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Conteúdo - Coisas - Para moodle - 459-469 - 2014-1

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utilização econômica da obra.
É fixado “em torno de um percentual determinado sobre o preço de venda da obra que auferir o autor” (Rizzardo). 
“Para a fixação do montante, levam em conta a importância e a natureza da obra, a notoriedade do autor, as despesas da edição, o círculo de leitores a que a obra se destina e todas as circunstâncias que possam influi sobre o valor venal da obra” (Rizzardo).
o) Artes plásticas – art. 77-78
Arte plástica é a criação de estátuas ou imagens de material moldável, como de barro, gesso, etc. (Rizzardo). 
A autorização para reproduzir obra de ate plástica deve ser por escrito.
p) Obras fotográficas – art. 79
Para a reprodução é necessária a autorização da pessoa fotografada. A falta de autorização da pessoa fotografada ofende o direito de imagem. 
Vide AC Nº 70023790702 – 10ª CC – TJRS – Rel. Paulo Antônio Kretzmann – J. 24/07/2008.
q) Cessão dos direitos do autor – art. 49
O autor, ou seus herdeiros, pode ceder ou transferir seus direitos, parcial ou totalmente.
r) Duração dos direitos do autor – art. 41
O prazo de duração dos direito do autor é de 70 anos, iniciando-se no dia 1º de janeiro do ano subseqüente ao falecimento do autor, conforme dispõe o artigo 41.
s) Obras que caem no domínio público 
Decorrido o prazo de proteção, os direitos patrimoniais caem no domínio público, podendo ser usados por qualquer interessado, não precisando mais de autorização.
Também caem no domínio público a obra cujo autor faleceu antes de decorrido o prazo de proteção, mas sem deixar herdeiros. Vide art. 45.
t) Direitos conexos – art. 89
São os direitos dos artistas, intérpretes e executantes, os produtores fonográficos e as empresas de radiodifusão, aos quais se estendem os mesmos direitos concedidos ao autor intelectual. 
u) Direito de arena – não incluído na Lei 9.610/98.
É o direito do “esportista de impedir que terceiros venham ,sem autorização, a divulgar tomadas de sua imagem ao participar de competição, ressalvados os casos expressamente previstos em lei” (Antônio Chaves, apud AR). 
Foi excluído da lei 9.610. Constava no artigo 100 da Lei 5.988/73.
v) Violações dos direitos autorais
A violação ocorre sempre que o direito de autor for desrespeitado, ensejando ação indenizatória e/ou processo criminal.
Assim, pela 9.610/98, temos: no artigo 102, a reprodução fraudulenta, que atinge o direito moral e patrimonial; no artigo 103, a utilização indevida da obra.
No artigo 5º, VII, prevê-se a contrafação, que é a reprodução não autorizada.
A violação pode se dar pelo plágio, que é a apropriação da obra de outra pessoa como sua. É a apropriação indevida, o furto, do trabalho intelectual. Não é a mesma coisa que a contrafação. No plágio, não há referência à origem nem à autoria; na contrafação, publica-se sem licença.
“Considera-se contrafação, sujeitando-se o editor ao pagamento de perdas e danos, qualquer repetição de número, bem como exemplar não numerado, ou que apresente número que exceda a edição contratada” (Antonio Chaves, citado por Rizzardo).
x) Diários e periódicos – art. 36
O direito de utilização econômica de escritos publicados pela imprensa diária ou periódica, pertencem ao editor, salvo convenção ao contrário.
z) Direito de autor e software
No Brasil, há a Lei nº 9.609, de 19/02/1998, que trata da proteção da propriedade intelectual de programas de computador.
No entanto, a proteção da obra intelectual no software está prevista na Lei n.º 9.610/98, em seu artigo 7º, inciso XII, e no § 1º. 
Quem cria, portanto, um programa de computador, goza de proteção.
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3.11.3. Propriedade industrial
a) Conceito e noções gerais - Lei nº 9.279, de 14/5/1996
O Direito industrial é o conjunto de normas legais e princípios jurídicos de proteção à propriedade industrial (Rizzardo).
