PESSOAS JURÍDICAS
11 pág.

PESSOAS JURÍDICAS


DisciplinaDireito Civil I51.770 materiais600.539 seguidores
Pré-visualização4 páginas
competente a que se refere o art. 65 do CC, para aprovação. Antes, verificará se o objeto é lícito (CC, arts. 65,66 e 69; LRP, art. 155), se foram observadas as bases fixadas pelo instituidor e se os bens são suficientes. O MP em quinze dias aprovará o estatuo, indicará modificações que entender necessárias ou lhe denegará aprovação. O juiz, antes de suprir a aprovação, poderá também fazer modificações no estatuto, a fim de adaptá-la aos fins pretendidos pelo instituidor. Qualquer alteração no estatuto deve ser submetida à aprovação do MP, devendo-se observar os requisitos exigidos no art. 67 do CC. Os fins ou objetivos da fundação NÃO podem todavia, ser modificados, nem mesmo pela vontade unanima de seus dirigentes. São INALTERAVEIS, porque somente o instituidor pode especificá-los e sua vontade deve ser prestigiada (CC, art. 62). Não podem aqueles também alienar, por qualquer forma, os bens da fundação que são inalienáveis, porque sua existência é que assegura a concretização dos fins visados pelo instituidor, salvo determinação em sentido diferente do instituidor. Mas a inalienabilidade NÃO é absoluta. Comprovada a necessidade da alienação, pode ser esta, em casos especiais, autorizada pelo juiz competente, com audiência do MP, aplicando-se o produto da venda na própria fundação, em outros bens destinados a consecução de seus fins, de acordo com a jurisprudência. Feita sem autorização judicial é NULA. Com autorização judicial pode ser feita, ainda que inalienabilidade tenha sido imposta pelo instituidor. Se a alteração estatuária não houver sido aprovada por unanimidade \u201cos administradores da fundação, ao submeterem o estatuo ao órgão do MP, requererão que se dê ciência a minoria vencida para impugná-la se quiser em dez dias\u201d (CC, art. 68) . Poderão os vencidos arguir, por exemplo, além de eventual nulidade, a desnecessidade da alteração que ela contraria os findas da fundação ou causa prejuízo à instituição. Permite-se assim que o Judiciário exerça o controle da legalidade do ato, visto que ao MP compete apenas o dever de fiscalizar e não o direito de decidir. O MINISTÉRIO PÚBLICO, ENCARREGADO DE VELAR PELAS FUNDAÇOES (CC, art. 66) poderá propor medidas judiciais para remover o improbo administrador da fundação ou lhe pedir contas que está obrigado a prestar.
A do registro que se faz no Registro Civil das Pessoas Jurídicas. É INDISPENSÁVEL, POIS SÓ COM ELE A FUNDAÇÃ O COMEÇA A TER EXISTÊNCIA LEGAL. As fundações extinguem-se em dois casos: a) se se tornar ilícitas (nociva), impossível ou inútil sua finalidade; b) se vencer o prazo de sua existência (CC, art. 69). A primeira hipótese é rara, mas poderá ocorrer se houver grave e criminoso desvio de finalidade ou mudança no ordenamento jurídico, mudando algo de lícito para ilícito. A impossibilidade decorre de problemas financeiros, a inutilidade quando a finalidade já foi consumada. A lei não estabelece prazo para a duração da fundação, mas o instituidor pode fixa-lo. Com a extinção da fundação, o patrimônio terá o destino previsto pelo instituidor no ato constitutivo. Se não foi feita essa previsão, o art. 69 determina que seja incorporado em outra fundação. Se não houver nenhuma fundação de fim semelhante a doutrina entende que os bens serão declarados vagos e passarão então ao Município ou ao Distrito Federal, se localizados nas respectivas circunscrições, incorporando-se ao domínio da União
- As organizações religiosas 
Uma entidade religiosa não pode limitar-se a ter apenas um fim, pois a sua própria manutenção já presume movimento financeiro. Sendo destinadas a culto e à adoração, não as possuem apenas as características de atividades humanas cujo objetivo é a satisfação de interesses e necessidades terrenas, materiais.
São aplicadas as normas referentes às associações, mas apenas naquilo que houver compatibilidade. 
