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NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
Página 1 
 
 
 
Equipe Professor Rômulo Passos | 2015 
 
CURSO COMPLETO DE 
ENFERMAGEM PARA CONCURSO - 
2015 
AULA Nº 35 – ENFERMAGEM EM 
CENTRO CIRÚRGICO 
 
sandra luiza - 565.067.591-00
NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
 
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Prezado aluno, 
Sou a Professora Poly e irei acompanhá-lo nesse momento de estudo a respeito da 
temática: Enfermagem em Centro Cirúrgico. 
Dividiremos esse tema em 6 tópicos conforme Sumário abaixo: 
Boa aula! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
sandra luiza - 565.067.591-00
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 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
 
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Enfermagem em Centro Cirúrgico 
 
SUMÁRIO 
 
 
1. Centro Cirúrgico 
2. Anestesia e Analgesia 
3. Posições Cirúrgicas. 
4. Instrumentação Cirúrgica. 
5. Assistência de Enfermagem no Intraoperatório. 
6. Assistência de Enfermagem na Sala Pós-Anestésica. 
 
 
 
 
sandra luiza - 565.067.591-00
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1. CENTRO CIRÚRGICO 
 
O Centro cirúrgico é um setor do hospital onde se realizam intervenções cirúrgicas visando 
atender a resolução de intercorrências cirúrgicas por meio da ação de uma equipe integrada. Nele 
são realizadas técnicas estéreis para garantir a segurança do cliente quanto ao controle de 
infecção. 
 
Características e objetivos do Centro Cirúrgico 
 
“A finalidade do CC é realizar procedimentos cirúrgicos, devolvendo o paciente com 
melhor condição física e sem risco de infecção. Ele também pode servir para a formação de 
recursos humanos e para desenvolver pesquisas científicas e o para a evolução de novas técnicas 
cirúrgicas (POSSARI, 2006)”. 
É comum nas provas de concurso verificarmos conceitos de teoristas como POSSARI. 
Fique atento também aos conceitos e indicações Resolução de Diretoria Colegiada Nº 50 (RDC 
50) e no Manual Brasileiro de Acreditação Hospitalar (MBAH). 
 
Organização do Centro Cirúrgico 
 
O Centro Cirúrgico de um Estabelecimento Assistencial de Saúde é o setor mais 
importante e de mais complexidade do hospital. A organização e funcionalidade de um CC vão 
depender de um bom planejamento físico e dos projetos complementares como: elétrico, 
hidráulico, sanitário, fluido/mecânico, climatização, incêndio e luminotécnico. Os materiais de 
construção e de acabamento devem ser de primeira qualidade para suportar a higienização e ter 
durabilidade, pois uma reforma requer muito tempo e um CC não deve parar, pois dele depende 
o salvamento de vidas. 
Por ser um complexo sistema que integra um hospital, o centro cirúrgico requer suporte 
adequado técnico-administrativo no que concerne à equipamentos, normas e rotinas, recursos 
operacionais e humanos, que promovam a prevenção e controle dos riscos e protejam ética e 
legalmente as equipes multidisciplinares e a instituição. 
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Dependências Básicas 
Um Centro Cirúrgico deve dispor das seguintes dependências: 
 
Vestiários Masculinos e Femininos: Devem oferecer acesso externo (por fora das instalações 
do Centro Cirúrgico) e interno ( pelo corredor cirúrgico). É importante que eles disponham de 
sanitários e chuveiros (para uso das equipes) e armários (para a guarda de uniformes, roupas e 
outros pertences). 
Posto de Enfermagem: Local destinado à chefia e à secretaria, que exercem o controle 
administrativo da unidade. 
Copa: Área reservada ao pessoal do centro cirúrgico, para lanches rápidos. 
Sala de Estar: Deve ficar localizada próximo aos vestiários e à copa, sempre que possível, 
servindo de área de descanso para a equipe do centro cirúrgico. 
Área de baldeação ou troca-macas: Localizada à entrada do Centro Cirúrgico, onde se dá a 
transferência do paciente da maca em que veio para a maca privativa do centro. 
Área de baldeação ou troca-macas: Localizada à entrada do Centro Cirúrgico, onde se dá a 
transferência do paciente da maca em que veio para a maca privativa do centro. 
Sala de material cirúrgico ou de estocagem de material esterilizado: Destina-se à recepção, 
guarda e redistribuição de todo o material limpo e esterilizado a ser usado no Centro Cirúrgico. 
Poderá, eventualmente, contar com uma autoclave de esterilização rápida, para emergências. 
Lavabos: Destinados à lavagem e anti-sepsia das mãos e ante-braços, antes da operação. Por 
isso, devem ser equipados com recipientes para Antissépticos e torneiras que possam ser 
manobradas sem o uso das mãos. 
Sala de Expurgo: Local equipado com tanque para o despejo de sangue, secreções e outros 
líquidos provenientes da operação. Na sala de expurgo também de depositam, inicialmente, 
instrumentos, roupas usadas e outros materiais, para posterior lavagem. É considerada, portanto, 
área suja. 
Sala de material de limpeza: Área para a reserva de materiais e de utensílios usados na limpeza 
do Centro Cirúrgico. 
Sala de equipamento: área usada para guardar aparelhos como os de anestesia, bisturi elétrico, 
aspiradores, focos portáteis, suportes de soro, mesas auxiliares e materiais que, eventualmente, 
não estejam em uso. O aparelho de raio X móvel poderá também ser guardado nessa sala, caso 
não haja local específico para ele. 
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Rouparia: Local destinado à guarda da roupa limpa não-estéril. Muitas vezes é representada 
apenas por um armário. 
Sala de Operação(S.O): Dependência do Centro Cirúrgicodestinada à realização das 
intervenções cirúrgicas. Por isso, o trânsito a ela é restrito e a limpeza é feita com o máximo 
rigor, pois deve ser a área mais limpa do centro. Comumente, tem a forma retangular. 
Sala de guarda de medicamentos e materiais estéreis descartáveis: Local onde se armazenam 
materiais descartáveis como seringas e agulhas, equipos de soro, fios de sutura, frasco de soro, 
entre outros. 
 
Localização do Centro Cirúrgico 
 
O centro cirúrgico deve estar localizado em área de fácil acesso para pacientes críticos e 
próximo às áreas de suporte. As salas cirúrgicas devem ser de fácil limpeza e, se possível, sem 
janelas. 
O desenho das salas cirúrgicas devem possibilitar: 
 Exclusão de contaminação externa ao centro cirúrgico para as salas, evitando o trânsito de 
muitas pessoas; 
 Separação de áreas limpas das contaminadas. 
 
O centro cirúrgico é dividido em três áreas: 
1. Irrestrita: Os profissionais podem circular com roupas comuns, que são permitidas, como o 
corredor que dá acesso ao exterior, vestiário e secretaria, incluindo pacientes. 
2. Semi-restrita: O tráfego é limitado a pessoas do próprio setor. O corpo e a cabeça devem estar 
cobertos, para não intervir nas rotinas de controle e manutenção da assepsia da área restrita, 
como expurgo, sala de estar e sala de preparo de material. 
3.Restrita: Máscara são exigidas, além da roupa privativa de centro cirúrgico. As técnicas de 
assepsia devem ser rigorosamente controladas e utilizadas, evitando contaminação do meio, 
como salas cirúrgicas, sala de recuperação pós-anestésica e corredorinterno. 
As atividades básicas do centro cirúrgico, segundo o Ministério da Saúde, são a realização de 
procedimentos cirúrgicos e endoscópicos e define as seguintes sub-atividades: 
 recepcionar e transferir pacientes; 
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 assegurar a execução de procedimentos pré-anestésicos e executar procedimentos anestésicos 
nos pacientes; 
 realizar a correta escovação das mãos; 
 executar cirurgias e endoscopias em regime de rotina ou em situações de urgência; 
 realizar relatório médico e de enfermagem e registro das cirurgias e endoscopias realizadas; 
 proporcionar cuidados pós-anestésicos; 
 garantir apoio diagnóstico necessário e retirar órgãos para transplantes. 
 
Terminologia Cirúrgica 
 
A nomenclatura ou terminologia cirúrgica é o conjunto de termos usados para indicar o 
procedimento cirúrgico. 
O nome da cirurgia é composto pela raiz que identifica a parte do corpo a ser submetida 
à cirurgia, somada ao prefixo ou ao sufixo. 
Alguns exemplos de raiz: angio (vasos sangüíneos), flebo (veia), traqueo (traquéia), rino 
(nariz), oto (ouvido), oftalmo (olhos), hister(o) (útero), laparo (parede abdominal), orqui 
(testículo), etc. 
 
Prefixo/raiz Nome Significado 
Ex (externo, fora) + 
oftalmo (olho) 
Exoftalmia Projeção acentuada do globo 
ocular 
Circun (so redor) + 
cisão (separação) 
Circuncisão ou 
postectomia 
Excisão do prepúcio 
 
 
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Os sufixos mais utilizados na composição da terminologia cirúrgica são: 
Sufixo Significado do sufixo Significado da palavra 
Tomia Incisão, corte Laparotomia: abertura da 
cavidade abdominal 
Stomia Comunicar um órgão 
tubular ou oco com o 
exterior 
Colostomia: abertura 
cirúrgica na parede abdominal 
para comunicar uma porção 
do cólon com o exterior 
Ectomia Retirar parcial ou 
totalmente um órgão 
Esplenectomia: retirada do 
baço 
Plastia Reparação Plástica Rinoplastia: correção do nariz 
Ráfia Sutura Herniorrafia: sutura para 
correção da hérnia 
Pexia Fixação Nefropexia: elevação e 
fixação do rim 
Scopia Visualização da cavidade 
através de aparelhos 
especiais 
Laparoscopia: visualização da 
cavidade abdominal 
 
Além desses termos, existem as denominações com o nome do cirurgião que introduziu a 
técnica cirúrgica (Billroth: tipo de cirurgia gástrica) ou, ainda, o uso de alguns termos específicos 
(exerese: remoção de um órgão ou tecido). 
O paciente cirúrgico recebe assistência da enfermagem nos períodos pré, trans e pós-
operatório. O período pré-operatório abrange desde o momento pela decisão cirúrgica até a 
transferência do cliente para a mesa cirúrgica; a partir desse momento inicia- se o trans e intra- 
operatório, que termina com a saída do cliente do centro cirúrgico; o pós operatório vai desde o 
momento da recepção do cliente que retornou da cirurgia até a alta médica. 
 
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O período pré-operatório divide-se em mediato e imediato: 
 
No pré-operatório mediato o cliente é submetido a exames que auxiliam na confirmação do 
diagnóstico e que auxiliarão o planejamento cirúrgico, o tratamento clínico para diminuir os 
sintomas e as precauções necessárias para evitar complicações pós operatórias, ou seja, abrange 
o período desde a indicação para a cirurgia até o dia anterior à mesma; 
No período imediato corresponde às 24 horas anteriores à cirurgia e tem por objetivo 
preparar o cliente para o ato cirúrgico mediante os seguintes procedimentos: jejum, limpeza 
intestinal, esvaziamento vesical, preparo da pele e aplicação de medicação pré-anestésica. 
 
01. (Prefeitura de Campinas-SP/CETRO/2013/RP) Assinale a alternativa que apresenta o 
significado do procedimento cirúrgico de Cistopexia. 
a) Retirada do fígado. 
b) Fixação da bexiga. 
c) Abertura da calota craniana. 
d) Retirada dos rins. 
COMENTÁRIOS: 
Vejamos abaixo a descrição dos procedimentos descritos na questão: 
a) Hepatectomia é a retirada parcial do fígado. 
b) Cistopexia é a fixação da parede anterior da bexiga à parede abdominal, por cima 
da sínfise pubiana. 
c) A craniotomia é uma abertura cirúrgica do crânio, com o objetivo de se obter 
acesso às meninges ou à massa encefálica. 
d) Nefrectomia é a retirada dos rins. 
Nessa tela, o gabarito é a letra B. 
 
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Técnica asséptica e Paramentação cirúrgica 
 
Técnica asséptica 
A técnica asséptica permite a criação de ambientes esterilizados, com o objetivo de evitar o 
risco de infecções. Saiba mais. 
 
 
As técnicas de assepsia são procedimentos destinados à criação de um ambiente 
esterilizado ou asséptico (sem germes), principalmente por meio de esterilização, para proteger 
os doentes das infecções. 
LEMBRANDO NOVAMENTE  A esterilização asséptica é diferente da anti-sepsia, 
que consiste na eliminação dos microorganismos mediante recurso a agentes químicos 
apropriados (os anti-sépticos), para impedir a sepsia (infecção). 
A técnica asséptica é necessária sempre que exista qualquer processo que, potencialmente, 
implique risco de infecção. O doente pode ser contaminado através de quatro mecanismos 
diferentes: por outras pessoas, pelos instrumentos, por si próprio e pelo ar. 
Para evitar as infecções, a assepsia é utilizada durante as intervenções cirúrgicas no bloco 
operatório e também nas pequenas intervenções cirúrgicas, tais como a introdução de um cateter 
urinário ou a sutura de uma ferida. A técnica asséptica é igualmente necessária no tratamento de 
doentes imunodeprimidos (ex. leucémicos) e naqueles cujas defesas naturais contra a infecção se 
encontram reduzidas. 
Todas as pessoas que vão estar em contato mais direto com doentes dentro de um bloco 
operatório têm de desinfectar previamente as mãos e usar luvas e batas esterilizadas, bem como 
máscaras, toucas/barretes e botas descartáveis. Os instrumentos são esterilizados numa autoclave 
antes da sua utilização e colocados num carrinho revestido com material esterilizado. A pele da 
zona do corpo que vai ser sujeita a intervenção cirúrgica é desinfectada com soluções anti-
sépticas de iodo, enquanto a pele das regiões mais próximas é coberta por panos esterilizados. 
Além disto, antes das intervenções cirúrgicas ao intestino, obtém-se a evacuação das fezes 
administrando laxantes e, por vezes, clisteres, a fim de diminuir os riscos de infecção. O lúmen 
intestinal é um território colonizado por múltiplos microoganismos e, por isso, potencialmente 
infectante. 
ATENÇÃO TÉCNICA DE ASSEPSIA X TÉCNICA ASSÉPTICA 
 
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Durante a intervenção cirúrgica, os instrumentos ou qualquer equipamento eventualmente 
contaminados são retirados do bloco operatório. 
Num bloco operatório é importante manter o ar e sala impecavelmente limpos. As janelas 
ficam fechadas e o ar passa através de um sistema de ventilação especial que o purifica, 
mantendo-se também os níveis ideais de umidade, contrários à multiplicaçãomicrobiana. 
 
Paramentação cirúrgica 
 
Historicamente, o objetivo primário das barreiras de proteção em sala operatória sempre se 
dirigiu para a proteção dos pacientes à exposição de microrganismos presentes e liberados pelos 
trabalhadores. 
É o vestuário especifico de acordo com os procedimentos realizado no Centro Cirúrgico. 
Tradicionalmente, inclui o uniforme privativo (calça e blusa), propé ou sapato privativo, gorro, 
máscara, avental cirúrgico e luva cirúrgica. Ressalta que a utilização do uniforme privativo deve 
ser restrita ao ambiente do Centro Cirúrgico, com o objetivo de proteção dos profissionais 
envolvidos no cuidado ao paciente em tal unidade critica. As roupas da rua nunca devem ser 
usadas em áreas semi-restritas ou restritas do centro cirúrgico. Deve haver um ponto de 
demarcação entre as áreas de circulação sem restrição e semi-restritas que ninguém pode ir, a 
menos que esteja adequadamente paramentado, sendo que este deve incluir gorro ou capuz, 
propés e máscara facial. 
Uma forma de facilitar o atendimento em casos de emergência e proporcionar o acesso a 
áreas restritas com maior rapidez e conseqüentemente diminuir a morbidade e mortalidade na 
instituição. 
 
