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Aula   Empresarial

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FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO E TURISMO - FAT
DISCIPLINA: DIREITO TRIBUTÁRIO, EMPRESARIAL E 
LEGISLAÇÃO SOCIAL
CONTEÚDO: DIREITO EMPRESARIAL
Prof. Carlos Alexandre Michaello Marques
DIREITO EMPRESARIAL, DIREITO DE/DA(S) 
EMPRESA(S) OU DIREITO COMERCIAL
Código Civil - Lei 10.406/02- Código Comercial de 1850
Autonomia e Abrangência: empresários individuais, 
sociedades empresárias e EIRELI (Empresa Individual 
de Responsabilidade Limitada)
Direito Empresarial X Direito Civil
PRINCÍPIOS GERAIS
- Liberdade de Iniciativa (livre iniciativa – art. 170
da CF/88);
- Liberdade de Concorrência (livre concorrência –
art. 170 da CF/88) – Agências Reguladoras;
- Garantia e Defesa da Propriedade Privada (art.
170 da CF/88)
- Preservação da Empresa (Lei 11.101/05) – OB:
“Pacotes de Socorro e o Sistema Capitalista”.
CONCEITO DE EMPRESA
“organização técnico-econômica que se propõe a
produzir mediante a combinação dos diversos
elementos, natureza, trabalho e capital, bens ou
serviços destinados à troca (venda), com esperança
de realizar lucros, correndo os riscos por conta do
empresário, isto é, daquele que reúne, coordena e
dirige esses elementos sob sua responsabilidade.”
O EMPRESÁRIO
“aquele que exerce profissionalmente atividade
econômica organizada para produção e circulação
de bens ou de serviços.”
- Todos os Capazes e Não Impedidos;
- Produção Intelectual (Científica, Literária e
Artística) não caracteriza por si a condição de
empresário;
- Outorga Uxória ou Marital ao Empresário.
SOCIEDADES EMPRESÁRIAS
São divididas em:
I – Sociedades não personificadas;
São as sociedade conhecidas como de Fato;
II – Sociedade personificadas.
São as sociedades regulamentadas e em
acordo com a legislação vigente.
SOCIEDADES NÃO PERSONIFICADAS
I- Sociedade Comum – art. 986 a 990 do CC;
Responsabilidade Solidária e Ilimitada das
obrigações sociais.
II- Sociedade em conta de participação – art. 991 a
996 do CC.
Presença do Sócio Ostensivo (Responsável).
SOCIEDADES PERSONIFICADAS
I – Sociedade Simples – art. 997 a 1.038 do CC;
“é a sociedade, portanto, pessoa jurídica,
constituída por pessoas que reciprocamente se
obrigam a contribuir com bens ou serviços, para o
exercício da atividade econômica e a partilha, entre
si, dos resultados, não tendo por objeto o exercício
de atividade própria de empresário.” Ex. Grupo de
Dentistas.
SOCIEDADES PERSONIFICADAS
II – Sociedade em nome coletivo – art. 1.039 a
1.044 do CC;
“Somente pessoas físicas podem tomar parte
na sociedade em nome coletivo, respondendo
todos os sócios, solidária e ilimitadamente, pelas
obrigações sociais. Sem prejuízo da
responsabilidade perante terceiros, podem os
sócios, limitar entre si a responsabilidade da cada
um.”
SOCIEDADES PERSONIFICADAS
III – Sociedade em comandita simples – art. 1.045 a
1.051 do CC;
“tomam parte sócios de duas categorias: os
comanditados, pessoas físicas, responsáveis
solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais;
e os comanditários, obrigados somente pelo valor
de sua quota.”
SOCIEDADES PERSONIFICADAS
IV – Sociedade Limitada (Ltda.) – art. 1.052 a 1.087
do CC;
“Sua principal característica é que a
responsabilidade dos sócios é restrita ao valor de
suas quotas, mas todos respondem solidariamente
pela integralização do capital social.”
SOCIEDADES PERSONIFICADAS
V – Sociedade por ações (S.A.) – art. 1.088 a 1.089
do CC e Lei 6.404/76;
“Nesta sociedade, o capital é dividido em
ações e cada sócio ou acionista responde somente
pelo preço de emissão das ações que adquiriu.
Essas ações podem ser negociadas na Bolsa de
Valores quando a sociedade for de capital aberto.”
