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Direito Empresarial II leo imprimir

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do crédito. Para dar uma melhor segurança ao terceiro. De acordo com o código civil a solidariedade não se presume deve estar expressa. E de acordo com a legislação especial dos títulos a solidariedade se presume.
Art. 903 - 
2.2 Análise das características/princípios: 
2.2.1 Formalismo ou Rigor Cambiário – art. 888, CC: há um formalismo ou rigor cambiário. Para ser um título de crédito cada lei especial vai fixar requisitos essenciais sem os quais esse documento não é título. Se ele fosse título ele teria força executiva, como ele não é titulo ele perde essa força executiva. 
2.2.2 Cartularidade: Documento em italiano é cártula. Tenho que apresentar o documento, é necessário apresentar o original. Se a inicial tem que ser anexado o original, caso não seja nos embargos que a defesa do devedor interpôs ele pode alegar isso.
 - art. 8º, L 9492/97
 - art. 889, §3º, CC
2.2.3 – Literalidade
2.2.4 Autonomia: As obrigações que se estabelecem no título são independentes entre si. Dessa forma, se uma obrigação for nula, nem por isso as demais validamente contraídas, deixaram de poder ser exigidas. 
Subprincípios:
Abstração: que seria o aspecto material. Só poderemos falar em abstração se o título for circulado. A desvinculação ao negócio que lhe deu origem ou cláusula subjacente.
Princípio da Inoponibilidade das Exceções ao 3º de boa-fé: aspecto processual.
 Exceções Oponíveis 
 Objetivas ou defeito de forma do título
 Falta de requisito para o exercício da Ação
 Má fé
 Endosso Póstumo
23/10/2013
Continuação LETRA DE CÂMBIO
3) Requisitos: art. 1º c/c 2º, D. 57663/66 (LUG)
Essenciais: 1 – Denominação; 2 – Ordem; 3 nome e identificação do sacado; 6 nome do beneficiário(), 1º 7 Data de emissão;8 identificação do sacador
Supríveis: 4- Vencimento c/c art. 2º, 2º AL. Por que se não constar é a vista.
5- Efet. Pagamento c/c art. 2º, 3º AL.
4) Vencimento: art. 33
Vencimento com dia certo
Vencimento a vista: vence no dia da apresentação. Tem que ser apresentada no prazo de um ano, a contar da data de emissão. Salvo se for estipulada outra data.
5) Aceite (art. 21 e SS.): é o instrumento a partir de que o sacado se responsabiliza pela divida e começa a pagar. Em caso de inadimplemento não é necessário protesto para cobrar ele. Para se cobrar, executar o devedor principal e avalistas não precisa de protesto, pode entrar com ação de execução. Para entrar contra a obrigada indireta é necessário o protesto, pois terei que comprovar o inadimplemento de quem deveria pagar. O prazo para vincular os obrigados indiretos é do art. 28 do Decreto 2044/08. Para se protestar um letra de cambio, tendo ou não sido feito o aceite, quem se manifesta para protesto de titulo no cartório é sempre o sacado. O credor apresenta o titulo ao tabelionato, o sacado tem que ser notificado pelo tabelionato, ele notificado ele terá três dias uteis para fazer alguma coisa, ela poderá ir no tabelionato e pagar ou não faz nada ai vai ser lavrado o protesto, aí será extraído uma certidão de protesto, aí poderá nomear ação de execução. Outra alternativa, depois de ser notificada, procura um advogado, em razão de um protesto indevido, porque ser lavrado o protesto irá para os órgãos de nome sujo, aí entrou com uma ação de sustação de protesto (eu quero uma liminar para apresentar no tabelionato para que com essa ordem judicial ele não lavre o protesto). A ação principal é a ação declaratória de nulidade de obrigação. Nestes casos em que o direito de autor e réu são legítimos, ou seja, o sacado não ser indevidamente protestado ou não pode ser indevidamente protestado e o credor precisa do protesto para executar o obrigado indireto, os tribunais tem entendido ou decidido que o protesto não deve ser lavrado, mas a sentença/decisão deve resguardar o direito de regresso do credor frente aos obrigados indiretos ou de regresso. Dessa forma, a sentença transitada em julgado, poderá ser utilizada ao credor para mover a ação contra os obrigados indiretos.
