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Diário da Fábrica

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. Mas isso é possível para homens livres diferente do 
operário, em que o primeiro detalhe que demonstra essa servidão é o relógio de ponto 
no qual o quartel (fabrica) impõe metas e o operário que (se vire). 
O organismo humano esta sujeito a sofrimento e infelicidades, nega-se que o 
operário sofra com a monotonia, com a mudança que produz alivio e contrariedade 
devido a irritação causada pela maneira pela qual é ordenada a mudança. 
Quanto mais um trabalho tem a possibilidade de trazer tais dificuldades, tanto 
mais eleva o coração. Mas essa alegria e incompleta por falta de colegas, ou chefes que 
julguem e apresentem o valor do que se conseguiu. Nada mais forte no homem que a 
necessidade de se apropriar, não juridicamente, mas pelo pensamento, dos objetos entre 
os quais passa a sua vida, gasta a vida que tem dentro de si um jardineiro diz (minha 
grama), e esta certo. A propriedade jurídica é somente um dos meios, desse tal 
sentimento a todos os seres humanos, um operário sabe que presta serviços, o operário 
as serve não se serve delas. 
O operário não sabe o que produz, logo não tem o sentimento de ter produzido, 
mas de ter-se esgotado no vazio. O operário, embora indispensável para a fabricação, 
não conta quase nada nessa produção. 
Se o operário soubesse claramente, dia a dia , que parte esta construindo, nesse 
conjunto da fabrica, e que lugar ocupa na sociedade a fabrica em que trabalha, seria 
outra coisa. É possível fazer com que, de vez em quando, a fabrica seja percorrida, por 
revezamento, por equipe de operários, durante algumas horas pagas segundo o preço 
normal, acompanhando a visita com explicações técnicas. Permitir que os operários 
tragam suas famílias pra essas visitas, natural pois qual operário não fica feliz e 
orgulhoso de mostrar seu trabalho da sua família, para entender sua participação e 
compreender exatamente a parte que lhe coube. 
Mas enquanto continuar pelo processo normal sempre haverá no âmago da vida 
social um proletariado lixo da sociedade e cheio de ódio.O mal que se trata de curar 
interessa a toda sociedade. Nenhuma sociedade pode ser estável quando uma categoria 
inteira de trabalhadores trabalha todos os dias com desgosto.A humilhação degradante 
que acompanha cada um de seus esforços procura uma compensação numa espécie de 
imperalismo operário entretida pela propagandas derivadas dos marxismo, se um 
homem fabrica algo e realmente se sentisse fazendo isso, um orgulho legitimo ilimitado 
pelo pensamento de que sua classe esta destinada a fazer historia e a dominar tudo.