RESUMÃO DE CLINICA MEDICA I   Seminários Parte 2
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RESUMÃO DE CLINICA MEDICA I Seminários Parte 2


DisciplinaSemiologia e Seminotécnia I204 materiais1.066 seguidores
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voluntários do palato mole e da faringe, mas c/ 
aumento dos movimentos reflexos desses músculos). 
 Como as fibras do tracto córtico-nuclear p/ os núcleos motores do bulbo são cruzadas e 
diretas, os sintomas das paralisias pseudobulbares só são evidentes nas lesões bilaterais deste 
tracto. 
Sinais e sintomas: 
Disartria 
Disfagia; 
Disfonia; 
Prejuízo dos movimentos voluntários da língua e dos músculos faciais; 
Labilidade emocional. 
Causas: 
Acidentes cerebrovasculares bilaterais; esclerose múltipla; doença do neurônio motor; 
neoplasma extensivo; desordens congênitas; encefalites; trauma severo no cérebro. 
 
INSUFICIÊNCIA VÉRTEBRO-BASILAR 
 
Trata-se da redução difusa ou localizada do fluxo sanguíneo do sistema vértebro-basilar, 
que supre o tronco encefálico, o cerebelo, o lobo occipital, o lobo medial temporal e o tálamo. 
Esse sistema está localizado no território posterior do encéfalo e inclui as artérias vertebrais 
direita e esquerda (ramos das aa. subclávias direita e esquerda, respectivamente), que se 
fundem formando a artéria basilar, cujos ramos terminais são as artérias cerebrais posteriores 
direita e esquerda. As artérias mais importantes nesse sistema são: 
\uf0a8\uf0a8\uf0a8 Artéria Vertebral; 
\uf0a8\uf0a8\uf0a8 Artéria Meníngea Posterior; 
\uf0a8\uf0a8\uf0a8 Artéria Cerebelar Posterior Inferior; 
\uf0a8\uf0a8\uf0a8 Artéria Basilar; 
\uf0a8\uf0a8\uf0a8 Artéria Cerebelar Anterior Inferior; 
\uf0a8\uf0a8\uf0a8 Artérias Pontinas; 
\uf0a8\uf0a8\uf0a8 Artéria Cerebelar Superior; 
\uf0a8\uf0a8\uf0a8 Artéria Cerebral Posterior; 
\uf0a8\uf0a8\uf0a8 Ramos Hemisféricos Cerebelares; 
\uf0a8\uf0a8\uf0a8 Artérias Vermianas Superiores (ramos da Artéria Cerebelar Superior); 
\uf0a8\uf0a8\uf0a8 Artéria Espinhal Anterior; 
\uf0a8\uf0a8\uf0a8 Artéria Espinhal Posterior; 
\uf0a8\uf0a8\uf0a8 Artéria do Labirinto. 
Causas: 
\uf0a8\uf0a8\uf0a8 Aterosclerose; 
\uf0a8\uf0a8\uf0a8 Síndrome do roubo da subclávia; 
\uf0a8\uf0a8\uf0a8 AVE; 
\uf0a8\uf0a8\uf0a8 Trauma com dissecção de um dos vasos; 
\uf0a8\uf0a8\uf0a8 Artrose cervical; 
\uf0a8\uf0a8\uf0a8 Osteófito. 
Sinais e sintomas: 
\uf0a8\uf0a8\uf0a8 Síncope; 
\uf0a8\uf0a8\uf0a8 Tontura (lightheadness); 
\uf0a8\uf0a8\uf0a8 Distúrbios visuais, como nistagmo e turvação visual; 
\uf0a8\uf0a8\uf0a8 Vertigem; 
\uf0a8\uf0a8\uf0a8 Náuseas e vômitos. 
Semiologia \u2013 Manobras: 
A importância da avaliação da circulação vértebro-basilar é que quando se tenciona 
posicionalmente um vaso na coluna cervical, está sendo testada a integridade da circulação 
colateral suprida à região. Esta avaliação por meio de testes provocados ou funcionais força sete 
áreas de possível compressão, que são: 
1 - Entre os processos transversos de C1 - C2, onde as artérias vertebrais são 
relativamente giradas aos forames transversos C1 e C2; 
2- C2 - C3 ao nível da faceta articular superior de C3 no lado ipsilateral à rotação da 
cabeça; 
3- O processo transverso de C1 e a artéria carótida interna; 
4- A abertura atlanto-occipital pelo arco posterior do atlas e o rebordo do forame magno, ou 
anteriormente pela dobra da cápsula articular atlanto-occipital e, posteriormente, pela membrana 
atlanto-occipital; 
5- Níveis de C4 - C5 ou C5 - C6, em virtude de artrose das articulações de Von Luschka, 
com compressão no lado ipsilateral à rotação da cabeça; 
6- Nos forames transversos do atlas ou áxis entre o oblíquo inferior da cabeça e 
intertransversais, durante movimentos rotatórios; 
7- Antes de entrar no processo transverso de C6, pelo músculo longo do pescoço ou por 
tecido comunicante entre os músculos longo do pescoço e escaleno anterior. 
 
