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DIR. PROC. PENAL II

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advogado. Não tem custas processuais nem efeito suspensivo. NÃO CABE LIMINAR.
“Súmula 319 STF: o prazo do recurso ordinário para o Supremo Tribunal Federal, em "habeas-corpus" ou mandado de segurança, é de cinco dias.”
Revisão Criminal – Art. 621 e ss CPP
NÃO É RECURSO. É uma ação de impugnação de competência originária dos tribunais e que tem uma força constitutiva negativa. Serve para desconstituir um julgado ou decisão. Meio extraordinário de impugnação, ação de impugnação, etc. O objeto será SEMPRE uma sentença condenatória ou absolutória imprópria, é sempre PRO RÉU, nunca PRO SOCIEDADE. Só cabe em processos com TRÂNSITO EM JULGADO.
“Art. 621. A revisão dos processos findos será admitida:
I - quando a sentença condenatória for contrária ao texto expresso da lei penal ou à evidência dos autos;
II - quando a sentença condenatória se fundar em depoimentos, exames ou documentos comprovadamente falsos;
III - quando, após a sentença, se descobrirem novas provas de inocência do condenado ou de circunstância que determine ou autorize diminuição especial da pena.”
Art. 621 – I: Quando a conduta é atípica, p. ex. quando há nulidade processual. E quando a decisão for manifestamente contra a prova.
II – Prova falsa. É necessário demonstrar o nexo causal. A sentença deve ter se fundado 100% na prova falsa.
III – Surgimento de novas provas ou aquela pré-existente mas que era desconhecida e não foi introduzida no processo. Cautelar de Justificação, art. 861 CPC.
Competência
Da decisão de primeiro grau: para o TJ ou TRF.
Da decisão de segundo grau: para o grupo criminal (formado por 2 câmara) ou seção criminal.
Quando é decisão proferida pelo STJ ou STF: uma revisão criminal só é julgada pelo STJ quando os argumentos da revisão coincidirem com aqueles argumentos da decisão proferida em REsp. Por exemplo: nulidade, prova ilícita.
Para STF é a mesma coisa.
Não pode ser o mesmo relator.
Não se fala em efeito devolutivo ou suspensivo POIS NÃO É RECURSO, É UMA AÇÃO.
Excepcionalmente o relator recebe a revisão criminal, quando a ilegalidade é escancarada art. 654, 2º.
NÃO TEM PRAZO PARA INTERPOSIÇÃO.
Até para decisões do Júri: emendatio libelli (art. 383).
“Art. 626. Julgando procedente a revisão, o tribunal poderá alterar a classificação da infração, absolver o réu, modificar a pena ou anular o processo.
Parágrafo único. De qualquer maneira, não poderá ser agravada a pena imposta pela decisão revista.”
A responsabilidade do Estado é OBJETIVA.
“Art. 630. O tribunal, se o interessado o requerer, poderá reconhecer o direito a uma justa indenização pelos prejuízos sofridos.
§ 1o Por essa indenização, que será liquidada no juízo cível, responderá a União, se a condenação tiver sido proferida pela justiça do Distrito Federal ou de Território, ou o Estado, se o tiver sido pela respectiva justiça.
§ 2o A indenização não será devida:
a) se o erro ou a injustiça da condenação proceder de ato ou falta imputável ao próprio impetrante, como a confissão ou a ocultação de prova em seu poder;
b) se a acusação houver sido meramente privada.”
Mandado de Segurança – Art. 5º, inciso LXIX e Lei 12.016/2009
Atua num espaço da qual não cabe recurso nem habeas corpus. É uma ação autônoma de impugnação, não é recurso. De natureza mandamental que pode ser utilizada tanto pela defesa como pela acusação. Tem um rito especial e uma cognição sumária. PROVA PRÉCONSTITUIDA PARA AMPARAR O DIREITO LÍQUIDO E CERTO. Paga custas em cima do valor de alçada.
Prazo decadencial de 120 dias a contar da ciência do ato coator. -> Súmula 632 STF.
SÓ CABE CONTRA ATO DE AUTORIDADE.
NÃO CABE MS:
“Art. 5º Não se concederá mandado de segurança quando se tratar: 
I - de ato do qual caiba recurso administrativo com efeito suspensivo, independentemente de caução; 
II - de decisão judicial da qual caiba recurso com efeito suspensivo; 
III - de decisão judicial transitada em julgado.”
Juiz e Promotor: TJ
Juiz Federal e Procurador: TRF 
É imprescindível um advogado constituído.
Dois momentos: liminar com status cautelar, fundamentada em fumus boni iuris e periculum in mora.
O sistema recursal é do CPC.
Correição Parcial
É para atacar uma ação tumultuária do juiz no processo.