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Dicionario Financeiro_Completo

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cada vez menores, de US$ 300 milhões ao dia, haveria espaço para outros índices”, 
Outro fator que dá um peso maior ao Ibovespa do que ele deveria ter é a força da mídia, que pouco divulga os outros índices e acaba generalizando uma sensação, de baixa ou de alta, em função de uma única referência. “O Ibovespa ainda vai ser o benchmark por muito tempo”.
Ibovespa, IBX, IEE, ITEL e IGC: conheça os principais índices da Bovespa
Iíndice Beta
Para que você conclua uma análise de determinada empresa é preciso ter em mãos dados sobre seu desempenho no mercado. Saber com que freqüência é negociada e o volume dessa negociação são pontos básicos. No entanto, há uma medida muito importante que determina a sensibilidade das ações de uma empresa em relação ao índice a que estão atreladas. O índice, no caso do Brasil, é o Ibovespa. E essa medida é conhecida como beta, simbolizado pela letra grega β. 
Em geral, o beta reflete o comportamento do papel em relação ao Ibovespa nos últimos 18 meses de operação. No entanto, ele pode ser calculado em qualquer período. "Podemos calcular o beta dos últimos três meses. Entretanto, a análise se torna mais completa quando olhamos para um horizonte mais longo",.
A função básica do beta é ser um indicador de riscos. "O beta pode ser classificado como agressivo (quando é maior que 1); neutro (igual a 1) e defensivo (menor que 1). Dessa forma, o investidor pode ter uma noção de qual será a tendência de comportamento do investimento",. 
Para que você entenda melhor como o beta funciona, veja o exemplo: 
Se uma ação se comporta exatamente como o Ibovespa, dizemos que ela tem beta=1. Se a ação variar mais que o Ibovespa, mas no mesmo sentido, ela terá beta>1 (beta maior do que um). Se variar menos, mantendo o mesmo sentido, o beta será menor do que um (beta < 1). Uma ação com beta muito maior do que 1, por exemplo, tende a subir mais que o Ibovespa quando este está em alta. Em compensação, tende a cair mais quando há baixa na bolsa.
No fim das contas, a escolha é sempre do investidor, mas é preciso estar alerta. "O investidor pode optar por qualquer um dos tipos, mas ele tem que estar consciente de que, no caso de um beta agressivo, ele pode ganhar muito, mas perder com a mesma intensidade. Em momentos de alta volatilidade, como agora, um papel agressivo pode levar o investidor à loucura", 
	EMPRESA
	BETA (β) - 18 meses
	Empresa "A"
	1,50 
	Empresa "B"
	1,01
	Empresa "C"
	0,42 
 
Supomos que as ações das empresas do quadro acima sejam negociadas na Bovespa e, portanto, estejam atreladas ao Ibovespa. A empresa "A" pode ser classificada como um investimento agressivo, pois o valor de sua ação pode oscilar, em média, 50% a mais que o Ibovespa. Nesse caso, o investidor pode obter ganhos altíssimos, entretanto seu risco cresce na mesma proporção.
Já a empresa "B", pode ser classificada como beta neutro, ou seja, ela não foge muito do resultado apresentado pelo índice e vai estar sempre seguindo mais ou menos o Ibovespa. E a "C" é considerada um investimento de perfil mais defensivo, pois a probabilidade de o papel ter grandes oscilações é pequena.
Vale lembrar que o Beta é utilizado como parâmetro para qualquer índice, não só o Ibovespa. Basta que para isso, as ações da empresa estejam sendo negocidas por esse índice. Exemplo, se fosse nos Estados Unidos, o índice utilizado seria o Dow Jones ou o Nasdaq (para as ações de tecnologia); na Argentina, o Merval; e no Japão, o Nikkei.
Na seção Raios X do InvestShop.com, você encontra o beta de todos os papéis negociados na Bolsa de Valores de São Paulo. 
Índice de Basiléia
Em 1988, o BIS (Bank for International Settlements) ou, em português, Banco de Compensações Internacionais, criou o Comitê da Basiléia sobre a Fiscalização Bancária. Em julho de 1988, este Comitê publicou o famoso Acordo da Basiléia, cujo objetivo era criar regras para diminuir o risco de insolvência bancária. Os bancos passaram a ter que obedecer a padrões de alocação de capitais em ativos de risco. Além disso, foram obrigados a manter um patamar mínimo de capital patrimonial. Um dos mais importantes índices que medem a solvência de um banco é o chamado Índice da Basiléia.
