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GUIA DO PLANTONISTA 05 Obstetrícia

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MEDRESUMOS • GUIA DO PLANTONISTA 2013 Arlindo Ugulino Netto 
OBSTETRÍCIA 
 
1 
 
 
ANAMNESE E EXAME FÍSICO OBSTÉTRICO 
 Nome da gestante e idade. 
 Gestações, partos e abortamentos (G_P_A_) 
e vias de parto. 
 Data da última menstruação (DUM). 
 Idade gestacional (IG) pela DUM e pela 
ultrassonografia: 
 Pré-termo: 20 - 37 semanas 
 A termo: 38 - 42 semanas 
 Pós termo: ≥ 42 semanas 
 Data estimada do parto (DEP) ou data 
provável do parto (DPP): 
 
 
 
 
 Integridade da bolsa (rota ou íntegra) – se 
bolsa rota, investigar o horário do 
rompimento. 
 Sintomas ao exame. 
 Pressão arterial e temperatura axilar. 
 Doenças prévias e da gestação. 
 Dinâmica uterina (contrações por minuto) e 
manobra de Leopold para determinar: 
 Situação (relação entre o eixo do 
feto e da mãe): longitudinal, 
transversa ou oblíqua. 
 Apresentação (parte fetal que se 
apresenta no estreito superior da 
bacia): cefálica, pélvica ou córmica. 
 Posição (relação do dorso fetal com 
o plano lateral da mãe): direito ou 
esquerdo. 
 Batimentos cardíacos fetais (BCF) por sonar 
ou Pinnard. 
 Toque vaginal: 
 Dilatação do colo (em polpas 
digitais ou centímetros) 
 Perviabilidade (grosso, médio ou 
fino) 
 Descida do polo fetal 
- Alto: (-1, -2 e -3 de De Lee) 
- Médio: (0 de De Lee – espinhas 
isquiáticas) 
- Baixo: (+1, +2 e +3 de De Lee) 
 
 
DIAGNÓSTICO DE GESTAÇÃO 
 Sinais e sintomas de presunção 
 Atraso menstrual (principalmente em 
mulheres com ciclos menstruais 
regulares); 
 Náuseas ou vômitos (supostamente pelo 
aumento do HCG); 
 Manifestações neurovegetativas; 
 Polaciúria (devido à compressão vesical 
pela anteflexão acentuada do útero); 
 Abdome: cólicas em hipogástrio; 
 Alterações mamárias (mastalgia, 
aumento das mamas, aumento da 
circulação venosa). 
 
 Sinais de certeza 
o Aferição dos batimentos cardíacos 
fetais: 
 Ultrassonografia transvaginal: 
embrião com CNN ≥ 5mm (4 a 8 
semanas); 
 Sonar: 12 semanas; Pinard: 18 a 
20 semanas. 
o Movimentação fetal: 16 a 20 semanas 
de gestação. 
 
 Exames complementares 
o Gonadotrofina Coriônica Humana (β-
HCG): produzido pelo 
sinciciotrofoblasto, tendo a função de 
sustentar o corpo lúteo (o qual produz 
progesterona até o início da produção 
placentária, o que ocorre por volta do 
100º dia de gestação). 
 No plasma, o β-HCG pode ser 
detectado em até 10 dias após a 
fecundação, ou seja, precedendo 
em quase 4 dias a amenorreia (que 
é o principal sinal de presunção). 
 De 5 a 50mU/ml: 
Indeterminado. 
 Acima de 50mU/ml, mulher 
saudável: positivo. 
 Na urina, o B-HCG somente é 
percebido a partir de 12 dias de 
falha menstrual. 
 
o Ultrassonografia no início da gestação: 
cronologicamente, tem-se: 
 Saco gestacional: pode ser 
observado a partir da 4ª semana 
(USG pélvico transvaginal) a 5ª 
semana (USG pélvico 
transabdominal) ou com valores de 
β-HCG entre 1000 – 2000 Ul/ml. 
MEDRESUMOS • GUIA DO PLANTONISTA 2013 Arlindo Ugulino Netto 
OBSTETRÍCIA 
 
2 
 
 Vesícula vitelínica: quando o 
diâmetro médio do saco 
gestacional for maior que 10mm, 
pode ser observado a partir da 5ª 
ou 6ª semana de gestação. 
 Embrião: quando o saco 
gestacional tiver mais que 17mm 
de diâmetro (maior diâmetro) ou 
diâmetro médio maior que 20mm 
(se o saco gestacional já possuir 
diâmetro compatível para 
aparecimento do embrião mas este 
não for visualizado, deve-se 
suspeitar de gestação 
anembrionária). 
 Batimentos cardíacos fetais (BCF): 
possíveis de serem auscultados (6ª 
e 7ª semanas) quando o 
comprimento cabeça-nádega (CCN) 
≥ 5mm. 
 
PRÉ-NATAL 
 Exames pré-natais: dados a serem solicitados 
na suspeita e/ou confirmação de gestação: 
 Β-HCG; 
 Hemograma completo; 
 Tipagem sanguínea + fator RH; 
 Glicemia de jejum; 
 Sorologia para HIV (exame que 
antigamente não era obrigatório, 
mas atualmente deve ser realizado); 
 IgG e IgM para rubéola; 
 Sorologia para sífilis (VDRL); 
 IgG e IgM para Toxoplasmose; 
 IgG e IgM para citomegalovírus; 
 Colpocitologia oncótica (pesquisa de 
HPV); 
 Teste de tolerância oral à glicose 
(75g): glicemia maior que 140 mg/dl 
confirma o diagnóstico; 
 Sorologia para hepatite B e C; 
 Pesquisa estreptococos do grupo B 
(muito comum na fase final da 
gestação principalmente entre a 35º 
e 37º semana); 
 Sumário de urina (urina tipo I); 
 Ultrassonografia pélvica transvaginal 
de 1º trimestre. 
 
