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órgãos, ordenar e rever a atuação de seus agentes, 
estabelecendo a relação de subordinação entre os servidores de seu quadro de pessoal 
(Hely Lopes Meirelles). 
 
5.5 Poder Disciplinar 
 
 O poder disciplinar é a faculdade de punir internamente as infrações 
funcionais dos servidores e demais pessoas sujeitas à disciplina dos órgãos e serviços da 
Administração. 
 No poder hierárquico, a Administração distribui e escalona as 
funções. No uso do poder disciplinar, a Administração controla o desempenho das 
funções e a conduta dos servidores. 
 O poder disciplinar é a faculdade punitiva interna na Administração, 
abrangendo as infrações relacionadas com o serviço. A punição criminal, por sua vez, 
tem a finalidade social e é exercida pelo Poder Judiciário. 
 A punição disciplinar e a criminal têm naturezas jurídicas distintas. A 
diferença não é de grau, mas sim de substância. 
 O STF assim se pronunciou: “Cominações civis, penais e 
disciplinares podem cumular-se entre si, bem assim as instâncias civil, penal e 
administrativa.” 
 
5.6 Poder regulamentar 
 
 
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EDUARDO/FRANKLIN PREPARATÓRIO CFS –DIREITO PENAL 
 
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 O poder regulamentar é a faculdade de que dispõem os Chefes 
do Poder Executivo de aplicar a lei para a sua correta execução. 
 
5.7 Poder de Polícia 
 
 O poder de polícia é a faculdade de que dispõe a Administração 
Pública para condicionar ou restringir o uso ou o gozo de bens, atividades e direitos 
individuais, em benefício da coletividade ou do próprio Estado. 
 
Art. 78 do CTN: Considera-se poder de polícia a atividade da administração 
pública que, limitando ou disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a prática de 
ato ou abstenção de fato, em razão de interesse público concernente à segurança, à 
higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de 
atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à 
tranqüilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos. 
Parágrafo único. Considera-se regular o exercício do Poder de Polícia quando 
desempenhado pelo órgão competente nos limites da lei aplicável, com observância do 
processo legal e, tratando-se de atividade que a lei tenha como discricionária, sem abuso 
ou desvio de poder. 
 
PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 
 
1) Princípios da Administração Pública 
 
O direito administrativo é de elaboração pretoriana e não de legislação codificada. 
Deste modo, os princípios representam papel relevante, permitindo a atuação dos 
entes públicos de modo a garantir equilíbrio entre os direitos dos administrados e 
as prerrogativas da Administração. 
 
A Constituição de 1988 trouxe quatro princípios expressos (depois ampliados para 
cinco) a que se submete a Administração Pública, a saber, princípios da 
Legalidade, da Impessoalidade, da Moralidade, da Publicidade e da Eficiência. A 
estes foram acrescentados outros pela doutrina., por normas infra-constitucionais 
e pela jurisprudência. 
 
2) Princípio da Supremacia do Interesse Público 
 
É também chamado de princípio da finalidade pública e proclama a superioridade 
do interesse coletivo em detrimento do particular. Com isto tem-se que a relação 
entre os particulares é sempre horizontal, e entre a Administração Pública e os 
particulares é de verticalidade. O Poder Público se encontra sempre em posição 
de comando e autoridade em relação aos particulares. Esta é uma condição 
inarredável para que se possa gerir os interesses em confronto. O direito deixou 
de ser apenas um instrumento de garantia dos direitos do indivíduo e passou a ser 
visto como meio para consecução da justiça social, do bem comum, do bem estar 
coletivo. Para tal princípio valer-se na prática de sua incumbência, a lei dá à 
Administração Pública o poder-dever de desapropriar, de policiar, de punir, para 
 
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que assim se atenda ao interesse geral. Claro está que, se ao usar de tais 
poderes, a autoridade exasperar em sua finalidade e visar, por exemplo, prejudicar 
um inimigo, obter vantagens pessoais ou mesmo beneficiar um amigo, estará se 
desviando da finalidade pública prevista na lei e cometendo o vício do desvio de 
poder ou desvio de finalidade, o que torna o ato ilegal. 
 
3) Princípio da Legalidade 
 
A atividade administrativa só pode ser exercida em conformidade absoluta com a 
lei. No direito privado a premissa é tudo o que não está proibido em lei está 
permitido. Nas relações públicas a Administração Pública só pode atuar quando 
autorizado ou permitido pela lei. Aqui não se aplica a autonomia da vontade tão 
presente entre os particulares. Este postulado encontra-se explícito no art. 5o 
inciso II da CR, que giza: ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma 
coisa senão em virtude de lei. Este é um dos princípios constitucionais que se 
garantem pela existência de remédios que asseguram a sua eficácia, quais sejam, 
o mandado de segurança, o habeas corpus, o habeas data e o mandado de 
injunção, além das ações de controle de constitucionalidade. 
 
4) Princípio da Impessoalidade 
 
Este princípio dá margem a diferentes interpretações, pois não tem sido muito 
explorado pela doutrina. No primeiro sentido seria o fato de a Administração 
Pública não pode atuar com vistas a prejudicar ou beneficiar quem quer que seja, 
uma vez que sempre o interesse público há de marcar sua atividade. No segundo 
sentido, significa que os atos e provimentos administrativos não são imputáveis ao 
funcionário que os pratica, mas ao órgão ou entidade administrativa da 
Administração Pública, que na verdade é o autor institucional desse ato. 
 
A própria CR em seu § 1o art. 37 estabelece que a publicidade dos atos, 
programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter 
educativo, informativo ou de orientação social, nela não podendo constar nomes, 
símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou 
serviços públicos. 
 
5) Princípio da Publicidade 
 
Este Princípio exige a ampla divulgação dos atos praticados pela Administração 
Pública, exceto os casos previstos em lei. Este Princípio exige uma atividade 
administrativa transparente, a fim de que todos os administrados tomem 
conhecimento das decisões da Administração Pública. Esta publicidade, no 
entanto, abre algumas exceções, seja pelo interesse social ou por questões de 
segurança nacional. 
 
Vejamos algumas considerações acerca do tema: 
 
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a) o inciso LX do art. 5o da CR reza que a publicidade dos atos processuais pode 
ser desconsiderada quando a defesa da intimidade ou o interesse social o 
exigirem; 
b) o inciso XIV do art. 5o da CR assegura a todos o acesso à informação e o 
resguardo do sigilo da fonte quando necessário ao exercício profissional.; 
c) o inciso XXXIII do art. 5o da CR prescreve que todos têm direito a receber dos 
órgãos públicos, informações de seu interesse particular, ou de interesse