PRATICA TRIBUTARIA DAMASIO
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PRATICA TRIBUTARIA DAMASIO


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Curso Via Satélite Damásio de Jesus 
 
 
 PRÁTICA 
TRIBUTÁRIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Agosto/2007 
 
 
 
 
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ORIENTAÇÃO PARA O EXAME DE ORDEM 
 
 
O Exame de Ordem abrange duas provas: 
 
A PRIMEIRA refere-se a uma prova objetiva contendo no mínimo 50 
(cinqüenta) e no máximo 100 (cem) questões de múltipla escolha, com 04 
(quatro) opções cada, aplicada sem consulta e de caráter eliminatório, exigindo-
se a nota mínima 05 (cinco) para o candidato submeter-se à prova subseqüente. 
A prova objetiva compreende as disciplinas profissionalizantes obrigatórias 
e integrantes do currículo mínimo de Direito, compreendendo: Constitucional, 
Civil, Comercial, Penal, Trabalho, Administrativo, Tributário, Processo Civil e 
Processo Penal, como também questões sobre o Estatuto da OAB, o seu 
Regulamento Geral e o Código de Ética e Disciplina. 
 
A SEGUNDA diz respeito a uma prova prático - profissional, somente 
acessível ao candidato que for aprovado na prova objetiva, sendo composta de 
duas partes distintas: 
1ª - A redação de uma peça profissional privativa de advogado (petição ou 
parecer), em uma das áreas de escolha do candidato, referindo-se a uma questão 
que narra um caso concreto, através do qual o candidato deverá desenvolver a 
peça jurídica mais adequada, para, em seguida, justificá-la (cabimento e 
endereçamento). 
2ª - Respostas de até 5 (cinco) questões práticas, sob a forma de situações-
problemas, dentro da área de opção do candidato. 
Na avaliação desta prova será levado em conta o raciocínio jurídico, a 
fundamentação, a consistência, a capacidade de interpretação e exposição, a 
correção gramatical e a técnica profissional demonstrada, considerando-se 
aprovado o candidato que obtiver nota igual ou superior a 06 (seis) 
O candidato deverá manter-se calmo o suficiente para saber coordenar todo 
o tempo concedido para a resolução da prova prático-profissional, 4 (quatro) 
horas. Uma dica é, primeiramente, esquematizar todo o problema, conforme 
veremos no decorrer desta apostila, para, posteriormente, proceder à redação 
jurídica da peça. 
Atenção especial deve ser dada ao endereçamento da peça, detalhe que 
deve ser observado até o momento da entrega da prova. 
 
 
 
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Na argumentação a linguagem deve ser jurídica e o raciocínio lógico. O 
candidato deve procurar apresentar uma letra clara e não dúbia, devendo sempre 
observar as regras de pontuação, utilizando na formulação da peça períodos 
médios ou curtos. 
Vale lembrar: Os problemas de exame de ordem são objetivos, ou seja, os 
fatos narrados devem ser interpretados restritivamente, o que, por conseguinte, 
revela o cabimento de uma única solução jurídica. A prova que contiver qualquer 
forma de identificação do examinando será considerada NULA. 
Estas são as orientações básicas. No decorrer do nosso curso vamos realizar 
intensivamente a solução de situações-problemas. 
Deste modo, concluído o curso, esperamos ter colaborado para o 
aprimoramento dos bacharéis em Direito, para que possam enfrentar o exame de 
ordem na área Tributária de forma a terem sucesso. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SOLUÇÕES PROCESSUAIS CABÍVEIS 
 
1. EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL 
 
 
 
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A cobrança de dívida ativa dos entes políticos se dá por intermédio da 
Execução Fiscal, regulada pela Lei n° 6.830/80. Tal execução se baseia em um 
título extrajudicial, a Certidão da Dívida Ativa (CDA), que goza de presunção de 
liquidez e certeza. Os embargos do executado representam uma ação de 
conhecimento autônoma, cujo principal objetivo é desconstituir o título executivo, 
obtendo a extinção da execução. 
A inicial dos embargos deve obedecer aos requisitos do art. 282 do 
CPC1, devendo ser intentada no prazo de 30 dias. Este prazo é contado da data do 
depósito, da juntada da fiança aos autos, ou da intimação da penhora realizada, 
nos termos do art 16 da LEF. 
O juízo competente para a ação de embargos é o mesmo da execução 
fiscal. Como em qualquer inicial, deve-se identificar as partes, que são 
embargante (quem opõe os embargos) e embargado (autor da execução fiscal), e 
apresentar os argumentos, de fato e de direito, que entenda fundamentar sua 
pretensão de opor-se à execução. Seu principal pedido é a insubsistência do 
título executivo, com a extinção da execução. Terá, como valor da causa, o valor 
do título que se pretende desconstituir (ou a parte que se pretende). Poderá, o 
embargante, requerer a produção de provas, sendo mais freqüente a prova 
documental, ainda que cabíveis todas as admitidas em direito. 
Da sentença que julga os embargos, cabe apelação pela parte 
interessada. 
Na Execução Fiscal, por criação doutrinária e jurisprudencial, é cabível a 
chamada EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE, que é uma defesa apresentada pelo 
executado antes ou independentemente de garantia da execução. 
Esta defesa, que a rigor não existe no processo de execução, tanto que o 
crédito somente pode ser discutido em sede de embargos (ação autônoma), 
somente pode ser intentada em situações nas quais não há sequer condições de 
ser admitida a ação de execução. É o caso, por exemplo, de uma execução sem 
título, ou acompanhada de título sem liquidez, ou que não consta o nome do 
executado na CDA, crédito atingido, claramente, pela decadência ou prescrição, 
quitação do título, entre outras. Vale salientar que, em quaisquer dos casos, não 
se admite discussão quanto a fatos, mas apenas questões que poderiam ser 
conhecidas de oficio pelo juiz ou que podem ser verificadas de plano pelo 
executado, independentemente de dilação probatória. 
 
1 Deverá constar, da inicial, a indicação do juiz o tribunal ao qual é dirigida, a qualificação das partes, o fato 
e os fundamentos jurídicos do pedido, o pedido com suas especificações, o requerimento de provas, a 
indicação do valor da causa e o requerimento de citação do réu 
 
 
 
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Esta defesa nada mais é que uma petição no processo de execução, 
pedindo que o juiz reconheça o argumento aduzido a fim de extinguir a 
execução. Não existe momento correto ou prazo para sua propositura, em que 
pese que o interesse em sua utilização é para evitar a constituição da penhora, de 
forma que, após realizada a garantia do juízo, o meio oportuno para a defesa são 
os embargos. Assim, normalmente, a exceção será apresentada após a intimação 
para o oferecimento de bens e antes da efetivação da garantia, apesar de nada 
impedir sua utilização posterior. 
O pedido específico será apenas o de decretar a extinção da execução. 
Em caso de denegação do pedido da exceção, o recurso cabível é o agravo de 
instrumento, já que é uma decisão interlocutória. Caso o juiz acolha o pedido, 
extinguindo o processo, será cabível apelação, interposta pela Fazenda Pública 
considerada. 
 
1.1. Aspectos