O Índice da Basiléia determina que os bancos devem ter um patrimônio mínimo equivalente a determinada percentagem do montante de capital alocado em ativos de risco. A porcentagem mínima aceita internacionalmente é de 8%. Mas, no Brasil, convencionou-se a aceitar um mínimo de 11%. O recém-anunciado programa de saneamento do Banco do Brasil pretende elevar o índice da instituição dos atuais 8% para 11,5%.
Todos os ativos financeiros são avaliados de acordo com o risco oferecido. Existem dois tipos básicos de risco: o risco de crédito e o risco de mercado.O primeiro acordo da Basiléia se concentrou na avaliação dos riscos de crédito. Assim, o que de fato foi levado em consideração foi a capacidade de o banco não receber o dinheiro aplicado de volta. 
"Para cada aplicação de risco que o banco realizar, é necessário ter capital patrimonial mínimo equivalente a 8% do montante investido". Um banco que fizer uma aplicação de risco de R$ 100 milhões, por exemplo, deve possuir capital patrimonial mínimo de R$ 8 milhões.
No novo Acordo da Basiléia, que deve ser divulgado no fim deste ano, o risco de mercado passará a ter peso maior do que no acordo atual. O risco de mercado leva em conta a variação de preço dos ativos que compõem a carteira do banco. 
Como o Índice de Basiléia afeta o bancos brasileiros? 
Quanto maior o índice de Basiléia de um banco, menor o seu risco de quebrar. Um banco privado, que usa o índice no patamar mínimo de 8%, pode obter um lucro maior. No entanto, corre maiores riscos.
No caso do Banco do Brasil, o aumento do índice terá reflexos bastante positivos. O aumento de 8% para 11,5% resultará, principalmente, da transferência para o Tesouro Nacional de empréstimos feitos pelo banco que dificilmente serão recuperados, principalmente empréstimos agrícolas. Além disso, foram estabelecidas normas para que o banco não volte a emprestar recursos a devedores de alto risco. As medidas devem ter impacto significativo nos próximos resultados do BB.
Indices Americanos
A Bolsa de Valores de São Paulo costuma sofrer muita influência dos mercados internacionais, especialmente dos EUA. Por isso, acompanhar os principais acontecimentos da economia americana é tarefa obrigatória para os investidores brasileiros. 
Entre os diversos fatores que provocam altas e baixas dos papéis norte-americanos estão alguns indicadores cujas variações sinalizam problemas e antecipam crises. 
Desemprego, vendas, índices de preços e confiança do consumidor são alguns dos índices que podem mexer com o mercado ianque e, por efeito dominó, com a bolsa paulista. 
Conheça alguns principais índices americanos: 
Consumer Price Index– CPI (Índice de Preços ao Consumidor) 
O Índice de Preços ao Consumidor calcula a variação média dos preços de uma cesta pré-determinada de bens e serviços do varejo. O CPI é também uma referência de inflação nos Estados Unidos. É muito utilizado pelo governo norte-americano. 
Em conjunto com outros indicadores, é utilizado como parâmetro pelo Federal Reserve (FED, o Banco Central norte-americano) para fixar a taxa de juros da economia dos Estados Unidos. O índice é divulgado mensalmente pelo Departamento de Trabalho dos EUA. 
Producer Prece Index – PPI (Índice de Preços ao Produtor) 
O Índice de Preços ao Produtor mede a variação de preços no atacado. É considerado o segundo índice de inflação mais importante dos Estados Unidos, depois do CPI. Mede a variação dos preços dos principais produtos, equipamentos e serviços utilizados na cadeia de produção (aço, minérios, combustíveis, energia elétrica, alimentos, equipamentos etc). Seria equivalente ao IPA (índice de preços no atacado) divulgado no Brasil. É divulgado mensalmente pelo Departamento de Trabalho dos Estados Unidos. 
Gross Domestic Products – GDP (Produto Interno Bruto) 
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