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1. Capitalismo e Economia

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Produção de 
bens e serviços
Produção de 
bens e serviços
Produção de bens 
e serviços
3) Como obter 
obtê-la?
Ter superávit na 
balança 
comercial
Ter aumento de 
produtividade
Promover a 
especialização 
da economia
Promover a 
especialização da 
economia
Mario Rodarte (Cedeplar/FACE/UFMG) Economia A I 
3. Três grandes Economistas 
n  Um breve resumo sobre as principais idéias de três 
importantes teóricos da economia e do capitalismo ajudará no 
entendimento e na importância do estudo da economia. 
n  Dentre os diversos autores clássicos e não clássicos de 
economia, três deles são extremamente importantes na 
construção teórica para o entendimento das economias 
capitalistas, são eles, Adam Smith, Karl Marx e Keynes. 
n  Há também outros de grande importância para entender o 
capitalismo, como Ricardo, Malthus, Schumpeter e, ainda, 
Weber. 
Mario Rodarte (Cedeplar/FACE/UFMG) Economia A I 
3.1. Adam Smith (1723-1790) 
n  Publicado em 1776, portanto muito próximo da revolução 
francesa e posterior à revolução inglesa, A Riqueza das 
Nações, obra máxima de Adam Smith é um marco no estudo 
da economia. 
n  A conhecida idéia de Smith do Laissez faire é característica 
central no estudo das sociedades de mercado. 
n  A partir de um exaustivo estudo da natureza das relações 
econômicas, o papel do trabalho neste autor é de 
fundamental importância. 
n  Uma sociedade de mercado terá a sua dinâmica baseada na 
idéia do interesse individual e é este interesse individual, 
combinado com a divisão do trabalho, que estimulará o 
crescimento e gerará a riqueza das nações. 
Mario Rodarte (Cedeplar/FACE/UFMG) Economia A I 
3.1. Adam Smith (1723-1790) 
n  É daí que surge o mecanismo da competição, variável 
fundamental no sistema de mercado e que sinaliza, através 
de ajuste em preços e quantidades, o equilíbrio de mercado. 
n  Um vendedor não conseguirá vender o seu produto no 
mercado, qualquer que seja ele, se oferecer um preço maior 
que aquele que os demandantes estão dispostos a pagar. 
n  Do mesmo modo, em determinadas situações de mercado, 
um empregador que não estiver disposto a pagar os salários 
de seus trabalhadores que eles estão dispostos a receber, 
não conseguirá contratar nenhum trabalhador. 
Mario Rodarte (Cedeplar/FACE/UFMG) Economia A I 
3.1.1 A mão invisível em Smith 
n  A noção da mão invisível no trabalho de Smith é importante 
no sentido de entender como funciona o mecanismo de 
mercado. 
n  Na verdade este conceito é um resultado da idéia de 
equilíbrio determinado pelo ajuste de preços e quantidades. 
n  Embora a idéia de mão invisível represente relativamente 
bem uma sociedade de mercado, é importante notar que 
alguns casos os mecanismos tradicionais de mercado, onde 
os ajustes em preços e quantidades se dariam, simplesmente 
não funcionam, como por exemplo os bens públicos (um 
exemplo típico de bem público são as ruas, onde todos a 
utilizam e a forma de pagamento de sua utilização não se 
submete às tradicionais regras de mercado baseadas na mão 
invisível). 
Mario Rodarte (Cedeplar/FACE/UFMG) Economia A I 
3.1.1 A mão invisível em Smith 
n  Uma vez que Smith é um teórico do mercado e da 
importância das forças de mercado, para ele intervenções 
governamentais seriam danosas, pois conduziriam a uma 
alocação ineficiente no mercado. 
Mario Rodarte (Cedeplar/FACE/UFMG) Economia A I 
3.1.2 Crescimento econômico e 
divisão do trabalho 
n  Para Smith, o sistema de mercado permite que o crescimento 
econômico e da riqueza de cada nação cresça de forma 
constante. 
n  Os motivos que permitiriam este crescimento na sociedade 
de mercado são o desejo por lucros e a busca pela 
acumulação. 
n  O desejo de acumular cada vez mais é a força central para o 
constante crescimento da riqueza das nações. A acumulação 
de capital no sistema capitalista é o grande estimulador do 
crescimento e do desejo de lucrar e ganhar mais. 
