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Aula 0: Direito Administrativo 
 
Olá pessoal! 
Esta é parte da primeira aula semanal do nosso curso “on line” de Direito 
Administrativo, que será iniciado no dia 10/08/2004, até 19/10/2004. 
As aulas conterão a explanação da matéria, mais ou menos da mesma forma 
que fazemos em sala de aula, para que o aluno se sinta como se estivesse 
ouvindo o professor falar. 
Ao fim de cada aula, procuraremos incluir alguns exercícios de concursos 
anteriores, para que sejam testados os conhecimentos relativos àquela matéria 
dada, bem como a já conhecida seção “PARA GUARDAR”, onde são feitas 
breves considerações sobre a matéria tratada, com vistas a facilitar uma futura 
revisão do conteúdo. 
Durante a semana, estará disponível um fórum onde serão respondidas as 
perguntas relativas à última aula. 
 
E mais! Entre os alunos matriculados, vou sortear dois dos meus livros: um na 
primeira aula e outro na última aula! 
Além disso, os primeiros 100 (cem) alunos que confirmarem a matrícula 
ganharão, em primeira mão, a versão eletrônica da minha apostila de resumo 
de Direito Constitucional para a ESAF, na sua 3ª edição, que está sendo 
lançada agora, com mais de 600 itens. 
 
Inscreva-se e participe. Faça sua parte. Estude a matéria dada e rumo ao 
sucesso!! 
Na aula de amostra que disponibilizamos aqui, vamos tratar do conceito e das 
fontes do Direito Administrativo, bem como do Regime Jurídico Administrativo. 
Repito, essa é apenas parte da nossa primeira aula... aguardem! 
Críticas e sugestões são sempre bem vindas. 
 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 
1. CONCEITO 
 
O Direito Administrativo, como ramo autônomo da maneira como é visto 
atualmente, teve seu nascimento nos fins do século XVIII, com forte 
influência do direito francês, tido por inovador no trato das matérias 
correlatas à Administração Pública. 
São muitos os conceitos do que vem a ser o Direito Administrativo. Em 
resumo, pode-se dizer que é o conjunto dos princípios jurídicos que 
tratam da Administração Pública, suas entidades, órgãos, agentes 
públicos, enfim, tudo o que diz respeito à maneira como se atingir as 
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finalidades do Estado. Ou seja, tudo que se refere à Administração Pública e à 
relação entre ela e os administrados e seus servidores é regrado e estudado 
pelo Direito Administrativo. 
O Direito Administrativo integra o ramo do Direito Público, cuja principal 
característica encontramos no fato de haver uma desigualdade jurídica 
entre cada uma das partes envolvidas. Assim, de um lado, encontramos a 
Administração Pública, que defende os interesses coletivos; de outro, o 
particular. Havendo conflito entre tais interesses, haverá de prevalecer o da 
coletividade, representado pela Administração. Isto posto, veja que esta se 
encontra num patamar superior ao particular, de forma diferente da vista 
no Direito Privado, onde as partes estão em igualdade de condições. 
Sabemos que a República Federativa do Brasil, nos termos da CF/88, é 
formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal 
(art. 1º). Em seu art. 2º, determina a divisão dos Poderes da União em três, 
seguindo a tradicional teoria de Montesquieu. Assim, são eles: o Legislativo, o 
Executivo e o Judiciário, independentes e harmônicos entre si. 
Cada um desses Poderes tem sua atividade principal e outras secundárias. A 
título de ilustração, veja que ao Legislativo cabe, precipuamente, a função 
legiferante, ou seja, de produção de leis, em sentido amplo. Ao Judiciário, cabe 
a função de dizer o direito ao caso concreto, pacificando a sociedade, em face 
da resolução dos conflitos. Por último, cabe ao Executivo a atividade 
administrativa do Estado, é dizer, a implementação do que determina a lei, 
atendendo às necessidades da população, com infra-estrutura, saúde, 
educação, cultura, enfim, servir ao público. 
Mas e o Direito Administrativo, então, como cuida da Administração Pública, 
regula apenas as atividades do Poder Executivo? 
Não. Esse ramo do Direito regra todas as atividades administrativas do 
Estado, qualquer que seja o Poder que a exerce, ou o ente estatal a que 
pertença: se a atividade é administrativa, sujeita-se aos comandos do Direito 
Administrativo. 
Então, o Judiciário, quando realiza um concurso público para preenchimento de 
suas vagas, segue as normas da Lei nº 8.112/90, se da esfera federal. O 
Senado Federal, quando promove uma licitação para aquisição de resmas de 
papel, por exemplo, seguirá a Lei nº 8.666/93, e assim por diante. 
Vemos, assim, que não só o Executivo se submete ao Direito Administrativo. 
Repita-se: cada Poder, cada ente, cada órgão, no desempenho de suas 
atribuições administrativas, está submetido às previsões desse ramo do 
Direito. 
O estudo do Direito Administrativo, no Brasil, torna-se um pouco penoso pela 
falta de um código, uma legislação consolidada que reúna todas as leis 
esparsas que tratam dessas matérias. Então, temos que lançar mão da 
doutrina e do estudo de cada uma das leis, bem assim da Constituição Federal, 
que são suas principais fontes. 
 
