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Nomenclatura biológica 2013.2

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nunca deve ser usado sozinho 
 
- grifado ou itálico 
 
- deve basear-se no tipo 
Formação dos nomes 
 
 
2 - Grupo de gênero 
 
- inclui gênero e subgênero 
 
- deve se basear em uma espécie tipo 
 
-inicial maiúscula 
 
 
Formação dos nomes 
 
 
3 - Grupo família 
 
- família, subfamília, tribo 
 
- baseador-se em um gênero tipo 
 
- inicial maiúscula 
 
- uninomial, substantivo, plural 
 
 
Uninominais (de subtribo a reino) 
 
 
Expressos por uma única palavra 
 
Substantivo no plural ou adjetivo 
 
Inicial maiúscula 
 
Não grifados 
Exemplos 
 
 
Coelenterata – Filo 
 
Insecta – Classe 
 
Ithomiidae – Família 
 
Ibiodionini - Tribo 
Uninominais - gênero 
 
 
Expressos por uma única palavra 
 
Substantivo no singular 
 
Inicial maiúscula 
 
Grifados: sublinhado, itálico 
Exemplos 
 
 
Musca – gênero 
 
Homo – gênero 
 
Citrus - gênero 
 
Binominais 
 
 
Espécie 
 
nome do gênero + epíteto específico 
 
(binômio) 
Nome da espécie 
 
Gênero + epíteto específico 
 
Epíteto 
• Adjetivo ou substantivo 
 
• Quando for adjetivo deve concordar com o 
gênero 
 
• Letra inicial minúscula 
 
• Grafado (itálico ou sublinhado) 
 
Araucaria braziliensis Fragaria vesca 
Escherichia coli 
Hylocartis cyanus 
ATENÇÃO!!! 
 
 
Assim - Taricanus truquii 
 
Nunca assim - truquii 
Trinômios 
 
Subgêneros e subespécies 
 
Nunca devem ser usados sozinhos 
 
O subgênero deve ser acompanhado do 
gênero 
 
A subespécie deve ser acompanhada da 
espécie. 
 
Em Botânica 
 
Subgênero 
 
 - precedido da palavra “subgênero” 
 - não apresenta parênteses 
 
Primula subg. Primula 
 
 
 
Em Botânica 
 
Subespécie 
 
 - precedida da palavra “subespécie” 
 
Primula primula subsp. primula 
 
 
Em Zoologia 
 
Subgênero 
 - não precedido da palavra “subgênero” 
 - parênteses 
 
Apis (Apis) 
 
Em Zoologia 
 
Subespécie 
- Não precedida da palavra “subespécie” 
 
Acanthoderes dawei sigmus 
 
Tetranominais 
 
 Formados por 4 nomes 
 
Taricanus (Microcanus) truquii mexicanus 
 
TIPIFICAÇÃO 
 
Tipo: é um objeto que fixa um nome aplicado 
a um táxon que contém esse objeto. 
 
- tipo de um nome de um grupo família: 
gênero-tipo 
- tipo de um nome genérico ou 
subgenérico: espécie-tipo 
- tipo de um nome específico ou 
subespecífico: espécime(s). 
TIPOS DA CATEGORIA DE ESPÉCIE 
 
Série-tipo 
 Conjunto de exemplares utilizados para a 
descrição da espécie 
 
 - Holótipo 
 Elemento utilizado pelo autor de um nome 
novo ou o elemento designado por ele como 
tipo 
 
 - Parátipos 
 Exemplares da série-tipo, exceto holótipo 
 
E quando o tipo não é designado no 
momento da descrição do táxon? 
 
Série sintípica: Se o autor estudou uma amostra de 
dois ou mais exemplares e não designou um como 
holótipo 
 
 - Lectótipo 
 Exemplar da série-síntipica que tem função de 
holótipo 
 - Paralectótipo 
 Demais exemplares da série-síntipica 
 
 
E quando o tipo é designado no momento 
da descrição do táxon e depois perdido? 
 
Neótipo 
 
 Exemplares escolhidos para substituir 
o tipo (perda do holótipo e parátipos) 
Onde depositar? 
 
Museus ou Instituições reconhecidas 
 
Rotulagem 
 
Inequívocamente de forma a indicar claramente 
seu estatuto 
 
A informação do rótulo deve coincidir com a 
indicada na publicação da nova espécie. 
 
Responsabilidades das instituições 
 
Assegurar rotulagem clara. 
 
Preservação 
 
Acessibilidade - pesquisa 
 
Publicar listas de material-tipo em sua posse 
 
Comunicar informações sobre os tipos a quem 
requisitar. 
 
Localidade-tipo 
 Localidade onde foi coletada o exemplar tipo. 
 
Relacionada com: 
 
 * A descrição original do táxon 
 
 * Dados que acompanham o material original 
 
 * No caso de fósseis, estratos tipo 
 
 * No caso de parasitos, hospedeiro tipo. 
 
 
LEI DA PRIORIDADE 
 
“Dentre todos os nomes propostos para 
um mesmo táxon, o mais antigo é o 
que tem validade” 
SINONÍMIA 
 
Nomes diferentes a um mesmo táxon 
Prionus saperda Fabricius, 1808 Tomopterus prontus Bates, 1900 
SINONÍMIA 
 
O nome válido  mais antigo 
 
Sinônimo sênior – nome antigo 
 
Prionus saperda Fabricius, 1808 
 
Sinônimo júnior – nome jovem 
 
Tomopterus prontus Bates, 1900 
HOMONÍMIA 
 
Organismos diferentes com mesmo nome 
Tulcus bubis Buck, 1810 
 (gênero de aves) 
Tulcus bubis Pizarro, 1940 
(gênero de peixes) 
HOMONÍMIA 
 
O homônimo mais recente - rejeitado e 
substituído 
 
Homônimo sênior 
Tulcus bubis Buck, 1810 
 
Homônimo júnior 
Tulcus bubis Pizarro, 1940 
TRANSFERÊNCIA DE TÁXON 
 
“Quando um táxon apresenta mudança 
na sua classificação, vale a lei da 
prioridade” 
 
 
1º Staphylinum discoideus Monné, 1945 
2º Philonthus 
3º Philonthus discoideus Monné, 1945 
 
TRANSFERÊNCIA DE TÁXON 
 
 
Em Zoologia 
 
 Coloca-se o autor e data de descrição 
entre parênteses após a mudança; 
 
Philonthus discoideus (Monné, 1945) 
 
TRANSFERÊNCIA DE TÁXON 
 
 
Em Botânica 
 
 Coloca-se o autor da mudança após o 
autor da descrição. 
 
Philonthus discoideus Monné, 1945 Stramaire 
 
Exercícios 
 
Em 1850, Martins descreveu uma espécie 
nova de bactéria e não designou o tipo 
na ocasião. Como os pesquisadores 
hoje devem proceder. 
Exercícios 
 
Após examinar a coleção de Araceae do 
Museu de Londres, Boileau (1902) 
descreveu Sclerostomus rotundatus. 
Lüderwaldt (1931) descreveu 
Sclerognathus ruficollis, inserindo 
erroneamente nesse gênero. O nome 
Sclerognathus havia sido pré-ocupado 
por um gênero de peixes em 1844. 
Exercícios 
 
Consultando um catálogo de fungos, foi 
encontrada a seguinte citação: 
 
Coelosis (Coelosis) bourgini (Dechambre, 
1976) 
Millotsis bourgini Dechambre, 1976 
1. Parênteses? 
2. É um caso de: