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Concepção do ser Humano

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Objetivos p2
1-Explicar o processo de fecundação;
A fecundação é uma série de etapas que começa no momento que o espermatozoide entra em contato com oócito e termina no momento que há o entrelaço dos cromossomos maternos e paterno na metáfase da primeira divisão mitódica do zigoto.
Fases da Fecundação
1- O espermatozoide passa pela através corona radiada no oócito. Isso acontece devido a dispersão da célula foliculares devido a ação da enzima hialuronidase, que é liberado pelo acrossomo. Além disso as enzimas da mucosa da tuba parece auxiliar a hialuronidase. Outro fator importante é o movimento da cauda do espermatozoide, que auxilia na penetração.
2- Penetraçã pela zona pelúcida. Esse caminho formado para o espermatozoide através da zona pelúcida é decorrente da ação das enzimas liberadas pelo o acrossomo. A enzima proteolítica acrossina, esterase e a neuraminidase parece forma a lise da zona pelúcida e criar o caminho para o espermatozoide. 
3- Fusão das membranas plasmáticas celulares do oócito e do espermatozoide. No momento que ocorre a fusão, o conteúdo dos grânulos corticais é liberado para o espaço perivitelino. Levando a mudanças na zona pelúcida. Fator determinante para evitar que outros espermatozoides venham. No momento da fusão a membrana celular se rompe, assim a cabeça e a cauda do espermatozoide entram no citoplasma do oócito. Contudo a membrana plasmática e a mitocôndria ficam para trás. 
4- Finalização da segunda divisão mitódica do oócito. Formando assim um oócito maduro e um segundo corpo polar. O núcleo do oócito maduro se torna o pronúcleo feminino.
5- Formação do pronúcleo masculino. Dentro do citoplasma do oócito, o núcleo do espermatozoide aumenta, formando assim o pronúcleo masculino. Além disso, a cauda do espermatozoide se degenera. Um fato importante, é durante o crescimento os pronúcleos masculino e feminino replicam seu DNA.
6- Ruptura das membranas pronucleares. Ocorrem condensação dos cromossomos, o rearranjo dos cromossomos para divisão celular mitódica e a primeira clivagem do zigoto. A combinação de 23 cromossomos de cada pronúcleo resulta em um zigoto com 46 cromossomos. 
O zigoto é único pois há 23 cromossomos do pai e 23 da mãe. É o mecanismo base à herança biparental e o mecanismo de variabilidade genética humana. Devido a recombinação de material genético. 
2-Descrever a função do HCG e relacionar com o teste de gravidez;
Os testes de gravidez são métodos de se determinar se uma mulher está ou não está grávida com base nos seus níveis hormonais. A gonadotrofina coriônica humana (hCG) é um hormônio importante e necessário para a manutenção e desenvolvimento da gestação. Ela é produzida pelo trofoblasto, um grupo de células do embrião que dá origem à placenta.
Existem dois tipos de exames para detectar este hormônio, o exame de sangue feito em laboratório e o exame de urina, que se compra na farmácia.
EXAME DE FARMÁCIA:
É um exame qualitativo do hormônio hCG na urina, podendo ser feito a partir do 1º dia de atraso da menstruação. É um exame rápido e que dá o resultado em poucos minutos. O teste de farmácia é bastante seguro do ponto de vista do resultado positivo. Nestes casos, em cerca de 95% das vezes, a mulher realmente deve estar grávida. Mas quando ele dá negativo, é sempre preciso refazer – pois pode ter aparecido o que se chama de falso negativo, que acontece geralmente quando a mulher faz o exame muito no início da gestação, enquanto a concentração do hormônio hCG é baixa, portanto apenas após 15 dias depois da fecundação este teste é eficiente.
Assim, em caso de resultado negativo, mas com presença de sintomas de gravidez como aumento da sensibilidade das mamas e aumento da oleosidade da pele, o ideal é repetir o teste após cerca de 3 a 5 dias, ou fazer o exame de sangue.
