A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
77 pág.
Dicionario Financeiro_Completo

Pré-visualização | Página 19 de 28

Bovespa são negociadas pelo sistema eletrônico e que a tendência é de que no mercado só fique mesmo essa modalidade de pregão. “A negociação viva-voz é mais ágil, pois tudo é resolvido no momento em que o operador fala, mas já há um movimento para acabar de vez com esse tipo de negociação”, 
Ele explica que em países como Japão e Estados Unidos há um pregão híbrido, em que operadores e aparelhos eletrônicos trabalham juntos. “Não há mais aquela tradicional gritaria”, diz. Num médio prazo, mesmo nesses países, os pregões também serão eletrônicos. “Essa é uma tendência mundial”.
Fracionário só pelo sistema eletrônico
A negociação no mercado fracionário, cujo alvo são os pequenos investidores pois se negociam quantidades menores do que o à vista, só pode ser feita via sistema eletrônico. “Essa negociação, inclusive, é mais cômoda para o pequeno investidor pois não há como cair em casos de leilão. A interferência do viva-voz, nesse caso, é nenhuma”,
Objetivo do fracionário é o de separar o grande investidor do pequeno. Entretanto, a cotação da ações andam muito coladas. “São mercados muito próximos. Um anda junto com outro”
Mercado de opções
Com a recuperação do investimento em ações em 2003, o mercado de opções tem se tornado cada vez mais atraente. Com volumes cada vez maiores, vem se consolidando como uma alternativa para quem deseja alta rentabilidade e aceita correr riscos na mesma proporção. No último vencimento, em 15 de setembro, a Bovespa registrou o maior volume em opções nos últimos três anos e meio, de R$ 991 milhões. 
O que é o mercado de opções? 
Se um investidor acredita que uma ação irá se valorizar no mercado dentro de um período, mas não deseja assumir o risco de incluir o ativo em carteira, uma boa saída é apostar no mercado de opções. Nele, são negociados direitos de compra ou venda de um lote de ações, com preços e prazos preestabelecidos. 
Por esses direitos, o titular de uma opção paga um prêmio e pode exercê-los até a data do vencimento. Dessa forma, o investidor compra a possibilidade de exercer a compra efetiva do ativo no vencimento da opção. Assim, ele consegue ganhar com a rentabilidade do ativo, com a chance de desembolsar menos dinheiro. 
É possível ganhar de duas formas: caso a cotação da Opção tenha subido, o investidor pode revendê-la a um preço superior ao de compra ou ainda, se a ação tiver sofrido uma forte valorização, ele pode exercer o direito de compra ao final do prazo de vencimento. 
A cotação da opção é feita pela Bolsa de Valores de São Paulo, que fixa como parâmetro o preço do primeiro negócio fechado. O preço de exercício, valor que terá que ser pago pelo investidor caso queira exercer o direito de compra, também é fixado pela Bovespa. 
Apesar da aparente atratividade, operar no mercado de opções requer alguns cuidados. Diferente das ações, as opções têm um tempo de vida limitado, só são negociadas até a data do vencimento. O investidor deve estar consciente de que existe o risco do dinheiro aplicado na opção “virar pó” com a chegada da data de vencimento. Além disso, seu preço varia conforme as alterações verificadas no preço da ação, o ativo-objeto. 
As opções podem ser entendidas como uma outra forma de se investir na valorização de uma ação. O exercício só ocorre, quando, ao chegar a data de vencimento, o investidor decide comprar a ação objeto naquele preço já determinado. Ninguém exerce o direito caso o valor predeterminado esteja acima da cotação da ação no mercado à vista. 
Nesse tipo de negociação, o investidor não tem a obrigação de exercer a compra da ação no vencimento. Ele só optará pelo negócio se o papel estiver mais valorizado no mercado à vista do que o preço de exercício. Confira o exemplo: 
No vencimento de 15 de setembro, as opções que movimentaram o maior volume de negócios foram Telemar PN a R$ 38,00 por lote de mil (R$ 202,9 milhões), Telemar PN a R$ 34,00 por lote de mil (R$ 167,7 milhões), Telemar PN a R$ 36,00 por lote de mil (R$ 165,9 milhões), Telemar PN a R$ 40,00 por lote de mil (R$ 152,6 milhões) e Telemar PN a R$ 32,00 por lote de mil (R$ 117,5 milhões). 
