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Histórico da Fonoaudiologia

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ortodontista, ortopedista funcional, cirurgião dentista, odontopediatria,
otorrinolaringologista, ou homeopata), está tomando para quando trabalhar
conjuntamente poder conduzir melhor o caso.
De acordo com BIANCHINI (1995), ao se fazer um diagnóstico
preciso das alterações funcionais orais não devemos apenas constar alteração.
Devemos sim procurar a real causa da alteração e suas implicações; delimitar
a melhor época para o tratamento fonoaudiológico e suas possíveis limitações;
discutir e trabalhar juntamente com outros profissionais e efetivar se realmente
o trabalho é necessário.
Assim como ocorre na motricidade oral a interdisciplinaridade está
inserida na linguagem, na voz e na audiologia.
É véspera da virada do século, a fonoaudiologia está começando
a atuar em serviços públicos de saúde. Já que era mais voltada a instituições e
clínicas privadas, como relata JESUS, M. etal (1994).
O Conselho Federal de Fonoaudiologia entra no século XXI,
retratando o crescimento e o amadurecimento profissional ao publicar uma
revista que irá provar a qualidade da produção científica dos fonoaudiólogos
brasileiros. E finalmente a Fonoaudiologia entra para o mundo da ciência e do
reconhecimento social, refere GOLDENBERG (1998).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A FONOAUDIOLOGIA É UMA PROFISSÃO NOVA E A SUA
HISTÓRIA FOI ENFOCADA PARA MELHOR ENTENDERMOS AS SUAS
TRANSFORMAÇÕES.
REALIZOU-SE UM ESTUDO BIBLIOGRÁFICO DESDE OS
PRIMÓRDIOS DA MEDICINA EM QUE OS MAGOS ERAM OS
CURANDEIROS QUE TINHAM O PODER DE AFASTAR OS “DEMÔNIOS”
QUE SE APOSSAVAM DAS PESSOAS.
E PARA QUE A FONOAUDIOLOGIA FOSSE RECONHECIDA
COMO PROFISSÃO FOI NECESSÁRIO PERCORRE UM GRANDE
CAMINHO.
NO INÍCIO A FONOAUDIOLOGIA ERA PRATICADA POR
GAGOS PROFESSORES E ENFERMEIROS QUE SE DIZIAM APTOS A
REALIZAR TRATAMENTOS DE VOZ, FALA E LINGUAGEM.
COM O PASSAR DO TEMPO DE PRÁTICOS PASSAMOS A
SER LOGOPEDISTAS. ENTÃO FEZ-SE NECESSÁRIO A CRIAÇÃO DE UM
CURSO PARA SE FORMAR TERAPEUTAS. ESTE EMBASADO NA
PSICOLOGIA, NA PEDAGOGIA E NA MEDICINA. MAS ISTO DE FORMA
SEPARADA POIS TINHA UMA FACULDADE LIGADA A PSICOLOGIA E
OUTRA A MEDICINA. AGORA ISTO NÃO QUERIA DIZER QUE SERIAMOS
PROFISSIONAIS COM STATUS DE CURSO SUPERIOR. E SIM MEROS
TECNÓLOGOS COMANDADOS POR OUTROS PROFISSIONAIS.
MAS DEPOIS DE ANOS DE LUTA EM QUE SE ENGAJARAM
VÁRIOS PROFISSIONAIS, ELA TORNOU-SE RECONHECIDA. ISTO
ACONTECEU EM 9 DE DEZEMBRO DE 1981.
COM A HOMOLOGAÇÃO DE CURSO SUPERIOR, FORAM
CRIADOS NOVOS CURSOS DE FONOAUDIOLOGIA; ELA CRESCEU E
ESPALHOU-SE PELO BRASIL.
A PARTIR DA DÉCADA DE 80 FOMOS AMADURECENDO E
PROCURANDO O NOSSO APERFEIÇOAMENTO COM ESTUDOS E
PESQUISAS.
E HOJE SOMOS PROFISSIONAIS QUE QUESTIONAMOS
NOSSAS CONDUTAS E A DE OUTROS PROFISSIONAIS AFINS. POIS A
INTERDISCIPLINARIDADE ESTA INSERIDA EM NOSSO CONTEXTO
HISTÓRICO.
UM EXEMPLO, É A NOSSA INTEGRAÇÃO COM A
ODONTOLOGIA COMO UM TODO. MARCHESAN (1994), REFERE “QUE
VIVEMOS NO PASSADO, UMA SITUAÇÃO EM QUE A ORTODONTIA
RARAMENTE ENCAMINHAVA SEUS PACIENTES PARA REALIZAREM
TRATAMENTO FONOAUDIOLÓGICO. NUM SEGUNDO MOMENTO, O
FONOAUDIÓLOGO PRATICAMENTE PASSOU A SER IMPRESCINDÍVEL
JUNTO A ESTES PROFISSIONAIS E, NO MOMENTO ATUAL, QUE EU
CONSIDERO DE MAIOR EQUILÍBRIO TEMOS ANALISADO ONDE E
QUANDO DEVEMOS TRABALHAR DE FATO EM CONJUNTO”.
A FONOAUDIOLOGIA UTILIZA-SE DO CONHECIMENTO DE
OUTRAS CIÊNCIAS NO SENTIDO DE ENRIQUECER A SUA PRÁTICA NUMA
PERSPECTIVA MAIS ABRANGENTE, CAPTANDO DESSA FORMA UMA
NOVA ESSÊNCIA DO SENTIR E DO SABER FONOAUDIOLÓGICO.
NÃO DEVEMOS TER UMA VISÃO COMPARTIMENTALIZADA
DO SABER. OS SABERES COMPLEMENTAM-SE, ENTRELAÇAM-SE,
PERMITINDO-NOS VER A UNIDADE NA MULTIPLICIDADE. COMO REFERE
MOTTA E MAZZONI (1998).
ASSIM A FONOAUDIOLOGIA VAI ENTRANDO NO SÉCULO
XXI, ADOTANDO NOVAS CONDUTAS E POSTURAS. MAS SEM DEIXAR DE
LADO O NOSSO OBJETIVO PRINCIPAL O PACIENTE.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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SP. Editora Pro-Fano, 1ª edição, 1995. 2,10p.
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Pontífice Universidade Católica – PUC-SP).
MARCHESAN, I. Q. Motricidade Oral – Visão Clínica do Trabalho
Fonoaudiológico integrado com outros especialidades. Editora Pancast,
São Paulo, 1993, 67p.