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acima.
Pode ingressar com um individual quando já se tem um coletivo, mas, atentar para o Art. 22 § 1º, se o individual não desistir, prevalece a tese individual, mesmo se diferente da decisão coletiva.
Organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e, em funcionamento a pelo menos 1 ano podem defender os interesses dos seus membros ou associados, esse 1 ano de funcionamento se aplica, somente, às associações legalmente constituídas.
Direito Difuso: Cujos titulares são indeterminados ou indetermináveis.
EX: do meio ambiente, se poluído não se sabe quantos são afetados, sabe-se do dano, mas não certamente a quem ele prejudica.
Direitos possíveis de tutela pelo MSC -> previstos no art. 21 § único da lei 12016/09.
	Segundo a lei são direitos coletivos e individuais homogêneos, não cabendo direitos difusos.
Mandado de Injunção
At. 102, I, “q” CF., competência, geralmente, do STF, mas STJ julga alguns casos, TJ em omissão estadual. Na prática quase sempre STF.
Mandado de injunção: Art. 5º LXXI. Trata-se de remédio para as chamadas omissões constitucionais, sendo utilizado na omissão do caso concreto, este mandado só vale para direito previsto na CF. Para interpor tem que provar o nexo de causalidade entra a omissão e o direito.
MI 670 (para o caso do Art. 37, VIII), mandou suprir a omissão com a lei de greve da iniciativa privada 7783/1989.
STF admite mandado de injunção individual e também coletivo. O caso do MI 670 é coletivo. A ele é aplicado, por analogia, as regras do mandado de segurança.
Conceito: é uma ação constitucional, de natureza civil e procedimento especial, que visa garantir o exercício de direito constitucional pendente de regulamentação, normalmente legislativa.
Ação Popular
Prevista no Art. 5º LXXIII – a regulação da ação está na lei 4717/1965.
	Ação constitucional, de natureza civil e procedimento especial, que se presta a garantia do patrimônio público em sentido amplo.
	
Legitimidade ativa: qualquer cidadão. Para ingressar com a ação, esta cidadania presente no Inciso LXXIII é em sentido estrito. Trata-se do votante, todo cidadão é nacional, porém, nem todo nacional é cidadão. O cidadão é o nacional + direitos políticos.
Também pode ser cidadão e não nacional. EX: Art. 12 § 1º, logo português entra com ação popular, pois este é cidadão, caso naturalizado e não nacional.
Legitimado passivo: autor ou responsável pelo ato lesivo. Ato que cause lesão ao patrimônio público.
Ação popular pode ser preventiva. EX: impedir o desmatamento para criar estacionamento, pois o patrimônio público citado é em sentido amplo.
A doutrina tradicional acredita que ocorre substituição processual na ação popular.
	Uma doutrina mais recente acha que não há substituição processual, pois acredita que o autor defende direito próprio, porém, se esta substituição ocorre, não é uma substituição processual clássica. Trata-se de uma substituição processual “sui generis”.
	
Objeto: Ato é passível de ação popular, lei não é objeto de ação popular.
Cabe liminar na ação popular.
Pessoa maior de 16 anos e menor de 18 pode entrar com ação popular?
Pode, pois é necessário ter capacidade política, e, ela tem, só se tiver título.
Doutrina e Jurisprudência dizem que o ato lesivo deve ser ilegal e lesivo.
REX 160.381 STF, se houve ato ilegal, a lesividade se presume, situação mais comum.
Eficácia das sentenças: Desconstitutiva: Anula-se o ato lesivo.
Condenatória: condena-se o responsável a ressarcir o prejuízo causado, no caso o agente que causou o ato lesivo, e, o dinheiro vai para o órgão prejudicado.
Ilegalidade – razão
Lesivo – ressarcimento
Lesão enorme (quase não ocorre). O ato até é legal, em sentido de legalidade, mas causa um prejuízo (lesividade) enorme pela sua consolidação que é previsível. Neste caso cabe ação popular mesmo o ato sendo legal.
O autor popular, se não litigar de má fé, não paga custas nem sucumbência. O ônus de comprovar má fé é do réu.
Ônus do réu comprovar que não houve a lesão. A ação popular não pode ser proposta pelo ministério público. Se um membro quer propor, tem que propor como CIDADÃO, não como membro, mas, o MP atua como fiscal da lei e, se o autor desistir, o MP, se quiser, pode conduzir a ação até o fim, porém, não tem obrigação.
Se sentença for improcedente por falta de provas,  ocorre, de acordo com o resultado do processo, a coisa julgada secundum eventum litis, o que significa dizer simplesmente que havendo procedência da demanda ou face à improcedência fundada em provas suficientes, operar-se-á coisa julgada; caso contrário, havendo improcedência por falta de provas, poderá ser proposta nova ação, com base em prova nova. Se o mérito for julgado, faz coisa julgada mesmo. 
Pessoa jurídica não entra com ação popular, sendo matéria sumulada 365 STF.
Ação Civil Pública
Art. 129, III, CRFB e § 1º CRFB – legitimidade ativa – preferencialmente para o MP, regulada pela lei nº 7347/1985.
	