Imagine um investidor que tenha comprado opções de Telemar a R$ 40 no dia 1º de setembro a R$ 1,89. No dia do vencimento, a cotação desta opção chegou a R$ 3,00. No mesmo período, o ativo objeto subiu de R$ 39,35 para R$ 41,54. 
O investidor dispunha das seguintes alternativas: 
1. Vender a opção tão logo tenha notado que sua cotação avançou acima do prêmio pago, neste caso de R$ 1,89 no momento da compra. Dessa forma, o lucro é a diferença entre o valor pago e o vendido. 
2. Aguardar o vencimento e apostar que a ação subirá mais de R$ 41,24 para compensar o valor pago pelo direito de exercer (prêmio) de R$ 1,89 e pela compra efetiva do papel, R$ 39,35. Nesta opção, ele também realizaria lucro. 
3. Caso a cotação do prêmio da opção ficasse abaixo de R$ 1,89, o investidor poderia vender e realizar o prejuízo ou aguardar para observar se a cotação voltaria a subir. Quanto mais perto do vencimento, maior a pressão para que a cotação da opção caia. 
Investir em opções costuma exigir muito mais atenção por parte do investidor. É preciso conhecer bem o mercado, avaliar tendências e verificar de perto o andamento dos papéis negociados. É uma operação mais sofisticada do que a compra de ações. Por isso, é importante ter uma estratégia de investimento montada. 
Principais termos utilizados no mercado de opções 
Prêmio – Preço da Opção
Em função dos direitos adquiridos e das obrigações assumidas no lançamento, o titular (comprador) paga e o lançador recebe uma quantia denominada prêmio. O prêmio, ou preço da opção, é negociado entre comprador e lançador, por meio de seus representantes no pregão da bolsa. Ele reflete fatores como a oferta e a demanda, o prazo de vigência da opção, a diferença entre o preço de exercício e o preço à vista da ação-objeto, a volatilidade de preço, bem como outras características da ação-objeto. 
Ativo-objeto
É o ativo sobre o qual a opção é lançada (ações e índices). 
Mês do Vencimento
É o mês em que expira a opção. Na Bovespa, os vencimentos são mensais, sempre na terceira segunda-feira do mês. 
Preço de Exercício
É o preço pelo qual será exercida a opção. 
Ondas de Elliot
Entender os movimentos de alta e baixa do mercado. E mais do que isso, antever estes movimentos é o objetivo a que se propõe a Teoria de Elliot. Uma das mais conhecidas ferramentas de análise gráfica, ela foi criada e desenvolvida pelo contador R.N. Elliot, nas décadas de 30 e 40. 
“A teoria foi criada para o acompanhamento de índices, como o Dow Jones ou o Ibovespa, por exemplo. Embora possa ser utilizada para observar ações isoladas, ela é mais recomendada na avaliação de índices, pois tenta apreender o sentimento geral do mercado”, 
De acordo com a teoria desenvolvida por Elliot, os movimentos do mercado seguem um padrão. Realizando estudos em cima das séries históricas de preços do índice Dow Jones Industrial, Elliot concluiu que havia uma regularidade no movimento dos mercados em geral. Para ele, o fator principal deste padrão é determinado pela psicologia das massas, um comportamento que se repete em cenários distintos. 
De acordo com os estudiosos modernos, a tendência do mercado antecede os fatos. Ou seja, se estivermos diante de uma fase favorável, um acontecimento negativo pode ter seu impacto minimizado. “Os fatos perseguem a tendência, os eventos não provocam as evoluções do mercado. A notícia é jornal de ontem e a análise gráfica está de olho na tendência futura”,
As ondas de Elliot são formadas por dois conjuntos: o primeiro é composto por cinco ondas. É o chamado período de alta: são três altas intercaladas por duas baixas. Nesta fase as ondas são indicadas por números. O segundo é formado por três ondas. É o período de correção, composto de duas quedas intercaladas por um repique, denominadas por letras do alfabeto. “Este conjunto forma os ciclos de alta e baixa na bolsa que se reproduzem permanentemente”, Veja o exemplo abaixo: