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Dicionario Financeiro_Completo

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incide sobre o lucro, ela consegue pagar menos imposto. 
EBITDA
No reino das siglas financeiras, o EBITDA talvez seja uma das mais populares. EBITDA significa Earnings Before Interests, Taxes, Depretiation and Amortization. Em bom português, significa lucro antes de juros, imposto de renda, amortização e depreciação.
O EBITDA é um número muito valorizado pelo mercado na avaliação de uma empresa. Isso porque espelha o desempenho da empresa levando em consideração, somente os ganhos gerados por sua atividade principal. 
O EBITDA não contabiliza os pagamentos de juros de empréstimos, a depreciação de equipamentos e instalações, o pagamento do imposto de renda e a amortização do diferido. Ele é, portanto, um indicador muito importante, pois mede a produtividade e a eficiência do negócio.
O mercado valoriza ainda mais a variação percentual de crescimento ou queda do EBITDA em relação ao período anterior do que o valor do EBITDA isoladamente. Este percentual mostra aos investidores se a empresa em questão conseguiu ser mais eficiente ou aumentar sua produtividade. 
Por isso, em informações sobre companhias abertas, você vai encontrar com freqüência referências ao EBITDA. Um bom exemplo é a notícia abaixo, sobre a divulgação dos resultados da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN):
"O EBITDA da CSN alcançou R$ 1,3 bilhão em 2000. O valor recorde ficou 18% acima do registrado em 99. Do total, 2,5% do Ebitda foram destinados ao Programa de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) dos empregados da empresa."
Agora que você já sabe o que é o EBITDA, veja como ele é calculado: 
As companhias abertas são obrigadas, por lei, a divulgar trimestralmente o Demonstrativo de Resultado do Exercício (DRE), que é a demonstração contábil, na qual apresentam o lucro alcançado no período. 
	Demonstração de Resultado do Exercício
	Ano:
	Empresa S.A.
	200X
	Receita Operacional Bruta: 
	R$ 12.345,00 
	Deduções da Receita Bruta (Impostos sobre Vendas):
	R$ (1.234,00)
	Receita Operacional Líquida:
	R$ 11.111,00 
	Custo dos Produtos Vendidos e dos Serviços Prestados:
	R$ (5.432,00)
	Lucro Bruto:
	R$ 5.679,00 
	Despesas Operacionais:
	R$ (878,00)
	- Despesas com Vendas:
	R$ (233,00)
	- Despesas Gerais e Administrativas:
	R$ (321,00)
	- Despesas Financeiras
	R$ (324,00)
	- Correção Monetária
	- 
	Lucro Operacional:
	R$ 4.801,00 
	Outras Receitas/ Despesas não Operacionais:
	R$ (355,00)
	Lucro Antes do Imposto de Renda:
	R$ 4.446,00 
	Imposto de Renda:
	R$ (259,25)
	Lucro Líquido:
	R$ 4.186,76 
Para calcular o EBITDA, nós teremos que adicionar ao Lucro Operacional, o valor total da depreciação de seus bens (imóveis e equipamentos, entre outros) que, normalmente, já está inclusa no custo dos produtos vendidos. 
Além disso, não devemos subtrair as despesas financeiras e a correção monetária. Assim, podemos chegar diretamente ao EBITDA seguindo o quadro abaixo. 
	Demonstração de Resultado do Exercício
	Ano:
	Empresa S.A.
	200X
	Receita Operacional Bruta: 
	R$ 12.345,00 
	Deduções da Receita Bruta (Impostos sobre Vendas):
	R$ (1.234,00)
	Receita Operacional Líquida:
	R$ 11.111,00 
	Custo dos Produtos Vendidos e dos Serviços Prestados: 
	R$ (5.432,00)
	Lucro Bruto:
	R$ 5.679,00 
	Despesas Operacionais:
	R$ (323,00)
	- Despesas com Vendas:
	R$ (233,00)
	- Despesas Gerais e Administrativas:
	R$ (321,00)
	+ Depreciação
	R$ 231,00 
	EBITDA
	R$ 5.356,00 
Fechamento de capital
O fechamento de capital acontece quando uma empresa, que é registrada como Sociedade Anônima, resolve dividir as ações entre poucos acionistas, ou seja, retirá-las da Bolsa de Valores. Isso pode acontecer por diversos motivos. Os mais comuns, são reestruturações societárias, fusões, aquisições e apenas tentativa de reduzir custos.
