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aula 14   preservacao (1)

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de engenharia; vista aérea de Brasília. 
Localização: Indicar o local de guarda do material não convencional, preenchendo o 
campo com o código de endereçamento constante no topográfico p. ex. depósito X, 
mapoteca 12, gaveta 2. 
Observação: Qualquer detalhe relevante relacionado à caixa. 
 
Rotina de limpeza nos depósitos de guarda 
 
A limpeza deve ser feita em intervalos regulares, cuja frequência é determinada pela 
velocidade com que a poeira se acumula nos espaços de armazenagem. 
As prateleiras de metal, as mapotecas e todos os demais tipos de móveis de metal 
destinados ao armazenamento de documentos devem ser limpos com o auxílio de um 
pano limpo e com álcool. 
Deve-se evitar o uso de água como agente para estas limpezas. 
O piso das áreas de guarda de acervos deve ser limpo com produtos biodegradáveis 
não agressivos aos documentos e às pessoas que trabalhem na área. 
Usar sempre aspirador de pó, para não levantar poeira, e flanela seca para limpeza do 
mobiliário. 
Observar, durante a limpeza, se há excrementos de cupim, asas de insetos, túneis 
(galerias externas) e pequenos orifícios próximos às obras ou no piso no ambiente de 
guarda. 
 
Limpeza do assoalho: 
1. Para se evitar a umidade, é recomendável que não haja a entrada de água no 
arquivo, devendo-se optar, para a limpeza do mesmo, panos úmidos e aspiradores, 
evitando-se inclusive a limpeza do piso com água. 
 
Higienização de documentos 
 
Corresponde à limpeza de superfície, ou seja, retirada de poeira e outros resíduos 
estranhos aos documentos. 
A higienização trata da eliminação mecânica de todas as sujidades que se encontram 
nos documentos e dos agentes considerados agressores, tais como os clipes oxidados 
ou não, os excrementos de insetos, os grampos metálicos, os elementos generalizados 
utilizados como marcadores de folhas, as poeiras, as partículas sólidas, e todos os 
elementos espúrios à estrutura física dos documentos. A consolidação do suporte 
consiste na recomposição das partes faltantes e na união dos rasgos e cortes, e a 
planificação consiste na correção de dobras e amassados. 
 
Materiais usados para limpeza de superfície 
A remoção da sujidade superficial (que está solta sobre o documento) é feita através 
de pincéis, flanela macia, aspirador e inúmeras outras ferramentas que se adaptam à 
técnica. 
• Pincéis: são muitos os tipos de pincéis utilizados na limpeza mecânica, de diferentes 
formas, tamanhos, qualidade e tipos de cerdas (podem ser usados com carga estática 
atritando as cerdas contra o nylon, material sintético ou lã); 
• Flanela: serve para remover sujidade de encadernações, por exemplo; 
• Aspirador de pó: sempre com proteção de bocal e com potência de sucção 
controlada; 
• Outros materiais usados para a limpeza: bisturi, pinça, espátula, agulha, cotonete. 
 
Materiais de apoio necessários para limpeza mecânica: 
 
• raladores de plástico ou aço inox; borrachas de vinil; 
• fita-crepe; 
• lápis de borracha; 
• luvas de látex ou algodão; 
• máscaras; 
• papel mata-borrão (papel muito absorvente); 
• pesos; 
• poliéster (mylar); 
• folhas de papel siliconado; 
• microscópios; 
• cola metilcelulose 
• lápis HB etc. 
 
 
 
Mesa de Higienização 
 
Já foi questão de prova: 
 
Com a utilização de pó de borracha, resultante da ação de ralar borracha plástica 
branca em um ralador de aço inox. Esta ação será efetivamente mais usada nos 
documentos impressos. Deve ser executada com o máximo de cuidado e sobre mesas 
de grande formato. Coloca-se um punhado desse pó de borracha sobre o documento 
e, com movimentos leves e circulares, partindo do centro para as bordas, executa-se a 
limpeza com o auxílio de uma boneca (espécie de chumaço feito com algodão e gaze). 
Este procedimento pode ser repetido tantas vezes quantas forem necessárias até a 
limpeza total do documento. Ao final este pó de borracha deve ser bem retirado com 
um pincel de pelos macios. 
 