 Exame obstétrico sistemático: Avaliação da 
idade gestacional; Aferição da pressão 
arterial; Exame de pele e mucosas; Exame das 
mamas; Palpação obstétrica (manobras de 
Leopold); Medida da altura uterina; Dinâmica 
uterina (frequência das contrações uterinas); 
Ausculta dos batimentos cardíacos fetais 
(BCF); Pesquisa de edema de MMII; Solicitar 
exames pertinentes (laboratoriais, 
ultrassonografia, cardiotocografia, doppler 
velocimetria); Solicitar avaliações de outros 
profissionais, se necessário. 
 
 Suplementação vitamínica: 
o Ácido fólico (Hipofol®) 5mg: 1 
comprimido VO, 1x ao dia (iniciar 
pelo menos antes de 3 meses da 
gestação e manter até a 12ª-15ª 
semana de gestação). 
o Sulfato ferroso 200mg (40mg de 
ferro): tomar 1 a 2 comprimidos VO 
por dia (iniciar a partir da 20ª 
semana de gestação e manter até, 
pelo menos, o 3º mês de 
amamentação; se não amamentar, 
manter até o 1º mês de puerpério). 
o Polivitamínicos (Maltens®): tomar 1 
cápsula via oral, 1x ao dia. 
o Em caso de hipercolesterolemia: 
ProepaGesta® 500mg (Ômega 3) 1 
cápsula via oral, 1x/dia. 
 
 
ASSISTÊNCIA AO PARTO 
Período Premonitório ou pré-parto 
 Início: 30 a 36 semanas; 
 Descida do fundo uterino; 
 Formação do segmento uterino inferior; 
 Percepção das contrações uterinas 
irregulares e arrítmicas pela gestante (cólicas 
que podem ser confundidas com trabalho de 
parto); 
 Aumento das secreções cervicais, com muco 
e, por vezes, sangue; 
 Amolecimento, apagamento e centralização 
do colo. 
 
Período de dilatação (1º período clínico do parto) 
 Começa no início do trabalho de parto e 
termina no final da dilatação; 
 Diagnóstico: contrações uterinas rítmicas, 
coordenadas e dolorosas, com frequência de 
2 a 5 eventos em 10 minutos e com duração 
de 45 a 60 segundos. 
 Dividido em duas fases: 
o Fase latente: 14 a 20 horas. 
Caracterizada pelo início das 
contrações regulares e pelo começo 
da dilatação. 
o Fase ativa: 6 a 8 horas. Inicia-se com 
o progresso franco da dilatação, com 
dilatação média de 1,2cm 
(primíparas) a 1,5cm (multíparas). 
MEDRESUMOS • GUIA DO PLANTONISTA 2013 Arlindo Ugulino Netto 
OBSTETRÍCIA 
 
3 
 
 Aspectos Maternos que devem ser 
analisados: toque vaginal, altura da 
apresentação; bolsa das águas (íntegra ou 
rota); vitalidade do concepto (BCF). OBS: A 
presença de queixa de perda abundante de 
líquido (que escorre pelas pernas) também 
indica internação. 
o Intensidade da Contração: Fraca / 
moderada / forte 
o Duração da contração: 
 Curta (abaixo de 20 
segundos): nesses casos 
está indicada a 
administração de ocitocina. 
 Apropriada (entre 20 e 60 
segundos) 
 Alongada (acima de 60 
segundos): pode 
determinar sofrimento 
fetal. 
o Frequência da contração; 
 Polissistolia: mais de 05 
contrações em 10 minutos. 
 Adequada: entre 02 e 05 
contrações em 10 minutos 
 Hipossistolia:menos de 02 
contrações em 10 minutos. 
Sendo este o momento 
adequado para a 
administração de ocitocina. 
o Dilatação colo uterino: 00 a 10 cm. 
o Esvaecimento: ocorre após a 
dilatação nas primíparas e 
simultâneo à dilatação nas 
multíparas. 
 Grosso: mais de 03 cm de 
espessura (10 – 30%); 
 Médio: 01 a 03 cm de 
espessura (20 – 70%); 
 Fino: menos de 01 cm de 
espessura (70 – 100%). 
 
 Conduta: 
o Medidas gerais: estimular 
alimentação, deambulação 
(influência gravitacional); 
cateterismo vesical, analgesia do 
parto. 
o Nas pacientes que estão em trabalho 
de parto durante várias horas, em 
jejum, é pertinente a realização de 
uma hidratação venosa (soro 
glicosado), administração de 
adenosina trifosfato, glicose e em 
alguns casos O2 para prevenir fadiga 
importante muscular e diminuir a 
necessidade de ocitocina. 
o Ocitocina x Misoprostol. 
 Misoprostol: utilizada nas 
interrupções terapêuticas 
da gestação, indução 
de parto em 
morte fetal intrauterina, 
tratamento farmacológico 
de aborto espontâneo ou 
indução de parto (na 
presença de indicações 
específicas). É administrado 
na forma de comprimido via 
transvaginal, a ser 
implantado na região do 
fundo de saco vaginal, para 
pacientes que apresentam 
índice de Bishop < 5. 
 Ocitocina: é utilizada para 
induzir o parto nas 
mulheres com mais de 41 
semanas de gestação. Deve 
ser administrada por via 
intravenosa (1 ampola = 5 
UI), em uma velocidade de 
4 a 8 gotas/min, em 
pacientes com índice de 
Bishop > 5. 
 
