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P2 e PS Processo Civil II

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agravável, o sujeito interpõe agravo de instrumento e o Tribunal por 2X1 decreta a prescrição, ou 3X0, não importa, o recurso excepcional que caiba não será de forma retida, e sim será de subida imediata, porque aquela decisão será uma decisão final, então para que o recurso obedeça a forma retida, tem que ser uma interlocutória em 2º grau, que pode ser um acórdão de apelação, pode ser um acórdão de agravo de instrumento, pode ser um acórdão de agravo retido, pode ser num acórdão de agravo interno, pode ser em vários palcos, o que interessa é o resultado que a decisão produz, então era falsa esta decisão, porque há acórdãos de agravo de instrumento, quando terminativos ou definitivos, portanto não envolvendo uma interlocutória, que são recorríveis como excepcional de subida imediata.
l) (F) O Relator do Recurso Extraordinário é destinatário dos poderes do art. 557 do CPC, de modo que está sempre autorizado a decidir monocraticamente o recurso, inclusive para reconhecer a inexistência de repercussão geral. A repercussão geral requer quórum qualificado, e portanto, embora eventualmente, quando o Pleno já se pronunciou sobre o tema, o relator possa se pronunciar monocraticamente se pronunciar sobre a repercussão em cima do precedente do Pleno, se a matéria não foi ainda examinada, ele tem que passar pelo crivo da Turma e do Pleno, porque se ele não achar os 4 votos para afirmar a repercussão na Turma, tem que ir para o Pleno, e se no Pleno ele não encontrar os 4 votos, está rejeitada a repercussão, ele não tem poder monocrático de decidir a repercussão geral, salvo se já houver precedente, então dizer que ele sempre poderá fazer a análise monocrática da repercussão geral é um erro grosseiro, e portanto era falsa a afirmação, nada obstante ele seja destinatário dos poderes do art. 557, mas na repercussão geral ele está adstrito ao quórum constitucionalmente estabelecido.
m) (V) O Presidente do Tribunal regional não pode negar seguimento ao agravo do art. 544 (agravo nos autos do processo). Não pode, por motivo qualquer o agravo do art. 544 é contra decisão que negou seguimento ao recurso excepcional, interposto o agravo, o Presidente tem que processar e remeter, porque se ele negar seguimento, gera novo agravo, e era portanto verdadeiro.
PS
I. Sentença contém julgamento de parcial procedência de ação movida contra o Estado do Rio Grande do Sul, acolhendo o pedido “x” e rejeitando o pedido “y”. Nenhuma das partes maneja o recurso de apelação e os autos sobem ao TJRS para julgamento em reexame necessário.
Marque, sem justificar, V ou F para as seguintes afirmações, que tomam como base os dados acima e mais os acréscimos/alterações promovidos em cada afirmação (tome-se o enunciado acima e mais apenas os acréscimos/alterações, de modo que uma não se reflete na outra):
a) (F) No julgamento do reexame da referida sentença o Tribunal pode ampliar a condenação do Estado, para condená-lo também no pedido ‘y’, especialmente se a sentença, nesse ponto, for contrária a Súmula de Tribunal Superior. Não, tem súmula dizendo que não dá para agravar a condenação da Fazenda Pública em sede de reexame necessário, e é manifestamente falso.
b) (F) Se o tribunal mantiver a sentença integralmente, o acórdão do reexame será irrecorrível, porque não tendo havido recurso de nenhuma das partes, não se verifica o esgotamento das instancias ordinárias, que é pressuposto de admissibilidade dos recursos de feição excepcional, que seriam os cogitáveis. Falso, o que importa para abrir-se a via excepcional é ter se esgotado a instância ordinária, não interessa quem esgotou e de que forma se esgotou, seria uma aberração eu ganhar a ação contra o Estado, não ter interesse em apelar, o interesse é só do Estado, o Estado deixar de apelar e se beneficiar do reexame, reverter a decisão e eu não poder recorrer só porque ninguém manejou recurso no 1º grau, seria um absurdo, então é manifestamente falsa esta afirmativa.
c) (F) Se as partes quisessem ter apelado da sentença, levando-se em conta que a mesma foi publicada na segunda-feira, dia 03/06/2013, o prazo recursal teria expirado para ambas no dia 18/06/2013, uma terça-feira (sendo de expediente forense normal esta última data e o dia 04/06/2013). Não precisa nem fazer a conta, não teria expirado para ambas em 15 dias, porque o Estado tem prazo em dobro, então só para uma das partes teria expirado, o Estado teria mais 15 dias por causa do prazo dobrado e, portanto, era falsa a afirmação.
