A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
11 pág.
Economia Brasileira I

Pré-visualização | Página 3 de 5

de 1906: Encontro dos presidentes estaduais antes de se saber da supersafra.
- Fixação de preços mínimos para (defender) cafés de boa qualidade.
- Financiamento por emissões lastreadas em empréstimo externo, operado pela Caixa de Conversão a câmbio fixo, sem o que a entrada de divisas valorizaria a moeda,(Evitar agravamento da desvalorização por causa do financiamento -> Reduzir Pint e anular ganho no Pext)
- Serviço da dívida coberto com taxação sobre exportações de café (repasse ao preço possível, pois DD era inelástica)
- Mistura dois problemas: Superprodução e o câmbio --> Pode naufragar por problemas em qqer um deles.
- Congresso aprova Convênio sem Caixa de Conversão.
- Banqueiros não aprovam(principalmente Rotschild)
- Agosto-Dez 1906: Governo de SP decide atuar sozinho. --> Empréstimo externo por 1 ano, obtido por negociante almeão de café. Compras feitas por casa exportadora estrangeira. Estoques consignados a grandes operadores externos, mas pertencia ao governo de SP. Proibição de plantio. Exclusão de café de tipo inferior, cujo preço caiu mto. Problema: Estoque teria que ser desovado rapidamente.
+ Outubro de 1907
- Governo Federal toma empréstimo aos Rotschild, que levantaram recursos juntos aos importadores de café que lutaram pelo sucesso do plano.
- Preços só subiram em 1910 qdo os novos acordos de remanejamento mostraram que o sindicato de banqueiros era sólido o bastante para segurar o plano.
- Preços dobraram entre 1910 e 1912 - até juiz nos EUA determinar venda dos estoques.
+Pontos positivos
-Bem sucedido: Preços não despencaram e acabaram subindo
- Em 1914 todas as dividas estavam pagas e ainda restavam 3M sacas(prazo era 1921)
- Comerciantes tiveram seus estoques valorizados e ganharam comissões
- Banqueiros ganharam 9% sobre o empréstimo.
- Grande aumento da entrada de divisas no país
- Incorporou empresários externos fornecendo financiamento e pressionando seus governos para não retaliarem.
+ Razões do sucesso
- Intervenção ocorreu qdo preços já tinham caído, punindo os ineficientes.
- Certeza de que o problema não se repetiria tão cedo (super safra em momento excepcional
- Participação de todos os capitais envolvidos no negócio do café, i.e, conluio realizado por sindicato de banqueiros, torrefadores e exportadores estrangeiros, com a responsabilidade financeira do governo brasileiro.
- Vendas controladas pelo sindicato
+ Problemas:
Incentivo à concorrência (free rider)
Alto custo de manutenção dos estoques no exterior.
+++ Apogeu e crise na República Velha (1900-30): Visão Geral
- A República Velha foi o período de apogeu do modelo primário-exportador.
+ O fim da República Velha significou uma dupla transição:
- Uma economia primário-exportadora baseada no café - com um regime cambial e comercial relativamente livre - para uma economia voltada para dentro com severos controles sobre as transações externas.
- Transição para um sistema político mais difuso em termos da distribuição regional do poder.
Observação importante:
- A política Ec. na República Velha não era movida apenas pelos interesses corporativos da cafeicultura.
- Credores internacionais foram ator importante.
++ A era de outro(1900-13)
- A adesão do Brasil ao padrão-ouro.
+ Razões
a) Estabilidade tx. de câmbio
b) Não havia mais necessidade para arroxo monetário e emissão monetária, portanto, contribuiria para recuperar a atividade econômica Grande entrada de moeda estrangeira no país, em um sistema de cambio fixo, equivale a uma emissão monetária. PM anterior era restritiva para combater a inflação e a apreciação da tx. de cambio, quadro depressivo não mais presente no momento. 
+ Regras para aderir ao padrão ouro
- Fixar o preço de sua moeda, i.e, a taxa de cambio, em ouro
- Conversibilidade da moeda em ouro e vice-versa. Necessário deter reservas internacionais 
- Reservas em ouro compatíveis com a participação do país no comércio internacional. Se volume de reserva em ouro(OF de ouro) não é suficiente para sustentar importações(DD por ouro), tx. de cambio não seria crível.