Índice de Bishop: Misoprostol x Ocitocina 
Pontuação 0 1 2 3 
Dilatação (cm) 0 1-2 3-4 5 
Apagamento 100% 0-30 40-50 60-70 80 
Altura de 
Apresentação 
-3 -2 -1/0 +1/+2 
Consistência do 
colo 
Endurecido Médico Amolecido 
Posição do colo Posterior Médio Anterior 
 Índice de Bishop < 5: Misoprostol 
 Índice de Bishop > 5: Ocitocina. 
 
Sugestão de prescrição de ocitocina: 
 Ocitocina (Orestina®, Oxilon®, Syntocinon®): 
1 ampola com 1ml = 5UI. Fazer ½ ampola em 
500ml de SG 5% = 5mUI/ml (como 1 ml = 20 
gotas, então 4 gotas = 1 mUI)  iniciar 1-
2mUI/min ou 4-8 gotas/min. 
 Imediatamente após a liberação dos ombos, 
deve-se aplicar 10UI (2 ampolas) de 
Ocitocina IM, com o intuito de diminuir a 
perda sanguínea puperperal e prevenir a 
hemorragia por atonia uterina. 
 No quarto período, pode-se considerar o uso 
de Ocitocina 30 a 60UI com 1000ml de SG 
5%, 40 gotas/min, para evitar a hemorragia 
MEDRESUMOS • GUIA DO PLANTONISTA 2013 Arlindo Ugulino Netto 
OBSTETRÍCIA 
 
4 
 
vaginal após parto e a hipotonia uterina. 
 
 
Período expulsivo (2º período clínico do parto) 
 Inicia-se com a dilatação total do colo uterino 
(10cm) e termina com a expulsão total do 
concepto; 
 Duração média: 50 minutos (primíparas) a 20 
minutos (multíparas). Esse tempo pode ser 
dobrado em caso de analgesia. É considerado 
prolongado se durar mais de 2 horas. 
 Diagnóstico do período expulsivo: 
o Inspeção genital: apresentação 
comprime o períneo, principalmente 
durante as contrações uterinas. 
o Dilatação cervical total (10cm na 
gestação a termo). 
o Contrações uterinas (dinâmica): 5 
contrações em 10 minutos, durando 
de 60 a 70 segundos. 
o Características gerais: vontade de 
defecar, agitação, esforços 
expulsivos maternos. 
 Tempos e mecanismo do parto nas 
apresentações cefálicas fletidas (que 
corresponde a 95,5% dos casos): 
Insinuação - Consiste na passagem do diâmetro 
biparietal por meio do estreito 
superior da bacia. A sutura sagital é a 
linha de orientação. 
- Apresentação cefálica: diz-se que a 
cabeça está insinuada quando ela 
passa no plano zero de DeLee 
(espinhas isquiáticas). 
Descida - Consiste na passagem do polo 
cefálico ao estreito inferior da pelve 
materna. 
 
OBS: Determinação do grau de 
apresentação (planos de DeLee): 
- Alto: (-5, -4, -3, -2 e -1 de DeLee) 
- Médio: (0 de DeLee – espinhas 
ciáticas) 
- Baixo: (+1, +2, +3, +4 e +5, que 
corresponde à vulva) 
 
Rotação interna - Tem como finalidade colocar a linha 
de orientação (sutura sagital) no 
diâmetro anteroposterior do estreito 
inferior da bacia materna. 
- Sequência normal: occipitossacro, 
posteriormente occipito-transverso e 
occipito-púbico. 
Desprendiment
o cefálico 
- A cabeça fetal se desprende após a 
rotação interna com o auxílio da 
retropulsão do cóccix. 
Rotação externa - Volta do occipício à orientação 
inicial. 
Desprendiment
o das espáduas 
- Trata-se do desprendimento da 
cintura escapular e do polo pélvico. 
- Manobras: (1) realiza-se uma tração 
inferiormente, com intuito de 
desprender o ombro anterior; (2) 
após o descolamento dele, realiza-se 
o mesmo movimento para cima para 
que ocorra o desprendimento do 
ombro posterior. 
 
 Conduta: 
o Posição de Laborie-Duncan. 
o Anestesia loco regional + 
Episiotomia, se necessário: 
 Feto não-reativo; 
 Variedades occipito-
posteriores; 
 Fetos grandes; 
 Uso de fórcipe; 
 Insuficiência cardíaca 
materna; 
 Período expulsivo 
prolongado. 
o Manobra de Kristeller: compressão 
bimanual no fundo do útero para 
facilitar o trabalho de parto, 
intensificar e estimular as contrações 
uterinas. 
o Fórcipe de alívio: em caso de 
indicação. 
o Revisão da vagina e colo e 
episiorrafia. 
 
Secundamento ou dequitação (3º período) 
 Corresponde ao descolamento e à expulsão 
da placenta e das membranas ovulares. 
 Ocorre entre 5 e 30 minutos após o período 
expulsivo. 
 Mecanismos de descolamento da placenta: 
o Mecanismo de Baudelocque-
Schultze: ocorre em 75% dos casos. 
A placenta se encontra localizada 
posteriormente no fundo do útero e, 
no momento do descolamento, 
ocorre primeiro a exteriorização da 
MEDRESUMOS • GUIA DO PLANTONISTA 2013 Arlindo Ugulino Netto 
OBSTETRÍCIA 
 
5 
 
placenta (face fetal, mais brilhosa) 
para só depois ocorrer a eliminação 
do coágulo. 
o Mecanismo de Baudelocque-Duncan: 
ocorre nos casos em que a placenta 
está lateralizada, de modo que, no 
momento do descolamento, ocorre 
primeiro o sangramento (liberação 
do coágulo) e, logo em seguida, a 
exteriorização da placenta (face 
materna). 
 Conduta: a Manobra de Jacob-Dublin consiste 
na retirada da placenta no sentido horário. 
Dessa forma foi comprovada que tem a 
menor possibilidade de permanecer 
membranas retidas no interior do útero. 
 
