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Pena_Privativa_de_Liberdade_e_Regimes_de_Cumprimento

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de trabalho; V - descumprir, no regime aberto, as condições impostas; VI - inobservar os deveres previstos nos incisos II e V, do artigo 39, desta Lei. VII – tiver em sua posse, utilizar ou fornecer aparelho telefônico, de rádio ou similar, que permita a comunicação com outros presos ou com o ambiente externo. (Incluído pela Lei nº 11.466, de 2007) Parágrafo único. O disposto neste artigo aplica-se, no que couber, ao preso provisório.[129: NUCCI, Guilherme de Souza. Leis penais e processuais penais comentadas. Vol. 2. 6ª. ed. refor. e atual. São Paulo: RT, 2012, p. 299.]
II - sofrer condenação, por crime anterior, cuja pena, somada ao restante da pena em execução, torne incabível o regime (artigo 111).
Ex.: “A” está cumprindo pena de 7 anos por roubo no regime semiaberto. Sobrevém condenação a mais 3 anos por crime anterior (furto). O juiz deve recolocar “A” no regime compatível, ou seja, fechado - art. 33, §2º, a o condenado a pena superior a 8 (oito) anos deverá começar a cumpri-la em regime fechado.
§ 1° O condenado será transferido do regime aberto se, além das hipóteses referidas nos incisos anteriores, frustrar os fins da execução ou não pagar, podendo, a multa cumulativamente imposta.
Frustrar os fins da execução é abandonar o emprego que possuía ao tempo que ingressou no regime aberto. Não se aplica a parte final deste parágrafo 1º., segundo posição sustentada por parte da doutrina. É que a multa não pode ser convertida mais em prisão. Deve ser executada, art. 51 do CP. Nucci entende que o condenado deve pagar a multa, sob pena de regredir de regime. Cuida-se, aqui, de situação específica segundo o autor.[130: CAPEZ, Fernando. Curso de direito penal: parte geral. Vol. 1. 16ª. São Paulo: Saraiva, 2012, p. 423.][131: MIRABETE, Julio Fabbrini. Execução penal. 11ª. ed. rev. e atual. até 31 de março de 2004 por Renato N. FABBRINI. São Paulo: Atlas, 2004, p. 491; CAPEZ, Fernando. Curso de direito penal: parte geral. Vol. 1. 16ª. São Paulo: Saraiva, 2012, p. 423.][132: NUCCI, Guilherme de Souza. Leis penais e processuais penais comentadas. Vol. 2. 6ª. ed. refor. e atual. São Paulo: RT, 2012, p. 300.]
§ 2º Nas hipóteses do inciso I e do parágrafo anterior, deverá ser ouvido previamente o condenado.
É preciso que o condenado seja ouvido, sob pena de nulidade da decisão que determina a regressão de regime, nas hipóteses previstas neste parágrafo 2º.[133: MIRABETE, Julio Fabbrini. Execução penal. 11ª. ed. rev. e atual. até 31 de março de 2004 por Renato N. FABBRINI. São Paulo: Atlas, 2004, p. 493.]
O preso em regime aberto monitorado eletronicamente pode regredir de regime
É a hipótese parágrafo único, incisos I e VI do art.146-C da LEP que prevê que  “A violação comprovada dos deveres previstos neste artigo poderá acarretar, a critério do juiz da execução, ouvidos o Ministério Público e a defesa:  I - a regressão do regime; VI - a revogação da prisão domiciliar; 
Regras especiais para o regime aberto
Dispõe o art. 119 da LEP que “A legislação local poderá estabelecer normas complementares para o cumprimento da pena privativa de liberdade em regime aberto (artigo 36, § 1º, do Código Penal)”.
Legislação local = legislação estadual, promulgada pela Assembleia Legislativa dos Estados Federados brasileiros. Exemplo de norma complementar: criar cursos específicos para a frequência do condenado no regime aberto.[134: NUCCI, Guilherme de Souza. Leis penais e processuais penais comentadas. Vol. 2. 6ª. ed. refor. e atual. São Paulo: RT, 2012, p. 301.]
Síntese do regime aberto: preso no regime aberto não se submete ao exame criminológico; não se submete a trabalho interno dentro de estabelecimento penal; deve se submeter a trabalho ao ingressar no regime aberto; pode ser submetido ao Regime Disciplinar Diferenciado ou RDD; não precisa receber permissão de saída pela condição de liberdade em que se encontra; o STF já se admitiu receber saída temporária; pode obter remição.[135: CAPEZ, Fernando. Curso de direito penal: parte geral. Vol. 1. 16ª. São Paulo: Saraiva, 2012, p. 414.]