- Ausência de restrições à importação e à exportação de ouro.
+ Características Gerais
- A estabilidade monetária, i.e, a PM era vinculada ao comportamento do BPO.
- Mecanismo de Ajustamento Um país deficitário não seria deficitário para sempre
1) Keynesiano 
- Superavits sistematicos, equivalem a entrada de moeda.
- Como tx. de juros é definida no mercado monetário, entrada de moeda equivale a queda da tx de juros.
- Qto menor a tx. de juros, menor a atratividade de capitais, o que provoca uma diminuição do saldo do BPO.
2) Monetarista 
- Superávits sistemáticos, equivalem a entrada de moeda. 
- Expansão monetária, leva a aumento dos preços. 
- Com o aumento dos preços domésticos(queda da tx. de cambio real), há queda das exportações, menos atrativas e aumento das importações, logo diminuição do saldo do BPO. 
 Os fluxos de capitais e a vulnerabilidade das economias periféricas. Dependência dos preços de café. Capitais potencializam os ciclos. Fase boa com padrão-ouro dura enquanto ambiente externo está bom.
++ As regras de funcionamento da caixa de conversão
- Estabelecida por decreto de dezembro de 1906
- Tx. de câmbio estabelecida garantida pelo governo para compra e venda de ouro e de moedas estrangeiras conversíveis em ouro.
+ Problema:
- Regra era aplicável apenas para notas da caixa de conversão, que representavaam uma pequena parcela do total em circulação. Assim, surgiu um mercado livre de câmbio e operações de arbitragem
+ As operações de arbitragem
- As autoridades monetárias podem intervir no mercado livre para forçar as cotações
- Operações eram feitas via carteira de câmbio do BB
++ O Brasil no padrão-ouro
+ Expansão monetária devido à:
- 1906-12: Entrada de Kais, tirando uma fase rápida entre 1907-08.
- Aumentos das receitas de exportação em função do grande crescimento dos preços da borracha 
+ Problema
- " A era do ouro" de uma ec exportadora pode durar somente enquanto persistam na escala apropriada, os influxos de K. Fluxos de Ks são pró-cíclicos e instáveis
- 1908: Crescentes déficits orçamentários
- 1912: Dificuldade para levantar novos empréstimos(Preços da borracha e do café caem) Aumento da OF/Concorrência e pelo mecanismo do padrão-ouro, contração de liquidez.
- Com 1ªGM, situação ainda mais dramática e Brasil abandona o padrão-ouro.
++ O Impacto da Grande Guerra (1914-18)
- 1ª reação do governo Fechar a caixa de conversão
- Emissão de notas inconversíveis, não atreladas a OF de ouro, para tentar fazer frente a escassez de liquidez.
+ Depreciação cambial Deterioração da posição orçamentária
- Estoque da dívida Parte da dívida pública era externa 
-Diminuição do fluxo das importações, principal fonte de arrecadação do governo
- "Funding Loan" (1914) Ajudou a aliviar o BP e a estabilizar a taxa de câmbio.
+ Problemas persistentes
a) Aperto de liquidez. Contração monetária na fase final do padrão-ouro
b) Desequilíbrio fiscal do Gov. Federal A questão das importações - imposto sobre as importações é a principal fonte de arrecadação do governo
obs: Ajuste no cambio flutuante é via preço(tx. cambio) e no cambio fixo é via qdade(divisas internacionais)
obs: Exportações não são afetadas inicialmente. Até a necessidade de bens de K atravancar o crescimento
+ Percebendo que a Guerra seria longa, o governo toma medidas
a) Para obter o equilíbrio financeiro do setor público.
- Ampliar a base de produtos sujeitos a imposto de consumo.
- Austeridade fiscal.
b) Para reverter o substancial aperto de liquidez então vigente.
- Via BB e regionalização, suprindo problema de escassez de moeda em determinadas regiões.
 A crise de liquidez foi superada e o déficit orçamentário caiu substancialmente em termos reais.
++1916-17: Novos Problemas no BP
+ Causas:
- Elevação do valor das importações.
- Retorno dos pagamentos de juros(da div. pub. externa) em 1917.
- Requisições dos aliados às importações