Emana, como a propriedade literária, artística ou científica, da produção do espírito, ou da inteligência e do engenho humano (Rizzardo).
São as criações do espírito que produzem efeitos no mundo físico, novas coisas surgem da criação intelectual
"É o conjunto de institutos jurídicos que visam a garantir os direitos de autor sobre as produções intelectuais do domínio da indústria e assegurar a lealdade da concorrência comercial e industrial" (João da Gama Cerqueira, Tratado da Propriedade Industrial, RT).
Tem como objeto regular e proteger os privilégios de invenção, os modelos de utilidade, os desenhos ou modelos industriais, as marcas de fábrica ou de comércio, o nome comercial e indicações de procedência ou denominações de origem e a repressão à concorrência desleal (Douglas Gabriel Domingues).
Está regulada pelo Constituição Federal, art. 5°, inc. XXIX, e pela Lei ° 9.279, de 14/5/1996.
Nos termos do artigo 2º da Lei nº 9.279/96, a propriedade industrial é protegida mediante:
I - concessão de patentes de invenção e de modelos de utilidade;
II - concessão de registro de desenho industrial;
III - concessão de registro de marcas;
IV - repressão às falsas indicações geográficas; e
V - repressão à concorrência desleal.
E o artigo 3º estende a proteção:
I - ao pedido de patente ou de registro proveniente do exterior e depositado no País por quem tenha proteção assegurada por tratado ou convenção em vigor no Brasil;
II - aos nacionais ou pessoas domiciliadas em país que assegure aos brasileiros ou pessoas domiciliadas no Brasil a reciprocidade de direitos iguais ou equivalentes.
b) Composição do direito de propriedade industrial
O direito de propriedade industrial compõe:
- a invenção;
- o modelo de utilidade;
- o desenho industrial; e
- a marca.
As invenções, os modelos de utilidade e os desenhos industriais são as criações que podem se transformar em bens materiais.
A marca é um sinal gráfico, ou símbolo, que distingue um produto, um artigo ou um serviço de outros.
b1) Invenção
É a criação de uma coisa nova, por obra do intelecto, suscetível de utilização industrial. 
Surge, como ensina Luiz Otávio Pimentel, pela manipulação do conhecimento, seja modificando e compondo técnicas previamente disponíveis, seja pelo acaso”.
A novidade é absoluta.
Apresenta-se de três formas:
- Novo produto industrial, ou um bem, antes inexistentes;
- Novo meio ou processo de fabricação, diferente dos então existentes;
- Nova forma de aplicação dos meios ou processos já existentes.
Criada a invenção, surge, para o inventor, dois direitos: o de privilégio e o da patente.
O privilégio
O privilégio é o próprio direito do inventor, ou seja, é o direito que ele tem da exclusividade do uso e da exploração da invenção.
A patente
A patente é o reconhecimento pelo Estado do direito do inventor, “assegurando-lhe a propriedade e o uso exclusivo da invenção pelo prazo da lei” (João da Gama Cerqueira, apud Rizzardo). A patente é o título de propriedade da invenção, expedido pela administração pública. É a prova do direito de propriedade da invenção. Significa o próprio privilégio, pois é da patente que advém o direito a exclusividade do uso e da exploração do invento.
O pedido de patente é feito junto ao INPI – Instituto Nacional de Propriedade Industrial, autarquia vinculada ao Ministério da Indústria e Comércio, criada pela Lei n.º 5.648, de 11.12.1970, e a documentação exigida está relacionada no artigo 19 da Lei 9.279/96.
A invenção, dispõe o artigo 8º da Lei 9.279/96, é patenteável se atender aos requisitos de novidade, atividade inventiva e a aplicação industrial.
Vide: 
- AC Nº 70011675337 – 14ª CC-TJRS – Rel. Dês. Dorval Bráulio Marques – J. 14/07/2005 – Discute-se a patente de uma invenção referente a um “processo de extração de blocos de rocha”.
- AC Nº 70026399196 – 9ª CC – TJRS – Rel. Dês. Iris Helena Medeiros Nogueira – J. 08/10/2008. Trata da violação de patente relacionada a uma “válvula magnética recuperadora de