Preparo da equipe 
Principais recomendações para prevenção do ISC 
 Minimizar o tempo de internação pré-operatório; 
 Tratar as infecções existentes previamente ao ato cirúrgico: 
 Realizar a tricotomia apenas quando o pelo prejudicar a técnica cirúrgica. A tricotomia deve 
ser realizada, o mais próximo da cirurgia, não ultrapassando o prazo de duas horas, antes da 
mesma; 
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 Dar banho com água e sabão antes da cirurgia. Não há dados que demonstrem a necessidade 
do uso do anti-séptico no banho; 
 Preparar o campo operatório, friccionando a região a ser operada com solução degermante 
PVP-I ou clorhexedina, seguindo-se a aplicação de solução anti-séptica alcoólica de PVP-I ou 
clorhexedina. Utilizar campos cirúrgicos estéreis; 
 Preparar a equipe com paramentação adequada, incluindo gorro, máscara a avental estéril, o 
uso de protetor ocular está indicado para proteção contra respingos em mucosa ocular; 
 Lavar as mãos com solução anti-séptica degermante (PVP-I ou clorhexedina) durante cinco 
minutos antes da primeira cirurgia e, por dois a três minutos, entre cirurgias; 
 Usar luvas estéreis durante o ato cirúrgico, trocando-as quando perfuradas; 
 
 
 
Processo de Paramentação 
A paramentação da equipe cirúrgica exige a realização de procedimentos específicos, 
executados em passos padronizados e com observação rigorosas dos princípios científicos. Estes 
procedimentos são: degermação das mãos, vestir avental e roupa esterilizados, e calçar luvas 
esterilizadas. 
Degermação das mãos e antebraços 
Este procedimento se justifica por que a pele, normalmente, é habitada por duas 
populações bacterianas, ou seja, a flora residente e a transitória. A flora residente é constituída 
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pro microrganismos capazes de sobreviverem e se multiplicarem na superfície cutânea e 
folículos pilosos, sendo portanto de difícil remoção. Os estafilococos coagulase negativa, 
corynebactéria (difteróides e corniformes), acinelobactéria e outros são microrganismos 
comumente encontrados na flora residente. A transitória, também conhecida como flora de 
contaminação, é composta por microrganismos diversos e de virulência variadas. Estes 
microrganismos nem sempre estão presentes na superfície da pele da maioria das pessoas e são 
removidos mais facilmente., algumas bactérias Gram-negativas (como, por exemplo, E. coli) têm 
condições mínimas de sobrevivência sobre a pele. 
A degermação das mãos e antebraços da equipe cirúrgica deve promover a eliminação da 
flora transitória e redução da flora residente e, ainda, o retardamento da recolonização da flora 
residente pelo efeito residual. Sabese que, após a realização de tal procedimento, estes 
microrganismos 
Lavagem básica das mãos 
É o simples ato de lavar as mãos com água e sabão, visando a remoção de bactérias 
transitórias e algumas residentes, suor, oleosidade e sujidade da pele. O objetivo da lavagem de 
mãos é reduzir a transmissão de microrganismos pelas mãos, prevenindo infecções. 
 
Materiais e equipamentos necessários 
- Pias com pedal ou torneira - Água 
- Dispensadores de sabão líquido e anti-sépticos 
- Porta papel toalha e papel toalha. 
Este procedimento deve tornar-se um hábito e ser realizado da seguinte maneira: - fique em 
posição confortável, sem tocar na pia: abra a torneira, de preferência com a mão dominante ou 
com uso de papel; - mantenha se possível, a água em temperatura agradável, já que a água quente 
ou muito fria resseca a pele; - use, de preferência 2ml de sabão líquido e ensaboe as mãos por 
aproximadamente 15 segundos, em todas as suas faces, espaços interdigitais, articulações, unhas 
e extremidades dos dedos; - enxágüe as mãos, retirando totalmente a espuma e resíduos de sabão; 
- enxugue-as com papel-toalha;- feche a torneira utilizando o papel-toalha descartável, sem 
encostar na pia ou na torneira. 
Antes de qualquer procedimento cirúrgico, o profissional deve remover todas as jóias, 
inclusive alianças. As unhas devem ser aparadas, não devem conter esmalte nem ser postiças, a 
fim de evitar o aumento de carga de bactérias nas mãos, em especial as gram-positivas. 
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Técnica de escovação 
A remoção mecânica dos detritos pode ser realizada por escovação ou fricção: 
 
• as escovas devem ser macias e descartáveis ou convenientemente esterilizadas, e de uso 
individual; 
• molhar as mãos e antebraços com água corrente. A torneira deve ser acionada por pé ou 
cotovelo, e não manualmente; 
• aplicar a solução anti-séptica sobre a palma da mão, espalhar com movimentos de fricção ou 
escovação, iniciando pelas extremidades dos dedos, com especial atenção sobre os leitos 
subungueais e espaços interdigitais. O processo deve continuar pelas faces das mãos e 
antebraços; 
• o processo todo deve durar rigorosamente cinco minutos para a primeira cirurgia e três minutos 
entre dois procedimentos; 
• enxaguar em água corrente a partir das mãos par ao cotovelo. A torneira deve ser fechada com 
o cotovelo ou por outro profissional, mas não com as mãos; 
• durante todo o processo, as mãos devem estar sempre acima do nível dos cotovelos; 
• enxugar com toalha ou compressa esterilizada, obedecendo à direção das mãos para os 
cotovelos, com movimentos compressivos e não de esfregão. 
 
Paramentação cirúrgica e EPI’s 
A paramentação corresponde à troca das vestes rotineiras por vestimentas adequadas antes 
do ato cirúrgico. 
Indicação: todas as pessoas envolvidas no trabalho do centro cirúrgico, 
principalmente dentro das salas de operação, devem usar roupas apropriadas. 
A importância da paramentação é proteger a área a ser operada da flora liberada pela 
equipe cirúrgica e esta da exposição às secreções dos pacientes. 
A troca de roupa (pelo pijama cirúrgico, gorro e propés) deverá ser feita no vestiário, que 
corresponde à zona de proteção do Centro Cirúrgico, sendo seguida da colocação do avental e 
das luvas estéreis após a escovação das mãos e entrada na sala cirúrgica, propriamente dita.sandra luiza - 565.067.591-00
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• Uniforme privativo 
O uso de uniforme privativo feito de tecido com porosidade de 7 a 10. O fechamento das 
calças nos tornozelos pode reduzir a dispersão de bactérias. 
 
• Aventais cirúrgicos 
Os aventais convencionais devem ser confeccionados em material resistente à penetração 
de líquidos e microrganismos e ao desgaste e à deformação. Devem possuir uma única camada 
de tecido, geralmente algodão ou brim. Os aventais devem se confeccionados em tamanhos 
adequados, garantindo o fechamento completo, conforto e total cobertura a partir do pescoço e 
membros. Na altura dos punhos, devem possuir tramas resistentes ao desgaste. Periodicamente 
devem ser inspecionados à integridade e durabilidade. 
 Aventais impermeáveis descartáveis representam outra opção. A colocação do avental 
deve ser feita de maneira cuidadosa a fim de evitar a contaminação do mesmo. Este deve ser 
segurado com ambas as mãos, as quais serão introduzidas simultaneamente através das mangas. 
• Máscara cirúrgica 
O uso correto da máscara cirúrgica evita ou reduz a eliminação de microrganismos no 
ambiente e protege o profissional contra respingos de secreções oriundas do paciente. 
Apresentam vida útil de 2 horas. 
Deve ser usada por todos na sala de operação e cobrir boca e nariz e estar junto a face. 
São preferíveis as máscaras com dupla gaze de algodão ou de polipropileno ou poliéster 
Paramentação com roupas estéreis 
As roupas estéreis são utilizadas para prevenir a contaminação do campo operatório 
mediante contato direto do corpo do cirurgião com o do paciente. Todas as pessoas que entram 
em campo operatório, bem como aquelas que manipulam os materiais e instrumentais estéreis, 
como é o caso do instrumentador cirúrgico, devem usar aventais e luvas estéreis. 
Os profissionais devem utilizar jaleco quando fora de áreas restritas. A permissão do uso 
de uniformes dentro e fora do bloco só foi permitido aos cirurgiões e enfermeiros, sendo que 
estes no momento que vai assumir o plantão trocam a roupa que veio da rua e veste o uniforme 
que é de uso restrito no ambiente hospitalar. 
 
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Tempos Cirúrgicos 
 
São procedimentos ou manobras consecutivas realizadas pelo cirurgião, desde o início até 
o término da cirurgia. 
Você se lembra dos tipos de instrumentos cirúrgicos? A terminologia se relaciona com os 
tempos cirúrgicos. 
De um modo geral as intervenções cirúrgicas são realizadas em quatro (4) tempos básicos. 
 DIÉRESE 
 HEMOSTASIA 
 CIRURGIA PROPRIAMENTE DITA 
 SÍNTESE 
 
 
 
 
 
Vamos ver cada tempo cirúrgico? 
 
 Diérese : (Dividir, cortar, separar) Separação dos planos anatômicos ou tecidos para 
possibilitar a abordagem de um órgão ou região (cavitária ou superfície), é o rompimento da 
continuidade dos tecidos. 
 
Pode ser classificada em: 
Mecânica pode ser: 
Punção – Drenar coleções de líquidos ou coletar fragmentos de tecidos, (agulhas, trocaters) 
Secção – Dividir ou cortar tecidos com uso de material cortante (bisturi, tesouras, lâminas) = 
Segmentação de tecidos 
Divulsão – Afastamento dos tecidos nos planos anatômicos sem cortá-los (afastadores, tesouras 
com ponta romba) 
Curetagem – Raspagem da superfície do órgão (cureta) 
Obs: Algumas vezes apenas um tempo cirúrgico pode estar presente, 
como por exemplo, na abertura de um abscesso ou na sutura de um 
corte ocasionado acidentalmente. 
 
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Dilatação – Processo para se aumentar o diâmetro de estruturas físicas anatômicas (dilatadores 
específicos) 
Descolamento – Separação dos tecidos de um espaço anatômico (pinças descoladoras, 
descoladores específicos) 
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Física pode ser: 
 
Térmica – Realizada com uso do calor, cuja fonte é a energia elétrica (bisturi elétrico) 
Crioterapia – Resfriamento brusco e intenso da área a ser realizada a cirurgia (nitrogênio 
líquido) 
Laser – realiza-se por meio de um feixe de radiação, ondas luminosas de raios infravermelhos 
concentrados e de alta potência. Há vários sistemas laser, mas, o mais utilizado na cirurgia é o 
laser de CO2, que pode ser facilmente absorvido pela água existente no tecido humano. 
 Hemostasia: (hemo=sangue; stasis=deter) – Processo pelo qual se previne, detém ou impede 
o sangramento. Pode ser feito por meio de: 
Pinçamento de vasos 
Ligadura de vasos 
Eletrocoagulação 
Compressão 
 
Hemostasia prévia, preventiva ou pré-operatória: 
Medicamentosa = baseada nos exames laboratoriais 
Cirúrgica = interromper em caráter provisório o fluxo de sangue para a ferida cirúrgica para 
prevenir ou diminuir a perda sanguínea (garrote pneumático, faixa de smarch) 
Hemostasia temporária – Feita durante a intervenção cirúrgica para deter ou impedir 
temporariamente o fluxo de sangue no local da cirurgia (compressão por instrumentais – pinças, 
aplicação de medicações, uso de hemostáticos) 
Hemostasia definitiva – Obliteração do vaso sanguíneo em caráter permanente (sutura, bisturi – 
eletrocoagulação, laqueadura, uso de hemostáticos). 
 
 Cirurgia propriamente dita ou Exérese – Tempo cirúrgico fundamental, onde efetivamente 
é realizado o tratamento cirúrgico - momento em que o cirurgião realiza a intervenção cirúrgica 
no órgão ou tecido desejado, visando o diagnóstico, o controle ou a resolução da intercorrência, 
reconstituindo a área, procurando deixá-la da forma mais fisiológica possível. 
 
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 Síntese cirúrgica (junção, união) – aproximar ou coaptar bordas de uma lesão, com a 
finalidade de estabelecer a contigüidade do processo de cicatrização, é a união dos tecidos. O 
resultado da síntese será mais fisiológico quanto mais anatômica for a dierese (separação). 
Pode ser classificada em: 
Cruenta: Coaptação, aproximação, união dos tecidos realizada por meio de sutura permanente ou 
removível. São utilizados instrumentos apropriados : agulhas de sutura, fios de sutura etc... 
Incruenta : Aproximação dos tecidos, a união das bordas, é feita por meio de gesso, adesivo ou 
atadura. 
Imediata : Coaptação ou união das bordas da incisão é feita imediatamente após o término da 
cirurgia. 
Mediata: Aproximação dos tecidos, das bordas é feita após algum tempo de incisão ( algum 
tempo depois da lesão). 
Completa: Coaptação, aproximação, união dos tecidos é feita em toda a dimensão/extensão da 
incisão cirúrgica. 
Incompleta: Aproximação dos tecidos não ocorre em toda a extensão da lesão, mantem-se uma 
pequena abertura para a colocação de um dreno. 
O processo mais comum de síntese é a sutura. Veja os Tipos de suturas: 
 
TIPO DE SUTURAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
Resumindo: 
 Temporária – quando há necessidade de remover os fios cirúrgicos da ferida 
após fechamento ou aderência dos bordos desta. 
 Definitiva ou permanente – quando os fios cirúrgicos não precisam ser 
removidos, pois, permanecem encapsulados no interiordos tecidos. 
 
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 DIÉRESE 
 
 
MECÂNICA 
Punção 
Secção 
Divulsão 
Curetagem 
Dilatação Descolamento 
FÍSICA Térmica 
Crioterapia 
Laser 
 
 
 
 
 HEMOSTASIA 
 
HEMOSTASIA PRÉVIA, 
PREVENTIVA OU PRÉ-
OPERATÓRIA 
 
 
HEMOSTASIA TEMPORÁRIA 
HEMOSTASIA DEFINITIVA 
 
CIRURGIA PROPRIAMENTE DITA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 SÍNTESE 
 
CRUENTA 
 
 
INCRUENTA 
 
 
IMEDIATA 
 
 
MEDIATA 
 
 
COMPLETA 
 
 
INCOMPLETA 
 
 
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02. (Prefeitura de Lagarto-SE/AOCP/2011/RP) Em relação à Finalidade do procedimento as 
cirurgias podem ser classificadas em: 
a) limpa, contaminada, potencialmente contaminada, infectada. 
b) pequena, média e grande. 
c) paliativa, radical, plástica, diagnóstica. 
d) urgência, Emergência, eletiva. 
e) porte I, porte II, porte III e porte IV. 
COMENTÁRIOS: 
De acordo com Brunner & Studart, a cirurgia pode ser realizada por uma série de razões 
(finalidades). Ela pode ser diagnóstica como, por exemplo, quando uma biópsia é realizada uma 
laparotomia exloratória é feita; curativa, quando, por exemplo, uma massa tumoral é ressecada 
ou um apêndice inflamádo é removido; reparadora, quando, por exemplo, múltiplas feridas 
devem ser recostituidas; reconstrutiva ou cosmética, como, por exemplo, se uma mamoplastia 
ou rejuvenecimento facial é realizado; ou paliativa, se a dor deve ser aliviada ou um problema 
corrigido – por exemplo, quando uma sonda de gastrotomia é inserida para compensar a 
incapacidade de deglutir alimentos. 
Alguns autores incluem a cirurgia radical e ablativa na classificação por finalidade. A 
primeira (radical) apresenta a finalidade de ressecção parcial ou total do órgão ou estrutura 
afetada, a exemplo da remoção do útero e do estômago. A segunda (ablativa) é a excisão ou 
remoção de uma parte doente do corpo, a exemplo da amputação, remoção de apêndice, 
colecistectomia. 
A cirurgia também pode ser classificada conforme o grau de urgência envolvido, com o 
uso de termos como emergência, urgência, requerida, eletiva e opcional: 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Categorias de Cirurgia com Base na Urgência 
Classificação Indicações para a 
Cirurgia 
Exemplos 
Emergência – o paciente 
necessita de atenção imediata; 
o distúrbio pode ser ameaçador 
à vida. 
Imediato 
Sangramento grave; obstrução vesical 
ou intestinal; fratura de crãnio; feridas 
por armas de fogo ou branca; 
queimaduras extensas. 
Urgência - o paciente precisa 
de atenção rápida. 
Dentro de 24-30 h 
Infecção aguda da vesícula; cálculos 
renais e uretrais. 
Requerida – o paciente precisa 
realizar a cirurgia. 
Planejada dentro de 
algumas semanas ou 
meses 
Hiperplasia prostática sem obstrução 
de bexiga; distúbios da tireoide; 
cataratas. 
Eletiva – o paciente pode ser 
operado. 
A não realização da 
cirurgia não é catastrófica 
Reparação de cicratizes; hérnia 
simples; reparação vaginal. 
Opcional – essa decisão é do 
paciente. 
Preferência pessoal 
Cirurgia cosmética. 
Fonte: Adaptado de Brunner & Studart, 2011. 
 Portanto, em relação à finalidade do procedimento, as cirurgias podem ser classificadas 
em paliativa, radical, plástica, diagnóstica. O gabarito é a letra C. 
 