 
 
Retirada de grampos 
 
 
Principais operações de Conservação: 
 
1. Desinfestação: método de combate mais eficiente contra os insetos: 
fumigação. São utilizados produtos como Timol, DDT, fluoreto de sódio etc. 
 
2. Limpeza: fase posterior à fumigação. 
 
3. Alisamento: consiste em colocar os documentos em bandejas de aço 
inoxidável, expondo-os à ação do ar com forte porcentagem de umidade (90 a 
95%), durante 1 hora, em uma câmera de umidificação. Em seguida, são 
passadas a ferro, folha por folha, em máquinas elétricas. Na falta desse 
equipamento usa-se o ferro caseiro. 
 
4. Encadernação e reencadernação: No documento que apresentar folhas soltas 
ou a encadernação estiver fragilizada, deverá ser feito o reforço. No caso de 
material mais recente, e tratando-se de encadernação de época, a obra deverá 
ser apenas acondicionada. 
 
Principais operações de Restauração: 
 
1. Banho de Gelatina: consiste em mergulhar o documento em banho de gelatina 
ou cola, o que aumenta a resistência, sem prejudicar a visibilidade e passagem 
dos raios ultravioletas e infravermelhos. 
 
2. Tecido: processo de reparação em que são usadas folhas de tecido muito fino, 
aplicadas com pasta de amido. 
 
3. Silking: utiliza tecido (crepeline ou musseline de seda) de grande durabilidade e 
o processo é semelhante ao do Tecido. 
 
4. Laminação Mecanizada: processo em que envolve o documento, nas duas 
faces, com uma folha de papel seda e outra de acetato de celulose, colocando 
numa prensa hidráulica, sob pressão média de 7 a 8 kg/cm a uma temperatura 
entre 145 a 155º C. 
 
5. Laminação Manual: Igual a Laminação Mecanizada, porém não utiliza calor 
nem pressão, utiliza acetona que em contato com o acetato, transforma-se em 
camada semiplástica que, ao secar, adere ao documento, juntamente com o 
papel seda. 
 
6. Encapsulação: utiliza películas de poliéster e fita adesiva de duplo 
revestimento. É considerada um dos mais modernos processos de restauração 
de documentos. 
 
7. Planificação: é a prensagem do documento. 
Os documentos que apresentarem deformações devem ser planificados. 
 
 
 
 
 
8. Montagem: compreende a reorganização das folhas conforme a sequência do 
original sobrepondo as folhas, obedecendo a ordem de numeração do original. 
 
9. Reintegração ou Reenfibragem: processo pelo qual partes perdidas da folha 
são reconstruídas com celulose nova. 
 
10. Reintegração cromática: é a cobertura com pigmento de cor e tom, próximos 
do original, em áreas de remendo ou reforço. Ela é feita com lápis-aquarela 
importado diretamente nas áreas em que é necessária uma homogeneidade 
entre o antigo e o novo, para compor a estética do documento. 
 
11. Costura: é feita em linha de algodão, em substituição aos grampos metálicos; 
 
12. Velatura: é um novo suporte em papel ou tecido, agregado ao original. Um 
reforço. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RESUMO 
 
 
 
 
AGENTES EXTERIORES QUE DANIFICAM OS DOCUMENTOS: 
 
Físicos (ambientais): 
 
Os agentes ambientais são exatamente aqueles que existem no ambiente físico do 
acervo: 
 
Temperatura, Umidade Relativa do Ar, Radiação da Luz, Qualidade do Ar. 
 
1. Luminosidade - Toda fonte de luz, seja ela natural ou artificial, emite radiação 
nociva aos materiais de acervos, provocando consideráveis danos através da oxidação. 
O papel se torna frágil, quebradiço, amarelecido, escurecido. As tintas desbotam ou 
mudam de cor, alterando a legibilidade dos documentos textuais, dos iconográficos e 
das encadernações. 
 
O componente da luz que mais merece atenção é a radiação ultravioleta (UV). 
Qualquer exposição à luz, mesmo que por pouco tempo, é nociva e o dano é 
cumulativo e irreversível. A luz
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