PESSOAS JURÍDICAS
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PESSOAS JURÍDICAS


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pelo administrador provisório, até a nomeação do inventariante. Com a partilha desaparece a figura do espólio; as sociedades sem personalidade juridica, denominadas de fato ou irregulares (não tem existência legal); o condomínio.

CLASSIFICAÇÃO DA PESSOA JURÍDICA
Quanto á nacionalidade divide-se em nacional e estrangeira (não pode sem a autorização do Poder Executivo funcionar no país)
Quanto a estrutura interna: CORPORAÇÕES (conjunto de pessoas reunidas para melhor consecução de seus objetivos. Na fundação o aspecto dominante é o material: compõe-se de um patrimônio personalizado, destinado a um determinado fim. Visam a realização de fins internos, estabelecidos pelos sócios, objetivos e interesses voltados para o bem-estar dos membros) se dividem em Associações (NÃO tem fins lucrativos, mas religiosos, morais, culturais, assistências, desportivos ou recreativos), Sociedades Simples (tem fim econômico e visam o lucro que deve ser distribuído entre os sócios) e Sociedades empresarias (visam também o lucro, têm por objetivo o exercício da atividade própria de empresário sujeito ao registro prévio). FUNDAÇÕES (constituem um acervo de bens que recebe personalidade para a realização de fins determinados. Compõe- se de dois elementos: o patrimônio e o fim (estabelecido pelo instituído e NÃO lucrativo).
 Quanto a função ou à órbita de sua atuação, as pessoas jurídicas se dividem em: de direito publico e direito privado.
PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PRIVADO
São pessoas jurídicas de direito privado:
As associações (fim não econômico); as sociedades (fim econômico); as fundações (fim não econômico); as organizações religiosas; partidos políticos; e as empresas individuais de responsabilidade limitada.