03. (UFPR-2013/RP) No planejamento da assistência de enfermagem ao paciente cirúrgico, é 
importante para o enfermeiro conhecer a informação do tipo de procedimento ao qual foi 
submetido. Os procedimentos cirúrgicos costumam ser categorizados conforme a urgência, o 
risco e a finalidade. Considere os seguintes procedimentos cirúrgicos: 
1. Cirurgia para diagnóstico. 
2. Cirurgia eletiva. 
3. Cirurgia ablativa. 
4. Cirurgia paliativa. 
5. Cirurgia de emergência. 
6. Cirurgia reparadora. 
7. Cirurgia para transplante. 
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8. Cirurgia construtora. 
9. Cirurgia de urgência. 
Quais desses procedimentos cirúrgicos são classificados por finalidade? 
a) 1, 5, 6, 7, 8 e 9 apenas. 
b) 2, 3, 5, 7 e 9 apenas. 
c) 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8 apenas. 
d) 1, 2, 4 e 9 apenas. 
e) 1, 3, 4 e 8 apenas. 
COMENTÁRIOS: 
Esse tipo de questão é resolvido mais facilmente por eliminação dos itens 
incontestavelmente incorretos, visto que a a classificação das cirurgias pode variar dependendo 
da fonte. 
Nós sabemos que as cirurgias de emergência e urgência são incontestavelmente 
classificadas conforme o grau de urgência envolvido, e não quanto a finalidade. Apenas com essa 
informação, eliminamos os itens A, B, C e D. Existem outras formas de eliminação das 
assertivas erradas, demonstrei uma possibilidade. 
Os procedimentos cirúrgicos listados na questão classificados por finalidade são os 
seguintes: cirurgia para diagnóstico, cirurgia ablativa, cirurgia paliativa e cirurgia construtora. 
Nessa tela, o gabarito da questão é a letra E. 
 
04. (Prefeitura de Machadinho d'Oeste-RO/FUNCAB/2013/RP) Assinale a alternativa que 
contém a correta classificação da categoria cirúrgica. 
a) Eletiva – o paciente precisa fazer a cirurgia. 
b) Opcional – o paciente deverá fazer a cirurgia. 
c) Urgência – o paciente requer atenção podendo fazer a cirurgia dentro de algumas semanas. 
d) Necessária – a decisão fica por conta do paciente. 
e) Emergência – o paciente requer atenção imediata; o distúrbio pode ter risco para a vida. 
COMENTÁRIOS: 
Vejamos a classificação correta dos tipos de cirurgia descritos na questão: 
Item A. Eletiva – o paciente pode ser operado. A não realização da cirurgia não é 
catastrófica. Por outro lado, na cirurgia requerida, o paciente precisa fazer a cirurgia. 
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Item B. Opcional – a decisão em fazer a cirurgia é do paciente, por uma preferência 
pessoal, a exemplo das cirurgias plásticas. 
Item C. Urgência – o paciente requer atenção rápida, dentro de 24 a 30 horas. 
Item D. Necessária – a cirurgia deve ser realizada, ou seja, a decisão não fica por conta do 
paciente. 
Item E. Emergência – o paciente requer atenção imediata; o distúrbio pode ter risco para a 
vida. 
O gabarito, portanto, é a letra E. 
 
Responsabilidade durante a cirurgia, controle de espécimes e membros amputados 
 
Há cirurgias em que são retirados órgãos, ou parte deles, para serem encaminhados para 
exames anátomo-patológico e até mesmo amputações de membros. 
O circulante , deve conhecer a rotina do hospital para o encaminhamento de peças e 
membros amputados para os locais apropriados. 
 
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Para o caso de membrosamputados: 
 Incineração ou enterro, conforme exigência legal. 
 Autorização de amputação. 
 O auxiliar de enfermagem que circula a sala cirúrgica deve: 
 Após amputação do membro providenciar um saco plástico. 
 Identificar invólucro colocando os seguintes itens: 
 Nome- número de registro hospitalar 
 Número quarto leito 
 Tipo de peça 
 Nome do cirurgião 
 Nome do hospital 
 Verificar com a família se a mesma irá providenciar . 
 Encaminhar a peça e o atestado de óbito parcial para a enfermeira 
responsável. 
 Anexar a ultima via do atestado de óbito parcial ao prontuário do paciente, 
fazendo anotações pertinentes 
 Registrar o envio da peça em livro próprio. 
 
 
Procedimentos gerais com espécimes e membros amputados 
 Colocar o espécime em recipiente de vidro ou saco apropriado, contendo 
solução de formol a 10%. 
 Identificar o invólucro com os seguintes itens: número do quarto, leito, categoria 
do paciente, tipo de peça, nome do cirurgião, nome do hospital. 
 Pedir ao cirurgião para preencher a requisição do exame anátomo-patológico. 
 Fazer anotação no prontuário do paciente em relação a peça que foi retirada. 
 Encaminhar a peça e a requisição de exame para a enfermeira responsável pelo 
C.C ou para serviço de anatomia patológica; 
 Fazer o registro do envio da peça em livro próprio. 
 
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Fontes de contaminação em Centro Cirúrgico 
 
O número de microrganismos presentes no tecido a ser operado determinará o potencial de 
contaminação da ferida cirúrgica. De acordo com a Portaria nº 2.616/98, de 12/5/98, do 
Ministério da Saúde, as cirurgias são classificadas em: 
 
 
Classificação das cirurgias segundo o Ministério da Sáude 
Limpas realizadas em tecidos estéreis ou de 
fácil descontaminação, na ausência de 
processo infeccioso local, sem 
penetração nos tratos digestório, 
respiratório ou urinário, em condições 
ideais de sala de cirurgia. Exemplo: 
cirurgia de ovário; 
 
Exemplo: cirurgia de ovário; 
Potencialmente 
contaminadas 
realizadas em tecidos de difícil 
descontaminação, na ausência de 
supuração local, com penetração nos 
tratos digestório, respiratório ou 
urinário sem contaminação 
significativa. 
Exemplo: redução de fratura 
exposta; 
 
Contaminadas realizadas em tecidos recentemente 
traumatizados e abertos, de difícil 
descontaminação, com processo 
inflamatório mas sem supuração. 
Exemplo: apendicite supurada; 
 
Infectadas realizadas em tecido com supuração 
local, tecido necrótico, feridas 
traumáticas sujas. 
Exemplo: cirurgia do reto e 
ânus com pus 
 
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05. (UFMT/2013/RP) Relativo ao potencial de contaminação, as cirurgias se classificam em 
limpas, potencialmente contaminadas, contaminadas e infectadas. A coluna da esquerda 
apresenta a classificação das cirurgias e a da direita, os tipos de cirurgia. Numere a coluna da 
direita em conformidade com a da esquerda. 
Assinale a sequência correta. 
1 – Limpas 
2 – Potencialmente contaminadas 
3 – Contaminadas 
4 – Infectadas 
( ) Colectomia e amigdalectomia 
( ) Neurocirugia e mastoplastia 
( ) Cirurgia de reto e ânus com pus 
( ) Colecistectomia e histerectomia abdominal 
a) 2, 1, 4, 3 
b) 4, 2, 3, 1 
c) 3, 1, 4, 2 
d) 3, 2, 1, 4 
COMENTÁRIOS: 
Vejamos as principais características dos tipos de cirurgia apresentados na questão: 
Cirurgias Potencialmente Contaminadas - são aquelas realizadas em tecidos colonizados 
por flora microbiana pouco numerosa ou em tecidos de difícil descontaminação, na ausência de 
processo infeccioso e inflamatório e com falhas técnicas discretas no transoperatório. Ocorre 
penetração nos tratos digestivo, respiratório ou urinário sem contaminação significativa. Ex.: 
Colectomia (retirada parcial ou total do intestino grosso) e amigdalectomia (retirada das 
amídalas). 
Cirurgias Limpas - são aquelas realizadas em tecidos estéreis ou passíveis de 
descontaminação, na ausência de processo infeccioso e inflamatório local ou falhas técnicas 
grosseiras, cirurgias eletivas com cicatrização de primeira intenção e sem drenagem aberta. 
Cirurgias em que não ocorrem penetrações nos tratos digestivo, respiratório ou urinário. Ex.: 
Neurocirugia e mastoplastia (cirurgia das mamas). 
Cirurgias lnfectadas - são todas as intervenções cirúrgicas realizadas em qualquer tecido 
ou órgão, em presença de processo infeccioso (supuração local) e/ou tecido necrótico. Ex.: 
Cirurgia de reto e ânus com pus. 
Cirurgias Contaminadas - são aquelas realizadas em tecidos recentemente traumatizados 
e abertos, colonizados por flora bacteriana abundante, cuja descontaminação seja difícil ou 
impossível, bem como todas aquelas em que tenham ocorrido falhas técnicas grosseiras, na 
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ausência de supuração local. Na presença de inflamação aguda na incisão e cicatrização de 
segunda intenção, ou grande contaminação a partir do tubo digestivo. Obstrução biliar ou 
urinária também se incluem nesta categoria. Ex.: Colecistectomia e histerectomia abdominal. 
Dessa forma, o gabarito da questão é a letra A. 
 
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2. ANESTESIA E ANALGESIA 
 
 
 
 
Definição e objetivos da anestesia e analgesia: 
A anestesia é caracterizada pela perda da sensibilidade dolorosa com perda da consciência 
e certo grau de amnésia . 
Enquanto que a analgesia caracteriza-se pela perda da sensibilidade dolorosa com 
preservação do estado de consciência. 
Objetivos do ato anestésico: 
 Suprimir a sensibilidade dolorosa durante a cirurgia 
 Propiciar condições ideais para a ação da equipe cirúrgica. 
 
06. (REDE SARAH DE HOSPITAIS DE REABILITAÇÃO/PROCESSO DE SELEÇÃO 
PÚBLICA/2011) Em relação à anestesia geral e às anestesias regionais espinhais, pode-se 
afirmar que: 
I- A agulha utilizada na punção do espaço subaracnóideo tem um calibre bem grosso para poder 
instalar um cateter para controle da dor pós-operatória. 
II- Para atingir um dos objetivos da anestesia geral, que é o relaxamento muscular, o anestesista 
pode fazer uso de medicamentos tais como a succinilcolina, pancurônio, rocurônio, atracúrio e 
vecurônio. 
III- No espaço peridural, o anestésico atinge estruturas diversas como vasos, gorduras e nervos 
mistos. 
IV- O nível da punção para a raquianestesia é sempre abaixo da lombar 1. 
V- A principal ação dos fármacos tiopental, diazepam, midazolam, etomidato e propofol é 
garantir analgesia. 
a) As afirmativas I, II e III estão corretas. 
b) As afirmativas II, III e IV estão corretas. 
c) As afirmativas I, III e V estão corretas. 
d) As afirmativas II, III e V estão corretas. 
ATENÇÃO ANESTESIA X ANALGESIA 
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e) As afirmativas I, IV e V estão corretas. 
COMENTÁRIOS: 
I- A diminuição do calibre das agulhas possuem a vantagem da redução da incidência de 
cefaléia pós-punção da dura-máte. No entanto, o risco de deformação ea conseqüente 
possibilidade de fratura devem ser avaliados em relação as vantagens do uso de agulhas 
de fino calibre. Item INCORRETO 
II- Todas as medicações citadas na questão são bloqueadores neuromusculares 
aminoesteróides e dessa forma agem como relaxante muscular. CORRETO 
III- Vamos a teoria: Para você não cair nessa questão precisamos entender que o Espaço 
peridural (ou epidural): separa os componentes osteoligamentares raquidianos da dura-
máter, meninge mais externa. É este espaço que se busca para administração da anestesia 
peridural. Esse espaço é composto por gordura, um importante plexo venoso, artérias, 
linfáticos e expançoes fibrosas, principalmente na porção anterior, os quais participam da 
sustentação da dura-máter. Portanto Item CORRETO 
IV- Isso mesmo! O paciente é deitado em uma mesa, na qual geralmente recebe uma sedação 
venosa. Então, deitado em decúbito lateral e curvado para frente, uma fina agulha é 
introduzida nas suas costas, no intervalo entre as últimas vértebras lombares (L3/L4; 
L4/L5), até o canal medular, no espaço onde circula o líquor e onde será injetado o 
anestésico. Portanto é sempre abaixo da L1. 
 
 
 
 
 
 
 
 
V- A principal ação de cada fármaco é a seguinte: 
Tipental: é da família dos barbitúricos, e é sedativo hipnótico 
Diazepam e Midazolam: são benzodiazepinicos usado com ação princial de relaxamento 
muscular, sedativos e ansiolíticos 
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Etomidato: é um anestésico hipnótico utilizado como efeito também amnésico. Não possui ação 
anlgésica. 
Propofol: também é um anestésico hipnótico e sedativo. E também não possui efeito analgésico! 
Item INCORRETO. GABARITO LETRA B 
 
Vou colocar um pouco mais de teoria para complementar a questão. Vamos lá! 
 
A anestesia peridural (ou epidural) é um tipo de anestesia aplicada no espaço peridural da 
coluna vertebral, sem perfurar a duramáter (membrana que envolve o cérebro e a coluna) e, 
portanto, sem atingir o líquor (líquido que banha o cérebro e a medula espinhal). Ela mantém a 
pessoa acordada, mas torna insensível a parte inferior do corpo, normalmente até o umbigo. A 
anestesia peridural pode também ser aplicada a nível torácico, produzindo efeitos anestésicos em 
outras regiões do corpo. Ela pode ser utilizada em cirurgias de pequeno porte nas partes 
anestesiadas, como em cirurgias dos pés, pernas, períneo e também em partos vaginais, por 
exemplo, quando é muito usada. O local de aplicação da anestesia, a técnica a ser utilizada, a 
dosagem de anestésico e o tipo de agulha utilizada devem ser escolhidos de acordo com as 
condições do paciente e do tipo de procedimento cirúrgico a ser realizado. Diferentemente da 
raquianestesia, trata-se de anestesiar apenas as fibras nervosas que conduzem a dor, embora 
possa acontecer de o anestésico impedir a movimentação das pernas. Geralmente é associada a 
uma sedação para evitar o desconforto da cirurgia. 
Quando aplicado, o anestésico sofre dispersão em direção cefálica, caudal e transversal, 
esta última dependendo da permeabilidade dos orifícios pelos quais passam os nervos 
raquidianos que saem do canal vertebral. Há uma relação direta dose-efeito, logo a concentração 
e o volume de anestésicos estão diretamente relacionadas ao número de metâmeros bloqueados. 
Vamos diagnosticar? 
 Risco para função respiratória alterada 
 Risco para Trauma: esta relacionado ao risco acentuado de lesão tecidual acidenta 
 Percepção sensorial visual prejudicada: diz respeito a mudança na quantidade ou no padrão 
dos estímulos que estão sendo recebidos, acompanhada por uma resposta diminuída, exagerada, 
distorcida ou prejudicada a tais estímulos 
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 Risco para infecção: é um estado em que o indivíduo apresenta o risco de ser invadido por um 
agente oportunista ou patogênico 
* Diagnósticos estabelecidos a partir do NANDA, North American Nursing Diagnosis 
Association 
 
07. (Exército Brasileiro/2011-EsFCEx/RP) O Óxido Nitroso (N2O) é frequentemente utilizado 
no processo anestésico por: 
a) promover bom relaxamento. 
b) impedir a depressão do miocárdio. 
c) não se associar a outros agentes voláteis. 
d) não causar hipóxia mesmo sendo administrado em altas dosagens. 
e) ter indução e recuperação rápidas, além de ter efeitos aditivos para outros anestésicos. 
COMENTÁRIOS: 
A anestesia geral é um estado de inconsciência reversível, caracterizado por amnésia, 
analgesia, depressão dos reflexos, relaxamento muscular e depressão neurovegetativa, resultante 
da ação de uma ou mais drogas no sistema nervoso. Tem como objetivo a depressão irregular e 
reversível do sistema nervoso central, produzida por fármacos, que determinarão graus variados 
de bloqueio sensorial, motor, de reflexos e cognição. 
Existem 3 tipos de anestesia geral: inalatória, intravenosa e balanceada. 
Como em todos os tipos da anestesia geral existe o importante comprometimento do 
sistema nervoso central, é necessário que o paciente tenha a permeabilidade das vias aéreas 
garantida e, para isso, faz-se necessária a intubação traqueal. 
Na anestesia geral inalatória, os agentes anestésicos voláteis são utilizados sob pressão e 
o estado de anestesia é alcançado quando o agente inalado atinge concentração adequada no 
cérebro, levando à depressão. 
Vários são os agentes inalatórios disponíveis, cada um com suas vantagens e desvantagens, 
que necessitam ser conhecidos pela equipe para se prestar assistência de qualidade ao indivíduo 
operado. Os mais comumente utilizado são: oxido nitroso (N2O) e halogenados (alotano, 
influrano, isoflurano, cevoflurano, desflurano, metoxiflurano). 
Com relação aos efeitos no sistema nervoso central (SNC), o oxido nitroso (N2O) produz 
inconsciência de forma rápida, porém é um analgésico fraco e potencializa o efeito 
hipnoanalgésicos e dos barbitúricos. 
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Na anestesia geral intravenosa, a infusão de drogas é realizada, como o próprio nome diz, 
por uma acesso venoso, tendo como meta atingir os 5 elementos de uma boa anestesia. Para isso, 
são empregados os anestésicos venosos não opióides (barbitúricos, cetamina, droperidol, 
etomidato, propofol e benzodiazepínicos), opióides (fentanil, alfentanil, sulfentanil e 
remifentanil) e bloqueadores neuromusculares. 
A anestesia geral balanceada é aquela realizada pela combinação de agentes anestésicos 
inalatórios e intravenosos. Esse tipo de anestesia tem sido amplamente empregado nos mais 
diversos tipos de procedimentos cirúrgicos. A partir do exposto, constatamos que o gabarito 
da questão é a letra E. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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3. POSIÇÕES CIRÚRGICAS 
 
A posição cirúrgica é aquela em que o paciente é colocado após ser anestesiado, para ser 
submetido à intervenção cirúrgica, de modo a propiciar acesso fácil ao campo operatório e 
facilitar a realização do procedimento. 
 
