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DIR. PROC. PENAL II

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a termo.
Parágrafo único. O não oferecimento da representação na audiência preliminar não implica decadência do direito, que poderá ser exercido no prazo previsto em lei.”
2. Da Transação Penal
Discricionariedade: súmula 696 STF.
“Súm. 696 STF: Reunidos os pressupostos legais permissivos da suspensão condicional do processo, mas se recusando o Promotor de Justiça a propô-la, o Juiz, dissentindo, remeterá a questão ao Procurador-Geral, aplicando-se por analogia o art. 28 do Código de Processo Penal.”
Condições:
a) NÃO pode ser reincidente. Apesar da transação ser um direito subjetivo, a transação é um BENEFÍCIO (contradição da lei).
b) Uma vez a cada CINCO anos.
c) Art. 59 do CP: Antecedentes; Conduta Social; Personalidade; Motivos e Circunstâncias. Se preencher os outros requisitos (estes objetivos) terá direito a transação penal.
d) Ação Penal Privada: pacífico na jurisprudência do STJ e STF que CABE transação penal em ação penal privada.
e) Recurso: súmula 337 STJ.
“Súm. 337: É cabível a suspensão condicional do processo na desclassificação do crime e na procedência parcial da pretensão punitiva.”
f) Descumprimento: se descumprida a transação penal SEGUE o processo.
3. Da Suspensão Condicional do Processo
-> Também cabe em ação penal privada.
Condições:
a) Pena mínima igual ou inferior a 01 ano.
b) Reparação do dano, se possível. Art. 89, § 1º, I.
“Art. 89. Nos crimes em que a pena mínima cominada for igual ou inferior a um ano, abrangidas ou não por esta Lei, o Ministério Público, ao oferecer a denúncia, poderá propor a suspensão do processo, por dois a quatro anos, desde que o acusado não esteja sendo processado ou não tenha sido condenado por outro crime, presentes os demais requisitos que autorizariam a suspensão condicional da pena (art. 77 do Código Penal).
§ 1º Aceita a proposta pelo acusado e seu defensor, na presença do Juiz, este, recebendo a denúncia, poderá suspender o processo, submetendo o acusado a período de prova, sob as seguintes condições:
I - reparação do dano, salvo impossibilidade de fazê-lo;”
c) Proibições e obrigações: não pode se ausentar da comarca sem autorização do Juiz, p. ex. Art. 89, § 1º, II, III e IV.
“Art. 89, § 1º:
II - proibição de freqüentar determinados lugares;
III - proibição de ausentar-se da comarca onde reside, sem autorização do Juiz; -> MUITO COMUM (99% dos casos)
IV - comparecimento pessoal e obrigatório a juízo, mensalmente, para informar e justificar suas atividades. -> SUPER COMUM, geralmente é mensalmente, conduto pode se negociar.
d) Art. 77: multa não imp; Art. 59 CP.
e) Revogação: 
Obrigatória: reparação do dano ou outro crime. 
“Art. 89, § 3º A suspensão será revogada se, no curso do prazo, o beneficiário vier a ser processado por outro crime ou não efetuar, sem motivo justificado, a reparação do dano.”
Facultativa: contravenção ou outros.
“Art. 89, § 4º A suspensão poderá ser revogada se o acusado vier a ser processado, no curso do prazo, por contravenção, ou descumprir qualquer outra condição imposta.”
f) Extinção da Punibilidade:
“Art. 89, § 5º Expirado o prazo sem revogação, o Juiz declarará extinta a punibilidade.”
Recursos
Rejeição: Apelação -> prazo de 10 dias.
Embargos Declaratórios -> prazo de 05 dias. Os ED’s SUSPENDEM o prazo para outros recursos.
Sentença Absolvição: Apelação -> prazo de 10 dias.
Turmas Recursais: órgão de 2º grau do JECRIM.
“Súmula 203 STJ: Não cabe recurso especial contra decisão proferida, por órgão de segundo grau dos Juizados Especiais.”
“Súmula 640 STF: É cabível recurso extraordinário contra decisão proferida por juiz de primeiro grau nas causas de alçada, ou por turma recursal de juizado especial cível e criminal.”
Obs.:
Interrupção: zera e tem o prazo cheio.
Suspensão: retoma a contagem de onde parou.
Tribunal do Júri
Legislação: art. 5º, XXXVIII, CF, art. 74, §1º CPP e art. 406 e ss CPP.