Manobra Funcional do Sistema vértebro-basilar: 
\uf0a8\uf0a8\uf0a8 Procedimento: Com o paciente na posição sentada, palpar e auscultar as artérias 
carótida e subclávia quanto a pulsações ou sopros. Ao auscultar, instruir o paciente 
para prender a respiração. Se qualquer destes não estiver presente, instruir o 
paciente para rotar e hiperestender a cabeça para um lado e a seguir para o outro. 
Se pulsações ou sopros estiverem presentes não efetuar a parte de rotação e 
hiperextensão do teste. 
\uf0a8\uf0a8\uf0a8 Fundamento: Se pulsação ou sopro estiverem presentes nas artérias carótidas e 
subclávia, este teste será considerado positivo. Ele pode indicar uma compressão 
ou estenose das artérias carótida e subclávia. A parte de rotação e hiperextensão 
do teste impõe uma compressão induzida pelo movimento à artéria vertebral oposta 
ao lado da rotação da cabeça. Vertigens, tontura, turvação visual, náusea, 
sensação de desmaio e nistagmo são todos sinais de um teste positivo. Sem 
resultado positivo é indicador de estenose da artéria vertebral ou basilar ou 
compressão em um dos setes lugares citados anteriormente. 
Teste de Maigne 
\uf0a8\uf0a8\uf0a8 Procedimento: Com o paciente na posição sentada, instruí-lo a estender e rotar a 
cabeça e manter essa posição durante 15 a 40 segundos. Repetir o teste com a 
cabeça do paciente rotada para o lado oposto. 
\uf0a8\uf0a8\uf0a8 Fundamento: A rotação e extensão da cabeça impõem uma compressão, induzida 
pelo movimento, à artéria vertebral no lado oposto à rotação. Vertigem, tontura, 
turvação visual, náusea, sensação de desmaio e nistagmo são todos sinais de teste 
positivo. Este teste é indicador de estenose ou compressão de artéria vertebral, 
basilar ou carótida em um dos sete locais já citados. 
Teste de Dekleyn 
\uf0a8\uf0a8\uf0a8 Procedimento: Com o paciente na posição supina e a cabeça para fora da mesa, 
instruí-lo a hiperestender e rotar a cabeça, mantendo essa posição por 15 a 40 
segundos. Repetir com a cabeça rotada e estendida para o lado oposto. 
\uf0a8\uf0a8\uf0a8 Fundamento: Segue aos primeiros citados. 
Teste de Hautant 
\uf0a8\uf0a8\uf0a8 Procedimento: Com o paciente sentado com os olhos fechados, instruí-lo a 
estender os braços para frente com as palmas para cima. Em seguida, ele deve 
estender e rotar a cabeça para um lado. Repetir com a cabeça rotada e estendida 
para o lado oposto. 
\uf0a8\uf0a8\uf0a8 Fundamento: Um paciente com estenose ou compressão de artéria vertebral, 
basilar ou subclávia sem circulação colateral suficiente, tenderá a perder seu 
equilíbrio, deixar cair seus braços e pronar suas mãos. Se isto ocorrer, se então 
suspeita de uma estenose ou compressão de artéria vertebral, basilar ou carótida 
em uns dos setes locais já citados. 
 
AFASIAS 
 
As funções cognitivas e comportamentais (domínios) são coordenadas por redes neurais 
em grande escala entrecruzadas, que possuem componentes corticais e subcorticais 
interconectados. Cinco grandes redes em grande escala são mais relevantes na prática clínica: 
(1) uma rede perissilviana da linguagem; (2) uma rede parietofrontal para a cognição espacial; 
(3) uma rede occiptotemporal para o reconhecimento de faces e objetos; (4) uma rede límbica 
para a memoria retentora; e (5) uma rede pré-frontal para o controle cognitivo e do 
comportamento. 
 
Rede Perissilviana da Linguagem - Afasias e Distúrbio afins 
 
O substrato neural da linguagem compõe-se de uma rede distribuída que está concentrada 
na região perissilviana do hemisfério esquerdo. O polo posterior dessa rede está localizado na 
junção temporoparietal e inclui a área de Wernicke \u2013 tem função de transformar os impulsos 
sensoriais em suas representações neurais da palavra, de modo que eles possam estabelecer 
associações repartidas que conferem a uma palavra seu significado. O polo anterior da rede de 
linguagem localiza-se no giro frontal inferior e inclui a área de Broca \u2013 tem função de transformar 
as representações neurais da palavra em suas sequencias articulatórias, de modo que as 
palavras sejam emitidas na forma de linguagem falada. 
As áreas de Broca e Wernicke estão interligadas entre si e com cada uma das outras 
regiões (perissilviana, temporal, pré-frontal e parietal posterior) formando uma rede neural que 
serve aos vários aspectos da linguagem. A lesão de qualquer um desses componentes ou de 
suas interconexões pode originar afasias em que há déficits dos aspectos formais da linguagem, 
como a denominação, a escolha de palavras, a compreensão, a soletração
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