Mario Rodarte (Cedeplar/FACE/UFMG) Economia A I 
3.1.2 Crescimento econômico e 
divisão do trabalho 
n  Desta forma, diversas maneiras de ampliar esta busca pela 
acumulação, que redundará em maior crescimento e maior 
acumulação de riqueza, é estimular o crescimento da 
produtividade e o meio para fazer isso é a divisão do trabalho. 
n  O meio pelo qual a divisão do trabalho pode ser estimulada e 
produzir efeitos virtuosos sobre a produtividade é a 
maquinaria e a tecnologia subjacente a ela. 
n  Observem como a construção teórica de Smith está 
intrinsecamente conectada com as mudanças históricas 
importantes que ocorria na Inglaterra no final do século XVIII 
com a revolução industrial. 
Mario Rodarte (Cedeplar/FACE/UFMG) Economia A I 
3.2. Karl Marx (1818-1883) 
n  Marx talvez tenha sido o pensador econômico que mais 
profundamente analisou e entendeu o capitalismo. 
n  Como observam Heilbroner e Thurow (1987), “enquanto 
Smith foi o arquiteto da ordem e do progresso do capitalismo, 
Marx foi o diagnosticador de sua desordem e problemas. 
n  Suas diferenças são baseadas fundamentalmente na visão 
oposta que tinham no que diz respeito a história. Para Smith 
a história é uma sucessão de estágios nos quais os seres 
humanos se inserem, partindo de uma sociedade inicial e 
rude de caçadores e pescadores até o estágio final de uma 
sociedade comercial. Marx via a histórica como uma contínua 
batalha entre as classes sociais.” 
Mario Rodarte (Cedeplar/FACE/UFMG) Economia A I 
3.2. Karl Marx (1818-1883) 
n  A outra dimensão do entendimento do capitalismo em Marx 
está na questão do lucro. 
n  Para ele, o lucro origina-se da mais-valia, que é basicamente 
o trabalho não pago. A noção de mais-valia é extremamente 
importante na construção teórica de Marx acerca do 
entendimento da sociedade capitalista. 
n  De fato é o trabalho gerador de um valor adicional que produz 
o lucro do capitalista. Como o capitalista é o detentor dos 
bens de capital, ou da maquinaria necessária para a 
produção, ele pode comprar a força de trabalho para produzir 
e gerar uma mais-valor, que é o lucro. 
Mario Rodarte (Cedeplar/FACE/UFMG) Economia A I 
3.2. Karl Marx (1818-1883) 
n  O processo de acumulação, portanto, é a conseqüência da 
dinâmica relação entre o capitalista buscando lucro e 
comprando a força de trabalho e do trabalhador na geração 
da mais valia. 
n  Mas um ponto fundamental, e que se diferencia 
fundamentalmente do argumento Smithiano, é o fato de que, 
para Marx, o processo de acumulação é disruptivo e sujeito a 
sistemáticas crises. 
Mario Rodarte (Cedeplar/FACE/UFMG) Economia A I 
3.2. Karl Marx (1818-1883) 
n  De fato, para Smith, o crescimento econômico é uma 
característica inerente e “bem comportada do capitalismo”. 
Trata-se, portanto, de uma visão extremamente otimista do 
movimento do processo de acumulação capitalista. 
n  Para Marx, ao contrário, as contradições internas do processo 
de acumulação conduz inexoravelmente a crises que, em 
algum momento, conduzem o sistema ao colapso. 
n  Independentemente das preocupações futurísticas de Marx 
acerca do capitalismo sejam ou não relevantes, o fato é que 
do ponto de vista econômico a idéia do capitalismo com um 
sistema sujeito a crises e instabilidade não pode ser negado. 
Mario Rodarte (Cedeplar/FACE/UFMG) Economia A I 
3.3 John Maynard Keynes 
(1883-1946) 
n  “Marx foi o intelectual do capitalismo como um sistema auto-
destrutivo; Keynes foi o engenheiro de sua recuperação. 
Hoje, isto não é mais uma observação incontestável. Para 
alguns, a doutrina de Keynes é perigosa e subversiva como 
aquelas de Marx – uma ironia do destino, uma vez que 
Keynes, ele próprio, era totalmente crítico ao pensamento 
marxiano e totalmente favorável