4º Período de Greenberg 
 Corresponde ao período que vai do 
secundamento até 1 hora após o parto e 
representa o período que demanda 
expectação atenta, pelo risco de hemorragias. 
 É um período caracterizado pela hemostasia 
natural que ocorre por dois processos: 
miotamponagem (contração uterina, 
conhecida como Fenômeno de Pinard) e 
trombotamponagem (coagulação do sangue). 
 Sangramento genital considerado anormal: > 
500mL/24 horas 
 Em caso de persistência do sangramento e 
ausência dos processos de miotamponagem 
(indiferença uterina), considerar o uso de 
drogas uterotônicas: Ocitocina, 
Metilergometrina ou Misoprostol. 
 
Droga 
uterotônica 
Via/dose Frequência Comentários 
Ocitocina 
(Syntocinon®) 
EV: 10 a 
40UI em 
1.000mL 
de SF ou 
RL. 
Contínua Evitar infusão 
rápida sem 
diluição, pelo 
risco de 
hipotensão. 
Metilergometrina 
(Methergin®) 
IM: 
0,2mg 
A cada 2 a 
4h 
Contraindicada 
para pacientes 
hipertensas. 
Misoprostol 
(Prostokos®) 
Via retal: 
800 a 
1.000µg 
A cada 2h Pode haver 
febre. 
 
Cuidados com o recém-nascido e orientações geraisà 
mãe: 
 Oferecer leite materno exclusivo até o 6º 
mês de vida (horário livre); 
 Usar álcool a 70%, 4x ao dia, no coto 
umbilical (deixar colo descoberto); 
 Realizar Teste do Pezinho, da Orelhinha e do 
Olhinho no Centro de Triagem Neonatal de 
sua cidade; 
 Banho de Sol: 10 minutos diários a partir do 
7º dia de vida no horáro entre 06:00 – 07:30 
da manhã; 
 Levar RN por volta do 7º dia de vida ao 
Pediatra para início do controle do 
crescimento e desenvolvimento 
(Puericultura). 
 
SANGRAMENTO UTERINO GESTACIONAL 
 Hipóteses diagnósticas: 
o Na primeira metade da gestação (até 
a 20ª semana): abortamento, 
ameaça de abortamento, doença 
trofoblástica gestacional (mola), 
insuficiência de corpo lúteo. 
o Na segunda metade da gestação 
(após a 20ª semana): descolamento 
prematuro de placenta (DPP), 
placenta prévia (PP), roturas. 
 
 Medidas gerais: 
 Visualização direta com espéculo; 
 USG pélvico/obstétrico urgente. 
 
 Se dor: 
 Buscopan composto: 1 ampola EV, 
8/8h se necessário; 
 Buscopan DUO®: 1 cp VO, 6/6h, se 
necessário 
 
 Na suspeita de abortamento: 
 Ultrogestan® 200mg: 1 cp VO, 
12/12h, por 15-30 dias; 
 Buscopan DUO®: 1 cp VO, 6/6h, se 
necessário; 
 Repouso absoluto; 
 Abstinência sexual; 
 Reavaliação em 15 dias; 
 Evitar o uso de Dactil-OB® 
(Piperiodoato 100mg + Hesperidina 
50mg + Ácido ascórbico 50mg). 
 
 Em caso de abortamento séptico (infectado 
ou febril): 
o Internação e observar sinais vitais; 
o Metronidazol 500mg/100ml EV, 6/6h 
a 8/8h + Gentamicina (Garamicina®) 
1,5mg/kg EV 8/8h; 
o Se não houver resposta ao esquema 
anterior por 48 a 72h, acrescentar 
Ampicilina (2g EV a cada 4 a 6 horas). 
 
TRABALHO DE PARTO PREMATURO 
 Diagnóstico: 2 contrações/10 minutos, 
dilatação ≥2cm e idade gestacional inferior a 
37 semanas. 
MEDRESUMOS • GUIA DO PLANTONISTA 2013 Arlindo Ugulino Netto 
OBSTETRÍCIA 
 
6 
 
 
 Estágio I – Presença de fatores de risco 
o Orientação nutricional, psicológica; 
o Interromper uso de drogas ilícitas e 
fumo; 
o Diagnóstico e tratamento das 
intercorrências clínicas; 
o Avaliação ultrassonográfica 
endovaginal; 
o Progesterona Natural, VO, 100 a 
200mg 3x/dia. 
 
 Estágio II – contrações uterinas sem 
repercussão cervical é denominada útero 
irritável. 
o Diazepam, 5mg/dia, VO, 12/12 horas 
ou 10mg à noite. 
o Progesterona Natural 200mg, 
intravaginal, 3x/dia. 
 