Inquérito civil: é a fase preliminar que pode resultar na ação civil pública.
Pode ser feito um TAC- termo de ajustamento de conduta.
EX: empresa que polui acorda a corrigir com o MP, por meio de um TAC. Às vezes ou, muitas vezes, a ação começa pelo descumprimento de um TAC.
Pode se estabelecer multa no TAC ou, até mesmo antes dele.
Porém, a ação civil pública não é de exclusiva legitimidade do Mp. Art. 129 § 1º.
Lei 7347/1985 no seu Art. 5º LAPC prevê outros legitimados. (I, II, III, IV, V). Quando os outros legitimados atuarem, o MP atuará como fiscal da lei. 5 § 3º, se associação desiste da ação o MP pode assumir a ação, ele, ou outro legitimado. OAB também tem legitimidade, Art. 54 XIV lei 8906/94.
Art 5º § 6º nos disciplina que TAC não cumprido vira execução de título extrajudicial. 
Direito Difuso o que liga é uma circunstância de fato.
Direito Coletivo o que liga é uma relação jurídica base. EX: todos pertencem a uma determinada classe de profissionais...
	
Para defender os interesses Art. 82 CDC.
 Art. 82. Para os fins do art. 81, parágrafo único, são legitimados concorrentemente: 
        I - o Ministério Público,
A ação civil pública serve para os 3 casos do Art. 81 do CDC.
Art. 81. A defesa dos interesses e direitos dos consumidores e das vítimas poderá ser exercida em juízo individualmente, ou a título coletivo.
        Parágrafo único. A defesa coletiva será exercida quando se tratar de:
        I - interesses ou direitos difusos, assim entendidos, para efeitos deste código, os transindividuais, de natureza indivisível, de que sejam titulares pessoas indeterminadas e ligadas por circunstâncias de fato;
        II - interesses ou direitos coletivos, assim entendidos, para efeitos deste código, os transindividuais, de natureza indivisível de que seja titular grupo, categoria ou classe de pessoas ligadas entre si ou com a parte contrária por uma relação jurídica base;
        III - interesses ou direitos individuais homogêneos, assim entendidos os decorrentes de origem comum.
Conceito: Ação constitucional, de natureza civil e procedimento especial, regulada na lei, que visa proteger o patrimônio público e social, o meio ambiente e outros interesses difusos e coletivos, constituindo-se em função institucional do MP.
Ação de impugnação de mandato eletivo (Art. 14 §§ 10 e 11 CF)
Ação eleitoral, prevista na constituição federal, que tem por objetivo impugnar mandato obtido com abuso de poder econômico, corrupção ou fraude.
Procedimento Especial na lei 64/1990 Lei complementar Art. 3 ao 16.
Legitimidade Ativa: Entendimento é para coligações, partidos políticos, coligações, candidatos e o MP.
Ação proposta na justiça eleitoral. A competência é do juiz da diplomação, juízo o qual o candidato foi eleito.
TSE – presidente e vice presidente
TRE – senador, deputados estaduais ou federais e governadores do seu respectivo estado, incluindo vices e seus suplentes.
Junta Eleitoral – Órgão de 1º grau da JF. Julga prefeito, vice e vereador.