A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
6 pág.
AGRAVO

Pré-visualização | Página 1 de 2

EXMº(ª). SR(ª). DR(ª). DESEMBARGADOR(A) RELATOR(A) DE UMA DAS CÂMARAS CÍVEIS DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA BAHIA.
CHARLES DICKENS, devidamente qualificado nos autos do processo eletrônico de nº 8000xxx-xx.2017.805.0001, vem á presença honrosa de Vossa Excelência, através de seu advogado in fine assinado, endereço profissional constante do rodapé, local onde recebe notificações e intimações, com espeque no art. 1.015, incisos I e V, e seguintes do CPC, interpor recurso de AGRAVO DE INSTRUMENTO, deixando de juntar comprovante de preparo recursal, em razão do pedido de gratuidade da justiça a seguir exposto, forte no que diz o art. 5º, inciso LXXIV e art. 98, do CPC, apresentando, de logo, as razões de seu inconformismo, pedindo, ainda, seja a agravada intimada pessoalmente, por carta com aviso de recebimento, tendo em vista que esta ainda não foi citada, para, querendo, responder o presente recurso no prazo de 15(quinze) dias (art. 1.019, inciso II, do CPC), pelas razões de fato e de direito que a seguir aduz:
Nestes termos,
Pede juntada e espera deferimento.
Feira de Santana/BA, 07 de dezembro de 2017.
THIAGO DE SOUZA GUIMARÃES
OAB/BA XXXX
EXMº(ª). SR(ª). DR(ª). DESEMBARGADOR(A) RELATOR(A) DE UMA DAS CÂMARAS CÍVEIS DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA BAHIA.
PROCESSO DE Nº 8000xxx-xx.2017.805.0001
AGRAVANTE: CHARLES DICKENS
AGRAVADO: BANCO NASCIMENTO S.A
JUÍZO DE ORIGEM: 2ª VARA CÍVEL DA COMARCA DE SALVADOR – BAHIA
COLENDA CÂMARA,
NOBRES JULGADORES,
I-DAS RAZÕES DO AGRAVO:
II-DAS PRELIMINARES:
II.I-DO PEDIDO PRELIMINAR DE GRATUIDADE DA JUSTIÇA:
PRELIMINARMENTE pede a Apelante a Vossa Excelência que lhe conceda os benefícios da justiça gratuita, o que pede com espeque no art. 98 do Código de Ritos, bem assim art. 5º, XXXV, LXXIV da CF/88.
ilustre Relator(a), trata-se o agravante de pequeno empresário, que em decorrência desta crise que se encontra o nosso país, vem passando por sérias dificuldades financeiras, como se vê no balanço comercial de sua empresa e nos extratos bancários que seguem arrolados aos autos do processo eletrônico em epígrafe. Sendo assim, resta impossibilitado de arcar com as custas processuais sem prejuízo de seu próprio sustento e de sua família.
III- DA TEMPESTIVIDADE DO RECURSO:
Ab initio, importa considerar a tempestividade do presente recurso, haja vista que a publicação da decisão interlocutória guerreada ocorreu via imprensa oficial (DPJ-e), edição do dia 14.11.2017, com termo inicial para protocolo da apelação em 20.11.2017, cujo prazo final do recurso findará no dia 08.12.2017.
Assim resta comprovada a tempestividade do presente recurso de agravo de instrumento.
IV – DA QUALIFICAÇÃO DAS PARTES E DO ADVOGADO E DA APRESENTAÇÃO DAS PEÇAS OBRIGATÓRIAS E FACULTATIVAS:
Conforme dito, tanto o processo de origem quanto o presente recurso, tratam-se de autos eletrônicos, sendo assim, com fulcro no Art. 1.017, § 5º do CPC, deixa o Agravante de apresentar as peças exigidas nos incisos I e II, do referido artigo.
Pelas mesmas razões, deixa de cumprir as exigências do art. 1.018 do CPC, o que o faz com base no §2º, do mesmo dispositivo legal.
V- DO RESUMO DOS FATOS:
O Agravante teve seu nome protestado indevidamente, pelo Banco Agravado. Fato este que tem causado grandes transtornos ao Agravante, pois, em razão de ter seu nome incluso no cadastro dos maus pagadores, fica impossibilitado de contrair empréstimos com outras instituições financeiras e por consequência não consegue contrair valores para reformar as instalações de sua sociedade empresária, ou ainda levantar créditos para aquisição de insumos e outros materiais de suma importância ao desenvolvimento de sua atividade empresarial.
