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DIR. PROC. PENAL II

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a decisão, como regra interrompe o prazo para outros recursos. No âmbito do JECRIM, não zera e começa de novo, após a decisão já começa a contar o prazo da Apelação (6, 7, 8, 9, 10).
Excepcionalmente, poderão ter efeito infringente ou modificativo.
Agravo
Segue a temática do RSE. Sempre que houver uma decisão que gere um prejuízo ao preso.
Efeito devolutivo misto: primeiro vai para o juiz que proferiu a decisão para que mantenha ou se retrate, se mantiver aí vai para o Tribunal.
Carta Testemunhável (arts. 639-646)
	Por petição, no prazo de 02 dias. Ataca decisão que denega recurso ou que recebe o recurso mas não deixa subir. Serve para impugnar decisão que denegou RSE ou Agravo da LEP.
“Art. 639. Dar-se-á carta testemunhável:
I - da decisão que denegar o recurso;
II - da que, admitindo embora o recurso, obstar à sua expedição e seguimento para o juízo ad quem.”
Procedimento do art. 641 do CPP.
Efeito devolutivo misto: é regressiva no primeiro momento e caso não seja retratada a decisão, será devolvida para o tribunal.
Recurso Especial e Recurso Extraordinário
Primeiro é feito um juízo de admissibilidade no TJ ou no TRF (tribunal a quo). Os recursos exigem o esgotamento das vias recursais ordinárias. Não se discute matéria de fato ou prova (súmula 7 STJ e súmula 279 STF). Atenção: não se discute prova, mas pode se discutir o regime da prova (lícita ou ilícita).
Prazo de interposição: 15 dias.
Recurso Especial: ao Superior Tribunal de Justiça, Lei nº 8.038, art. 105, III da CF e Regimento Interno do STJ. Súmula 203 STJ e 640 STF. INFRACONSTITUCIONAL.
JECRIM: decisão de Turma Recursal NÃO cabe REsp, só o RE.
“Art. 105. III - julgar, em recurso especial, as causas decididas, em única ou última instância, pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados, do Distrito Federal e Territórios, quando a decisão recorrida:
a) contrariar tratado ou lei federal, ou negar-lhes vigência;
b) julgar válido ato de governo local contestado em face de lei federal;
c) der a lei federal interpretação divergente da que lhe haja atribuído outro tribunal.”
Alínea “a”: Código Penal, Código de Processo Penal e Leis Ordinárias. Discutir a ilicitude da prova (art. 157) não é reexame (súmula 7), portanto cabe REsp.
Obs.: Divergência na doutrina - predomina o entendimento de que quanto a Convenção América de Direitos Humanos, por ter um caráter supralegal (abaixo da CF mas acima das leis ordinárias) caberia RE não REsp.
Alínea “b”: não é matéria penal.
Alínea “c”: súmulas 13 e 83 do STJ, art. 26, parágrafo único da Lei 8.038.
Recurso Extraordinário: Supremo Tribunal Federa, Lei nº 8.038, art. 102, III da CF e Regimento Interno do STF. CONSTITUCIONAL.
“Súmula 281 STF: É inadmissível o recurso extraordinário, quando couber, na justiça de origem, recurso ordinário da decisão impugnada.”
“Art. 102. III - julgar, mediante recurso extraordinário, as causas decididas em única ou última instância, quando a decisão recorrida:
a) contrariar dispositivo desta Constituição;
b) declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal;
c) julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face desta Constituição.
d) julgar válida lei local contestada em face de lei federal.”
Alínea “a”: missão de guardião da CF. Essa ofensa deve ser direta e frontal à Constituição (sem lei ordinária no caminho).
Alínea “b”: súmula vinculante 10 (reserva de plenário). Ex.: violação à CADH.
Alíneas “c” e “d”: não são matéria penal.
As súmulas servirão como medidas restritivas de acesso.
Se há violações “duplas” (CP e CF, p. ex.) REsp e RE ao mesmo tempo (no mesmo prazo).
É exigido preparo (súmula 187 STJ) para ambos os recursos, é imprescindível.
Ambos os recursos tem efeito devolutivo (sobe) e fundamentação vinculada (“vinculada ao artigo “X”).
Art. 27,§ 2º, Lei 8.038: “§ 2º - Os recursos extraordinário e especial serão recebidos no efeito devolutivo.”
