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pagamento de multa civil de até três vezes o valor do 
acréscimo patrimonial e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios 
 
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ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de 
pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de dez anos; 
II - na hipótese do art. 10, ressarcimento integral do dano, perda dos bens ou valores 
acrescidos ilicitamente ao patrimônio, se concorrer esta circunstância, perda da função 
pública, suspensão dos direitos políticos de cinco a oito anos, pagamento de multa civil de 
até duas vezes o valor do dano e proibição de contratar com o Poder Público ou receber 
benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por 
intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de cinco anos; 
III - na hipótese do art. 11, ressarcimento integral do dano, se houver, perda da função 
pública, suspensão dos direitos políticos de três a cinco anos, pagamento de multa civil de 
até cem vezes o valor da remuneração percebida pelo agente e proibição de contratar 
com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou 
indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, 
pelo prazo de três anos. 
Parágrafo único. Na fixação das penas previstas nesta lei o juiz levará em conta a 
extensão do dano causado, assim como o proveito patrimonial obtido pelo agente. 
CAPÍTULO IV 
Da Declaração de Bens 
Art. 13. A posse e o exercício de agente público ficam condicionados à apresentação de 
declaração dos bens e valores que compõem o seu patrimônio privado, a fim de ser 
arquivada no serviço de pessoal competente. (Regulamento) 
§ 1° A declaração compreenderá imóveis, móveis, sem oventes, dinheiro, títulos, ações, e 
qualquer outra espécie de bens e valores patrimoniais, localizado no País ou no exterior, 
e, quando for o caso, abrangerá os bens e valores patrimoniais do cônjuge ou 
companheiro, dos filhos e de outras pessoas que vivam sob a dependência econômica do 
declarante, excluídos apenas os objetos e utensílios de uso doméstico. 
§ 2º A declaração de bens será anualmente atualizada e na data em que o agente público 
deixar o exercício do mandato, cargo, emprego ou função. 
§ 3º Será punido com a pena de demissão, a bem do serviço público, sem prejuízo de 
outras sanções cabíveis, o agente público que se recusar a prestar declaração dos bens, 
dentro do prazo determinado, ou que a prestar falsa. 
§ 4º O declarante, a seu critério, poderá entregar cópia da declaração anual de bens 
apresentada à Delegacia da Receita Federal na conformidade da legislação do Imposto 
 
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sobre a Renda e proventos de qualquer natureza, com as necessárias atualizações, 
para suprir a exigência contida no caput e no § 2° deste artigo . 
CAPÍTULO V 
Do Procedimento Administrativo e do Processo Judicial 
Art. 14. Qualquer pessoa poderá representar à autoridade administrativa competente para 
que seja instaurada investigação destinada a apurar a prática de ato de improbidade. 
§ 1º A representação, que será escrita ou reduzida a termo e assinada, conterá a 
qualificação do representante, as informações sobre o fato e sua autoria e a indicação das 
provas de que tenha conhecimento. 
§ 2º A autoridade administrativa rejeitará a representação, em despacho fundamentado, 
se esta não contiver as formalidades estabelecidas no § 1º deste artigo. A rejeição não 
impede a representação ao Ministério Público, nos termos do art. 22 desta lei. 
§ 3º Atendidos os requisitos da representação, a autoridade determinará a imediata 
apuração dos fatos que, em se tratando de servidores federais, será processada na forma 
prevista nos arts. 148 a 182 da Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990 e, em se 
tratando de servidor militar, de acordo com os respectivos regulamentos disciplinares. 
Art. 15. A comissão processante dará conhecimento ao Ministério Público e ao Tribunal 
ou Conselho de Contas da existência de procedimento administrativo para apurar a 
prática de ato de improbidade. 
Parágrafo único. O Ministério Público ou Tribunal ou Conselho de Contas poderá, a 
requerimento, designar representante para acompanhar o procedimento administrativo. 
Art. 16. Havendo fundados indícios de responsabilidade, a comissão representará ao 
Ministério Público ou à procuradoria do órgão para que requeira ao juízo competente a 
decretação do seqüestro dos bens do agente ou terceiro que tenha enriquecido 
ilicitamente ou causado dano ao patrimônio público. 
§ 1º O pedido de seqüestro será processado de acordo com o disposto nos arts. 822 e 
825 do Código de Processo Civil. 
§ 2° Quando for o caso, o pedido incluirá a investi gação, o exame e o bloqueio de bens, 
contas bancárias e aplicações financeiras mantidas pelo indiciado no exterior, nos termos 
da lei e dos tratados internacionais. 
Art. 17. A ação principal, que terá o rito ordinário, será proposta pelo Ministério Público ou 
pela pessoa jurídica interessada, dentro de trinta dias da efetivação da medida cautelar. 
§ 1º É vedada a transação, acordo ou conciliação nas ações de que trata o caput. 
 
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§ 2º A Fazenda Pública, quando for o caso, promoverá as ações necessárias à 
complementação do ressarcimento do patrimônio público. 
§ 3o No caso de a ação principal ter sido proposta pelo Ministério Público, aplica-se, no 
que couber, o disposto no § 3o do art. 6o da Lei no 4.717, de 29 de junho de 1965. 
(Redação dada pela Lei nº 9.366, de 1996) 
§ 4º O Ministério Público, se não intervir no processo como parte, atuará 
obrigatoriamente, como fiscal da lei, sob pena de nulidade. 
§ 5o (Vide Medida Provisória nº 2.180-34, de 2001) 
§ 6o (Vide Medida Provisória nº 2.225-45, de 2001) 
§ 7o (Vide Medida Provisória nº 2.225-45, de 2001) 
§ 8o (Vide Medida Provisória nº 2.225-45, de 2001) 
§ 9o (Vide Medida Provisória nº 2.225-45, de 2001) 
§ 10. (Vide Medida Provisória nº 2.225-45, de 2001) 
§ 11. (Vide Medida Provisória nº 2.225-45, de 2001) 
§ 12.(Vide Medida Provisória nº 2.225-45, de 2001) 
Art. 18. A sentença que julgar procedente ação civil de reparação de dano ou decretar a 
perda dos bens havidos ilicitamente determinará o pagamento ou a reversão dos bens, 
conforme o caso, em favor da pessoa jurídica prejudicada pelo ilícito. 
CAPÍTULO VI 
Das Disposições Penais 
Art. 19. Constitui crime a representação por ato de improbidade contra agente público ou 
terceiro beneficiário, quando o autor da denúncia o sabe inocente. 
Pena: detenção de seis a dez meses e multa. 
Parágrafo único. Além da sanção penal, o denunciante está sujeito a indenizar o 
denunciado pelos danos materiais, morais ou à imagem que houver provocado. 
Art. 20. A perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos só se efetivam com 
o trânsito em julgado da sentença condenatória. 
Parágrafo único. A autoridade judicial ou administrativa competente poderá determinar o 
afastamento do