 Estágio III – Contração rítmica e eficaz, com 
modificação do colo uterino, trabalho de 
parto reversível. 
o Vitalidade fetal, USG, Exame 
bacterioscópico e culturas do 
conteúdo vaginal. 
o Acesso venoso e exames 
laboratoriais: hemograma, urina tipo 
I e cultura de urina. 
o Tocólise: as principais indicações da 
tocólise são: período de latência 
longo do trabalho de parto 
(dilatação cervical < 3cm); 
esvaecimento não pronunciado; IG 
entre 22 e 34 semanas e 6 dias; 
ausência de contraindicações. 
 Beta-adrenérgicos: Terbutalina 
(Bricanyl®): diluir 5 ampolas 
(1amp = 0,5 mg) em SG 5% 
(500mL), fazer 2,5μg/min (10 
gotas/min). Aumentar 2,5μg/min 
(10 gotas/min) a cada 20 minutos 
se a contração não parar até um 
máximo de 20μg/min (80 
gotas/min). Quando cessar as 
contrações, manter o 
gotejamento em 24h. A partir de 
então, diminuir 10 gotas a cada 
20 minutos, até suspensão da 
droga. 
 Antagonista da ocitocina: 
Atosiban: dose de ataque de 
0,9mL (6,75mg) injetada 
diretamente na veia durante um 
minuto (bolus). Manutenção: 
infundem-se duas ampolas de 
5mL em 90mL de SG 5% (solução 
de 100mL), EV, durante três 
horas, na velocidade de 
24mL/hora (300mg/min) em 
bomba de infusão; 
posteriormente, infundem-se os 
28mL restantes da solução 
anterior em 3 horas e meia, na 
velocidade de 8mL/hora, 
totalizando 6 horas e meia; antes 
de continuar com a 
administração do fármaco, deve-
se monitorar as contrações 
uterinas. 
 Bloqueadores dos canais de 
cálcio: Nifedipino: 10mg via 
oral/20 minutos/4 doses. 
Manutenção: 20mg via oral/4 
doses/24 horas (4 cápsulas) 
 Sulfato de Magnésio: o sulfato de 
magnésio compete com o cálcio, 
impedindo a sua entrada pela 
membrana da célula miometrial. 
Ataque: 4 doses de 10 mg via oral 
(40mg). Manutenção: 1º Dia: 4 
doses de 20 mg via oral 6/6 horas 
(80 mg); 2º Dia: 3 doses de 20 mg 
via oral 8/8 horas (60 mg); 3º Dia 
(alta): 3 doses 10 mg via oral 8/8 
horas (30 mg). 
o Corticoterapia entre 28 a 34 semanas 
com Betametasona 12mg/dia, IM, 
dose única diária, por dois dias 
(realizar o parto no dia seguinte após 
a última dose), no intuito de 
promover uma boa maturação 
pulmonar. Como alternativa, pode-
se usar Dexametasona 6mg, IM de 
12/12h, também durante 2 dias 
(total de 4 aplicações). 
 
 Estágio IV – trabalho de parto irreversível. 
Realizar profilaxia para estreptococos do 
Grupo B (Streptococcus agalactiae), que 
coloniza a vagina e o reto de 10 a 40% de 
todas as mulheres grávidas. Essa colonização 
pode ser transitória, crônica ou intermitente. 
A transmissão vertical (TV) ocorre, na maioria 
das vezes, no canal de parto, constituindo-se 
no principal agente responsável pela 
septicemia neonatal precoce (infecção 
neonatal), principalmente no prematuro. 
o Penicilina G cristalina: ataque com 5 
milhões EV e manutenção de 2,5 
milhões IV, 4/4h; ou Ampicilina: 
ataque com 2g EV e manutenção 1g, 
IV, 4/4h. 
o Em caso de alergia a penicilina 
MEDRESUMOS • GUIA DO PLANTONISTA 2013 Arlindo Ugulino Netto 
OBSTETRÍCIA 
 
7 
 
 Cefazolina 1 milhão IV; 
manutenção 1 milhão IV 8/8h. 
 Clindamicina 900mg IV; 
manutenção 900mg IV 8/8h. 
 Vancomicina 1 milhão IV; 
manutenção 1 milhão IV, 
12/12h. 
 
SÍFILIS NA GESTAÇÃO 
Estadiamento Penicilina G 
Benzatina 
Intervalo 
entre as 
doses 
Controle da 
cura 
(sorologia) 
Síflis primária 1 série 
(dose total: 
2400000 UI) 
Dose única VDRL 
mensal 
Síflis 
secundária ou 
latente com 
menos de 1 
ano de 
evoulição 
2 séries 
(dose total: 
4800000 UI) 
1 semana VDRL 
mensal 
Sífilis terciária 
ou com mais 
de um ano de 
evolução ou 
com duração 
ignorada 
3 séries 
(dose total: 
7200000 UI) 
1 semana VDRL 
mensal 
1 série = 1 ampola de 1200000 UI aplicada em cada glúteo. 
 
 
SÍNDROMES HIPERTENSIVAS NA GESTAÇÃO 
 Doença Hipertensiva Específica da Gestação 
– DHEG (CID-10: O15.9): a DHEG ou pré-
eclâmpsia corresponde ao desenvolvimento 
de hipertensão, proteinúria e/ou edema 
generalizado após a 20ª semana de gravidez 
ou anteriormente a este período, em caso de 
doença trofoblástica gestacional. 
o Diagnóstico: 
 Hipertensão arterial: PA > 140 x 
90 mmHg (2 medidas); 
 Proteinúria > 300mg/dia ou 1 
g/litro ou 1+ em duas medidas de 
amostra isolada de urina. 
 
o Conduta DHEG leve: PA ≥ 140x90, 
mas < 160x110 e sem sinais de 
gravidade. 
 Dieta normosódica e 
hiperprotéica. 
 Repouso em decúbito lateral 
esquerdo (pelo menos 2h/dia). 
 Consulta semanal em 
ambulatório especializado. 
 Sedação com Levomepromazina 
3mg VO 3x/dia (3 gotas). 
 Aferição diária da PA na USF mais 
próxima. 
 Avaliar idade gestacional. 
 Nos casos de hipertensão arterial 
crônica (PAD>100): Alfametildopa 
(Aldomet®) 750mg a 2g/dia (em 3 
a 4 tomadas). 
 Retorno imediato ao hospital se: 
 PA ≥ 150/100mmHg; 
 Proteinúria de fita 2+ ou 
mais; 
 Aumento exagerado de 
peso; 
 Sangramento vaginal; 
 Contrações uterinas 
regulares; 
 Sinais de eclampsia. 
 
