A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
21 pág.
Química Experimental Dez 2012

Pré-visualização | Página 3 de 7

programa Excel. 
 
 
7. MEDIDAS DE VOLUMES 
 
 As medidas de volume aproximadas são 
efetuadas geralmente com provetas graduadas, 
béqueres com escala, enquanto que as medidas 
volumétricas exatas, com aparelhos volumétricos 
(pipetas, balões volumétricos e buretas). 
 A prática de análise volumétrica requer a 
medida de volumes líquidos com elevada 
precisão. Para efetuar tais medidas são 
empregados vários tipos de aparelhos, que podem 
ser classificados em duas categorias: 
a) Aparelhos calibrados para dar escoamento 
a determinados volumes (pipetas e 
buretas); 
b) Aparelhos calibrados para conter um 
volume líquido (balões volumétricos). 
OBS: a leitura de volumes de líquidos claros deve 
ser feita pela parte inferior e a de líquidos escuros 
pela parte superior. 
 
a) Balões volumétricos: 
 
Os balões volumétricos são balões de 
fundo chato e gargalo comprido calibrados para 
conter determinados volumes líquidos. O traço de 
referência marcando o volume pelo qual o balão 
volumétrico foi calibrado é gravado sobre a meia-
altura do gargalo. A distância entre o traço de 
referência e a boca do gargalo deve ser 
relativamente grande para permitir a fácil agitação 
do líquido, quando, depois de completado o 
volume até a marca, se tem de homogeneizar uma 
solução. Assim, o ajustamento do menisco ao 
traço de referência poderá ser feito com maior 
exatidão. 
O traço de referência é gravado sob a 
forma de uma linha circular, de sorte que, por 
ocasião da observação, o plano tangente à 
superfície inferior do menisco tem que coincidir 
com o plano do círculo de referência. Os balões 
volumétricos são construídos para conter volumes 
diversos, os quais são os de 5, 10, 25, 50, 100, 
250, 500, 1000 e 2000 mL. Estes materiais são 
usados na preparação de solução de concentração 
conhecida. 
 
b) Pipetas 
 
 Existem duas espécies de pipetas, 
volumétricas ou de transferência (para dar 
escoamento a um determinado volume líquido) e 
graduadas ou cilíndricas (para livrar volumes 
variáveis de líquidos). 
 As pipetas volumétricas são construídas 
por um tubo de vidro com um bulbo na parte 
central. O traço de referência é gravado na parte 
do tubo acima do bulbo. A extremidade inferior é 
afilada e o orifício deve ser ajustado de modo que 
o escoamento não se processe rápido demais. As 
pipetas volumétricas são construídas com as 
capacidades de 1, 2, 5, 10, 15, 20, 50, 100 e 200 
mL. 
 As pipetas graduadas consistem de um 
tubo de vidro estreito e, geralmente graduadas em 
0,1 mL. São usadas para medir pequenos volumes 
líquidos com elevada exatidão. 
 Para se encher uma pipeta, coloca-se a 
ponta no líquido e faz-se sucção com um 
instrumento apropriado. Deve-se ter o cuidado de 
manter a ponta da pipeta sempre abaixo do nível 
do líquido. Para se escoar os líquidos, deve-se 
colocar a pipeta na posição vertical, com a ponta 
encostada na parede do recipiente que vai receber 
o líquido e aperta-se na indicação da pêra até que 
o líquido escoe totalmente. Não se deve soprar 
 
 
 
11 
 
 
uma pipeta. 
 
c) Buretas 
 
As buretas servem para dar escoamento a 
volumes variáveis de líquidos. São construídas de 
tubo de vidro uniformemente calibrados, 
graduados em 0,1 mL. São providas de 
dispositivos permitindo o fácil controle de 
escoamento. O dispositivo consiste de uma 
torneira de vidro entre o tubo graduado e a ponta 
afilada da bureta ou de uma pinça apertando o 
tubo de borracha ligado, de um lado, ao tubo 
graduado e, de outro, a um tubo de vidro afilado 
que funciona como ponta de bureta. As buretas 
podem ser dispostas em suportes universais 
contendo mufas. 
As buretas de uso mais constante são as de 
50 mL. As que têm torneira de vidro são 
preferidas às de pinça. Estas últimas não podem 
ser usadas no caso de soluções capazes de atacar a 
borracha, como as soluções de permanganato de 
potássio e iodo. Para o uso com soluções que 
possam sofrer o efeito da luz, são recomendadas 
buretas de vidro castanho. 
A ponta da bureta deve ser estreita, para 
que possa sair somente aproximadamente 50 mL 
por minuto, estando a torneira totalmente aberta. 
As buretas são usadas na análise volumétrica, de 
acordo com as seguintes recomendações: 
 
