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Aula 11   Controle e responsabiliza  o da administra  o controle administrativo  controle judicial  controle legislativo

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isso. Na realidade, a ideia Ž 
evitar que seja utilizado o MS ao mesmo tempo em que o interessado 
maneja recurso administrativo com efeito suspensivo22, o qual, por si s—, 
pode afastar o ato que lhe Ž potencialmente prejudicial. Assim, caso o 
interessado n‹o desejar recorrer administrativamente, poder‡ deixar 
escoar o prazo ou renunciar ao recurso administrativo e impetrar o 
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22!STF!Y!MS!30.822.!!
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mandado de segurana; o que n‹o pode Ž impetrar a a‹o enquanto 
aguarda a decis‹o do recurso com efeito suspensivo23. 
Na mesma dire‹o, o inciso II estabelece ser invi‡vel o MS contra 
Òdecis‹o judicial da qual caiba recurso com efeito suspensivoÓ. A ideia Ž a 
mesma: se h‡ alguma outra espŽcie processual a tutelar o direito, sendo 
que tal espŽcie ampara a suspens‹o dos efeitos eventualmente 
prejudiciais, n‹o h‡ porque se proceder ao MS. 
Importante registrar, ainda, que, segundo a Sœmula 430 do STF, o 
pedido de reconsidera‹o na esfera administrativa n‹o interrompe o 
prazo do mandado de segurana. 
vi) Substituto,da,ação,de,cobrança: conforme a Sœmula 269 do STF, 
Òo mandado de segurana n‹o Ž substitutivo de a‹o de cobranaÓ, isto Ž, 
a concess‹o de mandado de segurana n‹o resultar‡ em efeitos 
patrimoniais referidos a per’odo pretŽrito, os quais dever‹o ser 
reclamados administrativamente ou pela via judicial pr—pria. Por exemplo, 
voc recebeu, por meses, uma vantagem do —rg‹o em que trabalha. Mais 
adiante, o Poder Pœblico simplesmente ÒcancelaÓ a vantagem sem te dar 
conhecimento. Insatisfeito, voc ingressa com um MS, o qual Ž provido. 
Resultado: n‹o ser‹o mais feitos os descontos, mas, pela via estreita do 
mandado de segurana, voc n‹o obter‡ as diferenas relacionadas ao 
passado. Para isso, dever‡ se servir de a›es pr—prias (judiciais ou 
administrativas). 
,
39., (Cespe,–,Ministério,da,Justiça,2013),O!mandado!de!segurança!é!uma!das!
mais! importantes! ações! judiciais! de! controle! dos! atos! da! administração! pública.!
Quando!o!ato!for!praticado!por!autoridade!no!exercício!de!competência!delegada,!o!
mandado!de!segurança!caberá!contra!a!autoridade!delegante.!
! Comentário:,Um,ato, praticado,por, delegação, é, imputável, àquele, que, o,
praticou., Assim,, um, eventual, mandado, de, segurança, deve, ser, impetrado,
contra,o,delegatário,(quem,agiu,por,delegação),,e,não,contra,o,delegante.,
, Gabarito:,Errado,
!
 
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23!Maria!Sylvia!Di!Pietro!
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MANDADO!DE!SEGURANÇA!COLETIVO!
Pois bem. AtŽ agora examinamos as disposi›es aplic‡veis ao 
mandado de segurana individual, usado para a defesa do direito pr—prio 
interessado. PorŽm, a Constitui‹o Federal tambŽm prev a possibilidade 
de impetra‹o de MS coletivo, voltado ao atendimento dos interesses de 
um grupo de indiv’duos, a partir da legitimidade dada aos seus diversos 
e potenciais impetrantes. Vamos ver o que diz o art. 5¼, LXX da CF: 
LXX - o mandado de segurana coletivo pode ser impetrado por: 
a) partido pol’tico com representa‹o no Congresso Nacional; 
b) organiza‹o sindical, entidade de classe ou associa‹o legalmente 
constitu’da e em funcionamento h‡ pelo menos um ano, em defesa dos 
interesses de seus membros ou associados; 
Vamos detalhar um pouco mais esses comandos constitucionais. 