o Conduta DHEG grave: caracterizadapor: PA ≥ 160 x 110 mmHg (2 
medidas – 4 horas); Proteinúria ≥ 
2g/24h ou 2+ em fita urinária; 
Oligúria (< 500ml/dia ou 25ml/h); 
Creatinina > 1,2mg/dL; Sinais de 
encefalopatia hipertensiva (cefaleia 
e distúrbios visuais); Dor epigástrica 
ou no hipocôndrio direito; Evidência 
clínica e/ou laboratorial 
coagulopatia; Plaquetopenia 
(<100.000/mm
3
); Aumento de TGO, 
TGP, DHL e de bilirrubina. 
 Internação, observação clínica da 
PA, pulso, diurese e avaliação 
laboratorial. 
 Dieta hipossódica e 
hiperprotéica. 
 Repouso no leito em decúbito 
lateral esquerdo. 
 Sedação com Levo-promazina: 
3mg VO 3x/dia. 
 Para controle da pressão na 
urgência ou no pico durante a 
internação, optar pr Hidralazina 
ou Nifedipina (não fazer 
metildopa na urgência). Não fazer 
caso PA < 160x110mmHg. 
Objetivo: manter PAS 140-155 e 
PAD 90-100 
 1ª escolha: Hidralazina: 
20mg/1mL + SG 19mL - fazer 
5ml da solução EV, a cada 
20 minutos, até seis doses 
se necessário. 
 2ª escolha: Nifedipina 
(Adalat®) 5mg VO a cada 
30min ou diluir 1 cápsula 
em 10ml de água e dar 5 
gotas sublingual a cada 5 
minutos, até PAD alcançar 
90-100mmHg. 
MEDRESUMOS • GUIA DO PLANTONISTA 2013 Arlindo Ugulino Netto 
OBSTETRÍCIA 
 
8 
 
 Controle da pressão arterial de 
horário (Manutenção): 
Alfametildopa 500mg VO 12/12h 
ou 250mg de 8/8h (até a dose 
máxima: 2g/dia, para só depois 
passar para Hidralazina); 
Hidralazina VO; Pindolol VO. 
 Eclâmpsia iminente (cefaleia 
fronto-occipital; escotomas; 
epigastralgia; hiperreflexia) ou 
eclampsia: Sulfato de Magnésio 
(pelo esquema de Zuspan) a 50% 
(1 ampola = 10mL = 5g) ou a 10% 
(1 ampola = 10 mL = 1g). 
Dose de ataque: 
- MgSO4.7H2O a 50% 8ml (4g) + SF 
0,9% 12mL – EV durante 10 a 20 
minutos (30 gotas/min); ou 
- MgSO4.7H2O a 10% 40ml (4g) EV 
durante 10 a 20 minutos (40 a 50 
gotas/min). 
Dose manutenção: 
- MgSO4.7H2O a 50% 10mL (5g) + 
SF 0,9% 490mL – EV em bomba 
de infusão (100mL/hora – 
1g/hora) ou 40 a 50 gotas/min; 
ou 
- MgSO4.7H2O a 10% 50ml (5g) + 
SF 0,9% 450mL – EV em bomba 
de infusão (100mL/hora – 
1g/hora) ou 40 a 50 gotas/min. 
Controle: suspender a droga a 
administrar Gluconato de Cálcio a 
10% (10ml EV lentamente), como 
antídoto, se: 
 FR < 16 irpm; ou 
 Reflexo patelar ausente; 
ou 
 Diurese < 25ml/hora. 
OBS: Preconiza-se, sempre que 
possível, evitar fazer o 
gotejamento de sulfato de 
magnésio (como citado acima), 
dando preferência à infusão 
controlada. Portanto, em locais 
em que a bomba de infusão 
estiver indisponível, optar pelo 
esquema de Pritchar: 
 Ataque: 4g EV + 10g IM 
 Manutenção: 5g IM 4/4h 
 Deve ser usada corticoterapia na 
idade gestacional de 26 a 34 
semanas: Dexametasona 6mg, IM 
de 12/12h, também durante 2 
dias. 
 Considerar interrupção da 
gestação depois de 35 semanas 
se a vitalidade fetal estiver 
normal ou imediatamente, se 
estiver comprometida ou a 
paciente estiver instável. A via de 
parto deve ser definida pelo 
médico obstetra. A resolução da 
gravidez é a forma mais efetiva 
de tratamento da pré-eclâmpsia 
e da eclampsia. 
 
 Eclâmpsia 
o Quadro clínico: Presença de convulsões 
tônico-clônicas generalizadas ou coma 
em mulher com qualquer quadro 
hipertensivo; Iminência de eclampsia 
(deve ser tratado como a eclampsia): 
Cefaleia, epigastralgia e alterações 
visuais; Reflexos patelares exaltados, com 
aumento da área reflexógera; Confusão 
mental. 
o Conduta: Deve ser realizado o mesmo 
tratamento da DHEG grave, inclusive o 
Sulfato de Magnésio, acrescido de: 
Cânula de Guedel; Aspiração orotraqueal; 
Contenção no leito; Vigilância constante. 
OBS: Na ausência do Sulfato de 
Magnésio, pode-se utilizar outros 
anticonvulsivantes, tais como: Fenitoína; 
Diazepam. 
 
OUTRAS INTERCORRÊNCIAS NA GESTAÇÃO 
 Anemia: 
o Dieta rica em ferro como fígado, rins e 
vegetais verdes (espinafre e brócolis). 
o Suplementação, após a 12a semana de 
gestação, com 60 a 180 mg de ferro 
elementar diários. Dose de 300 mg de 
sulfato ferroso, duas a três vezes ao dia, 
nos casos de anemias leve e moderada, 
que devem ser administrados em jejum 
ou até uma hora antes das refeições: 
Opção: Combiron® - tomar 1 
compromido VO, de 12/12h. 
o As transfusões de sangue estão indicadas 
após perdas sanguíneas agudas ou em 
casos de anemia grave (< 6 g/dL). 
 