É imprescindível verificar se não há: 
 Compressão dos vasos, orgãos, nervos e proeminêncis ósseas; 
 Contato direto do paciente compartes metálicas da mesa; 
 Hiperextensão dos membros 
 Fixação incorreta da mesa e do paciente 
 
Decúbito dorsal ou Supina: É aquela em que o paciente se encontra deitado de costas, com as 
pernas estendidas e os braços estendidos e apoiados em talas. O dorso do paciente e a coluna 
vertebral estão repousando na superfície do colchão da mesa cirúrgica. Ex. Cesariana. 
 
 
Decúbito ventral ou Prona: O paciente fica deitado de abdômen para baixo, com os braços 
estendidos para frente e apoiados em talas. O sistema respiratório fica mais vulnerável na 
posição de decúbito ventral. Ex. Cirurgias da coluna, Hérnia de disco. 
 
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Decúbito lateral ou sims: O paciente permanece em decúbito lateral, esquerdo ou direito, com a 
perna que está do lado de cima flexionada, afastada e apoiada na superfície de repouso. Ex. 
Cirurgias renais. 
 
 
Posição de litotômia ou Ginecológica: O paciente permanece em decúbito dorsal, com as pernas 
flexionadas, afastadas e apoiadas em perneiras acolchoadas, e os braços estendidos e apoiados. 
Ex. Histerectomia vaginal. 
 
Posição trendelenburg: É uma variação da posição de decúbito dorsal onde a parte superior do 
dorso é abaixada e os pés são elevados. Mantém as alças intestinais na parte superior da cavidade 
abdominal. Ex. Posição utilizada para cirurgias de órgãos pélvicos, Laparotomia de abdomên 
inferior. 
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Posição trendelenburg Reverso: Mantém as alças intestinais na parte inferior da cavidade 
abdominal. Reduz a pressão sangüínea cerebral. Ex. Posição utilizada para cirurgias de abdomem 
superior e cranianas. 
 
 
Posição fowler ou sentada: O paciente permanece semi-sentado na mesa de operação. Posição 
utilizada para conforto do paciente quando há dispnéia. Ex. Dreno de Tórax 
 
 
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Posição de canivete (kraske): O paciente se encontra em decúbito ventral, com as coxas e pernas 
para fora da mesa e o tórax sobre a mesa, a qual está levemente inclinada no sentido oposto das 
pernas, e os braços estendidos e apoiados em talas. Ex. Hemorroidectomia 
 
 
Vamos reforçar o assunto com questões e ver novamente através de figuras as posições 
cirúrgicas: 
 
08. (UFPE/2013/RP) No procedimento anestésico, a posição do paciente é de fundamental 
importância. Quanto às modalidades de posição do paciente na mesa operatória, é correto afirmar 
que: 
a) a posição de Tremdelenburg reversa é utilizada para elevação dos membros inferiores. É uma 
variação da posição ventral. 
b) a posição de litotomia, postura não natural, tem grande potencial para causar traumas ao 
paciente. A flexão extrema das coxas compromete a função respiratória, pelo incremento na 
pressão intra-abdominal, com consequente diminuição do volume pulmonar. 
c) a posição de Jackknife, Kraske, Canivete ou Depage é uma derivação da posição de decúbito 
dorsal. 
d) a posição prona, ou decúbito dorsal, é a mais frequente, pois reflete a posição natural do corpo 
em repouso. 
e) a posição supina corresponde à posição em que o paciente se encontra com o ventre voltado 
para a mesa cirúrgica, favorecendo o acesso às costas, necessário em cirurgias da coluna. 
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COMENTÁRIOS
1
: 
A posição decúbito dorsal (supina) é aquela 
em que o paciente se encontra deitado de costas, com 
as pernas estendidas e os braços estendidos e 
apoiados em talas. O dorso do paciente e a coluna 
vertebral estão repousando na superfície do colchão 
da mesa cirúrgica. 
 
A posição trendelenburg é uma variação da 
posição de decúbito dorsal em que a parte superior do 
dorso é abaixada e os pés são elevados. Após o término 
do procedimento cirúrgico, o paciente deve ser 
movimentado lenta e vagarosamente, retomando a 
posição de decúbito dorsal para prevenir hipotensão 
arterial e evitar sobrecarga cardiovascular. 
A posição trendelenburg reversa 
(proclive), como o próprio nome sugere, é reversa 
à posição trendelenburg, ou seja, é descrita como 
aquela que a cabeceira é elevada e os pés são 
abaixados. Geralmente é escolhida para oferecer 
melhor acesso à cabeça e ao pescoço. 
A posição de litotômia ou ginecológica é a 
variação mais extrema do decúbito dorsal. O paciente 
permanece em decúbito dorsal, com as pernas 
flexionadas, afastadas e apoiadas em perneiras 
acolchoadas, e os braços estendidos e apoiados em 
talas. Essa postura não natural tem grande potencial 
para traumas ao paciente. 
 
1 As imagens das posições cirúrgica colocadas nesta aula foram extraídas do Livro Enfermagem em 
centro cirúrgico e recuperação (Coleção ABEN). 
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Na posição fowler, o paciente permanece semi-
sentado na mesa de operação. Essa posição é utilizada 
para conforto do paciente quando há dispnéia. Na 
maioria das vezes, essa posição é utilizada para 
neurocirurgias. O paciente deve ser cuidadosamente 
posicionado sobre a mesa. O dorso da mesa é elevado e 
o suporte para os pés deve ser colocado ou mantido. 
 
 
 
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O tórax, na posição lateral (sims), permite abordagem operatória nas regiões mais superiores da 
cavidade torácica. 
 
 
Na posição decúbito ventral (prona), o 
paciente fica deitado de abdômen para baixo, com os 
braços estendidos para frente e apoiados em talas. O 
sistema respiratório fica mais vulnerável nessa 
posição as modificações da posição permitem a 
abordagem de coluna cervical, região occipital, dorso, 
lombar, sacroccígea, retal e extremidades inferiores. 
A posição de Jackknife, Kraske, Canivete ou 
Depage é uma modificação do decúbito ventral e é usada 
para procedimentos proctológicos e de coluna lombar. Os 
membros inferiores, o tórax e os membros superiores são 
abaixados, de forma que o corpo fique fletido sobre a 
mesa, mantendo-se a região a ser operada em plano mais 
elevado. 
Isto posto, vamos detalhar os itens da questão: 
 Item A. Incorreto. A posição de tremdelenburg reversa é utilizada para elevação da 
cabeça e pescoço e rebaixamento os membros inferiores. É uma variação da posição 
tremdelenburg. 
Item B. Correto. A posição de litotomia, postura não natural, tem grande potencial para 
causar traumas ao paciente. A flexão extrema das coxas compromete a função respiratória, pelo 
incremento na pressão intra-abdominal, com consequente diminuição do volume pulmonar. 
Figura 1 - Posição de Jackknife, 
Kraske, Canivete ou Depage. 
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Item C. Incorreto. A posição de Jackknife, Kraske, Canivete ou Depage é uma derivação 
da posição de decúbito ventral. 
Item D.Incorreto. A posição decúbito dorsal é a mais frequente, pois reflete a posição 
natural do corpo em repouso. Todavia, a posição prona é a ventral. 
Item E. Incorreto. A posição supina é a decúbito dorsal. Por outro lado, a posição ventral 
corresponde à posição em que o paciente se encontra com o ventre voltado para a mesa cirúrgica, 
favorecendo o acesso às costas, necessário em cirurgias da coluna. 
Deste modo, o gabarito é a letra B. 
 
09. (Assembleia Legislativa do Amazonas-AM/ISAE/2011/RP) A posição do paciente na 
mesa cirúrgica depende do procedimento cirúrgico a ser realizado. O paciente deve permanecer 
na posição mais confortável possível e a área operatória deve ser adequadamente exposta. 
Analise as descrições a seguir. 
I. O paciente é deitado sobre o ventre, com as nádegas expostas em plano superior pela flexão do 
tronco sobre as coxas, lembrando um “V” invertido. Esta posição é utilizada em cirurgia 
proctológica. 
II. O paciente é colocado de lado, sendo o equilíbrio obtido pela flexão da perna colocada 
inferiormente e pela extensão da superior, separadas com o auxílio de uma pequena almofada ou 
coxim. Utiliza-se uma fita larga de esparadrapo passada transversalmente sobre o quadril do 
paciente, fixando-o à mesa operatória. 
III. O paciente é colocado em decúbito dorsal com a cabeça em nível superior aos pés. Esta 
posição é usada em alguns tempos cirúrgicos na mamoplastia. 
As descrições acima referem-se, respectivamente, às posições: 
a) proclive, Depage ou Kraske e de Sims. 
b) proclive, de Sims e Depage ou Kraske. 
c) Depage ou Kraske, proclive e de Sims. 
d) Depage ou Kraske, de Sims e proclive. 
e) de Sims, proclive e Depage ou Kraske. 
COMENTÁRIOS: 
Vejamos cada item da questão: 
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 Item I. A posição de Jackknife, 
Kraske, Canivete ou Depage é uma 
modificação do decúbito ventral e é usada 
para procedimentos proctológicos e de 
coluna lombar. Os membros inferiores, o 
tórax e os membros superiores são 
abaixados, de forma que o corpo fique 
fletido sobre a mesa, mantendo-se a região a 
ser operada em plano mais elevado. 
O paciente é deitado sobre o ventre, com as nádegas expostas em plano superior pela 
flexão do tronco sobre as coxas, lembrando um “V” invertido. Esta posição é utilizada em 
cirurgia proctológica. 
Item II. Na posição lateral (sims), o paciente é colocado de lado, sendo o equilíbrio obtido 
pela flexão da perna colocada inferiormente e pela extensão da superior, separadas com o auxílio 
de uma pequena almofada ou coxim. Utiliza-se uma fita larga de esparadrapo passada 
transversalmente sobre o quadril do paciente, fixando-o à mesa operatória. 
O tórax, na posição lateral (sims), permite abordagem operatória nas regiões mais 
superiores da cavidade torácica. 
 
 
Item III. A posição trendelenburg reversa 
(proclive), como o próprio nome sugere, é reversa 
à posição trendelenburg, ou seja, é descrita como 
aquela que a cabeceira é elevada e os pés são 
abaixados. Geralmente é escolhida para oferecer 
melhor acesso à cabeça e ao pescoço. 
Figura 2 - Posição de Jackknife, Kraske, Canivete ou 
Depage. 
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Nessa posição, o paciente é colocado em decúbito dorsal com a cabeça em nível superior 
aos pés. Esta posição é usada em alguns tempos cirúrgicos na mamoplastia. 
O gabarito, portanto, é a letra D. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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4. INSTRUMENTAÇÃO CIRÚRGICA 
 
A Instrumentação Cirúrgica é uma das áreas importantes para o sucesso de uma cirurgia. 
Centro Cirúrgico é definido como um lugar especial dentro do hospital, convenientemente 
preparado segundo um conjunto de requisitos que o tornam apto à prática da cirurgia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Equipe Cirúrgica 
 Médico Cirurgião ˉ Anestesista ˉ Enfermeira ˉ Técnico de Enfermagem ˉ 
Instrumentador Cirúrgico 
 
OBS:A enfermeira pode ser A instrumentadora, ou mesmo o Técnico 
desde que capacitado. 
 
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5. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO INTRAOPERATÓRIO 
 
10. (REDE SARAH DE HOSPITAIS DE REABILITAÇÃO/PROCESSO DE SELEÇÃO 
PÚBLICA N° 2/2007) Na sala operatória, no procedimento de broncoscopia, o paciente 
apresenta uma resposta vasovagal durante a inserção do broncoscópio rígido. Qual sinal o(a) 
enfermeiro(a) espera encontrar? 
a) Pupilas dilatadas. 
b) Paciente com broncodilatação. 
c) Queda da freqüência cardíaca. 
d) Decréscimo da secreção gástrica. 
COMENTÁRIOS: 
Inicialmente acho interessante entendermos de forma mais aprofundada sobre que é a 
resposta vasovagal citada na pergunta. O mecanismo vasovagal, também pode ser chamado de 
mecanismo neuromediado ou neurocardiogênico e é um mecanismo reflexo responsável pela 
maior parte dos eventos sincopais. 
Os episódios sincopais tendem a ser recorrentes na maioria casos e, muitas vezes, 
relacionados à posição ortostática prolongada. Situações como calor intenso, ambientes com 
grandes aglomerações, dor intensa, traumatismo, visão de sangue, punção venosa, ingestão de 
álcool, desidratação e situações de estresse podem também precipitá-los. 
Na questão do Sarah eles citaram o caso da resposta vasovagal durante a inserção do 
broncoscópio. Podemos, portanto avaliar que essa resposta foi causada por estimulação do nervo 
vago e consequentemente dos baroreceptores, o que acarretou em bradicardia. 
Falemos brevemente sobre os sinais que precedem a síncope. Apesar de não ser essa a 
questão da prova iremos aqui citá-los, pois muitas bancas podem utilizar desses sinais 
precedentes para tentar te confundir colocando-os como sintomas da resposta vasovagal e como 
opção de resposta da sua prova. Portanto fique atento aos sintomas que precedem a síncope 
vasovagal: palidez cutânea, náuseas, dor abdominal, fraqueza, sudorese, visão turva e tonteira, 
porém alguns indivíduos não apresentam nenhum tipo de pródromo precedendo o evento. 
Embora a síncope vasovagal seja a causa mais frequente de apresentação da perda 
transitória da consciência (PTC) envolvendo um arco reflexo há também outras alterações da 
função autonômica que é importante estarmos atentos para também não confundi-los com os 
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sintomas propriamente ditos da resposta vasogaval. As alterações autonômicas são: hipotensão 
ortostática, taquicardia postural ortostática, disautonomias e hipersensibilidade do seio carotídeo 
através da realização de massagem do seio. 
Existe uma classificação das respostas durante a resposta vasovagal que foi inicialmente 
proposta por Sutton et al em 1992 e depois modificada no estudo VASIS II. São elas: 
Tipo I – Mista: A FC cai no momento da síncope, mas a resposta ventricular não cai abaixo de 
40 bpm e se ocorrer esta queda não dura mais de 10 segundos. A queda da PA ocorre antes da 
redução da FC; 
Tipo II a – Cardioinibitóriasem assistolia: A FC cai abaixo de 40 bpm por mais de 10 segundos, 
porém não ocorre assistolia superior a 3 seg de duração; 
Tipo II b – Cardioinibitória com assistolia: Ocorre assistolia com mais de 3 segundos de duração. 
A queda da PA ocorre simultaneamente ou antes da queda da FC; 
Tipo III – Vasodepressora: A PA tem uma redução > 50 mmHg do seu valor registrado antes da 
síncope, porém não ocorre queda reflexa da FC > 10% da FC máxima no momento da síncope. 
Verifique que em todas os tipos de classificação a FC sofre queda, mesmo no Tipo III em 
que não há queda reflexa da FC observamos que há queda da FC máxima no momento da 
síncope. 
Para melhor elucidação verifique na figura abaixo o quadro de queda da freqüência cardíaca 
durante o quadro de síncope e resposta vasovagal: 
 
Portanto, GABARITO LETRA C 
 
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Fique também ligado! 
O tratamento recomendado da síncope vasovagal e ortostática envolve realizar técnicas que 
ajudem a transportar sangue para o cérebro (Posição de choque (Ver Imagem abaixo): 
posicionando a pessoa no chão, com as pernas ligeiramente elevadas ou inclinar-se para a 
frente com a cabeça entre os joelhos, durante pelo menos, 10-15 minutos, de preferência em local 
fresco e tranquilo). 
 