Regime especial – Mulheres Cumprem Pena em Estabelecimento Próprio
Conforme o art. 37 do CP “As mulheres cumprem pena em estabelecimento próprio, observando-se os deveres e direitos inerentes à sua condição pessoal, bem como, no que couber, o disposto neste Capítulo”. 
Direitos do preso
O art. 38 do CP dispõe que “o preso conserva todos os direitos não atingidos pela perda da liberdade, impondo-se a todas as autoridades o respeito à sua integridade física e moral”. O preso poderá perder alguns de seus direitos com a condenação. A perda da liberdade, de cargos públicos, de votar e de ser votado. Os direitos não atingidos com a condenação penal remanescem. Garantias constitucionais previstas no art. 5º. da CRFB/88 como a do direito à vida (art. 5º. caput); à integridade física (art. 5º, incisos III e XLIX); à igualdade (art. 5º. caput e inc. I); propriedade (art. 5º, incisos XXII e XXVII); liberdade de pensamento e religião (art. 5º, incisos IV e VI); intimidade, vida privada, honra, imagem (art. 5º, incisos X); educação e cultura (art. 205 da CRFB/88); indenização por erro judiciário (art. 5º, LXXV); individualização da pena (art. 5º, incisos XLI). Além das garantias constitucionais há direitos previstos na LEP: trabalho remunerado (art. 29 da LEP); alimentação, vestuário e instalações dignas (art. 12 e 13 da LEP); assistência à saúde (art. 14 da LEP); assistência social (art. 22 da LEP); receber visitas (art. 41, X da LEP) além de outros previstos no art. 44 a 43 da LEP.[136:   Art. 40 - Impõe-se a todas as autoridades o respeito à integridade física e moral dos condenados e dos presos provisórios. Art. 41 - Constituem direitos do preso: I - alimentação suficiente e vestuário; II - atribuição de trabalho e sua remuneração; III - Previdência Social; IV - constituição de pecúlio; V - proporcionalidade na distribuição do tempo para o trabalho, o descanso e a recreação; VI - exercício das atividades profissionais, intelectuais, artísticas e desportivas anteriores, desde que compatíveis com a execução da pena; VII - assistência material, à saúde, jurídica, educacional, social e religiosa; VIII - proteção contra qualquer forma de sensacionalismo; IX - entrevista pessoal e reservada com o advogado; X - visita do cônjuge, da companheira, de parentes e amigos em dias determinados; XI - chamamento nominal; XII - igualdade de tratamento salvo quanto às exigências da individualização da pena; XIII - audiência especial com o diretor do estabelecimento; XIV - representação e petição a qualquer autoridade, em defesa de direito; XV - contato com o mundo exterior por meio de correspondência escrita, da leitura e de outros meios de informação que não comprometam a moral e os bons costumes. XVI – atestado de pena a cumprir, emitido anualmente, sob pena da responsabilidade da autoridade judiciária competente. (Incluído pela Lei nº 10.713, de 13.8.2003) Parágrafo único. Os direitos previstos nos incisos V, X e XV poderão ser suspensos ou restringidos mediante ato motivado do diretor do estabelecimento. Art. 42 - Aplica-se ao preso provisório e ao submetido à medida de segurança, no que couber, o disposto nesta Seção. Art. 43 - É garantida a liberdade de contratar médico de confiança pessoal do internado ou do submetido a tratamento ambulatorial, por seus familiares ou dependentes, a fim de orientar e acompanhar o tratamento. Parágrafo único. As divergências entre o médico oficial e o particular serão resolvidas pelo Juiz da execução.]
 Trabalho do preso será remunerado e terá benefícios da previdência social
 Segundo o art. 39 do CP “O trabalho do preso será sempre remunerado, sendo-lhe garantidos os benefícios da Previdência Social”. Já vimos acima que o preso tem direito a auxílio reclusão caso o mesmo esteja vinculado ao sistema previdenciário. Além disso receberá, no mínimo, ¾ do salário mínimo mensalmente pelo trabalho que fizer no estabelecimento penal.
 Legislação especial – LEP 
O previsto no art. 40