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Plexo lombossacral - Nervos, lesões - Trechos do DYCE

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jarrete e hiperextensão do boleto, resultando na quartela vertical. Como os extensores digitais não são afetados, os cascos são corretamente assentados quando o animal caminha e continuam a suportar uma parte do peso quando ele descansa. A postura anômala da articulação torna-se exagerada ao caminhar. (Capítulo: O Membro Pélvico dos Ruminantes)
Ramos Ventrais Sacrais e Caudais
Os ramos ventrais sacrais, caudais às raízes do plexo lombossacral e que as envolvem, dão origem a outros importantes nervos. Os nervos pélvicos compostos pelo fluxo parassimpático são discutidos na seção seguinte.
O nervo pudendo tem origem variável. É sensitivo para o reto, os órgãos reprodutivos interno e externo, e a pele perineal, sendo motor para grande parte da musculatura estriada perineal. Tem importância tanto fisiológica quanto aplicada, e, por ser variável, por ora é suficiente dizer que seu trajeto pela pelve é oblíquo, em direção à parte ventral da saída. O pudendo origina nervos perineais superficiais e profundos, além de vários ramos cutâneos e, por fim, continua como o nervo dorsal do pênis (ou do clitóris). O ramo perineal superficial inerva a pele do ânus, da vulva e da região perineal ventral, locais estritamente perineais.
O nervo perineal profundo supre a porção ventral da musculatura estriada do períneo, principalmente a dos órgãos reprodutivo. O tronco principal também emite ramos para a pele do prepúcio e do escroto em machos e para a parte caudal do úbere para fêmeas de ungulados.
Os nervos retais caudais se originam dos nervos sacrais mais caudais, algumas vezes sobrepondo a origem do nervo pudendo. Esses nervos emitem fibras sensitivas para o reto, ânus e pele perianal, e fibras motoras para a musculatura estriada perineal dorsal, incluindo o levantador do ânus. A divisão territorial entre esses nervos e o pudendo é bastante variável.
Os ramos ventrais dos nervos caudais suprem os músculos ventrais ou depressores da cauda.