Para as pessoas que sofrem com desmaios crônicos, a terapia deve concentrar-se em 
reconhecer quais são os gatilhos que promovem o seu aparecimento e aprender técnicas para os 
evitar. Ao primeiro sinal de alerta, como tonturas, náuseas ou pele fria e úmida, as manobras de 
contrapressão podem ser usadas para evitar o desmaio. 
No caso de ser causa por uma doença cardíaca, o tratamento pode envolver desde 
pacemakers a cardioversores desfibriladores implantáveis, dependendo da causa cardíaca precisa. 
Vamos diagnosticar? 
Para o caso em questão de um paciente submetido a broncoscopia e que evoluiu com uma 
resposta vasovagal alguns dos diagnósticos segundo a NANDA podem ser: 
 Risco de choque caracterizado por hipotensão 
 Débito cardíaco diminuído caracterizado por bradicardia 
 Perfusão Tissular periférica alterada caracterizada por pulsação arterial diminuída 
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 Risco para lesão perioperatória de posicionamento: corresponde a estar em risco de lesões 
como resultado das condições ambientais encontradas no cenário perioperatório 
 Risco para infecção: é um estado em que o indivíduo apresenta o risco de ser invadido por um 
agente oportunista ou patogênico 
Diagnósticos estabelecidos a partir do NANDA, North American Nursing Diagnosis Association 
 
11. (Prefeitura de São Caetano do Sul-SP/Caipimes/2009/RP) Com relação aos cuidados 
operatórios, segundo a condição clínica do paciente, é correto afirmar que: 
a) o pré-operatório inicia-se quando o paciente vai ao Centro Cirúrgico, neste momento será o 
inicio para as orientações; e o pós-operatório imediato é realizado na unidade de recuperação 
pós-anestésica. 
b) os fatores que interferem no processo de cicatrização são: extensão da lesão, idade, estado 
nutricional, diabetes, infecção, irrigação sanguínea insuficiente e a imunossupressão. 
c) os fatores que interferem na condição clínica relacionada ao processo de cicatrização são: 
extensão da lesão, tipo de vestimenta, estado nutricional, hipertensão, infecção, receber 
antibióticoterapia preventivo, irrigação sanguínea insuficiente e a imunossupressão. 
d) a evolução clínica satisfatória do paciente e a estabilização do estado hemodinâmico são sinais 
de que a fase critica do pós-operatório terminou e que poderá ser transferido para o quarto. 
Considera também que o transporte sendo rápido, mesmo que haja instabilidade, essa condição 
poderá ser corrigida quando o paciente chegar ao local determinado. 
COMENTÁRIOS: 
Vejamos cada item para melhor compreensão do tema: 
Item A. Incorreto. O pré-operatório ocorre a partir do momento em que se toma a decisão 
para a intervenção cirúrgica até a transferência do paciente para a sala de cirurgia. 
O pós-operatório inicia-se a partir da saída do cliente da sala de operação e perdura até sua 
total recuperação. Subdivide-se em pós-operatório imediato (POI): até às 24 horas posteriores 
à cirurgia; pós-operatório mediato: após as 24 horas e até 7 dias depois; e tardio, após 7 dias do 
recebimento da alta. 
Item B. Correto. Os fatores que interferem no processo de cicatrização são: extensão da 
lesão, idade, estado nutricional, diabetes, infecção, irrigação sanguínea insuficiente e a 
imunossupressão. 
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Item C. Incorreto. Item descabido. Ora, o tipo de vestimenta e hipertensão não são fatores 
que interferem na condição clínica relacionada ao processo de cicatrização. 
Item D. Incorreto. Após ser submetido à avaliação do enfermeiro e do anestesista, o 
paciente poderá receber alta da Sala de Recuperação Pós-Anestésica (SRPA). Nessa avaliação, 
consideram-se as drogas utilizadas na anestesia, o nível de consciência do paciente e o seu 
estado geral. 
 
O paciente deverá apresentar: 
 padrão respiratório eficaz, com troca gasosa adequada; 
 presença de reflexos glossofaríngeos; 
 estabilização dos sinais vitais; 
 retorno do nível de consciência; 
 mínimo de dor possível; 
 sinais de volemia adequada, como volume urinário de 30mL/h e PA estabilizada no 
nível de normalidade do paciente; 
 ausência de sangramentos por sondas ou drenos. 
Para o paciente ser transferido da Sala de Recuperação Pós-Anestésica (SRPA) para o 
quarto são necessários o estabelecimento dos achados descritos acima, e não apenas a evolução 
clínica satisfatória do paciente e a estabilização do estado hemodinâmico. Ademais, não é 
recomendado que o transporte após a cirurgia seja rápido e gere instabilidade. 
Desse modo, o gabarito da questão é a letra B. 
 
12. (Prefeitura de Goiana-PE/IPAD/2010/RP) Os cuidados de enfermagem em centro 
cirúrgico são de fundamental importância para a segurança do procedimento a ser realizado. Em 
relação ao uso do bisturi elétrico, a placa neutra deverá ser posicionada: 
a) preferencialmente em áreas de proeminências ósseas. 
b) preferencialmente em áreas com grande quantidade de pelo. 
c) preferencialmente na região glútea após ser tricotomizada e umedecida. 
d) sob a panturrilha ou outra região de grande massa muscular. 
e) nos membros superior ou inferior direito após ser umedecido. 
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O dispositivo de aterramento no paciente é indispensável para a proteção dele em 
decorrência de descargas elétricas no momento da cirurgia, a exemplo dos procedimentos 
realizados com o bisturi elétrico. Nesse caso, faz-se necessário aplicar gel condutor na placa 
neutra, para neutralizar a carga elétrica quando do contato da mesma com o corpo do cliente, 
conforme orientação do fabricante. A seguir, deve-se colocar a placa neutra sob a panturrilha 
ou outra região de grande massa muscular, evitando áreas que dificultem o seu contato com o 
corpo do cliente, como saliências ósseas, pele escarificada, áreas de grande pilosidade, pele 
úmida. 
Deste modo, o gabarito é a letra D. 
 
13. (Exército Brasileiro/EsFCEx/2011/RP)Cirurgias seguras salvam vidas. Esse é um desafio 
da Aliança Mundial para a Segurança do Paciente. No que diz respeito à realização de “pausa 
cirúrgica”, que é uma etapa prevista no Protocolo Universal, é correto afirmar: 
a) tem como uma das suas funções a troca das luvas cirúrgicas em cirurgias prolongadas. 
b) momento utilizado quando é necessário realizar algum exame diagnóstico intraoperatório. 
c) pausa realizada nas cirurgias prolongadas para que seja realizada troca de equipe de cirurgiões. 
d) é uma breve pausa antes da incisão para confirmar o paciente, o procedimento e o local da 
operação. 
e) é o momento em que é confirmado o início da ação da anestesia para que se inicie o 
procedimento cirúrgico sem desconforto para o paciente. 
COMENTÁRIOS: 
Em cirurgia, há poucos exemplos de melhorias sistemáticas na segurança; entretanto, nos 
últimos cinco anos nos Estados Unidos e em outros países industrializados, a “pausa cirúrgica” 
foi introduzida como um componente padrão da assistência à saúde. Trata-se de uma breve pausa 
de menos de um minuto na sala de operações imediatamente antes da incisão, durante a qual 
todos os membros da equipe cirúrgica — cirurgiões, anestesiologistas, enfermeiros e qualquer 
outra pessoa envolvida — confirmam verbalmente a identificação do paciente, o sítio cirúrgico e 
o procedimento a ser realizado. É um meio de assegurar a comunicação entre os membros da 
equipe e evitar erros como o “local-errado” ou o “paciente errado”. 
Nessa esteira, o gabarito da questão é a letra D. 
 
 
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14. (IBC/AOCP/2012/RP) O período perioperatório compreende as fases 
a) transoperatória imediata, pré-operatória mediata, pós-operatória imediada, mediata e tardio. 
b) pré-operatória mediata e imediata, transoperatória, recuperação anestésica e pós-operatória. 
c) intraoperatória mediata, pré-operatória, período refratário e pós-operatória. 
d) pré-operatória imediata, transoperatória, reabilitação anestésica. 
e) cirúrgica propriamente dita, pós-operatória mediata e tardia. 
COMENTÁRIOS: 
A enfermagem perioperatória é o termo itilizado para descrever os cuidados de 
enfermagem administrados na experiência cirurgica total do paciente: pré-operatória, intra-
operatória, recuperação anestésica e pós-operatória. 
Fase pré-operatória – a partir do momento em que se toma a decisão para a intervenção 
cirúrgica até a transferência do pacinete para a sala de cirurgia; 
 Pré-operatório mediato: o cliente é submetido a exames que auxiliam na 
confirmação do diagnóstico e que auxiliarão o planejamento cirúrgico, o tratamento 
clínico para diminuir os sintomas e as precauções necessárias para evitar 
complicações pós-operatórias, ou seja, abrange o período desde a indicação para a 
cirurgia até o dia anterior à mesma; 
 Pré-operatório imediato: corresponde às 24 horas anteriores à cirurgia e tem por 
objetivo preparar o cliente para o ato cirúrgico mediante os seguintes 
procedimentos: jejum, limpeza intestinal, esvaziamento vesical, preparo da pele e 
aplicação de medicação pré-anestésica. 
Fase intra-operatória (trasoperatória) – desde o momento em que o paciente é recebido 
na sala de cirurgia até quando é admitido na sala de recuperação pós-anestésica. 
Fase de recuperação anestésica - desde o momento em que o paciente é admitido na sala 
de recuperação pós-anestésica até do momento da saída na sala de recuperação pós-anestésica. 
Fase pós-operatória – a partir do momento da admissão na sala de recuperação pós-
anestésica até a avaliação domiciliar/clínica de acompanhamento. 
De forma genérica, o período perioperatório pode ser dividido em: pré-operatório, 
transoperatório (intraoperatório), e pós-operatório. De forma detalhada, pode ser dividido nas 
seguintes fases: pré-operatória mediata e imediata, transoperatória, recuperação anestésica e pós-
operatória. 
Nesses termos, o gabarito é a letra B. 
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6. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM PÓS OPERATÓRIO 
 
Sala de recuperação pós anestésica 
 
15. (REDE SARAH DE HOSPITAIS DE REABILITAÇÃO/PROCESSO DE SELEÇÃO 
PÚBLICA N° 2/2007) O(A) enfermeiro(a) assiste a um paciente em pós-operatório de 
craniotomia, que está com sonda vesical de demora. Na primeira hora de pós-operatório, o débito 
urinário foi de 1.500 ml. O mesmo volume foi mensurado na segunda hora. O(A) enfermeiro(a) 
deve suspeitar de: 
a) Síndrome de Cushing. 
b) Diabetes Mellitus. 
c) Crise adrenal. 
d) Diabetes Insípidus. 
COMENTÁRIOS: 
a) resposta ERRADA pois a A Síndrome de Cushing é uma doença provocada pela alta 
concentração no corpo de hormônio cortisol, conhecido também como o hormônio do estresse. 
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 50 mil pessoas vivem com 
essa doença atualmente. 
b) resposta também ERRADA já que Diabetes Mellitus é uma doença do metabolismo da glicose 
causada pela falta ou má absorção de insulina, hormônio produzido pelo pâncreas e cuja função é 
quebrar as moléculas de glicose para transformá-las em energia a fim de que seja aproveitada por 
todas as células. A ausência total ou parcial desse hormônio interfere não só na queima do açúcar 
como na sua transformação em outras substâncias (proteínas, músculos e gordura). 
c) Outra resposta ERRADA visto que A insuficiência adrenal aguda ocorre quando, rapidamente, 
as glândulas adrenais deixam de produzir seus hormônios característicos, que são a cortisona 
e/ou a aldosterona. Ao contrário do mecionado na questão O paciente apresenta quadro 
importante de fraqueza, náuseas, vômitos, tonturas, dor e desconforto abdominal, confusão 
mental, pressão arterial baixa (hipotensão arterial), febre, hipoglicemia, desidratação, choque 
circulatório e coma. Se o quadro não for identificado, o paciente corre risco de vida. 
d) Ficamos então com a letra d. 
Vejamos: 
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O diabetes insipidus ocorre basicamente por 2 motivos: um problema no sistema nervoso 
central que impede a produção e liberação do ADH, mesmo em estados de desidratação; ou um 
problema nos rins que passam a não responder a presença do hormônio. Em ambos casos o 
resultado final é um excesso de perda de água pela urina, chamada de poliúria. 
Quando existe ADH mas o rim não responde ao mesmo, damos o nome de diabetes 
insipidus nefrogênico. Quando há falta de produção do ADH pelo sistema nervoso central, 
chamamos de diabetes insipidus central. 
O DI central ocorre por agressões ao eixo hipotálamo-hipófise que para de produzir o ADH 
necessário para evitar perdas de água excessiva na urina. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO LETRA D 
 
16. (UFG/2013/RP) O estresse cirúrgico sofrido pelo idoso operado aumenta o risco de 
hipotensão ortostática. Devido à possibilidade desse quadro, o enfermeiro da clínica cirúrgica 
deve planejar cuidados a fim de prevenir 
a) arritmia. 
b) queda. 
c) dispneia. 
d) retenção urinária. 
COMENTÁRIOS: 
A hipotensão ortostática pode desencadear uma estado de rebaixamento do nível de 
consiência e consequentemenete a queda. Nesse caso, o gabarito da questão é a letra B. 
 
Principais causas da Diabetes Insipidus 
 
– Cirurgia do sistema nervoso central com lesão acidental do hipotálamo ou hipófise. 
– Traumas 
– Tumores dosistema nervoso central 
– Auto-imune com produção de auto anticorpos contra as células produtoras de ADH 
– Genética. Algumas famílias apresentam falhas na produção de ADH por mutações 
genéticas. 
– Anorexia nervosa 
– Encefalopatia hipóxica. Lesão cerebral por hipoxemia (falta de oxigênio), normalmente 
secundária a períodos de parada cardíaca. 
 