- Partidos políticos 
Seus fins são políticos, não se caracterizado pelo fim econômico ou não. Assim, não podem ser associações ou sociedades, nem fundações porque não tem fim cultural, assistencial, moral ou religioso. 
DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA
Permite tal teoria que o juiz, em casos de fraude e de má-fé, desconsidere o principio de que as pessoas jurídicas têm existência distinta da dos seus membros e os efeitos dessa autonomia, para atingir e vincular os bens particulares dos ócios à satisfação das dividas da sociedade. 
Despersonalização é diferente da desconsideração. A primeira acarreta a dissolução da pessoa jurídica ou a cassação da autorização para seu funcionamento, enquanto na segunda \u201csubsiste o principio da autonomia subjetiva da pessoa coletiva, distinta da pessoa de seus sócios ou componentes, mas essa distinção é afastada, provisoriamente e tão só para o caso concreto. 
O primeiro diploma a tratar disso foi o Código de Defesa do Consumidor que no art. 28 e seus parágrafos autoriza o juiz a desconsiderar a personalidade jurídica da sociedade quando, \u201cem detrimento do consumidor, houver abuso de direito, excesso de poder, infração de lei, fato ou ato ilícito ou violação dos estatutos ou com trato social\u201d, bem como nos casos de \u201cfalência, estado de insolvência, encerramento ou inatividade da pessoa jurídica provocados por má administração\u201d
A doutrina e a jurisprudência reconhecem a existência de duas teorias no direito brasileiro sobre a teoria da desconsideração da personalidade jurídica.
A \u201cteoria maior\u201d que prestigia a contribuição doutrinaria em que a comprovação da fraude e do abuso por parte dos sócios constitui requisito para que o juiz possa ignorar a autonomia patrimonial das pessoas jurídicas.
A \u201cteoria menor\u201d, que considera o simples prejuízo do credo motivo suficiente para a desconsideração. Esta última não se preocupa em verificar se houve ou não utilização fraudulenta do principio da autonomia patrimonial, nem se houve ou não abuso da personalidade jurídica. Se a sociedade não possui patrimônio, mas o sócio é solvente, isso basta para responsabilizá-lo por obrigações daquela. 
A teoria maior por sua vez divide-se em objetiva e subjetiva. Para a primeira, a confusão patrimonial constitui o pressuposto necessário e suficiente da desconsideração. Basta, para tanto a constatação da existência de bens de sócio registrados em nome da sociedade e vice-versa. A teoria, subjetiva, todavia, não prescinde do elemento anímico, presente nas hipóteses de desvio de finalidade e fraude. É pressuposta inafastável para a desconsideração o abuso da personalidade jurídica. O pressuposta da desconsideração encontra-se principalmente na confusão patrimonial. 
Configura-se a confusão patrimonial quando a sociedade paga dividas do sócio ou este recebe créditos dela, ou o inverso, a existência de bens de sócio registrados em nome da sociedade e vice-versa. Ela não exaure as hipóteses em que cabe a desconsideração, na medida em que nem todas as fraudes se traduzem em confusão patrimonial.
RESPONASABILIDADE DAS PESSOAS JURÍDICAS
A responsabilidade jurídica por danos em geral pode ser penal e civil.
Responsabilidade das pessoas jurídicas de direito privado. 
A responsabilidade, no âmbito civil, pode ser contratual e extracontratual, sendo para esse fim equiparada à pessoa natural. Na órbita contratual essa responsabilidade caráter patrimonial emerge do art. 389 do Código Civil.
No campo extracontratual aa responsabilidade delitual ou aquiliana provém dos arts. 186, 187 e 927 bem como dos arts. 932, III e 933 do Código Civil que reprimem a prática de atos ilícitos e estabelecem, para o seu autor a obrigação de reparar o prejuízo causado, impodo a todos, indiretamente, o dever de não lesar outrem.
Só responde pelo dano, em principio, aquele que lhe der causa. 
Toda pessoa jurídica de direito privado, tenha ou não fins lucrativos, responde pelos danos causados a terceiros, qualquer que seja a sua natureza e os seus fins (corporações e fundações). Sobreleve a preocupação em não deixar o dana irressarcido. Responde, assim, a pessoa jurídica civilmente pelos atos de seus dirigentes ou