2. FONTES 
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Diz-se fonte à origem, lugar de onde provém algo. No caso, de onde emanam 
as regras do Direito Administrativo. 
Quatro são as principais fontes: 
I – lei; 
II – jurisprudência; 
III – doutrina; 
IV – costumes. 
Como fonte primária, principal, tem-se a lei, em seu sentido genérico (“latu 
sensu”), que inclui, além da Constituição Federal, as leis ordinárias, 
complementares, delegadas, medidas provisórias, atos normativos com força 
de lei, e alguns decretos-lei ainda vigentes no país etc. Em geral, é ela 
abstrata e impessoal. 
Mais adiante, veremos o princípio da legalidade, de suma importância no 
Direito Administrativo, quando ficará bem claro por que a lei é sua fonte 
primordial. 
As outras três fontes são ditas secundárias. 
Chama-se jurisprudência o conjunto de decisões do Poder Judiciário na 
mesma linha, julgamentos no mesmo sentido. Então, pode-se tomar como 
parâmetro para decisões futuras, ainda que, em geral, essas decisões não 
obriguem a Administração quando não é parte na ação. Diz-se em geral, pois, 
na CF/88, há previsão de vinculação do Judiciário e do Executivo à decisão 
definitiva de mérito em Ação Declaratória de Constitucionalidade (art. 102, § 
2º). 
A doutrina é a teoria desenvolvida pelos estudiosos do Direito, materializada 
em livros, artigos, pareceres, congressos etc. Assim, como a jurisprudência, a 
doutrina também é fonte secundária e influencia no surgimento de novas leis e 
na solução de dúvidas no cotidiano administrativo, além de complementar a 
legislação existente, que muitas vezes é falha e de difícil interpretação. 
Por fim, os costumes, que hoje em dia têm pouca utilidade prática, em face 
do citado princípio da legalidade, que exige obediência dos administradores aos 
comando legais. No entanto, em algumas situações concretas, os costumes da 
repartição podem influir de alguma forma nas ações estatais, inclusive 
ajudando a produção de novas normas. Diz-se costume à reiteração uniforme 
de determinado comportamento, que é visto como exigência legal. 
 
3. REGIME JURÍDICO ADMINISTRATIVO 
 
Ao conjunto de regras que disciplinam determinado instituto dá-se o nome de 
regime jurídico. 
Em se tratando de regime jurídico administrativo, importam as normas que 
buscam atender aos interesses públicos, é dizer, refere-se ao conjunto 
dessas regras que visam a esse fim. Normalmente, para atingir esses 
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