 
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17. (REDE SARAH DE HOSPITAIS DE REABILITAÇÃO/PROCESSO DE SELEÇÃO 
PÚBLICA N° 2/2007) Uma paciente de 47 anos de idade foi submetida à colecistectomia. No 
terceiro dia de pós-operatório ela refere náuseas. Na reavaliação clínica tem ausculta pulmonar 
limpa, ausência de ruídos hidro-aéreos, sinal de Homan's negativo e ausência de sinais flogísticos 
na incisão cirúrgica. Os valores dos sinais vitais são: temperatura = 37,7°C, pulso = 100 
batimentos/minuto, respiração = 24 incursões/minuto e pressão arterial = 110X70 mmHg. Qual é 
o diagnóstico de enfermagem prioritário? 
a) Risco elevado para diminuição do débito cardíaco. 
b) Risco elevado para infecção ferida operatória. 
c) Risco elevado para íleo paralítico. 
d) Risco elevado para diminuição da troca gasosa. 
COMENTÁRIOS: 
Oba! Temos aqui uma questão sobre Diagnósticos de enfermagem 
 
a) Risco elevado para diminuição do débito cardíaco 
Na reavaliação clínica tem pulso = 100 batimentos/minuto pressão arterial = 110X70 mmHg. 
Portanto avaliação normal e diagnóstico incoerente. 
b) Risco elevado para infecção ferida operatória. Essa ta fácil já que o paciente está com 
ausência de sinais flogísticos na incisão cirúrgica, ou seja, sem sinais de infecção. 
c) Risco elevado para íleo paralítico. Item CORRETO já está com ausência de ruídos hidro-
aéreos. 
Os ruídos hidroaéres são verifcados durante a ausculta abdominal: 
 
 
 
 
 
d) Risco elevado para diminuição da troca gasosa. Não pode ser pois a na reavaliação clínica tem 
ausculta pulmonar limpa 
GABARITO LETRA C 
 
Ruídos hidroaéreos (auscultar 15-20 seg cada quadrante). São 
classificados em normais/presentes, diminuídos ou aumentados. 
Freqüência ampla variação: 05 a 34 ruídos/min. 
 
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Mas Poly me ajude quanto ao sinal de Homan's negativo!! Vamos lá: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
18. (Prefeitura de Colatina-ES/FUNCAB/2012/RP) Faz parte das atividades de enfermagem 
durante a fase pós-operatória: 
a) instruir o paciente com outros membros da equipe de enfermagem. 
b) estabelecer o acesso venoso. 
c) colocar o dispositivo de aterramento no paciente. 
d) descrever as limitações físicas. 
SINAL DE HOMAN’S 
O sinal de Homans é um sinal médico de desconforto ou dor na panturrilha 
após dorsiflexão passiva do pé. É causado por uma trombose das veias profundas da 
perna (trombose venosa profunda). Recebe este nome em homenagem ao médico 
americano John Homans. 
No Sinal de Homans, o examinador faz um movimento de dorsiflexão do pé 
para avaliação realizada no membro inferior. Em geral, quando a dor é positiva, o 
paciente refere dor na panturrilha. Contudo,é válido ressaltar que esse sinal não é 
diagnóstico definitivo de tromboflebite, pois a dor relatada também pode ser causada 
por estiramento muscular. 
 
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e) verificar se as contagens de compressas, agulhas e instrumentos estão corretas. 
COMENTÁRIOS: 
Em geral, são ações de enfermagem no período intraoperatório: (c) colocar o dispositivo de 
aterramento no paciente; e (e) verificar, na sala de cirurgia, se as contagens de compressas, 
agulhas e instrumentos estão corretas. 
É uma ação que pode ser realizada no período pré-operatório ou intraoperatório, a 
depender da situação do paciente: (b) estabelecer o acesso venoso. 
Em geral, são ações de enfermagem nos períodos pré-operatório, intraoperatório e pós-
operatório: (a) instruir o paciente com outros membros da equipe de enfermagem; e (d) 
descrever as limitações físicas. 
A alternativa “mais correta“ é a letra D (gabarito da questão). Todavia, também é ação de 
enfermagem no período pós-operatório instruir o paciente com outros membros da equipe de 
enfermagem. Por isso, essa questão deveria ter sido anulada. 
 
19. (Prefeitura de Vassouras-RS/FUNCAB/2012/RP) A Enfermeira, ao receber a criança na 
unidade após a cirurgia com anestesia raquidiana, deve manter decúbito: 
a) horizontal. 
b) ventral. 
c) fowler. 
d) Trendelenburg. 
e) litotômico. 
COMENTÁRIOS: 
A anestesia tem como objetivo o estado de relaxamento, perda da sensibilidade e dos 
reflexos, de forma parcial ou total, provocada pela ação de drogas anestésicas, é evitar a dor e 
facilitar o ato operatório pela equipe cirúrgica. 
Os principais tipos de anestesia são o seguinte: geral, raquianestesia, peridural, local e 
tópica. 
Anestesia geral: administra-se o anestésico por via inalatória, endovenosa ou combinado 
(inalatória e endovenosa), com o objetivo de promover um estado reversível de ausência de 
sensibilidade, relaxamento muscular, perda de reflexos e inconsciência devido à ação de uma ou 
mais drogas no sistema nervoso. 
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Raquianestesia: é indicada para as cirurgias na região abdominal e de membros inferiores, 
porque o anestésico é depositado no espaço subaracnóide da região lombar, produzindo 
insensibilidade aos estímulos dolorosos por bloqueio da condução nervosa. 
Anestesia peridural: o anestésico é depositado no espaço peridural, ou seja, o anestesista 
não perfura a duramater. O anestésico se difunde nesse espaço, fixa-se no tecido nervoso e 
bloqueia as raízes nervosas. 
Anestesia local: infiltra-se o anestésico nos tecidos próximos ao local da incisão cirúrgica. 
Utilizam-se anestésicos associados com a adrenalina, com o objetivo de aumentar a ação do 
bloqueio por vasoconstrição e prevenir sua rápida absorção para a corrente circulatória. 
Anestesia tópica: está indicada para alívio da dor da pele lesada por feridas, úlceras e 
traumatismos, ou de mucosas das vias aéreas e sistema geniturinário. 
A anestesia espinal ou raquianestesia é realizada mediante a aplicação de anestésico local 
no espaço subaracnóide, espaço que contém o líquido cefaloraquidiano (LCR), localizado entre 
as membranas dura-máter e subaracnoidea, resultando em bloqueio simpático, bloqueio motor, 
analgesia e insensibilidade aos estímulos. 
A raquianestesia é feita em procedimentos 
cirúrgicos realizados abaixo da cicatriz umbilical, 
isto é, correções de hérnias umbilical e inguinal, 
cirurgias urológicas, ginecológicas, vasculares e 
ortopédicas. 
O enfermeiro deve auxiliar o paciente no 
posicionamento para a anestesia, proporcionando-
lhe conforto e segurança. O posicionamento 
adequado para a realização da raquianestesia é o 
decúbito lateral na posição fetal (pernas fletidas 
com os joelhos próximos do abdome e meio do 
tórax), ou sentado sobre a mesa cirúrgica, 
aproximando o mento do tórax. O objetivo do 
posicionamento é garantir a flexão máxima das 
vértebras lombares. 
Figura 3 - Locais de injeção para a 
anestesia espinal (raquianestesia)e 
epidural (Fonte: Brunner e Studart). 
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A posição decúbito dorsal é aquela em 
que o paciente se encontra deitado de costas, 
com as pernas estendidas e os braços 
estendidos e apoiados em talas. O dorso do 
paciente e a coluna vertebral estão repousando 
na superfície do colchão da mesa cirúrgica. 
Esta é a posição indicada no pós-operatório de pacientes que receberam a raquianestesia durante 
o procedimento cirúrgico. 
Nesses termos, o gabarito é a letra A. 
 
20. (REDE SARAH DE HOSPITAIS DE REABILITAÇÃO/PROCESSO DE SELEÇÃO 
PÚBLICA N° 2/2007) A embolia pulmonar pode ser uma complicação no período pós-
operatório. Os sinais clínicos precoces de embolia pulmonar são: 
a) Agitação e taquicardia. 
b) Dor no peito e bradicardia. 
c) Febre baixa e hipotensão. 
d) Dor no peito localizada e hipertensão. 
COMENTÁRIOS: 
Embolia pulmonar é um bloqueio de uma ou mais artérias dos pulmões causada por 
gordura, ar, coágulo de sangue ou células cancerosas. 
Os sintomas de embolia pulmonar costumam variar, dependendo do número de bloqueios 
arteriais e quais partes do pulmão estão envolvidas. Os principais sintomas de embolia pulmonar 
são: 
Dor sob o esterno ou em um lado deste, que pode: 
 Ser aguda ou penetrante 
 Ser descrita como uma sensação de queimação, dor, entorpecimento ou peso 
 Piorar quando o indivíduo respira fundo, tosse, come ou se curva 
 Fazer com que o paciente se curve ou segure o próprio peito em reação à dor. 
Além disso, o paciente pode apresentar: 
 Tosse repentina, expectorar sangue ou escarro sangrento 
 Respiração rápida 
 Frequência cardíaca alta (taquicardia) 
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 Deficiência respiratória iniciada repentinamente. 
Outros sintomas da embolia pulmonar que podem ocorrer: 
 Ansiedade e agitação 
 Coloração azulada da pele (cianose) 
 Pele fria e úmida 
 Tontura 
 Dor na perna, vermelhidão e inchaço 
 Tontura ou desmaio 
 Baixa pressão sanguínea (hipotensão) 
 Sudorese 
 Respiração ofegante. 
a) CORRETO- agitação e taquicardia presentes 
b) não há bradicardia e sim taquicardia 
c) não há presença de febre nos sinais e sintomas 
d) apesar da dor no peito ser correta, a hipertensão não é presente nesse quadro e sim a 
hipotensão 
GABARITO LETRA A 
 
21. (Prefeitura de Vassouras-RS/FUNCAB/2012/RP) Acicatrização da ferida cirúrgica ocorre 
em três fases distintas: inflamatória, proliferativa e de maturação. Em relação às características 
de cada fase, analise as afirmativas abaixo. 
I. A fase inflamatória, também chamada de fibroblástica, é a fase na qual o colágeno é 
produzido. 
II. Na fase de maturação, os fibroblastos deixam a ferida e a força tensional aumenta. 
III. Afase proliferativa dura de 1 a 4 dias e a ferida fica edemaciadaemfunção da formação de 
coágulos. 
Conforme análise, marque a opção correta. 
a) Somente a afirmativa I está correta. 
b) Somente a afirmativa II está correta. 
c) Somente a afirmativa III está correta. 
d) Somente as afirmativas I e II estão corretas. 
e) Somente as afirmativas II e III estão corretas. 
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COMENTÁRIOS: 
O processo de cicatrização pode ser dividido, didaticamente, em 3 fases: (a) inflamatória, 
(b) proliferação ou de granulação e (c) remodelamento ou de maturação. 
A fase Inflamatória se inicia imediatamente após a lesão, com a liberação de substâncias 
vasoconstritoras, principalmente tromboxana A2 e prostaglandinas, pelas membranas celulares. 
O endotélio lesado e as plaquetas estimulam a cascata da coagulação. As plaquetas têm papel 
fundamental na cicatrização. 
O coágulo é formado por colágeno, plaquetas e trombina, que servem de reservatório 
protéico para síntese de citocinas e fatores de crescimento, aumentando seus efeitos. Desta 
forma, a resposta inflamatória se inicia com vasodilatação e aumento da permeabilidade 
vascular, promovendo a quimiotaxia (migração de neutrófilos para a ferida). 
A fase proliferativa é constituída por quatro etapas fundamentais: epitelização, 
angiogênese, formação de tecido de granulação e deposição de colágeno. Esta fase tem início ao 
redor do 4º dia após a lesão e se estende aproximadamente até o término da segunda semana. A 
epitelização ocorre precocemente. 
Na fase de maturação ou remodelamento, a característica mais importante é a deposição 
de colágeno de maneira organizada, por isso é a mais importante clinicamente. O colágeno 
produzido inicialmente é mais fino do que o colágeno presente na pele normal, e tem orientação 
paralela à pele. Com o tempo, o colágeno inicial (colágeno tipo III) é reabsorvido e um colágeno 
mais espesso é produzido e organizado ao longo das linhas de tensão. Estas mudanças se 
refletem em aumento da força tênsil da ferida. 
Dito isto, vejamos os itens da questão: 
Item I. A fase inflamatória não é chamada de fibroblástica. O colágeno começa a ser 
produzido na fase de maturação e de forma mais organizada na fase proliferativa. 
Item II. Na fase de maturação também chamada de fibroblástica, os fibroblastos deixam a 
ferida e a força tensional aumenta. 
Item III. Na fase inflamatória, a ferida fica edemaciada em função da formação de 
coágulos. 
Deste modo, o gabarito é a letra B. 
 
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22. (Prefeitura da Estância Hidromineral de Poá-SP/VUNESP/2013/RP) Na assistência de 
enfermagem pós-operatória a pacientes submetidas à histerectomia vaginal, a enfermeira deve 
estar atenta ao aparecimento de complicações potenciais exemplificadas por 
a) hematoma e linfedema dos pés. 
b) hemorragia e dores fantasma. 
c) Síndrome de Raynaud e linfedema de membros inferiores. 
d) trombose venosa profunda e incontinência urinária. 
e) neurite periférica e tromboflebite. 
COMENTÁRIOS: 
De acordo com estudos, as complicações da histerectomia vaginal mais frequentes são 
lesão vesical, hematoma de cúpula, infecção e tromboembolismo (trombose venosa profunda e 
incontinência urinária). A incontinência urinária de esforço é a complicação tardia com 
significativa diferença na incidência quando se comparam as diferentes técnicas
2
. Nesses termos, 
o gabarito é a letra D. 
 
23. (Prefeitura de Mage-RJ/FUNCAB/2012/RP) O tipo de curativo indicado nas primeiras 24 
horas para uma incisão cirúrgica limpa é: 
a) úmido e aberto. 
b) úmido e fechado. 
c) seco e fechado. 
d) seco e aberto. 
e) cobertura com colagenase. 
COMENTÁRIOS: 
Para incisões cirúrgicas, a oclusão deverá ser por 24 a 48 horas mantendo o curativo seco. 
Por conseguinte, o gabarito é a letra C. 
 
 
 
 
 
 
2
 Histerectomia Vaginal: Uma Revisão Sobre Complicações e Métodos Profiláticos. 
 
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24. (REDE SARAH DE HOSPITAIS DE REABILITAÇÃO/PROCESSO DE SELEÇÃO 
PÚBLICA N° 2/2007) Um paciente de 68 anos de idade foi recebido na enfermaria após a 
realização de ressecção transuretral de próstata devido à hiperplasiaprostática benigna. Além da 
hematúria esperada, que sinais abaixo indicam a ocorrência de hemorragia pós-operatória? 
a) Hipotensão, taquicardia e hiperpnéia. 
b) Instabilidade da pressão arterial, bradicardia e hiperpnéia. 
c) Hipertensão, bradicardia e movimentos respiratórios irregulares. 
d) Hipertensão, pulsação cardíaca irregular e bradipnéia. 
COMENTÁRIOS: 
Uma complicação pós-operatória, que pode ocorrer em relação à perfusão tecidual, é a 
perda excessiva de sangue. No paciente pós-operatório isto pode ser conseqüência de uma 
doença preexistente (anemia, distúrbio de coagulação, uso de aspirina), da idade avançada, de 
hemorragia no intra- operatório ou de complicação pós-operatória. Os sinais e sintomas incluem 
hipotensão postural, taquicardia, taquipnéia/hiperpnéia, diminuição do débito urinário, pele 
fria e pegajosa e diminuição do nível de consciência. Os dados laboratoriais abrangem 
hemoglobina, hematócrito e provas de coagulação. Neste caso, o enfermeiro da UPO 
administrará volumes conforme prescrito ( expansores de plasma; albumina; sangue total; papa 
de hemácias; PFC; crioprecipitado, se distúrbio de coagulação); minimizará a mobilização ou 
posicionamento do paciente para diminuir as necessidades de oxigênio; colocará o paciente em 
decúbito dorsal, com elevação dos membros inferiores, para aumentar a pré-carga. 
Excluindo os itens temos: 
a) Hipotensão, taquicardia e hiperpnéia. 
b) Instabilidade da pressão arterial, bradicardia e hiperpnéia. 
c) Hipertensão, bradicardia e movimentos respiratórios irregulares. 
d) Hipertensão, pulsação cardíaca irregular e bradipnéia 
Essa conseguiríamos responder por critério de exclusão! 
GABARITO LETRA A 
 
 
 
