Abuso do poder econômico e exploração direta da atividade pelo Estado - Resumo
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Abuso do poder econômico e exploração direta da atividade pelo Estado - Resumo

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Repressão ao abuso do poder econômico
A repressão ao abuso do poder econômico como o conjunto de estratégias adotadas
pelo Estado que, mediante intervenção na ordem econômica, têm o objetivo de neutrali-
zar os comportamentos causadores de distorção nas condições normais de mercado em
decorrência do acúmulo de riquezas.
Três pontos
Causa eciente para o abuso: o acúmulo de riquezas, ou o poder econômico.
Consequência: a distorção nas leis de mercado, de forma a desfavorecer a imensa
população de consumo.
A atuação do Estado-Regulador: a criação de leis e regulamentos administrativos
necessários para coibir esse tipo de prática.
Formas de abuso
A primeira delas é a dominação dos mercados. O mercado, como sabido, funciona
de acordo com a lei da oferta e procura. A segunda é a eliminação da concorrência.
Finalmente, temos como forma abusiva o aumento arbitrário dos lucros.
Trustes, cartéis e dumping
Truste é a forma de abuso do poder econômico pela qual uma grande empresa domi-
na o mercado e afasta seus concorrentes, ou os obriga a seguir a estratégia econômica
que adota. É uma forma impositiva do grande sobre o pequeno empresário.
Cartel é a conjugação de interesses entre grandes empresas com o mesmo objetivo,
ou seja, o de eliminar a concorrência e aumentar arbitrariamente seus lucros. Diante
do poderio econômico desses grupos, o pequeno empresariado acaba por sucumbir e,
por vezes, se deixar absorver pelo grupo dominante.
O dumping normalmente encerra abuso de caráter internacional. Uma empresa rece-
be subsídio ocial de seu país de modo a baratear excessivamente o custo do produto.
Como o preço é muito inferior ao das empresas que arcam com os seus próprios cus-
tos, cam estas sem condições de competir com aquelas, propiciando-lhes uma inevi-
tável elevação de lucros.
Intervenção
Intervenção do Estado no domínio econômico (Parte 2)
Direito Administrativo II
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Normas e meios repressivos
Principal fonte: Lei nº 12.529, de 30.11.2011, que estrutura o Sistema Brasileiro de De-
fesa da concorrência – SBDC.
O sistema compõe-se de dois órgãos básicos: o Conselho Administrativo de Defesa
Econômica – CADE e a Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da
Fazenda. O CADE tem a natureza jurídica de autarquia, vinculada ao Ministério da Justiça.
Infrações
A Lei nº 12.529/2011 aplica-se a pessoas físicas ou jurídicas, de direito público ou pri-
vado, e, ainda, a associações de entidades ou pessoas, de fato ou de direito, mesmo
que sem personalidade jurídica ou de caráter temporário, sendo prevista a responsa-
bilidade solidária da sociedade e dos dirigentes ou administradores. Além disso, incide
a teoria da desconsideração da personalidade jurídica no caso de abuso de direito
e infração à lei.
As infrações podem ser cometidas independentemente de culpa e são formalizadas
por atos que visam aos seguintes efeitos:
Limitar, falsear ou prejudicar a livre concorrência ou a livre iniciativa.
Dominar mercado relevante de bens ou serviços.
Aumentar arbitrariamente os lucros.
Exercer de forma abusiva posição dominante.
Sanções
A sanção mais comum é a de multa, que sofre variação conforme a natureza do sujeito
ou a gravidade da infração. Outras, porém, são previstas, como a publicação da deci-
são condenatória, a proibição de contratar com entidades ociais, a cisão da so-
ciedade, a transferência de controle acionário e a cessação parcial da atividade. É
aplicável, ainda, a pena de proibição de exercer o comércio pelo prazo de até 5 anos
e a inscrição do infrator no Cadastro Nacional de Defesa do Consumidor.
Acordo de leniência
É uma colaboração com o CADE, através da qual os infratores auxiliam efetivamente
nas investigações e no processo administrativo, além de fornecerem informações de
que resulte a identicação de outros envolvidos na infração e a obtenção de dados e
documentos que comprovem a sua prática.
Consumando-se o acordo, extingue-se a ação punitiva da Administração ou pro-
cede-se à redução de um ou dois terços da penalidade aplicável. A sionomia do ins-
tituto, como se pode constatar, assemelha-se à da delação premiada, existente na
legislação penal. O objetivo é o de compensar o informante, mediante atenuação ou
extinção da penalidade, em virtude dos resultados oriundos da informação, que dão
ensejo ao desfecho ou à solução de outras investigações.