvenfoes da Africa na Bahia
Patricia de Santana Pinho
o [material - Conhecimento, valor e capital
AndreGorz
Quem tern medo de teoria? A amea9a do
p6s-modernisrno na historiografia americana
Jose Antonio Vasconcelos
Modernidade e domina,ao - Theodor Adorno e a
teoria social contempordnea
Silvio Cesar Camargo
A socia/agia politica do reconhecimento ~ As contribui90es de
Charles Taylor, Axel Honneth e Nancy Fraser
Patricia Mattos
Andre Gorz e seus criticos
Josue Pereira da Silva e Iram Jacome Rodrigues (orgs.)
Conher,;a aproposta da
coler,;ao CroTICA CONTEMPORANEA no site
www.annabhnne.com.br
Teoria crftica
no seculo XXI
S713
Infotbes ]nforma~1io e Tesauro
Souza, Jesse, Org.; Mattos, Patricia, Org.
. ~eoria critica no seculo XXI. / Organizayiio de Jesse Souza e
Patncia Mattos. - sao Paulo: Annablume, 2007. (Critica Contempo-
ninea)
324 p.; 14 x 21cm.
ISBN 978-85-7419-752-4
1. Teoria Sociol6gica. 2. Sociologia. 3. Ciencias Sociais.
4. Globalizayiio. 5. Cultura. 6. Politica. I. Titulo. II. Serie.
CDU 30
CDD 302
Catalogaciio elaborada por Wanda Lucia Schmidt - CRB-8-] 922
Sumario
7 APRESENTA<;:AO
7 0 que e agencia humana?
Charles Taylor
41 0 reconhecimento social e sua refunda,ao filos6fica em
Charles Taylor
Patricia Mattos
55 Pierre Bourdieu, pensador da periferia?
Jesse Souza
181 Trabalho, reconhecimento e democracia: aplicando teorias de
vanguarda ao contexto peri ferico
Fabricio Maciel & Roberto Torres
79 Reconhecimento ou redistribuil'ao? A mudanl'a de
perspectivas na ordem moral da sociedade
Axel Honneth
95 A Teoria critica de Axel Honneth
Giovani Agostini Saavedra
113 Reconhecimento sem etica?
Nancy Fraser
141 A globaliza,ao da democracia sem Estado: publico fraco,
publico forte, constitucionalismo global
Hauke Brunkhorst
163 ldeologia e consciencia
Thomas Leithduser
TEORIA CRiTiCA NO SECULO XXI
CoordenQ(;Qo editorial
Joaquim Antonio Pereira
PaginafQO
Ray Lopes Pereira
CONSELHO EDITORIAL
Eduardo Pelluela Cafiizal
Norval Baitello Junior
Celia Maria Marinho de Azevedo
Maria Odila Leite da Silva Dias
Gustavo Bernardo Krause
Maria de Lourdes Sekeff
Cecilia de Almeida Salles
Pedro Jacobi
Lucrecia D'Ah~ssio Ferrara
18 ediyiio: outubro de 2007
© Jesse Souza I Patricia Mattos (orgs.)
ANNABLUME editora. comunicaciio
Rua Padre Carvalho, 275 . Pinheiros
05427-100. Silo Paulo. SP. Brasil
Tel. e Fax. (Oil) 3812-6764 - Televendas 3031-9727
http://www.annablume.com.br
213
231
Esfera publica midiatica na America Latina: uma interpretal'iio
com as categorias habermasianas
Gilberta Barbosa Salgado
Ulisses e seu barco: esbo~o para uma critica microssocio16gica
ateoria critica
Raul Francisco Magalhiies
257 Foucault e a crftica racional da racionalidade
Diogo Correa
281 Nietzsche, contemporaneidade e etica: a alegria como resposta
afinnativa
Renarde Freire Nobre
303 Condu9ao da vida cotidiana e desigualdade social: urn estudo
explorativo em Salvador da Bahia
Thomas Kuhn
319 A crftica da vida moderna em Georg Simmel e Walter Benjamin
Sergio Duarte
Os textos reunidos no presente volume pretendem levar ao publico
brasileiro alguns dos autores mais importantes do debate critico na filosofia
social e nas ciencias sociais contemporaneas. Neste volume esta.o presentes
nao apenas textos ineditos em portugues de varios autores fundamentais do
debate te6rico de vanguarda nas ciencias sociais e na filosofia social, mas
tambem analises criticas acerca de seus trabalhos produzidos pela pena de
competentes especialistas brasileiros.
