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Química Experimental Dez 2012

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considerando o valor real o obtido na 
balança analítica. 
 
 
9. TÉCNICAS DE FILTRAÇÃO 
 
 Filtração é a operação de separação de um 
sólido, de um fluido no qual está suspenso, pela 
passagem do líquido ou fluido através de um meio 
poroso capaz de reter as partículas sólidas. 
 Numa filtração qualitativa e dependendo 
do caso, o meio poroso poderá ser uma camada de 
algodão, tecido, polpa de fibras quaisquer, que 
não contaminem os materiais, mas o caso mais 
frequente é papel de filtro qualitativo. Para as 
filtrações quantitativas, usa-se geralmente papel 
de filtro quantitativo, ou placas de vidro 
sinterizado. Em qualquer um dos casos há uma 
grande quantidade de porosidade a ser 
selecionada, dependendo da aplicação. 
 Os papéis de filtro para fins quantitativos 
deferem dos qualitativos, principalmente por 
serem quase livres de cinzas (na calcinação). Estes 
papéis existem na forma de discos e apresentam 
várias porosidades: 
1. Faixa preta – textura aberta e mole que 
filtra rapidamente. Usos: precipitados 
grossos e soluções gelatinosas; 
2. Faixa branca – precipitados médios tipo 
sulfato de bário; 
3. Faixa azul – precipitados finos como o 
sulfato de bário formado à frio; 
4. Faixa vermelha – para materiais que 
tendem a passar para a solução ou 
suspensões coloidais; 
5. Faixa verde – no caso anterior quando se 
exige dupla folha da faixa vermelha; 
6. Fino – filtração de hidróxidos do tipo de 
alumínio e ferro. 
 
A filtração e a transferência do material retido 
no béquer devem ser feitas conforme as figuras 26 
e 27, respectivamente. 
 
Figura 28. Filtração comum. 
 
 
Figura 29. Transferência do precipitado com o 
auxílio de uma pisseta. 
 
 
 
13 
 
 
 
A filtração com funil de Buchner deve ser 
efetuada com sucção com o auxílio de uma bomba 
de vácuo e kitassato. No fundo do funil, sobre a 
placa plana perfurada é adaptado o disco de papel 
de filtro molhado, aderido devido à sucção. A 
sucção acelera a filtração, especialmente para 
precipitados gelatinosos. Um esquema de uma 
filtração com funil de Buchner é apresentada na 
figura 28. 
 
 
Figura 30. Esquema de uma filtração com funil 
de Buchner. 
 
 A filtração de suspensões microbianas é 
feita em membrana com 0,2 (Bacillus) ou 0,45 
mm de diâmetro de poro também se utilizando 
uma bomba de vácuo. A figura 29 apresenta um 
esquema de uma filtração com membrana. 
 
 
Figura 31. Esquema de uma filtração com 
membrana. 
 
 A equação a seguir é utilizada para 
a determinação da concentração (em g/L), após 
filtração de uma suspensão. 
 
 
 
Onde: 
m2 – massa de sólidos (em grama) 
m1 – massa da membrana ou papel de filtro 
quantitativo (em grama) 
V – volume filtrado (em litro) 
 
Material 
 
Funil comum 
Papel de filtro quantitativo 
Balão volumétrico de 100 mL 
Suporte universal 
Anel para funil 
Erlenmeyer de 250 mL 
Pisseta com água destilada 
Placa de Petril 
Papel de alumínio 
Dessecador 
Estufa de secagem 
Balança analítica 
 
Procedimento Experimental 
 
1. Transferir o bagaço de cana-de-açúcar para 
um balão de 100 mL; 
2. Adicionar água destilada e aferir o balão; 
3. Filtrar em papel de filtro quantitativo 
(faixa preta); 
4. Colocar o papel numa estufa de secagem a 
105ºC até massa constante; 
5. Pesar o papel, após esfriar em dessecador 
por 30 minutos; 
6. Expressar o resultado de concentração em 
g/L; 
7. Calcular o erro relativo do resultado, 
considerando o valor real sendo a 
concentração de bagaço na suspensão. 
8. Qual o erro relativo de um procedimento 
de filtração, sabendo-se que foram 
filtrados 100 mL? 
Dados: 
massa úmida do bg = 1,74 g; 
umidade do bg = 6,95 %; 
volume da suspensão = 100 mL; 
massa do papel + recipiente = 65,12 g; 
massa do papel + recipiente + bg após 
secagem = 64,74 g 
 