1.A bureta limpa e vazia é fixada a um suporte na 
posição vertical; 
 
2.Antes de usar o reagente, deve-se agitar o frasco 
que o contém, pois não é raro haver na parte 
superior do mesmo, gotas de água condensada; 
 
3.A bureta é lavada duas vezes com porções de 5 
mL do reagente em questão, que são adicionados 
por meio de um funil; cada porção é deixada 
escoar completamente antes da adição da 
seguinte; 
 
4.Enche-se então, a bureta até um pouco acima do 
zero da escala e remove-se o funil; 
 
5.Abre-se a torneira ou afrouxa-se a pinça para 
encher a ponta e expulsar todo o ar e, deixa-se 
escoar o líquido, até que a parte inferior do 
menisco coincida exatamente com a divisão zero. 
 
Material 
 
Béquer de 250 mL 
Erlenmeyer de 250 mL com escala 
Proveta de 100 mL 
Tubos de ensaio 
Estante para tubos de ensaio 
Pipeta volumétrica de 10 mL 
Pipetas graduadas de 10 mL 
Balão volumétrico de 100 mL 
 
Procedimento Experimental - individual 
 
1. Pipetar diferentes volumes (1; 2; 2,5; 3,2 e 
10,0 mL) de água com uma pipeta graduada 
de 10 mL e transferir para diferentes tubos 
de ensaio; 
2. Comparar 10 mL pipetados com a pipeta 
graduada e com a pipeta volumétrica; 
 
3. Medir 100 mL de água numa proveta de 
100 mL e transferir para um balão 
volumétrico de 100 mL. Calcule o erro 
relativo da proveta, considerando o valor 
real volume do balão volumétrico; 
 
4. Repetir o procedimento 3, medindo 100 
mL num béquer de 250 mL e depois num 
frasco de Erlenmeyer de 250 mL; 
 
5. Calcule o erro relativo da proveta, do 
béquer e do Erlenmeyer. 
 
 
8. MEDIDAS DE MASSAS 
 
 As balanças são instrumentos adequados 
para medir massas. O manuseio de uma balança 
requer muito cuidado, pois são instrumentos 
delicados e caros. Quando de sua utilização, 
devem ser observados os seguintes cuidados 
gerais: 
* manter a balança limpa; 
* não colocar os reagentes diretamente 
sobre o prato da balança; 
* os objetos a serem pesados devem estar 
limpos, secos e à temperatura ambiente; 
* a balança deve ser mantida travada 
caso não estiver sendo utilizada; 
 
 
 
12 
 
 
* as balanças analíticas devem estar 
travadas quando da retirada e colocação 
dos objetos a serem pesados; 
* nas balanças analíticas, os objetos 
devem ser colocados e retirados com a 
pinça e não com as mãos; 
* o operador não deve se apoiar na mesa 
em que a balança está colocada. 
 Para o uso da balança, deve-se observar a 
seguinte sequencia: 
*Verifique a capacidade e a precisão da balança; 
*Verifique se o prato está limpo; 
*Destrave a balança; 
*Zere a balança. 
 
Material 
 
5 rolhas de borracha 
Balança analítica 
Balança semi-analítica de 2 casas decimais 
Balança semi-analítica de 3 casas decimais 
Pinça 
 
Procedimento Experimental- individual 
 
1. Escolher qualquer uma das rolhas e pesá-la 
5 vezes em cada uma das três balanças; 
 
2. Determinar a precisão de cada balança a 
partir do cálculo do desvio padrão; 
 
3. Determinar o desvio padrão relativo em 
termos percentuais (ou coeficiente de 
variação) dos dados obtidos em cada 
balança; 
 
4. Calcular os erros absolutos e relativos de 
cada medida obtida nas balanças semi-
analíticas de 2 e de 3 casas decimais,