Em urn contexto social, politico e academico de quase absoluta
hegemonia do liberalismo triunfante, estariamos, sem urn pensamento entice
vigoroso, muito mais frageis. Eele que nos permite, por exemp!o, criticar a
&quot;generaliza<;ao liberal&quot; do calculo economica, que imagina a sociedade
modema composta por urn conjunto de homo economicus, intercambiaveis
e fungiveis, com as mesmas disposi90es de comportamento e as mesmas
capacidades de disciplina, autocontrole e auto-responsabilidade, as quais
seriam encontradas em todas as classes sociais. Eprecisamente esse mundo
indiviso e sem conflito que povoa nao s6 a imagina9ao dos poderosos, mas
tambem da midia e dos pressupostos que constroem 0 debate publico entre
n6s.
Nesse registro, hoje amplamente hegemonico, 0 marginalizado e 0
desclassificado social sao percebidos como se fossem individuos com as
mesmas capacidades disposicionais do individuo da classe media.
Precisamente por conta disso, no nosso debate publico, 0 miseravel e sua
rniseria sao percebidos como contingentes e fortuitos, urn mero acaso do
destino, sendo a sua situa9ao de absoluta priva9ao facilmente reversivel,
bastando para isso urna ajuda passageira e t6pica do Estado para que ele
possa andar com as pr6prias pernas. Essa e tambem a logica da politica
social em sociedades como abrasileira, quando ela nao e, 0 que emuito pior,
tornada completamente invisivel pela explora9ao sensacionalista e comercia!
operada pela midia, dos fenomenos cuja manifesta9ao superficial e visivel
sao aviolencia end~mica e 0 crime.
Mas as conseqUencias do liberalismo, que reduz todas as &quot;qualidades&quot;
- a vida moral, cultural e politica- a&quot;quantifica9ao&quot; economica, podem ser
tambem visiveis no debate academico. Exemplos dessa &quot;colonizaIYao&quot; do
horizonte simb6lico pela percep9ao economica do mundo social sao a
dominancia da perspectiva unilateralmente economicista dos fenomenos da
8 Teoria crftica no seculo XXi
sociedade e da quantifica~aoestatistica vazia e sem interpreta9ao do mundo
social que se passa por conhecimento valida. Nesse contexto desencantado,
as perspectivas criticas, como as apresentadas nessa coletanea, sao pe<;as
indispensaveis de resist6ncia. A tematiza,ao de que existem realidades para
aMm da visivel, da &quot;material&quot; e da quantificavel - em suma, para alem da
realidade pronta e acabada construida pelas rela,5es de poder triunfantes -
ea fonte mesma de qualquer pensamento ou a<;ao verdadeiramente criticos.
A presente colemnea, que une, dentre Qutros, autores como Charles
Taylor, Axel Honneth, Nancy Fraser, e textos de estudiosos das obras Michel
Foucault, Nietzsche, Pierre Bourdieu e Habermas, os quais entre si apresentarn
difereo9as e divergencias muitas vezes inconcilhlveis, possui como tio
condutor e converg6ncia profunda precisamente 0 mto de que todos eles
sllspeitam, com boas raz5es, do &quot;dado&quot;, ou seja, do mundo como nos e
apresentado pelos donos do tempo presente.
Nossa esperan<ya eque esse conjunto de textos possa ser usado como
materia-prima e estimulo tarnbem para a constru,ao de uma Teoria Critica da
realidade brasileira, realidade essa ainda dominada por interpreta,5es hoje
flagrantemente anacronicas, como se 0 personalismo pre-moderno ainda
espelhasse nossa singularidade social. Aqui, 0 desafio e romper com a artificial
separaltao, ainda vigente na academia brasileira, entre a recep~ao do
pensamento cosmopolita, percebido como mero adomo e fim em si (as teorias
classicas e contemporaneas de todos os curriculos de gradua,ao e p6s-
gradua,ao em ciencias sociais entre n6s), e 0 estudo da realidade brasileira,
percebido como algo apartado e sem comunica~ao com as teorias de
vanguarda acerca das vicissitudes do capitalismo tardio. Esse desafio,
inclusive, ja e tornado como 0 objetivo declarado de alguns textos desse
livro.
JESSE
Juliana
Juliana fez um comentário
você poderia enviar esse arquivo p meu email? Por favor :) julianamourapaulo@gmail.com Te agradeço muuuuito
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