 
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25. (REDE SARAH DE HOSPITAIS DE REABILITAÇÃO/PROCESSO DE SELEÇÃO 
PÚBLICA N° 2/2007) O(A) enfermeiro(a) recebe uma paciente que se submeteu a cirurgia de 
troca de válvula mitral, com história de febre reumática, Diabetes Mellitus tipo 1, hipertensão 
arterial, anemia perniciosa e apendicectomia. Após a alta, a paciente irá submeter-se a extração 
dentária. Qual dos dados corresponde ao maior fator de risco para endocardite nesta paciente? 
a) Apendicectomia. 
b) Anemia perniciosa. 
c) Diabetes Mellitus. 
d) Troca de válvula cardíaca. 
COMENTÁRIOS: 
Sabe-se que os procedimentos dentários podem causar a passagem das bactérias para a 
corrente sanguínea. Estas bactérias, por sua vez, podem causar endocardite em pessoas 
predispostas. Algumas doenças periodontais, como gengivite e periodontite, também aumentam 
o risco de endocardite. 
Se a pessoa tem problema no coração e vai ser submetida a um procedimento dentário é 
necessário procurar um profissional especializado em atender pacientes especiais. Se a pessoa 
tem problema cardíaco, como alteração causada pela febre reumática, precisa manter a saúde 
bucal, pois o risco de desenvolver Endocardite Infecciosa é alto. 
Pessoas transplantadas cardíacas precisam manter a saúde bucal e precisam do atendimento 
de um cirurgião-dentista especializado, um profissional que entenda a interação dos 
medicamentos consumidos com os prescritos pelo dentista e ainda conheça a prevenção de 
problemas que podem ocorrer, pois os medicamentos ingeridos por um transplantado abaixam a 
imunidade. 
Pacientes que fazem uso de anticoagulantes podem ter problemas com sangramento, em 
alguns procedimentos dentários, como extração de dentes, cirurgias bucais e limpeza dentária, e 
pode ser de difícil controle. Por isso, o paciente em uso desse medicamento deve procurar 
atendimento odontológico especial, pois medidas locais devem ser adotadas para evitar 
hemorragias. 
Portanto, o procedimento que corresponde a maior risco para o paciente em questão é a 
Troca de válvula mitral. 
GABARITO LETRA D 
 
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26. (REDE SARAH DE HOSPITAIS DE REABILITAÇÃO/PROCESSO DE SELEÇÃO 
PÚBLICA/2011) Um paciente de 61 anos foi admitido na sala de emergência se queixando de 
intensa dor nos membros inferiores. Relatou que, há sete dias, havia sido submetido à cirurgia de 
colecistectomia, por via aberta. Após avaliação da equipe médica foi diagnosticado 
tromboembolismo venoso profundo e iniciada a terapia anticoagulante com heparina intravenosa. 
Devido ao risco de sangramento aumentado, o enfermeiro deve garantir que, nessa unidade, 
tenha o medicamento utilizado para neutralizar a ação da heparina. Qual é o medicamento 
correto? 
a) Vitamina K. 
b) Sulfato de protamina. 
c) Adrenalina. 
d) Noradrenalina. 
e) Varfarina. 
COMENTÁRIOS: 
As protaminas são proteínas de baixo peso molecular, com uma elevada proporção de 
arginina e são extraídas dos testículos de diversas espécies de salmão. As protaminas combinam-
se com a heparina, formando complexos inativos destituídos de ação anticoagulante. 
Administrada isoladamente, a protamina pode apresentar um efeito anticoagulante. Tem como 
indicação a inativação da heparina em casos de hemorragias severas consecutivas à 
heparinoterapia; inativação da heparina após emprego de circulação extracorpórea e diálise. 
Vamos excluir as demais questões: 
a) VITAMINA K- O papel mais conhecido da vitamina K está relacionado com a sua ação no 
processo de coagulação sanguínea. Ela é fundamental para síntese hepática de proteínas 
envolvidas neste processo, como os fatores II (pró-trombina), VII, IX e X (fatores de 
coagulação) e as proteínas C, S e Z (inibidoras da coagulação). 
Portanto, dentre as opções a única correta é a Protamina 
c) ADRENALINA- Vasopressor; estimulador dos receptores a e b-adrenérgicos. Indicado para 
Parada cardíaca, FV/TV sem pulso, AESP, assistolia. Pode ser utilizada em infusão contínua 
como suporte hemodinâmico. Bradicardia com hipotensão sintomáticas que não responderam a 
atropina ou marcapasso 
d) NORADRENALINA- Vasopressor; ação predominantemente a-adrenérgica. Indicado para 
Tratamento do choque persistente a despeito de reposição volêmica adequada. 
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e) VARFARINA- Anticoagulante oral; antagonista da vitamina K (fatores II, VII, IX, X). 
Indicada para prevenção primária e secundária da TVP; na prevenção do embolismo sistêmico 
em pacientes com prótese valvar cardíaca, fibrilação atrial crônica; na prevenção de AVE, IAM 
recorrente e em pacientes com IAM prévio e trombos intracardíacos. 
GABARITO LETRA B 
 
27. (REDE SARAH DE HOSPITAIS DE REABILITAÇÃO/PROCESSO DE SELEÇÃO 
PÚBLICA/2011) Para um paciente de 55 anos com dreno de tórax conectado a um sistema de 
aspiração contínua, para remoção de sangue da cavidade pleural, que necessita de mudança de 
decúbito, o enfermeiro deve assegurar que: 
a) O sistema de aspiração conectado ao frasco coletor do dreno seja desligado. 
b) O dreno de tórax seja clampado. 
c) A água estéril usada como nível do frasco coletor deve ser desprezada. 
d) O curativo seja trocado 
e) O frasco coletor do dreno de tórax esteja abaixo do nível do tórax. 
COMENTÁRIOS: 
Vamos primeiramente entender que a pergunta diz respeito ao momento da mudança de 
decúbito. Portanto fiquemos atentos a esses detalhes questionados. Portanto para o procedimento 
de mudança de decúbito dentre as opções citadas o item CORRETO é o posicionamento correto 
do dreno de tórax que deve obrigatoriamenteestar abaixo do nível do tórax. 
 
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Vamos descrever aqui demais cuidados com o dreno de tórax: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO LETRA E 
 
28. (REDE SARAH DE HOSPITAIS DE REABILITAÇÃO/PROCESSO DE SELEÇÃO 
PÚBLICA/2011) Na administração de medicamentos pela sonda nasoenteral, em um paciente no 
pós-operatório mediato de gastrectomia, o enfermeiro deve: 
a) Irrigar a sonda com solução salina isotônica. 
b) Reposicionar a sonda e fixá-la novamente. 
c) Checar o posicionamento da sonda 
d) Inserir a sonda por mais dois centímetros. 
e) Tracionar a sonda. 
 
 Preencher o selo d´água com 300 ml de soro fisiológico 0,9%, ou 500 ml da mesma solução.( ou seguir 
protocolo da sua instituição) 
 Após-instalação do dreno, a mensuração dos débitos dos drenos deverá ser feita a cada 6 hora ou 
intervalos menores caso haja registros de débitos superiores a 100 ml/hora.( casos de conteúdo liquido ). 
 A mensuração deverá ser feita colocando uma fita adesiva ao lado da graduação do frasco, onde o 
técnico de enfermagem deverá marcar com uma caneta o volume drenado marcando também a hora da 
conferência 
 A troca do selo d´água deverá ser feita a cada 12h. 
 Clampear o dreno para que não haja entrada de ar para a cavidade torácica e após a troca, lembrar 
sempre que o dreno deve ser desclampeado. 
 Os curativos na inserção dos drenos devem ser trocados diariamente utilizando os produtos preconizados 
pelo Serviço de Infecção Hospitalar de cada instituição 
 Colocar frasco de drenagem no piso,dentro de suporte,próximo ao leito do paciente,ou dependurá-lo na 
parte inferior do leito,evitando-se desconexões acidentais ou tombamento do frasco. 
 "Ordenhar" ou massagear a tubulação na direção do frasco coletor de drenagem,de 2 em 2 horas ou 
conforme protocolo da instituição. 
 Nunca elevar frasco de drenagem acima do tórax sem ser clampeado. 
 Lavar as mãos,conforme após procedimento e sempre que houver necessidade de "ordenhar" tubulação. 
 
 
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COMENTÁRIOS: 
Vamos aos cuidados gerais de enfermagem com a sonda nasoenteral durante a 
Antes de se iniciar a administração da dieta, todos os testes de posicionamento da sonda 
devem ser rigorosamente feitos, para que não existam dúvidas quanto à presença dela no tubo 
digestivo. O método considerado padrão-ouro é o RX de abdômen ou fluoroscopia. No paciente 
com distúrbios neurológicos, inconsciente, idoso ou traqueostomizado, o risco de mau 
posicionamento do tubo de alimentação é maior. 
Testes de ph do líquido aspirado através da sonda com valores menores que 6 sugerem que 
a sonda se encontra no estômago, porém a presença de alimentos e medicamentos no tubo 
digestivo pode mascarar o teste. Quando não existe cooperação do paciente ou existe algum 
obstáculo nas primeiras porções do tubo digestivo, a sonda deverá ser introduzida com o fio-
guia, tomando-se o cuidado de injetar 5 ml de vaselina líquida na luz da sonda, para que ele 
possa ser retirado com mais facilidade. Somente depois de confirmado o posicionamento no 
estômago, é que o fio-guia deverá ser retirado. Nunca se pode introduzir o fio-guia na sonda, 
depois de ela já se encontrar instalada no paciente. 
 
 
 
 
 
Outros cuidados de enfermagem: 
– Posicionar o paciente sentado e ou, sendo acamado, manter cabeceira elevada por no mínimo 
30 graus, (diminuindo riscos de aspirações de dieta, refluxos gástricos), e não deitar o paciente 
logo após ingesta alimentar e hídrica, lavar a sonda com água filtrada após administração de 
dietas (1 -2 seringas de 20 ml), medicamentos, mantendo sua permeabilidade, evitando 
obstruções por resíduos alimentares. Havendo obstruções, pode se realizar manobras para 
desobstrução, infiltrando água morna (ideal com seringa de 50 ml). 
Observação e detecção de anormalidades – obstrução, vazamentos, quebras dos conectores das 
extremidades proximais, Se (gastrostomia,) proteger a pele se houver contato com conteúdo 
gástrico, para evitar formação de lesões, inflamações, infecções. 
GABARITO LETRA C 
 
IMPORTANTE  Com base na literatura e em manuais de boas práticas avaliou-se que o uso do 
“teste do copo” para confirmação do posicionamento da sonda não se caracteriza como método 
fidedigno para constatar o posicionamento de sonda GÁSTRICAS 
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29. (REDE SARAH DE HOSPITAIS DE REABILITAÇÃO/PROCESSO DE SELEÇÃO 
PÚBLICA/2011) Uma paciente de 60 anos realizou uma biópsia renal, recebeu alta do serviço 
de recuperação pós-anestésica e foi encaminhada para unidade de internação. O enfermeiro sabe 
que a prioridade no cuidado desta paciente é: 
a) Usar precaução de contato nas próximas 48 horas. 
b) Manter a paciente em jejum até 8 horas, após o procedimento cirúrgico 
c) Monitorar o sangramento pós-operatório. 
d) Encorajar a paciente a deambular a cada 2 horas. 
e) Trocar o curativo compressivo do local da biópsia. 
COMENTÁRIOS: 
Essa questão está muito fácil. Vamos por exclusão? 
a) A precaução nesse caso é a precaução padrão, veja nas figuras a diferença entre amabas as 
precauções: 
 
 
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b) o jejum é apenas no período pré operatório, e após observada a completa recuperação no que 
diz respeito a sonolência ou náuseas já podemos inciar com uma dieta progressiva, inicialmente 
liquida para reposição hídrica. 
c) Basicamente a única complicação importante da biópsia renal é o sangramento. O rim é um 
órgão bastante vascularizado e é praticamente impossível não se acertar um vaso pequeno 
durante a punção com a agulha de biópsia. Como a biópsia é feita de modo percutâneo, não 
temos como comprimir a região sangrante e a única opção é esperar que o próprio sistema de 
coagulação do organismo interrompa a perda de sangue. 
Todos os pacientes sangram. Alguns em maior, outros em menor quantidade. Esses 
números são minimizados se a biópsia for bem indicada e o médico tiver experiência no 
procedimento. Porém, como qualquer procedimento médico invasivo, por mais que se faça tudo 
corretamente, existem sempre riscos inerentes ao próprio ato. Portanto esse cuidado de 
enfermagem é prioridade como menciona a questão. Item CORRETO. 
d) em especial pelo risco apresentado na questão anterior (de sangramento) é que para esse caso 
de pós operatório é indicado repouso, e não como refere a questão de deambular. 
e) o curativo em um biópsia renal é estéril, e portanto devemos evitar a troca nas primeiras 24hrs. 
GABARITO LETRA C 
 
Profª Poly 
 
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LISTA DE QUESTÕES 
 
01. (Prefeitura de Campinas-SP/CETRO/2013/RP) Assinale a alternativa que apresenta o 
significado do procedimento cirúrgico de Cistopexia. 
a) Retirada do fígado. 
b) Fixação da bexiga. 
c) Abertura da calota craniana. 
d) Retirada dos rins. 
 
02. (Prefeitura de Lagarto-SE/AOCP/2011/RP) Em relação à Finalidade do procedimento ascirurgias podem ser classificadas em: 
a) limpa, contaminada, potencialmente contaminada, infectada. 
b) pequena, média e grande. 
c) paliativa, radical, plástica, diagnóstica. 
d) urgência, Emergência, eletiva. 
e) porte I, porte II, porte III e porte IV. 
 
 
 
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03. (UFPR-2013/RP) No planejamento da assistência de enfermagem ao paciente cirúrgico, é 
importante para o enfermeiro conhecer a informação do tipo de procedimento ao qual foi 
submetido. Os procedimentos cirúrgicos costumam ser categorizados conforme a urgência, o 
risco e a finalidade. Considere os seguintes procedimentos cirúrgicos: 
1. Cirurgia para diagnóstico. 
2. Cirurgia eletiva. 
3. Cirurgia ablativa. 
4. Cirurgia paliativa. 
5. Cirurgia de emergência. 
6. Cirurgia reparadora. 
7. Cirurgia para transplante. 
8. Cirurgia construtora. 
9. Cirurgia de urgência. 
Quais desses procedimentos cirúrgicos são classificados por finalidade? 
a) 1, 5, 6, 7, 8 e 9 apenas. 
b) 2, 3, 5, 7 e 9 apenas. 
c) 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8 apenas. 
d) 1, 2, 4 e 9 apenas. 
e) 1, 3, 4 e 8 apenas. 
 
04. (Prefeitura de Machadinho d'Oeste-RO/FUNCAB/2013/RP) Assinale a alternativa que 
contém a correta classificação da categoria cirúrgica. 
a) Eletiva – o paciente precisa fazer a cirurgia. 
b) Opcional – o paciente deverá fazer a cirurgia. 
c) Urgência – o paciente requer atenção podendo fazer a cirurgia dentro de algumas semanas. 
d) Necessária – a decisão fica por conta do paciente. 
e) Emergência – o paciente requer atenção imediata; o distúrbio pode ter risco para a vida. 
 
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05. (UFMT/2013/RP) Relativo ao potencial de contaminação, as cirurgias se classificam em 
limpas, potencialmente contaminadas, contaminadas e infectadas. A coluna da esquerda 
apresenta a classificação das cirurgias e a da direita, os tipos de cirurgia. Numere a coluna da 
direita em conformidade com a da esquerda. 
Assinale a sequência correta. 
1 – Limpas 
2 – Potencialmente contaminadas 
3 – Contaminadas 
4 – Infectadas 
( ) Colectomia e amigdalectomia 
( ) Neurocirugia e mastoplastia 
( ) Cirurgia de reto e ânus com pus 
( ) Colecistectomia e histerectomia abdominal 
a) 2, 1, 4, 3 
b) 4, 2, 3, 1 
c) 3, 1, 4, 2 
d) 3, 2, 1, 4 
 
06. (REDE SARAH DE HOSPITAIS DE REABILITAÇÃO/PROCESSO DE SELEÇÃO 
PÚBLICA/2011) Em relação à anestesia geral e às anestesias regionais espinhais, pode-se 
afirmar que: 
I- A agulha utilizada na punção do espaço subaracnóideo tem um calibre bem grosso para poder 
instalar um cateter para controle da dor pós-operatória. 
II- Para atingir um dos objetivos da anestesia geral, que é o relaxamento muscular, o anestesista 
pode fazer uso de medicamentos tais como a succinilcolina, pancurônio, rocurônio, atracúrio e 
vecurônio. 
III- No espaço peridural, o anestésico atinge estruturas diversas como vasos, gorduras e nervos 
mistos. 
IV- O nível da punção para a raquianestesia é sempre abaixo da lombar 1. 
V- A principal ação dos fármacos tiopental, diazepam, midazolam, etomidato e propofol é 
garantir analgesia. 
a) As afirmativas I, II e III estão corretas. 
b) As afirmativas II, III e IV estão corretas. 
c) As afirmativas I, III e V estão corretas. 
d) As afirmativas II, III e V estão corretas. 
e) As afirmativas I, IV e V estão corretas. 
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07. (Exército Brasileiro/2011-EsFCEx/RP) O Óxido Nitroso (N2O) é frequentemente utilizado 
no processo anestésico por: 
a) promover bom relaxamento. 
b) impedir a depressão do miocárdio. 
c) não se associar a outros agentes voláteis. 
d) não causar hipóxia mesmo sendo administrado em altas dosagens. 
e) ter indução e recuperação rápidas, além de ter efeitos aditivos para outros anestésicos. 
 
