PESSOAS JURÍDICAS
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PESSOAS JURÍDICAS


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administradores, bem como de seus empregados ou prepostos que, nessa qualidade, causem dano a outrem.
A pessoa jurídica de direito privado responde como preponente pelos atos de seus empregados ou prepostos (responsabilidade por fato de terceiro), como também pelos seus órgãos (diretores, administradores, assembleias, etc.) o que vai dar na responsabilidade direta ou por fato próprio. A responsabilidade direta da pessoa jurídica coexiste com a responsabilidade individual do órgão culposo. Em consequência, a vítima pode agir contra ambos. Já se decidiu que \u201co administrador de pessoa jurídica só responde civilmente pelos danos causados pela empresa a terceiro quando tiver agido com dolo ou culpa, ou ainda, com violação da lei ou dos estatutos\u201d.
RESPONSABILIDADE DAS PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO
\u201cSe no plano do direito privado, o caso fortuito e a força maior se confundem nas suas consequências, para excluir igualmente a responsabilidade, diverso deve ser o tratamento dos dois institutos no âmbito da responsabilidade civil do Estado. Aqui se impõe \u2013 como adverte Themistacles Cavalcanti \u2013 a distinção entre o caso fortuito e força maior, porque, se a força maior decorre de um fato externo, estranho ao serviço, o caso fortuito provém do seu mau funcionamento, de uma causa interna, inerente ao próprio serviço; admite-se, por conseguinte, a exclusão da responsabilidade no caso de força maior, subsistindo, entretanto, no caso fortuito, por estar incluído este ultimo no risco do serviço\u201d Yussef Said.
A constituição federal de 1988
\u201cA pessoa jurídica de direito privado, na qualidade de concessionaria de serviço publico ,responde imediata a e diretamente pelos danos causados que as empresas contratadas causarem a terceiros, não se necessitando indagar da culpa ou dolo, pois sua responsabilidade está ancorada na culpa objetiva e surge do fato lesivo, conforme dispõe o ar 37, § 6º da CF. Desse modo o Estado responde apenas subidiarimanente, não solidariamente, pelos danos causados pela prestadora de serviços públicos, uma vez exauridos os recursos financeiros e patrimônio desta. A má escolha da entidade acarreta a responsabilidade subsidiaria do Estado, caso aquela se torne insolvente.
Pode o Estado alegar, além da força maior (danos inevitáveis, decorrentes de fenômenos da natureza, como raio, tempestade, etc) da culpa da vitima, exclusiva ou concorrente, também o fato exclusivo de terceiro, pois a CF o responsabiliza objetivamente apenas pelos danos que os seus agentes causarem outrem, agindo nessa qualidade
Reponsabilidade por atos omissivos

Cabe ação contra o Estado mesmo quando não se identifique o funcionário causador do dano, especialmente nas hipóteses de omissão da administração. Estes casos são chamados de \u201cculpa anônima\u201d da administração (enchentes em São Paulo que não foram solucionadas pelas diversas administrações por exemplo).
EXTINÇÃO DA PESSOA JURÍDICA
O ato de dissolução pode ocorrer d maneiras distintas
Convencional \u2013 por deliberação de seus membros, conforme quórum previsto nos estatutos ou na lei. A vontade humana criadora, hábil a gerar uma entidade com personalidade distinta e seus membros, é também capaz de extingui-la. No prazo determinado, quando houver \u201cconsenso unanime entre dos sócios\u201d. Neste ultimo caso, se a minorai deseja que ela continue, impossível será a sua dissolução por via amigável. Por outro lado, a minoria não conseguirá dissolvê-la a não ser recorrendo às vias judiciais, quando haja causa de anulação da sua constituição, tenha-se exaurido o fim social ou se verifique a sua inexequibilidade. A falta de pluralidade de sócios \u201caplica-se nos casos em que a sociedade seja constituída, apenas, por dois sócios. Se um dos sócios vier a falecer ou se retirar voluntariamente, a sociedade poderá continuar existindo pelo prazo de 180 dias ou 6 meses. Findo esse prazo, se o quadro social não puder ou não for recomposto, com o ingresso de um novo sócio, a sociedade deve ser dissolvida\u201d
Legal \u2013 em razão de motivo determinante na lei (art. 1028, II, 1033 e 1034), como, verbi gratia, a decretação da falência (Lei n. 11101 de 9-2-2005), a morte dos sócios (CC, art. 2028) ou desaparecimento do capital nas sociedades de fins lucrativos. AS associações que não os têm, não se extinguem pelo desaparecimento do capital.
Administrativa \u2013 quando as pessoas jurídicas dependem de autorização do Poder Publico e esta é cassada (CC, art.1033) se por infração a disposição de ordem publica ou pratica de atos contrários aos fins declarados no seu estatuto (art 1125), seja por se tornar ilícita, impossível ou inútil a sua finalidade (art. 69)
Judicial \u2013 quando se configuram algum dos casos de dissolução previstos em lei ou no estatuto, especialmente quando a entidade se desvia dos fins para que se constituiu, mas continua a existir, obrigando um dos sócios a ingressar em juízo.

O processo de extinção da pessoa jurídica realiza-se pela dissolução e pela liquidação. Esta refere-se ao patrimônio e concerne ao pagamento das dividas e à partilha entre os sócios. Se o destino dos bens não estiver previsto no ato constitutivo, a divisão e a partilha serão feitas de acordo com os princípios que regem a partilha dos bens da herança (CPC, art 1218)