EXAME NO LABORATÓRIO:
Cerca de 6 dias após a fecundação do óvulo pelo espermatozoide, o embrião em formação chega à parede do útero e se aloja nela. A partir deste momento, o hormônio hCG produzido pelo trofoblasto consegue alcançar a corrente sanguínea da mãe, já sendo possível ser detectado por exames laboratoriais ultrassensíveis. O exame de sangue, que detecta a unidade beta desse hormônio, pode ser do tipo qualitativo quando indica a presença ou ausência do hormônio ou do tipo quantitativo quando indica a quantidade de hormônio presente na circulação.
A unidade usada para contar a quantidade de hCG é chamada mUIml, ela determina a quantidade hormonal por ml de sangue e assim se for superior a determinado valor é considerado positivo. Não é necessário jejum para fazer o exame beta quantitativo, nem o beta qualitativo. Podem ser feitos inclusive em qualquer período do dia e com segurança, pois ambos são muito seguros e apenas usam o hormônio presente no corpo para detectar a gravidez.
3-Identificar os fatores de riscos que influenciam na má formação do feto (Teratogênico e seus efeitos);
Embora os embriões humanos estejam bem protegidos no útero, agentes ambientais - teratógenos - podem causar perturbações no desenvolvimento após a exposição da mãe a eles (Tabela 20-6). Um teratógeno é qualquer agente capaz de produzir uma anomalia congênita ou aumentar a incidência de uma anomalia na população. Fatores ambientais, tais como infecções e drogas, podem simular condições genéticas, por exemplo, quando dois ou mais filhos de pais normais são afetados.
O princípio importante é que "nem tudo que surge na família é genético". Os órgãos e partes do embrião são mais sensíveis durante os períodos de diferenciação rápida (Fig. 20-15). Fatores ambientais causam 7% a 10% das anomalias congênitas (Fig. 20-1). Como a diferenciação bioquímica precede a diferenciação morfológica, o período durante o qual estruturas são sensíveis à interferência dos teratógenos freqüentemente precede, em alguns dias, o estágio no qual seu desenvolvimento se torna visível.
Os teratógenos só parecem ser capazes de causar anomalias após o início da diferenciação celular; entretanto, suas ações iniciais podem causar a morte do embrião, como, por exemplo, durante as 2 primeiras semanas do desenvolvimento. Ainda são obscuros os mecanismos exatos pelos quais drogas, compostos químicos e outros fatores ambientais perturbam o desenvolvimento do embrião e induzem anormalidades. Até mesmo os mecanismos de ação da talidomida são "um mistério", embora já tenham sido postuladas mais de 20 hipóteses para explicar como ela perturba o desenvolvimento do embrião. Muitos estudos mostraram que certas condições hereditárias e ambientais podem afetar de modo adverso o desenvolvimento embrionário, alterando processos fundamentais como o compartimento intracelular, a superfície da célula, a matriz extracelular e o ambiente fetal. Foi sugerido que a resposta celular inicial pode se dar de mais de uma forma (genética, molecular, bioquímica e biofísica), resultando em diferentes seqüências de mudanças celulares (morte celular, interação-indução celular defeituosa, biossíntese reduzida de substratos, movimentos morfogenéticos deficientes e rompimento mecânico). Conseqüentemente, é possível que estes diferentes tipos de lesões patológicas possam levar ao defeito final (morte intra-uterina, anomalias do desenvolvimento, retardo do crescimento fetal ou distúrbios funcionais) através de uma via comum. 
O rápido progresso da biologia molecular está fornecendo mais informações sobre o controle genético da diferenciação, assim como sobre a cascata de eventos envolvidos na expressão dos genes homeobox e na formação de padrões. F razoável especular que a perturbação da atividade gênica em qualquer estágio crítico possa levar a um defeito do desenvolvimento. Este ponto de vista é sustentado por recentes estudos experimentais, os quais demonstraram que a exposição de embriões de camundongos e de anfíbios ao teratógeno ácido retinóico altera o domínio da expressão gênica e perturba a morfogênese normal. Os pesquisadores estão dirigindo sua atenção cada vez mais para os mecanismos moleculares do desenvolvimento anormal,
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