 Doença hemorroidária: 
o Orientar dieta rica em fibras, ameixa, 
mamão, etc. 
o Adotar medidas gerais, como banho de 
assento (sentar em uma bacia de água 
morna com sal). 
o Medicações tópicas: Proctyl® pomada (1 
a 2x ao dia). 
o Medicações orais: Diosmina (Venovaz®, 
Venalot®): tomar 1 a 2 comprimidos VO, 
de 12/12h. 
MEDRESUMOS • GUIA DO PLANTONISTA 2013 Arlindo Ugulino Netto 
OBSTETRÍCIA 
 
9 
 
o Fibras solúveis 
 Tamarin®: 10ml VO, à noite. 
 Lactulose líquida (Lacmax®) 
667mg/ml: 1 colher de sopa (15ml), 
1 a 2x ao dia. 
 Metamucil®: 1 colher com água, 2 a 
3x/dia, a critério. 
 
 Cólica na gestação 
o Na urgência: Buscopan composto 1 
ampola + A.D. EV. 
o Ambulatorial: Buscopan Duo - tomar 1 
comprimido VO, de 8/8h. 
 
 Êmese gravídica 
o Metoclopramida (Plasil®, Pramil®) 10 
mg, 1 comprimido VO, 8/8h. 
o Meclizina (Meclin®) 25 e 50mg: 25-
100mg VO, em doses divididas (2 a 3x ao 
dia). 
 
 Fissura mamária 
o Orientações gerais: descansar a mama 
por 2 mamadas, mas ordenhar isso e 
oferecer o leito ao bebê; aplicar o 
próprio leite materno (medida 
recomendada pelo SUS). 
o Bepantol® pomada: aplicar na região do 
mamilo e sempre lavá-lo antes de 
amamentar. 
 
 Hipertensão da gestação 
o Controle ambulatorial: Alfametildopa 
500mg VO 12/12h ou 250mg de 8/8h. 
o Para controle da pressão na urgência ou 
no pico durante a internação: 
- Hidralazina: 20mg (1mL) + AD 9mL, fazer 
2,5ml da solução EV, a cada 20 minutos, 
até seis doses se necessário. 
- Nifedipina (Adalat®): 5mg VI a cada 
30min ou diluir 1 cápsula em 10ml de 
água e dar 5 gotas sublingual a cada 5 
minutos. 
o Eclâmpsia iminente ou eclampsia: Sulfato 
de Magnésio (pelo esquema de Zuspan) a 
50% (1 ampola = 10mL = 5g) ou a 10% (1 
ampola = 10 mL = 1g). 
Dose de ataque: 
- MgSO4.7H2O a 50% 8mL (4g) + SF 0,9% 
12mL – EV durante 10 a 20 minutos (30 
gotas/min); ou 
- MgSO4.7H2O a 10% 40mL (4g) EV durante 
10 a 20 minutos (40 a 50 gotas/min). 
Dose manutenção: 
- MgSO4.7H2O a 50% 10mL (5g) + SF 0,9% 
490mL – EV em bomba de infusão 
(100mL/hora – 1g/hora) ou 40 a 50 
gotas/min; ou 
- MgSO4.7H2O a 10% 50ml (5g) + SF 0,9% 
450mL – EV em bomba de infusão 
(100mL/hora – 1g/hora) ou 40 a 50 
gotas/min. 
Controle: se FR < 16 irpm ou reflexo 
suspender a droga a administrar 
Gluconato de Cálcio 10% (10ml EV 
lentamente), como antídoto. 
 
 Hiperêmese gravídica 
o Internação hospitalar obrigatória. 
o Jejum por 24-48 horas. 
o Hidratação associada à reposição de 
vitaminas do complexo B e ácido 
ascórbico. 
o Suspender hidratação quando a 
avaliação clínica mostrar paciente 
normalmente hidratada ou na vigência 
diurese clara. 
o Terapêutica Medicamentosa: 
 Metoclopramida 10 mg (ampola 
de 2mL) IV, de 8/8h. 
 Diazepam 10mg (ampola de 2mL) 
IV, de 8/8h. 
 Casos refratários: 
Metilprednisolona 16 mg (ampola 
de 1 mL) IV 8/8h. 
 
 Infecção urinária 
o Solicitar exames laboratoriais: urina tipo 
1 e urocultura. 
o Antibioticoterapia: 
 Cefalexina: um comprimido (500mg) 
em intervalos de 6 ou 8 horas, 
durante três dias; ou 
 Cefadroxil: um comprimido (500mg) 
em intervalos de8 ou 12 horas, 
durante três dias; ou 
 Amoxicilina: um comprimido 
(500mg) em intervalos de 8 horas, 
durante três dias. 
 Nitrofurantoína: um comprimido 
(100mg) em intervalos de 6 horas, 
durante sete dias. 
o Critérios de internação: em casos de 
pielonefrite (dor lombar, febre > 38º, 
calafrios, Sinal de Giordano positivo). 
o Medicações para internação: Cefalotina 
1g/dia, IV, 6/6h até a melhora do quadro 
clínico (ausência febre e negativação da 
cultura), em seguida, utilizar Cefalexina 
VO, 6/6h, até completar 14 dias de 
tratamento. 
 
MEDRESUMOS • GUIA DO PLANTONISTA 2013 Arlindo Ugulino Netto 
OBSTETRÍCIA 
 
10 
 
 Ingurgitamento mamário 
o Compressas geladas. 
o Esvaziar a mama através da ordenha. 
o Paracetamol 750mg, 1 comprimido VO, 
8/8h. 
 
 Lactação após aborto: 
o Cabergolina (Dostinex®) 0,5mg: tomar 2 
comprimidos VO, em dose única. 
 