OBSERVAÇÃO CONFORME FABIO ULHOA: Ele defende que inexistindo aceite, ou seja, devedor principal na letra de câmbio o sacador deva ser colocado nessa posição, e assim figurar na certidão de protesto do título. Tal posicionamento no entanto, não encontra respaldo na lei nem na jurisprudência.
A outra forma de vencimento utilizado pouca e meio boba, a certo tempo da data de emissão do título.
A ultima forma de vencimento é a certo tempo da a vista, a certo tempo do aceite. Para eu ter o vencimento do título eu tenho que ter uma data de aceite. Se não reconhecer o aceite, terá que protestar o título por falta de aceite.
O aceite é a declaração do sacado reconhecendo a obrigação contida no título e se obrigado a pagar.
O sacado fica obrigado cambiário somente no limite dado. Mas para fins das regras da LUG, o aceite parcial equivale a recusa do aceite.
 Intervenção: aceite por intervenção, consiste na possibilidade de um terceiro obrigado cambiário ou não, dar o aceite no título. Normalmente isso é feito para evitar o vencimento antecipado do título.
 Vencimento antecipado: art. 43,44, LUG e 19, D. 2044/08. 
6) Cláusula “sem despesas”; “ sem protesto”: art. 46
Pode ser inserida no título pelo sacador ou qualquer obrigado indireto e tem como efeito dispensar o credor da realização do protesto para executar quem a inseriu ou tendo sido inserida pelo sacador contra todos os obrigados indiretos, inclusive quem endossou o título.
Ela é uma cláusula que uma vez inserida no título, 
Digamos que o Artur tem uma letra de cambio que foi inserida uma clausula sem despesa pela Aline ele pode protestar o título? Pode mas ele não poderá requerer o reembolso da despesa do protesto.
7) Avisos: art. 45
É permitir a composição extrajudicial.
8) Endosso – art. 11 ao 20 da LUG.
05/11/2013
Trabalho para ser entregue dia 13/11. Um comentário não muito extenso, fazer um relato sobre o que se tratou e depois se manifestar sobre o que foi decidido, se a posição for contrária a decisão colacionar uma doutrina que fundamente a decisão.
DUPLICATA: 
 Regulado pela lei 5474/68, só existe no Brasil, e surgiu em razão de uma reivindicação dos comerciantes da época, para representar as operações de compra e venda mercantil, mas também de prestação de serviços.
Essa lei tem poucos artigos. Há aplicação subsidiária da LUG, nos termos do art. 25.
- relação de compra e venda mercantil: Vendedor que vende determinada mercadoria a um comprador, geralmente são pessoas jurídicas. Essa compra e venda terá um valor, ex.: 10 mil reais é o valor da venda, o comprador pediu para faturar em 30, 60 ou 90 dias, isso é muito comum de ser pedido para faturar (parcelar). Normalmente é feito assim, porque quem compra para revenda para que a própria mercadoria se paga. A emissão de nota fiscal, cuja a prima irmã é a fatura, também tem como finalidade, ela é fundamental para circulação da mercadoria. Sem a emissão de nota ou fatura, não pode ser sacada a duplicata. Tem que estar o número da duplicata.
O art. 1 não fala de duplicata, mas sim da FATURA!!
A nota fiscal ela representa uma operação de compra e venda, a fatura pode representar uma ou mais operações.
A fatura ela tem uma vantagem , porque ela permite aglutinar várias notas em uma fatura só. A duplicata a emissão (sacar) ela é facultativa, quem vai decidir se saca a duplicata ou não é o vendedor. Art. 2 da Lei da Duplicata.
A sua emissão é sempre FACULTATIVA!
A emissão da nota é obrigatória.
CARACTERÍSTICAS DA DUPLICATA:
 É um titulo formal: só terá validade se preencher os requisitos que a lei estabelece.
 Causal: porque a duplicata somente pode ser emitida ou sacada com base num crédito de uma compra e venda mercantil ou com base de um crédito decorrente de uma prestação de serviços.
 Pode ser colocado em circulação por endosso. Vamos utilizar todas as regras que já trabalhamos na letra de câmbio. Endosso em preto, branco, solidariedade, endosso póstumo..também vai se aplicar a duplicata.
 É uma ordem de pagamento, decorrente de um