- As associações
São pessoas jurídicas de direito privado constituídas de pessoas que reúnem seus esforços para a realização de fins não econômicos.
Não há entre os membros da associação, direitos e obrigações recíprocos, nem intenção de dividir resultados, sendo os objetivos altruísticos, científicos, artísticos, beneficentes, religiosos, educativos, culturais, políticos, esportivos ou recreativos.
A circunstancia de uma associação eventualmente realizar negócios para manter ou aumentar seu patrimônio, sem toda vida, proporcionar ganhos aos associados não a desnatura, sendo comum a existência de entidades recreativas que mantém serviço de venda de refeições aos associados, de cooperativas que fornecem gêneros alimentícios e conveniências a seus integrantes, bem como agremiações esportivas que vendem uniformes a seus componentes.
O que deve ser vedado é que essas atividades tenham finalidade lucrativas.
O art. 54 do Código Civil dispõe que o estatuto das associações conterá sob pena de nulidade.
O associado pode se retirar a qualquer momento, sem necessidade de justificar o pedido, poi \u201cninguém poderá ser compelido a associar-se ou permanecer associado\u201d (CF, art. 5º, XX)
Compete privativamente à assembleia geral: \u201c I \u2013 eleger os administradores; II \u2013 destituir os administradores; III \u2013 aprovar as contas; VI \u2013 alterar o estatuto\u201d. (art. 59)
O art. 55 do aludido diploma estabelece que os associados deve ter direitos iguais, mas acrescenta que o estatuto poderá instituir categorias com vantagens especiais.
 A qualidade de associado, segundo prescreve o art. 56 do Código \u201cé intransmissível, se o estatuto não dispuser o contrário\u201d. Poderá este, portanto autorizar a transmissão, por ato inter vivos ou causa mortis.
Em caso de dissolução da associação, os bens remanescentes serão destinados \u201cà entidade de fins não econômico designada no estatuto ou omisso este, por deliberação dos associados, a instituição municipal, estadual ou federal de fins idênticos ou semelhantes\u201d (CC, art. 61).
- As sociedades
Celebram contrato de se sociedade as pessoas que reciprocamente se obrigam a contribuir com bens ou serviços para o exercício de atividade econômica e a partilha entre si, dos resultados. A atividade pode restringir-se à realização de um ou mais negócios determinados.
As sociedades podem ser simples e empresárias. \u201cCom a instituição da sociedade simples, cria-se um modelo jurídico capaz de dar abrigo ao amplo espectro das atividades de fins econômicos não empresariais, com disposições de valor supletivo para todos os tipos de sociedade\u201d Miguel Reale. Como é a própria pessoa jurídica a empresaria \u2013 e não os seus sócios \u2013 o correto é falar-se \u201csociedade empresária\u201d e não \u201csociedade empresária\u201d.
As sociedades simples são constituídas, em geral, por profissionais que atuam em uma mesma área ou por prestadores de serviços técnicos (clinicas medicas, escritórios de advocacia, instituições de ensino, etc.) e têm fim econômico ou lucrativo.
As sociedades empresárias também visam lucro, mas distinguem-se das sociedades simples porque tem por objetivo o exercício da atividade própria de empresário sujeito ao registro previsto no art. 967 do Código Civil.
As sociedades empresárias assumem as formas de: sociedade em nome coletivo, sociedade em comandita simples, sociedade em comandita por ações, sociedade limitada, sociedade anônima ou por ações (art. 1039 a 1.092).
- As fundações
As fundações constituem um acervo de bens, que recebe personalidade jurídica para a realização de fins determinados, de interesse publico, de modo permanente e estável. Decorrem da vontade de uma pessoa, o INSTITUIDOR, e seus fins, de natureza, religiosa, moral, cultural ou assistencial, são IMÚTAVEIS.
As fundações podem ser particulares e públicas.
A fundação compõe-se assim, de dois elementos: o patrimônio e o fim. Este é estabelecido pelo instituidor e não pode ser lucrativo, mas social, de interesse público.
A necessidade de que os bens sejam livre é intuitiva, pois a incidência de qualquer ônus ou encargo sobre eles colocaria em risco a própria existência da instituição, na eventualidade de se desfalcarem ou virem a desaparecer, frustrando a realização de seus objetivos.
A constituição da fundação se desdobra em quatro fases:
A do ato de dotação ou ide instituição que compreende a reserva ou destinação de bens livres, com indicação dos fins a que se destinam e a maneira de administrá-los. Far-se-á por ato inter vivos (escritura pública) ou causa mortis (testamento). Pode o instituidor, enquanto fundação não adquirir personalidade pelo registro de seu estatuo, revogar a dotação formalizada por escritura publica, visto que até então os bens permanecem em seu patrimônio. Se o meio utilizado for o testamento, pode também o instituidor, nessa hipótese, revogá-lo. Denota-se a intenção de respeitar a vontade do instituidor. Se a fundação por ele idealizada não puder ser concretizada por esse motivo, os bens a ela destinados serão aproveitados em outra instituição do mesmo fim, dando-lhe eficácia ou incrementando o seu patrimônio (art. 63). O patrimônio da fundação pode ser constituído por diversas espécies de bens, devendo o instituidor, feita dotação por escritura pública, transferir-lhes a propriedade ou outro direito real, sobre eles, sob pena de serem registrados em nome dela por mandado judicial (CC, art. 64). Ficará o bem no patrimônio do instituidor, até o momento em que se operar a constituição da pessoa jurídica da fundação.
A da elaboração do estatuto, que pode ser direta ou própria (pelo próprio instituidor) ou fiduciária (por pessoa de sua confiança, por ele, designada). (art. 65). O instituidor pode, assim, elaborar o estatuo por inteiro como pode formular apenas as bases, ou seja, as clausulas gerais que deverão ser desenvolvidas pelo administrador que aceitou a incumbência. Se o instituidor não elabora o estatuto, nem indica quem deverá fazer, o MP poderá tomar a iniciativa. O mesmo acontecerá se a pessoa designada não cumprir o referido encargo no prazo que lhe foi assinado pelo instituidor ou não havendo prazo, dentro de 180 dias (CPC, art. 1202 e CC, art. 65).
A da aprovação do estatuto. O estatuo é encaminhado ao MP Estadual da localidade que é a autoridade