II. Em caráter interlocutório, o Juiz de Primeiro Grau, em ação de conhecimento, após cuidadosa fundamentação, proferiu decisão com o seguinte dispositivo:
“Rejeito a incompetência absoluta, a ausência de interesse de agir e a prescrição, arguidas pelo Réu. Concedo em parte a antecipação de tutela pleiteada pelo Autor, para impor ao réu que se abstenha de inscrevê-lo nos cadastros restritivos de crédito, mas rejeito a antecipação que objetivava proibir o Réu de promover a execução judicial dos títulos.
Outrossim, defiro a prova testemunhal requerida pelas partes, mas indefiro a produção da prova pericial requerida pelo Autor.” 
Marque, sem justificar, “V” ou “F” para as seguintes afirmações que tomam como base os dados acima e mais os acréscimos/alterações promovidos em cada afirmação (tome-se enunciado acima e mais apenas os acréscimos/alterações de cada afirmação, de modo que uma não se reflete na outra):
d) (V) Considere que o réu tenha agravado de instrumento da decisão e o Tribunal, no julgamento deste, por 2 votos a 1 tenha decretado a prescrição. Caberá embargos infringentes contra tal acórdão, segundo entendimento dominante dos tribunais. Esse foi um exemplo mostrado em aula para mostrar que acórdão não unânime sobre matéria de mérito, ausente a dupla conformidade, não importa de onde venha, hipótese que enseja efetivamente embargos mesmo sendo acórdão de agravo de instrumento. Prescrição é matéria de mérito, rejeitada em 1º grau e reformada por 2X1 no 2º grau, eu tenho matéria de mérito não unânime, ausente a dupla conformidade, cabem infringentes, tem até súmula dizendo isso, era verdadeira a afirmação. O juiz rejeitou a prescrição, tu agravou de instrumento, por 2X1 foi decretada a prescrição, 2ª prova este é um exemplo de decisão final e não interlocutória em agravo e instrumento, caberia recurso, primeiro infringente e depois caberia recurso especial de subida imediata, porque a decisão não é interlocutória, ela é final, decretada a prescrição, está julgado o mérito.
e) (V) Considere que o Réu tenha agravado na forma retida contra a decisão, em toda a extensão em que esta lhe é desfavorável. Mesmo que não ocorra reiteração do agravo no momento oportuno, chegando os autos ao segundo grau em sede de apelação, a incompetência absoluta e a ausência de interesse de agir poderão ser afirmados pelo tribunal. Matéria de ordem pública pode ser conhecida de ofício a qualquer tempo e qualquer grau de jurisdição, quando estudamos a forma retida do agravo ficou claro que não faz sentido agravar retido questão de ordem pública, e, portanto, haver ou não haver a reiteração é irrelevante para este fim, era verdadeira a afirmação. Agravo retido de questão de ordem pública não reiterado afasta a possibilidade de o Tribunal, pela devolução automática da apelação, se pronuncie, a incompetência absoluta e o interesse de agir são matérias de ordem pública, não precisa provocar.
f) (F) Considere que o Autor tenha agravado na forma retida contra o ponto da decisão que indeferiu em parte a antecipação de tutela. Acaso não ocorra a reiteração do agravo no momento oportuno, chegando os autos ao segundo grau em sede de apelação, não poderá o Tribunal se pronunciar sobre o tema. Antecipação de tutela é comer a merenda ates do recreio, é decidir interlocutoriamente aquilo que vai ser objeto de decisão sentencial, logo o tema da antecipação de tutela é o mesmo da sentença, se eu, agravando ou não, apelar da sentença, o tema que vai ser debatido na sentença é o mesmo tema que foi objeto de antecipação