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Economia Brasileira I

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de café(esforço de guerra) + guerra submarina.
++ Segunda Operação valorizada do café 
- 1917: Grandes estoques nos portos nacionais. Safra 1917/18 se apresentava volumosa.
- Estado de SP conseguiu com o Governo Federal 110 mil contos de Réis em emissões de papel-moeda.
+ 3 fatores contribuiram para elevar os preços do café a partir de setembro de 1918
- Violenta geada em 1918
- Fim da 1ª GM 
- Perspectiva de uma oferta menor de café nos próximos 2 anos.
++ Boom e Depressão no pós-guerra
+1º Momento: "Boom internacional"
- Aumento da DD internacional e consequentemente dos preços dos produtos primários(café entre eles) Aumento das exportações ; e importações não aumentam(reconversão dos países centrais) Aumento do saldo comercial do Brasil, impulsionando crescimento econômico
- Valorização do cambio real inicialmente Entrada de recursos das exportações(tx. nominal) e pressão inflacionária interna tb. Estimulo as importações e desincentivo as exportações, contribuindo para a futura reversão do superávit comercial.
 
+ 2º Momento: Políticas Monetárias Restritivas nos países centrais (em função da inflação)
- Pressões de preços reforçadas pela Guerra e pelo Boom são combatidas com PM restritivas, contraindo a atividade economica e revertendo a situação favorável do 1º momento.
- Abandono do padrão-ouro internacionalmente.
 Queda do preço do café(reversão do crescimento nas economias centrais), apreciação cambial e recuperação das importações brasileiras, revertem quadro favorável da balança comercial Efeito depressivo na economia e consequente depreciação cambial.
- Efeitos negativos da desvalorização cambial Efeitos patrimonial(encarecimento das dívidas em moeda estrangeira) e inflacionário
- Safra 1919-20 de café foi muito volumosa.
- 1921: Desequilíbrio comercial persistia, apesar da desvalorização cambial Percepção de que a intervenção direta no mercado de café era condição indispensável para restaurar o equilíbrio do BP.
++ Terceira Operação Valorizadora do café (1921-24)
- Carteira de Redesconto no BB financia a operação
- Depois, obteve-se empréstimo externo de 9mi de libras esterlinas. Sem grandes objeções dos bancos internacionais, devido ao sucesso das outras operações
- As safras de 1921-22 e 1922-23 foram muito pequenas.
- Novamente, operação foi bem sucedida.
- "Consagrou-se a doutrina que a defesa dos preços do café era um problema nacional" (Fritsch,p.96) Política de Defesa permanente do preço do café.
obs: Todavia, após a operação, a posição fiscal do governo era crítica.
Governo Artur Bernardes
- Herança de um BP vulnerável e uma posição fiscal frágil.
- 3º pol. de valorização havia atenuado o impacto negativo da recessão internacional.
+ Propostas
- Criar um BC, retirando do tesouro poderes de emissão monetária. Não surgirá instituição BC, mas BB fica com monopólio da emissão monetária ; emprestador de última instância.
- Tornar o esquema de defesa do café em um esquema permanente.
- Drástica redução do déficit público
- Apreciação Cambial via recuperação da confiança/fundamentos macroeconômicos.
obs: PF e PM expansionistas causam déficits comerciais.
+ Defesa Permanente do Café
- Antes, implementada em situações de gde desequilíbrio(esporádica) 
- Controle contínuo e sistemático da OF brasileira no mercado mundial. Não é controle sobre o cultivo e sim daquela levada efetivamente como OF ao mercado mundial do produto.
- Café colhido seria estocado em armazéns reguladores, construídos em entroncamentos relevantes de estrada de ferro.
- A questão do financiamento Era necessária uma fonte de recursos que agisse como emprestador de última instância intervindo em apoio ao sistema bancário.
++ Dilema de Política Econômica
- Defesa do café e redução do déficit público.
- A sustentação dos preços poderia tornar necessário o abandono da política monetária restritiva.
- 1923: O BB lança mão de sua faculdade de emissão Depreciação cambial.