 
10. PREPARAÇÃO DE SOLUÇÕES E 
DILUIÇÕES 
 
 Uma solução é qualquer sistema 
monofásico constituído por soluto e solvente. 
Soluto (dissolvido) é a fase dispersa, é aquele que 
está em menor quantidade. Solvente (dissolvente) 
é o dispersante, é aquele que está em maior 
)(
))(( 12
LV
gmm
ãoConcentraç


 
 
 
14 
 
 
quantidade. A concentração ou título de uma 
solução expressa a relação entre a quantidade de 
soluto e a quantidade de solvente (ou da solução). 
 
Tipos de concentração 
 
 Concentração comum (C) – é a relação 
entre a massa do soluto (grama - g) e o volume da 
solução (litros - L). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Densidade (d) – é a relação entre a massa 
(g) da solução e o volume da solução, geralmente 
em mL ou cm
3
. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Concentração molar ou molaridade (m) – é 
a relação entre o número de moles do soluto (n1) e 
o volume da solução (litros). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Como o número de moles é a relação entre 
a massa e o mol de um composto, temos: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Uma solução 1 molar é aquela que 
apresenta 1 mol de soluto em 1 litro de solução. 
 
Concentração normal ou normalidade (N) 
– é a relação entre o número de equivalentes-
grama (nº eq) do soluto e o volume da solução em 
litros. 
 
 
 
 
 
 
 
 Como o número de equivalentes-grama é a 
relação entre a massa e o equivalente-grama (E) 
de um composto, temos: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Relação entre normalidade e molaridade 
 
 
 
Obs.: O uso do número de equivalentes-grama 
torna os cálculos estequiométricos muito mais 
rápidos, uma vez que os equivalentes-grama 
sempre reagem ou se substituem na proporção de 
um para um; por exemplo, 0,01 equivalente-grama 
de um ácido neutraliza 0,01 equivalente-grama de 
uma base ou 0,01 equivalente-grama de um 
oxidante oxida 0,01 equivalente-grama de um 
redutor, e assim por diante. Esse fato é muito 
importante e é conhecido como PRINCÍPIO DA 
EQUIVALÊNCIA. 
 
Equivalente-grama dos elementos químicos 
 
Equivalente-grama (E) de um elemento 
químico é o quociente do átomo-grama (A) pela 
valência (v) do elemento. 
 
 
 
 
 
 
Obs.: Grande parte dos elementos químicos 
apresentam mais de uma valência; 
consequentemente, possuirão equivalentes-gramas 
diferentes. 
 
 Ferroso → E = 56 = 28 g 
Ferro 2 
 Férrico → E = 56 = 18,6 g 
 3 
 
Duas propriedades muito importantes dos 
equivalentes-grama são: 
a) os equivalentes-grama reagem entre si na 
proporção de 1 : 1 
b) os equivalentes-grama se substituem (ou se 
deslocam) mutuamente nas reações químicas 
 
Equivalente-grama dos ácidos 
 
Equivalente-grama (E) de um ácido é o 
quociente do mol (M) do ácido pela valência total 
dos hidrogênios ionizáveis (v). 
 
 
 
 
 
 
 
 
15 
 
 
Considerando que o hidrogênio é 
monovalente, concluímos que para se ter a 
valência total dos hidrogênios ionizáveis basta 
contar o número de hidrogênios ionizáveis. 
 
Ex.: H2SO4 → E = 98 = 49 g 
 2 
 
Equivalente-grama das bases 
 
Equivalente-grama (E) de uma base é o 
quociente do mol (M) da base pela valência total 
das oxidrilas (v). 
 
 
 
 
 
Considerando que a oxidrila é 
monovalente, concluímos que para se ter a 
valência total das oxidrilas, basta contar o número 
de oxidrilas.