08. (UFPE/2013/RP) No procedimento anestésico, a posição do paciente é de fundamental 
importância. Quanto às modalidades de posição do paciente na mesa operatória, é correto afirmar 
que: 
a) a posição de Tremdelenburg reversa é utilizada para elevação dos membros inferiores. É uma 
variação da posição ventral. 
b) a posição de litotomia, postura não natural, tem grande potencial para causar traumas ao 
paciente. A flexão extrema das coxas compromete a função respiratória, pelo incremento na 
pressão intra-abdominal, com consequente diminuição do volume pulmonar. 
c) a posição de Jackknife, Kraske, Canivete ou Depage é uma derivação da posição de decúbito 
dorsal. 
d) a posição prona, ou decúbito dorsal, é a mais frequente, pois reflete a posição natural do corpo 
em repouso. 
e) a posição supina corresponde à posição em que o paciente se encontra com o ventre voltado 
para a mesa cirúrgica, favorecendo o acesso às costas, necessário em cirurgias da coluna. 
 
09. (Assembleia Legislativa do Amazonas-AM/ISAE/2011/RP) A posição do paciente na 
mesa cirúrgica depende do procedimento cirúrgico a ser realizado. O paciente deve permanecer 
na posição mais confortável possível e a área operatória deve ser adequadamente exposta. 
Analise as descrições a seguir. 
I. O paciente é deitado sobre o ventre, com as nádegas expostas em plano superior pela flexão do 
tronco sobre as coxas, lembrando um “V” invertido. Esta posição é utilizada em cirurgia 
proctológica. 
II. O paciente é colocado de lado, sendo o equilíbrio obtido pela flexão da perna colocada 
inferiormente e pela extensão da superior, separadas com o auxílio de uma pequena almofada ou 
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coxim. Utiliza-se uma fita larga de esparadrapo passada transversalmente sobre o quadril do 
paciente, fixando-o à mesa operatória. 
III. O paciente é colocado em decúbito dorsal com a cabeça em nível superior aos pés. Esta 
posição é usada em alguns tempos cirúrgicos na mamoplastia. 
As descrições acima referem-se, respectivamente, às posições: 
a) proclive, Depage ou Kraske e de Sims. 
b) proclive, de Sims e Depage ou Kraske. 
c) Depage ou Kraske, proclive e de Sims. 
d) Depage ou Kraske, de Sims e proclive. 
e) de Sims, proclive e Depage ou Kraske. 
 
10. (REDE SARAH DE HOSPITAIS DE REABILITAÇÃO/PROCESSO DE SELEÇÃO 
PÚBLICA N° 2/2007) Na sala operatória, no procedimento de broncoscopia, o paciente 
apresenta uma resposta vasovagal durante a inserção do broncoscópio rígido. Qual sinal o(a) 
enfermeiro(a) espera encontrar? 
a) Pupilas dilatadas. 
b) Paciente com broncodilatação. 
c) Queda da freqüência cardíaca. 
d) Decréscimo da secreção gástrica. 
 
11. (Prefeitura de São Caetano do Sul-SP/Caipimes/2009/RP) Com relação aos cuidados 
operatórios, segundo a condição clínica do paciente, é correto afirmar que: 
a) o pré-operatório inicia-se quando o paciente vai ao Centro Cirúrgico, neste momento será o 
inicio para as orientações; e o pós-operatório imediato é realizado na unidade de recuperação 
pós-anestésica. 
b) os fatores que interferem no processo de cicatrização são: extensão da lesão, idade, estado 
nutricional, diabetes, infecção, irrigação sanguínea insuficiente e a imunossupressão. 
c) os fatores que interferem na condição clínica relacionada ao processo de cicatrização são: 
extensão da lesão,tipo de vestimenta, estado nutricional, hipertensão, infecção, receber 
antibióticoterapia preventivo, irrigação sanguínea insuficiente e a imunossupressão. 
d) a evolução clínica satisfatória do paciente e a estabilização do estado hemodinâmico são sinais 
de que a fase critica do pós-operatório terminou e que poderá ser transferido para o quarto. 
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Considera também que o transporte sendo rápido, mesmo que haja instabilidade, essa condição 
poderá ser corrigida quando o paciente chegar ao local determinado. 
 
12. (Prefeitura de Goiana-PE/IPAD/2010/RP) Os cuidados de enfermagem em centro 
cirúrgico são de fundamental importância para a segurança do procedimento a ser realizado. Em 
relação ao uso do bisturi elétrico, a placa neutra deverá ser posicionada: 
a) preferencialmente em áreas de proeminências ósseas. 
b) preferencialmente em áreas com grande quantidade de pelo. 
c) preferencialmente na região glútea após ser tricotomizada e umedecida. 
d) sob a panturrilha ou outra região de grande massa muscular. 
e) nos membros superior ou inferior direito após ser umedecido. 
 
13. (Exército Brasileiro/EsFCEx/2011/RP) Cirurgias seguras salvam vidas. Esse é um desafio 
da Aliança Mundial para a Segurança do Paciente. No que diz respeito à realização de “pausa 
cirúrgica”, que é uma etapa prevista no Protocolo Universal, é correto afirmar: 
a) tem como uma das suas funções a troca das luvas cirúrgicas em cirurgias prolongadas. 
b) momento utilizado quando é necessário realizar algum exame diagnóstico intraoperatório. 
c) pausa realizada nas cirurgias prolongadas para que seja realizada troca de equipe de cirurgiões. 
d) é uma breve pausa antes da incisão para confirmar o paciente, o procedimento e o local da 
operação. 
e) é o momento em que é confirmado o início da ação da anestesia para que se inicie o 
procedimento cirúrgico sem desconforto para o paciente. 
 
14. (IBC/AOCP/2012/RP) O período perioperatório compreende as fases 
a) transoperatória imediata, pré-operatória mediata, pós-operatória imediada, mediata e tardio. 
b) pré-operatória mediata e imediata, transoperatória, recuperação anestésica e pós-operatória. 
c) intraoperatória mediata, pré-operatória, período refratário e pós-operatória. 
d) pré-operatória imediata, transoperatória, reabilitação anestésica. 
e) cirúrgica propriamente dita, pós-operatória mediata e tardia. 
 
 
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15. (REDE SARAH DE HOSPITAIS DE REABILITAÇÃO/PROCESSO DE SELEÇÃO 
PÚBLICA N° 2/2007) O (A) enfermeiro(a) assiste a um paciente em pós-operatório de 
craniotomia, que está com sonda vesical de demora. Na primeira hora de pós-operatório, o débito 
urinário foi de 1.500 ml. O mesmo volume foi mensurado na segunda hora. O(A) enfermeiro(a) 
deve suspeitar de: 
a) Síndrome de Cushing. 
b) Diabetes Mellitus. 
c) Crise adrenal. 
d) Diabetes Insípidus. 
 
16. (UFG/2013/RP) O estresse cirúrgico sofrido pelo idoso operado aumenta o risco de 
hipotensão ortostática. Devido à possibilidade desse quadro, o enfermeiro da clínica cirúrgica 
deve planejar cuidados a fim de prevenir 
a) arritmia. 
b) queda. 
c) dispneia. 
d) retenção urinária. 
 
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17. (REDE SARAH DE HOSPITAIS DE REABILITAÇÃO/PROCESSO DE SELEÇÃO 
PÚBLICA N° 2/2007) Uma paciente de 47 anos de idade foi submetida à colecistectomia. No 
terceiro dia de pós-operatório ela refere náuseas. Na reavaliação clínica tem ausculta pulmonar 
limpa, ausência de ruídos hidro-aéreos, sinal de Homan's negativo e ausência de sinais flogísticos 
na incisão cirúrgica. Os valores dos sinais vitais são: temperatura = 37,7°C, pulso = 100 
batimentos/minuto, respiração = 24 incursões/minuto e pressão arterial = 110X70 mmHg. Qual é 
o diagnóstico de enfermagem prioritário? 
a) Risco elevado para diminuição do débito cardíaco. 
b) Risco elevado para infecção ferida operatória. 
c) Risco elevado para íleo paralítico. 
d) Risco elevado para diminuição da troca gasosa. 
 
18. (Prefeitura de Colatina-ES/FUNCAB/2012/RP) Faz parte das atividades de enfermagem 
durante a fase pós-operatória: 
a) instruir o paciente com outros membros da equipe de enfermagem. 
b) estabelecer o acesso venoso. 
c) colocar o dispositivo de aterramento no paciente. 
d) descrever as limitações físicas. 
e) verificar se as contagens de compressas, agulhas e instrumentos estão corretas. 
 
19. (Prefeitura de Vassouras-RS/FUNCAB/2012/RP) A Enfermeira, ao receber a criança na 
unidade após a cirurgia com anestesia raquidiana, deve manter decúbito: 
a) horizontal. 
b) ventral. 
c) fowler. 
d) Trendelenburg. 
e) litotômico. 
 
 
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20. (REDE SARAH DE HOSPITAIS DE REABILITAÇÃO/PROCESSO DE SELEÇÃO 
PÚBLICA N° 2/2007) A embolia pulmonar pode ser uma complicação no período pós-
operatório. Os sinais clínicos precoces de embolia pulmonar são: 
a) Agitação e taquicardia. 
b) Dor no peito e bradicardia. 
c) Febre baixa e hipotensão. 
d) Dor no peito localizada e hipertensão. 
 
21. (Prefeitura de Vassouras-RS/FUNCAB/2012/RP) Acicatrização da ferida cirúrgica ocorre 
em três fases distintas: inflamatória, proliferativa e de maturação. Em relação às características 
de cada fase, analise as afirmativas abaixo. 
I. A fase inflamatória, também chamada de fibroblástica, é a fase na qual o colágeno é 
produzido. 
II. Na fase de maturação, os fibroblastos deixam a ferida e a força tensional aumenta. 
III. Afase proliferativa dura de 1 a 4 dias e a ferida fica edemaciadaemfunção da formação de 
coágulos. 
Conforme análise, marque a opção correta. 
a) Somente a afirmativa I está correta. 
b) Somente a afirmativa II está correta. 
c) Somente a afirmativa III está correta. 
d) Somente as afirmativas I e II estão corretas. 
e) Somente as afirmativas II e III estão corretas. 
 
22. (Prefeitura da Estância Hidromineral de Poá-SP/VUNESP/2013/RP) Na assistência de 
enfermagem pós-operatória a pacientes submetidas à histerectomia vaginal, a enfermeira deve 
estar atenta ao aparecimento de complicações potenciais exemplificadas por 
a) hematoma e linfedema dos pés. 
b) hemorragia e dores fantasma. 
c) Síndrome de Raynaud e linfedema de membros inferiores. 
d) trombose venosa profunda e incontinência urinária. 
e) neurite periférica e tromboflebite. 
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23. (Prefeitura de Mage-RJ/FUNCAB/2012/RP) O tipo de curativo indicado nas primeiras 24 
horas para uma incisão cirúrgica limpa é: 
a) úmido e aberto. 
b) úmido e fechado. 
c) seco e fechado. 
d) seco e aberto. 
e) cobertura com colagenase. 
 
24. (REDE SARAH DE HOSPITAIS DE REABILITAÇÃO/PROCESSO DE SELEÇÃO 
PÚBLICA N° 2/2007) Um paciente de 68 anos de idade foi recebido na enfermaria após a 
realização de ressecção transuretral de próstata devido à hiperplasia prostática benigna. Além da 
hematúria esperada, que sinais abaixo indicam a ocorrência de hemorragia pós-operatória? 
a) Hipotensão, taquicardia ehiperpnéia. 
b) Instabilidade da pressão arterial, bradicardia e hiperpnéia. 
c) Hipertensão, bradicardia e movimentos respiratórios irregulares. 
d) Hipertensão, pulsação cardíaca irregular e bradipnéia. 
 
25. (REDE SARAH DE HOSPITAIS DE REABILITAÇÃO/PROCESSO DE SELEÇÃO 
PÚBLICA N° 2/2007) O(A) enfermeiro(a) recebe uma paciente que se submeteu a cirurgia de 
troca de válvula mitral, com história de febre reumática, Diabetes Mellitus tipo 1, hipertensão 
arterial, anemia perniciosa e apendicectomia. Após a alta, a paciente irá submeter-se a extração 
dentária. Qual dos dados corresponde ao maior fator de risco para endocardite nesta paciente? 
a) Apendicectomia. 
b) Anemia perniciosa. 
c) Diabetes Mellitus. 
d) Troca de válvula cardíaca. 
 
 
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26. (REDE SARAH DE HOSPITAIS DE REABILITAÇÃO/PROCESSO DE SELEÇÃO 
PÚBLICA/2011) Um paciente de 61 anos foi admitido na sala de emergência se queixando de 
intensa dor nos membros inferiores. Relatou que, há sete dias, havia sido submetido à cirurgia de 
colecistectomia, por via aberta. Após avaliação da equipe médica foi diagnosticado 
tromboembolismo venoso profundo e iniciada a terapia anticoagulante com heparina intravenosa. 
Devido ao risco de sangramento aumentado, o enfermeiro deve garantir que, nessa unidade, 
tenha o medicamento utilizado para neutralizar a ação da heparina. Qual é o medicamento 
correto? 
a) Vitamina K. 
b) Sulfato de protamina. 
c) Adrenalina. 
d) Noradrenalina. 
e) Varfarina. 
 
27. (REDE SARAH DE HOSPITAIS DE REABILITAÇÃO/PROCESSO DE SELEÇÃO 
PÚBLICA/2011) Para um paciente de 55 anos com dreno de tórax conectado a um sistema de 
aspiração contínua, para remoção de sangue da cavidade pleural, que necessita de mudança de 
decúbito, o enfermeiro deve assegurar que: 
a) O sistema de aspiração conectado ao frasco coletor do dreno seja desligado. 
b) O dreno de tórax seja clampado. 
c) A água estéril usada como nível do frasco coletor deve ser desprezada. 
d) O curativo seja trocado 
 
28. (REDE SARAH DE HOSPITAIS DE REABILITAÇÃO/PROCESSO DE SELEÇÃO 
PÚBLICA/2011) Na administração de medicamentos pela sonda nasoenteral, em um paciente no 
pós-operatório mediato de gastrectomia, o enfermeiro deve: 
a) Irrigar a sonda com solução salina isotônica. 
b) Reposicionar a sonda e fixá-la novamente. 
c) Checar o posicionamento da sonda 
d) Inserir a sonda por mais dois centímetros. 
e) Tracionar a sonda. 
 
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29. (REDE SARAH DE HOSPITAIS DE REABILITAÇÃO/PROCESSO DE SELEÇÃO 
PÚBLICA/2011) Uma paciente de 60 anos realizou uma biópsia renal, recebeu alta do serviço 
de recuperação pós-anestésica e foi encaminhada para unidade de internação. O enfermeiro sabe 
que a prioridade no cuidado desta paciente é: 
a) Usar precaução de contato nas próximas 48 horas. 
b) Manter a paciente em jejum até 8 horas, após o procedimento cirúrgico 
c) Monitorar o sangramento pós-operatório. 
d) Encorajar a paciente a deambular a cada 2 horas. 
e) Trocar o curativo compressivo do local da biópsia. 
 
 
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GABARITO 
 
1. B 
2. C 
3. E 
4. E 
5. A 
6. B 
7. E 
8. B 
9. D 
10. C 
11. B 
12. D 
13. D 
14. B 
15. D 
16. B 
17. C 
 18. D (Anulada) 
19. A 
20. A 
21. B 
22. D 
23. C 
24. A 
25. D 
26. B 
27. E 
28. C 
29. C
 
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