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Ensaio esclerometrico

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ambiental; 
e) Dispersão das características mecânicas ao longo dos corpos de prova, devido à presença 
de heterogeneidades e inclusões no material. 
Com exceção da última causa descrita, que é relativa ao material, todas as outras 
poderão ser minimizadas para que a dispersão dos resultados também o seja. A melhoria 
das condições de preparação dos corpos de prova e de realização dos ensaios são medidas 
possíveis de serem adotadas e que conduzirão a dispersões mais fracas. Entretanto, por 
mais que corpos de prova de mesmo material, forma e dimensões, sejam confeccionados 
dentro de condições operacionais as mais idênticas possíveis e os ensaios realizados sob o 
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mais rigoroso controle dos seus parâmetros, a dispersão dos resultados obtidos subsistirá 
(SOUZA, 1982), o que demonstra a natureza estatística da fadiga. 
Uma vez que a vida em fadiga e o limite de fadiga são quantidades estatísticas, deve 
ser esperado que ocorra um desvio considerável de uma curva S-N média levantada com 
poucos corpos de prova. Será mais conveniente, portanto, definir a probabilidade de um 
corpo de prova atingir certa vida a uma dada tensão, ou da probabilidade de ocorrer fratura 
a uma dada tensão nas vizinhanças do limite de fadiga; e, a aplicação desse procedimento 
terá uma margem de erro reduzida se um número bastante elevado de corpos de prova for 
ensaiado, pois só assim toma-se possível a determinação dos parâmetros estatísticos (média 
e desvio padrão, principalmente) utilizados para a estimativa das probabilidades de falha 
do material. 
 
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