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P2 e PS Processo Civil II

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de tutela, há uma sobreposição, um acréscimo, a antecipação de tutela pode ser dada em sede de sentença, ou em grau de apelação, e, portanto, é tema sempre aberto, obviamente que era falsa a afirmação, porque não há vedação a reexame do tema em sede de apelação, até porque o tema é o mesmo, interlocutória e sentencialmente.
III. Analise as afirmações abaixo e marque V ou F (verdadeiro ou falso), sem justificar.
g) (F) Segundo a jurisprudência dominante dos Tribunais Superiores, o requisito do prequestionamento nos recursos de feição excepcional não se aplica diante de questões de ordem pública, que por afetarem a validade do processo, podem ser proclamadas inauguralmente na via excepcional. Mesma questão da segunda prova. Falso, exige prequestionamento sempre, mesmo que a matéria seja de ordem pública. Muitos autores criticam esta posição dizendo que deveria ser conhecido de ofício, mas a questão é que a jurisprudência e os Tribunais são pacíficos de que eles não conhecem, tanto que a questão fala “segundo a jurisprudência dominante dos Tribunais Superiores”.
h) V) Qualquer que seja o motivo da inadmissão dos embargos de declaração, sua interposição sempre interromperá, para o Embargo, prazo para outros eventuais recursos. Sim, para o embargado sempre interrompe, mesmo que intempestivos. Para o embargante, se for intempestivo, não interrompe, é a exceção, para o embargado, não interessa o motivo, porque ele tem que esperar a declaração de inadmissão ou de improvimento, era verdadeira a afirmação também simplória.
i) (V) Decisão do Plenário do STF que nega a existência de repercussão geral do Recurso Extraordinário é irrecorrível, salvo embargos de declaração. É verdade, a repercussão geral exige quórum qualificado, se chega a Plenário e o Plenário decide por reconhecer ou negar, não há como recorrer disso, primeiro porque é o Plenário, que é o Órgão de Cúpula do Tribunal de Cúpula, não tem para onde correr, cabe no máximo os embargos de declaração que são sempre potencialmente cabíveis, está no slide que é uma decisão irrecorrível. 
j) (F) Os embargos de divergência são recurso viável apenas na órbita do STJ e do STF, onde ocupam o lugar do incidente de uniformização de jurisprudência, que lá não tem possibilidade de instauração. Vai bem até a metade, porque os embargos de divergência só cabem no STF e no STJ, mas eles não excluem o incidente de uniformização, estudamos isso na véspera da prova e vimos que há 4 episódios que têm como base o dissídio jurisprudencial, a hipótese do §4º, do art. 555 que é preventiva, antes do julgamento de matéria que tende a ser repetitiva, o órgão colegiado menor pode submeter a um julgamento maior para evitar o dissídio, o incidente de uniformização cabe em qualquer Tribunal quando se consolida o dissídio entre órgãos fracionários de um mesmo Tribunal, o recurso especial, fundado na alínea “c” do art. 105, que é fundado em dissídio de Tribunais diferentes, e os embargos de divergência, que são posteriores ao julgamento quando se julga de maneira diversa de outro órgão fracionário, apenas na instância do STF e do STJ, então é ai que estava a falsidade da questão.
k) (V) No regime de processamento dos recursos excepcionais múltiplos, os recursos sobrestados só poderão ser alvo de retratação quando admissíveis. Vimos na véspera da prova que ainda que possa haver certa incerteza quanto ao momento do sobrestamento, porque os Tribunais ainda não ajustaram isso de uma maneira 100% segura, quando o selecionado é julgado e vem para confrontar o sobrestado para eventual juízo de retratação, só pode haver retratação de recurso admissível, recurso inadmissível não pode gerar retratação, porque senão eu interponho um recurso intempestivo 150 dias depois e peço retratação, é óbvio que não pode retratar recurso inadmissível, e por isso a afirmação é verdadeira.