Denúncia ou Queixa/Recebe ou Rejeita/Defesa Escrita – 10 dias/Vista ao MP – Art. 409, preliminares e documentos/AIJ/Arrolar as Testemunhas de Plenário/Plenário.
AIJ: vítima; testemunhas de acusação; testemunhas de defesa; peritos; interrogatório; debate oral; decisão:
- Pronúncia: art. 413 CPP. Ocorre quando o juiz se convencer da materialidade e de que existem indícios suficientes de autoria ou participação. É uma decisão interlocutória, mista e não terminativa (pois continua o processo), atacável por um Recurso em Sentido Estrito do art. 581, inciso IV. NÃO FAZ coisa julgada material, apenas coisa julgada formal (só preclusão). Inclui somente qualificadoras e causas de aumento, NÃO se coloca agravantes.
“In dubio pro societate”: O Supremo Tribunal Federal (ver: RE 540999/SP) e o Superior Tribunal de Justiça (ver: HC 58.823/MT) recentemente reafirmaram a validade do brocardo, declarando ser incabível o trancamento de ação penal, na via estreita do habeas corpus, quando, presente a materialidade de crime doloso contra a vida, há indícios de autoria, sendo certo que, em caso de dúvida, em razão do princípio in dubio pro societate, norteador dessa fase preliminar de mera suspeita, cabe ao juiz acolher a acusação e pronunciar o réu.
“Art. 413. O juiz, fundamentadamente, pronunciará o acusado, se convencido da materialidade do fato e da existência de indícios suficientes de autoria ou de participação
§ 1o  A fundamentação da pronúncia limitar-se-á à indicação da materialidade do fato e da existência de indícios suficientes de autoria ou de participação, devendo o juiz declarar o dispositivo legal em que julgar incurso o acusado e especificar as circunstâncias qualificadoras e as causas de aumento de pena.
(...)
§ 3o  O juiz decidirá, motivadamente, no caso de manutenção, revogação ou substituição da prisão ou medida restritiva de liberdade anteriormente decretada e, tratando-se de acusado solto, sobre a necessidade da decretação da prisão ou imposição de quaisquer das medidas previstas no Título IX do Livro I deste Código. -> Depende da necessidade do caso concreto.”
Cuidado com a linguagem empregada na pronúncia para não contaminar os jurados. Atenção ao excesso de eloquência na decisão de pronúncia.
Art. 472, p. único e art. 478.
O que é uma pronúncia imprópria? é quando o juiz pronuncia o réu pelo crime, mas impronuncia (afasta) a qualificadora.
- Impronúncia: decisão terminativa que encerra o processo sem julgamento de mérito, da qual cabe apelação (art. 416 c/c 593, II).
“Art. 414. Não se convencendo da materialidade do fato ou da existência de indícios suficientes de autoria ou de participação, o juiz, fundamentadamente, impronunciará o acusado.”
- Absolvição Sumária: em situações extremas e expressamente previstas. Cabe apelação (art. 416). Também aplica-se o in dubio pro societate.
“Art. 415. O juiz, fundamentadamente, absolverá desde logo o acusado, quando:
I – provada a inexistência do fato;
II – provado não ser ele autor ou partícipe do fato;
III – o fato não constituir infração penal;
IV – demonstrada causa de isenção de pena ou de exclusão do crime.” -> Excludentes de culpabilidade e da ilicitude.
Culpabilidade: 
Imputabilidade X Inimputabilidade
Consciência potencial da ilicitude X Erro de proibição
Exigibilidade de condutar diversa X Inexigibilidade de conduta diversa
“Art. 415. Parágrafo único. Não se aplica o disposto no inciso IV do caput deste artigo ao caso de inimputabilidade prevista no caput do art. 26 do Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal, salvo quando esta for a única tese defensiva.”
Doente Mental (Inimputável)
Com tese defensiva: (legítima defesa, p. ex.) tratar como imputável = sentença de absolvição imprópria + medida de segurança.
Sem tese defensiva: única defesa -> inimputável = absolvição sumária + medida de segurança.
Conexão
O conexo será redistribuído.
- Desclassificação (própria ou imprópria): o juiz pode entender que o crime NÃO é doloso contra a vida. Desclassificar é dar ao fato uma definição jurídica diversa, é reclassificar o crime, tanto para mais grave como para menos grave. Essa