1924: Tentativa frustrada de obter um grande empréstimo de estabilização
- Quadro da época: Tx. de Câmbio Depreciada + Aceleração Inflacionária
 Governo convenceu-se de que a política monetária restritiva era prioritária, ficando a política de defesa a cargo do governo de SP.
- Governo adota um choque extremamente recessivo na economia.
+ Todavia, o programa foi bem sucedido no que tange aos seus objetivos:
- A inflação cedeu.
- A Taxa de câmbio se apreciou.
O "Boom" e a depressão após o retorno ao padrão-ouro
1925-26: Política Monetária altamente contracionista Recessão + Queda da inflação + Apreciação Cambial
- Elementos que justificavam PM contracionista(inflação e desv. cambial + recessão) não estavam mais presentes . Com recuperação econômica mundial, e entrada dos recursos/fluxos de capitais, no padrão-ouro, se traduz em expansão monetária, impedindo que a tx. de câmbio continue a se apreciar.
- O Brasil volta ao padrão-ouro para se beneficiar da entrada de capitais Caixa de estabilização e nova paridade cambial.
+ Fundo de Defesa Permanente
- Instituto do café do Estado de SP
- Novas bases de operação da política de valorização: Entrada de novo Banco Inglês.(Aporte de K) --> BB não precisa ser emprestador de última instância na pol. valorização do café
- 1927-28: Recuperação exuberante da Ec. Brasileira.
- Todavia, a recuperação se deu em bases frágeis Fluxos de K pró-cíclicos. Assim que o preço do café baixasse,i.e, esgotamento de recursos do Inst. do Café, situação se reverteria.
1927: Super Safra
- 1929: Nova Super Safra e Contração de Capitais.
+ A Capacidade de financiamento do Instituto de Café de SP dependia de:
- Tamanho da Safra
- Demanda Mundial 
- Condições de Crédito
 Em 1929, os 3 elementos eram adversos. Problema de Superoferta, pois houve 2 supersafras seguidas e , devido a recessão, demanda mundial estava em aguda contração e condições de crédito mto limitadas. 
+ 11 de Outubro de 1929, esgotam-se os recursos do Instituto e os preços do café se colapsam.
- Café é o produto que tem maior queda de preço na Gde Depressão.
- Desequilíbrio do BP No contexto de Padrão-ouro, equivale a contração monetária
- O Governo resiste, no curto prazo, a abandonar o padrão-ouro, na esperança de, superada a contração mundial, conseguir um empréstimo internacional.
- No campo político, Rev. de 30 traz a chegada ao poder de outras oligarquias, anteriormente excluídas.
+ Conclusão
Não havia no Brasil um viés de políticas ortodoxas. 
- Só foram adotadas em situações extremas, de grande crise Foram mais exceções do que regra.
Ex. Funding Scheme no Funding Loan e em meados dos anos 20. 
Políticas econômicas do Gov. Federal não eram sempre as desejadas pelos cafeicultores, apesar do seu poder político.
- Não controlavam completamente as decisões do governo federal.
- Houve momentos, inclusive, em que as decisões do Gov. contrariavam as decisões dos cafeicultores Resistência a implantar primeira política de valorização de café(Convênio de Taubaté) e no começo dos anos 20, o não atendimento do desejo de criar um Instituto Federal do Café. 
- Governo atendia interesse dos cafeícultores somente em decisões mais extremas, onde se percebia que defender o setor cafeeiro, de grande importância para o país, era defender o interesse nacional.
- Outros grupos de interesse eram fortes como os credores internacionais. 
 Houve uma grande tendência de depreciação cambial na Rep. Velha, mas essa depreciação não foi originada de decisões do governo de depreciar a tx. de câmbio, mas de choques externos. 
c.1) Câmbio Flutuante Qdo havia uma deterioração das condições externas, depreciação cambial provocava desequilíbrios fiscais, patrimoniais e inflação. 
- Nesse contexto de desequilíbrios, governo tinha que recorrer a empréstimos externos e fundings-loans(moratória)
- Governo adotava medidas restritivas, para atender os credores internacionais, que davam cobertura ao Brasil nos momentos de crise.
- Em função dos efeitos