l) (F) As decisões interlocutórias envolvem a resolução de questões meramente processuais, que ao Juiz incumbe ir solvendo, no curso do processo, com destino a uma decisão final. Falso, ridiculamente falso, porque existem interlocutórias de mérito e existem interlocutórias que não são de mérito, então não se trata de questões meramente processuais coisa nenhuma, a decisão sobre a prescrição não é uma questão processual e pode ser interlocutoriamente decidida.
m) (F) Nas hipóteses em que o recurso de apelação, fugindo à regra, possuir mero efeito devolutivo, aplica-se a regra do art. 558, do CPC (que prevê para o agravo, mediante requerimento do agravante, a possibilidade de o Relator atribuir efeito suspensivo diante de risco de dano grave e de difícil reparação, desde que plausível a fundamentação recursal) e caberá ao Relator da apelação deliberar sobre a eventual atribuição de efeito suspensivo. Está tudo bonitinho, menos o relator, devemos ter cuidado, porque no momento que se estende a regra do caput do art. 558, que é ditada para o agravo e se estende para a apelação, tem que adaptar, porque se esperar pelo relator da apelação no sistema atual, tornaria a regra inócua, quem decide o efeito suspensivo é o juiz de 1º grau, tanto que o art. 522 diz que cabe agravo de instrumento, então a questão era falsa só por este motivo, não é o relator, é o juiz.
n) (F) A decisão do juiz de primeiro grau, negativa de seguimento ao recurso de apelação, só pode vir estribada em juízo negativo de admissibilidade. Não, ela pode vir estribada na famosa súmula impeditiva de recurso do art. 518, §2º, quando a sentença estiver de acordo com súmula do STF e do STJ o juiz pode trancar a subida da apelação mesmo que ela seja admissível, daí é uma negativa de seguimento em razões de mérito, portanto era falsa a afirmação.
o) (V) Uma das premissas para que uma decisão judicial sofra estabilização pela coisa julgada material é que se trate de uma decisão de mérito. Sim, é verdade, decisão que não seja de mérito não tem condição de coisa julgada, nem toda decisão de mérito produz coisa julgada, mas para haver coisa julgada uma das premissas é que seja uma decisão de mérito, está correta a afirmação e é verdadeira a questão.
p) (V) Quando o Relator, à vista da interposição de agravo interno contra monocrática de inadmissão de outro recurso, profere juízo de retratação, esta decisão não admite recurso por ausência de interesse recursal. Subiu a apelação e o relator monocraticamente inadmitiu a apelação, eu interpus agravo interno mostrando que ele se enganou, ele retratou e admite a apelação em nova monocrática, não há interesse recursal, porque vai a julgamento a apelação ao colegiado e o colegiado vai revisar naturalmente esta admissibilidade, situação inversa ensejaria recurso, a situação de juízo positivo de admissibilidade aqui não enseja recurso, portanto é verdadeira a afirmação, falta interesse.
q) (V) O relator do agravo interno não pode monocraticamente decretar a sua intempestividade. Não pode, ou ele se retrata, ou ele põe em mesa, não pode trancara sequência do agravo interno, porque ele geraria um novo agravo interno, é verdadeira a afirmação.
r) (F) A parte vitoriosa, que foi materialmente beneficiada pela decisão, não pode ostentar interesse recursal que a habilite a recorrer. É falsa, porque existe a figura da sucumbência formal, se houver sucumbência formal, mesmo o vitorioso vai ter interesse recursal, era dada esta questão, e, portanto, era falsa.
s) (F) O prazo para recorrer de qualquer decisão só flui depois do ato de intimação, motivo pelo qual o manejo do recurso antes disso caracterizará intempestivamente por interposição prematura. É falso, porque só é intempestiva por interposição prematura o recurso contra decisão ainda não materializada, eu não preciso esperar a intimação, se a decisão está materializada, no momento que eu recorro, me dou por intimado e está superado o problema, e, portanto, é falsa a afirmação.
t) (F) O juiz só poderá reverter ele próprio o que decidido na sentença se houver oposição de embargos de declaração por alguma das partes ou se constatar, de ofício ou mediante simples requerimento