SOCIEDADES PERSONIFICADAS
VI – Sociedade em comandita por ações – art. 1.090
a 1.092 do CC;
“opera sob firma ou denominação e tem o
capital dividido em ações, sendo que somente o
acionista tem qualidade para administrar a
sociedade e, como diretor, responde subsidiária e
ilimitadamente pelas obrigações da sociedade.”
SOCIEDADES PERSONIFICADAS
VII – Sociedade em cooperativa – art. 1.093 a 1.096
do CC e Lei 5.764/71;
Responsabilidade Limitada ou Ilimitada, não
segue a mesma lógica aplicada as Sociedade
Empresárias em geral, pois se conduz por uma
matriz que impõe a solidariedade como
fundamento de sua constituição.
SOCIEDADES PERSONIFICADAS
VIII – Sociedades Coligadas;
- Controlada (sociedade cujo o capital outra
sociedade possui a maioria dos votos);
- Coligada ou Filiadas (sociedade cujo o
capital outra sociedade participa com 10% ou mais,
mas sem controlá-la) ;
- Simples participação (sociedade cujo o
capital outra sociedade possui menos de 10%, com
direito a voto).
LIQUIDAÇÃO DE SOCIEDADES
“Via de regra, as sociedade são instituídas com
prazo determinado, porém, podem ser liquidadas,
quando querem ou precisam sócios.”
Procedimento: a) averbar e publicar o documento
de dissolução; b) arrecadar os bens; c) elaborar o
inventário dos bens; d) ultimar os negócios
pendentes; e) exigir a integralização dos cotista (se
necessário); f) convocar a assembléia de cotistas; g)
confessar falência ou pedir recuperação.
TRANSFORMAÇÃO, INCORPORAÇÃO, FUSÃO E CISÃO 
DAS SOCIEDADES
- Transformação: independe de dissolução ou
liquidação, apenas consentimento dos sócios;
- Incorporação: uma ou várias absorvidas por uma
terceira;
- Fusão: junção de duas ou mais para formar uma
nova;
- Cisão: divisão em duas ou mais partes que por si
se tornam novas sociedades empresárias.
SOCIEDADES DEPENDENTES DE AUTORIZAÇÃO
- Sociedade Nacional: “A sociedade nacional,
prevista no art. 1.126 do CC , é aquela com sede no
Brasil, que se organiza de acordo com as leis
nacionais. O fato de todos os sócios serem
estrangeiros e o capital social também ser, não tem
relevância, pois a sociedade não se confunde com a
pessoa dos sócios.”
SOCIEDADES DEPENDENTES DE AUTORIZAÇÃO
-Sociedade Estrangeira: “a sociedade estrangeira,
prevista no art. 1.134 do CC necessita de
autorização do Chefe do Poder Executivo Federal
para funcionar. A autorização se dá por meio de
decreto. Obtido o decreto a sociedade estrangeira
necessita de registro no local onde exercerá suas
atividades.”
ELEMENTOS
- Estabelecimento: “é considerado estabelecimento
todo complexo de bens organizado, para o exercício
da empresa, por empresário, ou por sociedade
empresária. O estabelecimento pode ser objeto
unitário de direitos e de negócios jurídicos.”
ELEMENTOS
- Registro: “Toda sociedade começa, isto é, adquire
personalidade, com o registro no cartório
competente. O empresário e a sociedade
empresária devem ter os seus atos levados à
averbação no Registro Público de Empresas
Mercantis normalmente a cargo das Juntas
Comerciais.”
OB: Sociedade Simples deve ser averbado junto ao
Registro Civil de Pessoas Jurídicas.
ELEMENTOS
- Nome Empresarial: “para efeito de proteção legal
se considera o nome empresarial a firma ou
denominação adotada, bem como a denominação
das sociedades simples, associações e fundações.”
- FIRMA X DENOMINAÇÃO
- Empresário individual – Próprio nome completo
ou abreviado;
ELEMENTOS
- Sociedade anônima – S.A., Cia, Companhia.
- Sociedade Cooperativa – integrar o vocábulo
Cooperativa;
- Sociedade limitada – Deve constar o Ltda ou
Limitada;
- Sociedade ilimitada – operar sob firma com todos
os responsáveis
DIREITO CAMBIÁRIO – TÍTULOS DE CRÉDITO
Cesare Vivante definiu “Título de Crédito como o
documento necessário ao exercício do direito, literal
e autônomo, nele mencionado.”
Art. 887 do CC/02 representa este conceito no
Direito Brasileiro.
PRINCÍPIOS INFORMADORES
- CARTULARIDADE: necessidade do documento
para o exercício do direito nele mencionado.
- LITERALIDADE: o título de crédito vale