Uma empresa pode fazer fechamento de capital ou fechamento branco de capital. A diferença, segundo o analista, é que no primeiro caso é anunciada a intenção de retirar as ações da Bolsa. Já no segundo caso, há uma oferta de recompra de ações sem que haja anúncio oficial de fechamento. 
Que quem quer realmente fazer fechamento de capital avisa logo, porque se conseguir a adesão de 2/3 dos minoritários pode, por lei, tirar a empresa da Bolsa de Valores. Já quem não anuncia que quer fechar o capital e não consegue adesão total dos acionistas em oferta pública, só pode fazer nova oferta em dois anos, 
Formas de Intervenção do Banco Central no mercado de câmbio
Crise nos Estados Unidos, iminência de guerra e novos recordes na cotação do dólar! Isso parece familiar, não é? Mas qual é a real relação entre a cotação do dólar e os acontecimentos políticos e econômicos que volta e meia atormentam os mercados no Brasil e no mundo.
É um comportamento natural do ser humano, procurar os investimentos mais conservadores e confiáveis sempre que se sente inseguro em relação ao comportamento da economia e, conseqüentemente, da Bolsa de Valores. Nesse sentido, os investimentos tendem a migrar para aplicações que oferecem risco reduzido. 
Os investidores estrangeiros tiram seus recursos do Brasil, que é considerado um mercado de risco elevado, e transferem seus recursos para aplicações mais seguras, como os títulos do tesouro americano. A retirada em grande escala desses recursos pressiona a taxa de câmbio, já que, para retirar o dinheiro do país, o investidor deve primeiramente convertê-lo em dólares. Com isso, a demanda por dólares aumenta substancialmente. 
Ao mesmo tempo, o investidor nacional tenta se proteger contra essas flutuações e, da mesma forma procura fundos cambiais e compra dólares (hedge). Esse aumento repentino da demanda por dólares no mercado de câmbio traz um desequilíbrio, já que a demanda por dólares passa a estar bem maior que a oferta. O novo equilíbrio só se dá com um aumento de preço nesse mercado, de acordo com as leis de oferta e demanda. 
A característica de um câmbio flutuante é permitir estas oscilações de preços. Em momentos de crise, o pânico costuma influenciar o comportamento dos agentes da economia (indivíduos, empresas, entre outros) que, para se protegerem, começam a comprar dólares. Com o aumento da demanda e sem a devida intervenção da autoridade monetária - o Banco Central - esse contínuo crescimento da cotação da moeda americana a eleva a níveis incompatíveis com a real capacidade da economia brasileira. Nesse sentido, a intervenção do Banco Central é perfeitamente justificável. 
Como o BC intervém no mercado de câmbio
A maneira mais simples de realizar tal intervenção é colocar mais dólares no mercado, ou seja, entrar no mercado para vender dólares. Ao colocar mais dólares à venda, o Banco Central consegue aumentar a quantidade de moeda norte-americana ofertada e fazer frente ao crescimento da demanda. Assim, oferta e demanda se igualam e a cotação da moeda americana pára de subir. Muitas vezes, a quantidade ofertada chega a ultrapassar a demanda e a cotação recua. 
Ultimamente, a forma mais utilizada pelo Banco Central é a emissão de títulos indexados ao dólar. “O investidor prefere a compra de tais títulos, pois estes representam uma proteção a mais para o investidor, já que este sai ganhando mesmo que a cotação do dólar não suba, através do cupom, que tem seu rendimento na forma de juros, atrelado à taxa Selic,” afirma Carlos Thadeu de Freitas, economista e professor do IBMEC. Com isso, o Banco Central segura um aumento da cotação do dólar, pois parte da demanda que iria comprar dólares, migra para a aplicação em títulos. 
Outra forma de intervir no mercado de câmbio é atuar no mercado futuro. Contudo, esse método não é recomendado pelo FMI e já deu muitos prejuízos ao Banco Central, em 1999, quando houve a desvalorização do real. Essa forma de intervenção não é mais usada pelo Banco Central. Por ser um mercado muito alavancado, essa prática traz grandes prejuízos em caso de efetiva valorização do dólar.
Hedge
Todo investidor que