Com propósito de obter uma solução, ingressou com ação declaratória de inexistência de débito cumulada com pedido de sustação do protesto e pedido de tutela de urgência. Apesar de ter comprovado o adimplemento da obrigação que ensejou o protesto, o ilustre Juiz a quo, de maneira desarrazoada, máxima vênia, decidiu não só negar a concessão da tutela de urgência requerida, como também, determinou que o Agravante procedesse depósito caução do valor do título protestado até decisão final do processo, mas não foi só, o M.M. Juiz de piso desconsiderou toda documentação comprobatória da situação de hipossuficiência econômica carreada aos autos e indeferiu o pedido de assistência judiciária e isenção das custas processuais.
Como pode presenciar, Nobre Relator(a), data vênia, a postura adotada pelo M.M. Juiz, não se combina, conforme será explanado adiante, com os preceitos constitucionais e processuais, que tratam do sagrado direito de acesso a justiça (art. 5º, inciso LXXIV da CF/88 e art. 98 e seguintes do CPC) e resguarda a todos que tiverem direito seu, ameaçado ou lesionado e que se desincumbir de demonstrar a probabilidade do direito, o perigo do dano, bem assim, o risco do resultado útil do processo (art. 5º, inciso XXXV da CF/88 e art. 300 e seguintes do CPC).
VI- DA ANTECIPAÇÃO DA PRETENSÃO RECURSAL:
De acordo com o que foi narrado, o Agravante trouxe aos autos, comprovante de pagamento do débito que ensejou o protesto indevido, frise-se, não seria razoável, que ele que nada deve ao Banco Agravado, tenha que suportar tamanho ônus de esperar a satisfação de seu direito ao final da lide.
Entanto Excelência, ao negar a tutela provisória, o ilustre Juiz a quo, não motivou seu convencimento de modo claro e preciso, máxima vênia, contrariando o que dispõe o art. 298, do CPC. Vejamos alguns trechos da decisão vergastada (litteris):
(...)
“ANOTAR TRECHOS QUE COLABORAM COM OS ARGUMENTOS”.
(...)
Além do mais, caso não estivesse convencido das alegações trazidas pelo Agravante na peça inicial, o mais prudente seria que tivesse marcado audiência de justificação prévia nos termos do art. 300, § 2º, do CPC, a fim de dirimir eventuais dúvidas. Todavia, preferiu o M.M. Juiz, optar pelo caminho mais espinhoso, onerando a parte mais vulnerável da relação, máxima vênia.
VII-DO DIREITO E RAZÕES DO PEDIDO DE REFORMA:
Forte no que diz o art. 1.019, “caput” e inciso I do CPC, recebido o agravo de instrumento pode o Relator, deferir em antecipação de tutela, total ou parcialmente, a pretensão recursal, comunicando o juiz a sua decisão.
De acordo como que foi narrado, encontra-se o Agravante impedido de conseguir qualquer crédito, o que vem dificultar ainda mais sua preocupante situação econômica, pois, sem crédito e sem capital de giro, ficará impossibilitado de dar continuidade as suas atividades empresarias, podendo vir a “falência”.
A teor do que dispõe o art. 294, do CPC a tutela provisória pode fundamentar-se em urgência e evidência.
Haverá tutela de urgência quando existirem elementos nos autos que evidenciarem a probabilidade do direito e o perigo do dano ou risco ao resultado útil do processo (art. 300 CPC).
Nota-se, que somente a urgência não é suficiente par a concessão da tutela provisória. Aliás, conforme doutrina do ilustre professor Elpídio Donizetti, “embora o código estabeleça que o fundamento é a urgência, esta é menos relevante do que a probabilidade... Se o direito postulado é altamente provável, pode-se até considerar que o periculum in mora é in re ipsa, ou seja, está contido na própria noção de probabilidade. Afinal, não seria razoável que quem afirme e comprove um direito com elevada carga de probabilidade tivesse que suportar os efeitos deletérios do tempo.”�.(d.n.)
Na lição do jurista José Herval Sampaio Junior:
“[...] a antecipação dos efeitos práticos ou externos da tutela jurisdicional tem por escopo concretizar, desde logo, os resultados perseguidos no processo, garantindo a satisfação do direito da parte mesmo antes do momento que seria próprio, a prolação da sentença definitiva, tudo como forma de homenagear os postulados da celeridade e da efetividade do direito via processo”.