Para que se considere que um partido pol’tico possui representa‹o 
no Congresso Nacional, basta que ele tenha ao menos um deputado 
federal ou um senador, em efetivo exerc’cio do mandato, na data da 
impetra‹o do mandado de segurana coletivo24. 
Em rela‹o aos demais legitimados, note que a exigncia de apenas 
um ano de constitui‹o e funcionamento destina-se apenas ˆs 
associa›es, n‹o se aplicando ˆs entidades sindicais e ˆs entidades 
de classe. 
No MS coletivo, a entidade impetrante age como mero substituto 
processual (legitima‹o extraordin‡ria) na rela‹o jur’dica, da’ porque 
n‹o se exige a autoriza‹o expressa dos titulares dos direitos, 
diferentemente do que acontece, por exemplo, no caso do inciso XXI do 
art. 5¼ da CF, o qual contempla hip—tese de representa‹o (e n‹o de 
substitui‹o) 25 . Assim, se uma associa‹o pleitear judicialmente 
determinado direito em favor de seus associados por outra via que n‹o 
seja a do mandado de segurana coletivo, ser‡ necess‡ria a autoriza‹o 
expressa dos seus filiados, conforme prescreve o art. 5¼, XXI. Mas, se a 
entidade ajuizar um MS coletivo, tal exigncia n‹o incidir‡, por se tratar 
de hip—tese de substitui‹o processual. 
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24!Marcelo!Alexandrino!e!Vicente!Paulo!(2014,!p.!938).!
25!CF,! art.! 5º,! XXI! –! “as% entidades%associativas,%quando%expressamente%autorizadas,% têm% legitimidade%para%
representar%seus%filiados%judicial%ou%extrajudicialmente;”!
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N‹o se exige, tambŽm, que o direito defendido pertena a todos os 
filiados ou associados. Basta que pertena a parte deles (ex: um 
benef’cio que aproveite apenas aos servidores inativos Ð parte da 
categoria). Nesse contexto, vale conhecer o teor da Sœmula 630 do STF: 
Sœmula 630 Ð STF: "A entidade de classe tem legitima‹o para o mandado 
de segurana ainda quando a pretens‹o veiculada interesse apenas a uma 
parte da respectiva categoria". 
Apesar de o verbete se referir apenas ˆs entidades de classe, pode 
ser estendido para os demais legitimados. 
Os direitos protegidos pelo mandado de segurana coletivo podem 
ser (Lei 12.016/2009, art. 21, par‡grafo œnico): 
$! Coletivos, assim entendidos os transindividuais, de natureza indivis’vel, de 
que seja titular grupo ou categoria de pessoas ligadas entre si ou com a 
parte contr‡ria por uma rela‹o jur’dica b‡sica; 
$! Individuais homogneos, assim entendidos os decorrentes de origem 
comum e da atividade ou situa‹o espec’fica da totalidade ou de parte dos 
associados ou membros do impetrante. 
No caso de partido pol’tico, o MS coletivo defender‡ os interesses dos 
seus integrantes ou direitos relacionados ˆ finalidade partid‡ria. 
Carvalho Filho nos d‡ bom exemplo: Òa defesa de seus filiados contra ato 
de Casa Legislativa que os exclua das comiss›es tem‡ticasÓ. J‡ no caso 
das demais entidades, a legitima‹o Ž mais restrita, uma vez que elas s— 
podem defender direitos dos seus associados relativos ˆs finalidades da 
entidade (e n‹o os interesses da entidade em si). 
Outro detalhe importante: embora sendo uma a‹o coletiva, segundo 
o STF, para o ajuizamento de MS coletivo, exige-se a comprova‹o de 
direito subjetivo, l’quido e certo de um grupo, categoria ou classe, 
n‹o se permitindo a sua utiliza‹o para o fim de proteger direitos difusos 
e gerais da coletividade. 
Com rela‹o ˆ decis‹o que nascer‡ do MS coletivo, h‡ uma 
singularidade: a sentena far‡ coisa julgada apenas para os membros do 
grupo ou categoria substitu’dos pela entidade impetrante, ou seja, n‹o 
beneficiar‡ os indiv’duos que n‹o foram representados pela entidade na 
a‹o. 
AlŽm disso, o MS coletivo n‹o atrai, para si, os MS individuais que 
tenham sido impetrados. Nos termos do art. 22, ¤1¼ da Lei 12.016/2009, 
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