 Mastite Puerperal 
o Quadro clínico: Dificuldade de esvaziar a 
mama, ingurgitamento, hiperemia, calor, 
dor, mal-estar geral e cefaléia. Evoluí com 
febre, intensificação do processo 
inflamatório, invasão bacteriana, podendo 
haver formação de abscesso. 
o Esvaziar a mama através da ordenha, 
compressas geladas e Paracetamol 
750mg, 1 comprimido VO, 8/8h, para 
alívio da dor. 
o Infecção: Cefalexina 500mg, 6/6h, por 7 
dias. 
o Abcesso: Drenagem. 
 
 
ANEXOS 
 
Drogas contraindicadas na gestação 
Ergotamina 
Prostaglandina E1 
Ribavirina 
Drogas que devem ser evitadas ou utilizadas com 
cautela na gestação 
Abacavir 
Aciclovir 
Ácido Aminocaproico 
Ácido Valpróico 
ACTH 
Adenosina 
Adrenalina 
Albumina Humana 
Alopurinol 
Amantadina 
Amicacina 
Aminofilina 
Amiodarona 
Amitriptilina 
Anrinona 
Anlodipina 
Aspirina 
Astemizol 
Atenolol 
Atropina 
Azatioprina 
Azelastina 
Azul de Metileno 
Hidrato de Cloral 
Hidroclorotiazida 
Hidrocorisona 
Hidróxido de Alumínio 
Hidróxido de Alumínio + 
Magnésio 
Hidroxizine 
Escopolamina 
Hormônio Antidiurético 
Ibuprofeno 
Imipenem 
Indinavir 
Indometacina 
Isoniazida 
Isoproterenol 
Itraconazol 
Kanamicina 
Labetalol 
Lamivudine 
Lamotrigina 
Lidocaína 
Lítio 
Lorazepam 
Baclofeno 
Beclometasona 
Bretílio 
Bromofeniramina + 
Fenilpropanolol 
Budesonida 
Cálcio 
Captopril 
Carbamazepina 
Cetoconazol 
Ciscloporina 
Ciprofloxacin 
Cisaprida 
Claritromicina 
Clonazepam 
Clonidina 
Clorafenicol 
Clorpromazina 
Cloroquina 
Codeína 
Dantroleno 
Dapsiona 
Desferoxamina 
Dexametasona 
Diazepam 
Diazóxido 
Digoxina 
Diltiazen 
Dimeticona 
Disopiramina 
Dobutamina 
Dopamina 
Doxicilina 
Droperidona 
Edrofonio 
Efavirenz 
Enalapril 
Eritropoetina 
Esmolol 
Espironolactona 
Estavudina 
Estreptoquinase 
Etosuximida 
Fenobarbital 
Fentanil 
Flecainide 
Fluconazol 
Flucitosina 
Fludrocorisona 
Flumazenil 
Flunisolida 
Fluticasona 
Fluvoxamina 
Foscarnet 
Furosemida 
Gabapentin 
Ganciclovir 
Manitol 
Mebendazol 
Mefloquina 
Meperidina 
Metaproterenol 
Metadona 
Metimazol 
Metildopa 
Metilfenidato 
Metilprednisolona 
Miconazol 
Midazolam 
Milrinona 
Óleo Mineral 
Minociclína 
Minoxidil 
Morfina 
Naproxeno 
Nevirapina 
Nicardipina 
Nifedipina 
Nitroprussiato 
Norfloxacin 
Nortriptilina 
Ofloxacin 
Omeprazol 
Oximetazolina 
Pancurônio 
Penicilamina 
Pentamidina 
Pralidoxima 
Prazosin 
Primidona 
Procainamida 
Prometazina 
Propanolol 
Propiltiuracil 
Propiltiouracil 
Protamina 
Pirantel 
Pirazinamida 
Primetamina 
Quinidina 
Rifampicina 
Rimantadina 
Sertralina 
Succinilcolina 
Sulfasalazina 
Sulfisoxasol 
Sumatriptana 
Tetraciclina 
Teofilina 
Tiabendazol 
Tionembutal 
Tioridazina 
Tobramicina 
Trazodona 
MEDRESUMOS • GUIA DO PLANTONISTA 2013 Arlindo Ugulino Netto 
OBSTETRÍCIA 
 
11 
 
Gentamicina 
Griseofulvina 
Haloperidol 
Hidantoína 
Hidralazina 
Valaciclovir 
Vancomicina 
Vecurônio 
Verapami 
Zidovudine 
 
 
Drogas contraindicadas na amamentação 
Ciclosporina 
Ergotamina 
Lítio 
Drogas que devem ser evitadas ou utilizadas com 
cautela na amamentação 
Abacavir 
Amiodarona 
Amitriptilina 
Aspirina 
Atenolol 
Ciprofloxacin 
Claritromicina 
Clesmastina 
Clonazepam 
Cloranfenicol 
Clorpromazina 
Desmopressina 
Diazepam 
Didanosina 
Doxicilina 
Efavirenz 
Estavudina 
Fenobarbital 
Flucitosina 
Fluoxetina 
Fluvoxamina 
Foscarnet 
Haloperidol 
Indinavir 
Itraconazol 
Ketamina 
Lamivudine 
Lorazepam 
Metoclopramida 
Metronidazol 
Midazolam 
Minociclína 
Morfina 
Nelfinavir 
Nevirapina 
Nicardipina 
Norfloxacin 
Nortriptilina 
Ofloxacin 
Omeprazol 
Paroxetina 
Piperazina 
Primidona 
Ritonavir 
Saquinavir 
Sertralina 
Sulfadiazina 
Sulfasalazina 
Sulfixosaxazol 
Tetraciclina 
Trazodona 
Zidovudine

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