Pré-questionamento: a rigor, quem faz o prequestionamento é o Tribunal. O prequestionamento exige manifestação do Tribunal. A parte interessada indica, ventila, suscita... Se o Tribunal NÃO se manifestar entra-se com Embargos Declaratórios quanto ao pré-questionamento, para ventilar novamente. Negar os ED’s viola o art. 619 CPP (Embargos Declaratórios).
“Súmula 211 STJ: Inadmissível recurso especial quanto à questão que, a despeito da oposição de embargos declaratórios, não foi apreciada pelo tribunal "a quo".”
Pode ser explícito: é quando o acórdão recorrido expressamente enfrenta a questão. Como regra, o STF só aceita o explícito.
E implícito é quando o tribunal decide sem enfrentar diretamente a violação.
Repercussão Geral – Art. 102, § 3º CF
	Deve ser feita através de uma preliminar formal (demonstrar) mostrando que a questão gera problemas gerais, não apenas ao caso em tela.
“Art. 102. § 3º No recurso extraordinário o recorrente deverá demonstrar a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso, nos termos da lei, a fim de que o Tribunal examine a admissão do recurso, somente podendo recusá-lo pela manifestação de dois terços de seus membros.”
Ver: HC 94.408 - HC 96.059
Direito de recorrer em liberdade: para atribuir efeito suspensivo no STJ medida cautelar inominada (art. 798 CPC) – no STF Habeas Corpus preventivo.
TJ e TRF: pré-admissibilidade do recurso. Se o tribunal a quo não admitir... Em 05 dias entrar com um Agravo em REsp ou Agravo em RE. Lei 12.322 + art. 544 CPC + Súmula 699 STF + Resolução 07/10 STJ e Resolução 450 e 451 STF.
Habeas Corpus
Ação de natureza mandamental -> eficácia da sentença (faz isso, não faz isso...) com status constitucional, é uma ação de cognição sumária/limitada (não admite ampla dilação probatória ou análise complexa de prova, a prova deve ser pré-constituída. Não pode discutir tudo sobre circunstâncias fáticas ou aspectos formais de crime; não discute se é ou não é autor – trabalha com o fumus).
Pode ser preventivo ou liberatório. O preventivo é quando está na iminência de sofrer uma ilegalidade e entra com o HC para prevenir (chamado de salvo conduto). O ato coator ainda não existe, é uma ameaça de sofrer a coação. No liberatório já está sofrendo a coação e quer uma ordem para fazer cessar este ato ilegal.
“Art. 647. Dar-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar na iminência de sofrer violência ou coação ilegal na sua liberdade de ir e vir, salvo nos casos de punição disciplinar.”
Art. 648 (análise) – Cabimento do Habeas Corpus (contra ato de Juiz e Tribunal)
I - Quando não houver causa que legitime a prisão ou a coação ilegal;
II – Excesso de prazo -> pena máxima 04 anos; prazo – sanção = ineficácia;
III – Autoridade que decretou a prisão não tem competência para fazê-la;
IV – Cessou o motivo que autorizou a coação. As prisões cautelares são situacionais, ou seja, tutelam uma situação fática. Desaparecida a situação fática legitimante cabe HC.
V – Fiança;
VI – Processo manifestamente nulo. Habeas buscando anulação do processo, como instrumento de colateral ataque. Ex.: perícia ilegal, quebra de sigilo fiscal ilegal etc;
VII – Extinção da punibilidade.
Habeas Corpus contra ato de particular. Cabe?
O habeas não exige autoridade coatora, mas sim violência ou coação ilegal. Ex.: internação compulsória.
Segue o princípio de hierarquia, escalonamento hierarquizado. Sempre para uma autoridade superior àquela que cometeu o ato.
Polícia -> Juiz
Juiz -> TJ ou TRF
Tribunal -> STJ
STJ -> STF
STF -> DEUS!
No caso de particular endereça-se ao Juiz de primeiro grau.
JECRIM -> Turma Recursal
Turma Recursal -> TJ
Quando for ato coator de Promotor de Justiça -> TJ 
“ 	“ Procurador da República -> TRF
Habeas continuação... pegar com Érica
NÃO É UM RECURSO, é uma ação de cunho mandamental, na qual não se admite produção de prova (dilação probatória) muito menos incursões no conteúdo probatório. Permite que discuta prova pré-constituída e o regime legal das provas (licitude ou não).
Recurso Ordinário Constitucional
Prazo -> 05 dias. Interposto por