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Dicionario Financeiro_Completo

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Esta teoria pode ser aplicada em gráficos diários, mensais e anuais. Um paralelo entre o modelo proposto por Elliot, desenvolvido nas décadas de 30 e 40, e a Teoria do Caos, que busca no aparente acaso uma ordem intrínseca determinada por leis precisas. 
Exemplos de aplicações são o quebrar das ondas do mar, o crescimento populacional e a flutuação do mercado financeiro. “A Teoria do Caos aplica hoje através dos fractais a idéia de que um mesmo formato se reproduz permanentemente”, Fractais são formas geométricas, de aspecto irregular ou fragmentado, que podem ser subdivididas indefinidamente em partes, as quais, de certo modo, são cópias reduzidas do todo. 
Ondas de Elliot x série de Fibonacci 
A ordem numérica das Ondas de Elliot é regida por uma relação matemática, que pode ser verificada nos mais diversos fenômenos naturais. Trata-se da chamada série de Fibonacci. O inventor, um matemático italiano do século XIII, notabilizou-se, entre outras coisas, pela introdução da numeração arábica em substituição à romana no Ocidente. De acordo com a série de Fibonacci, cada número representa a soma dos dois anteriores (1,2,3,5,8,13...). Por exemplo, o 3 é a soma de 2 e 1, o 5 é a soma de 2 e 3, e assim sucessivamente. 
Além disso, a razão entre dois números consecutivos da série tende a 1,618 ou ao seu inverso, 0,618. Ambos são conhecidos desde a Antigüidade como razão ouro ou número áureo. “Esta relação está presente nos fatores mais distintos, desde as pirâmides do Egito, a casca do caracol ou a constelação de Andrômeda, o que só contribui para aumentar ainda mais o esoterismo em cima do tema”, afirma Ghitnick. 
Combinações com outras ferramentas 
Uma das principais vantagens da aplicação das ondas de Elliot é que elas não excluem a utilização de outras ferramentas de análise gráfica. “Como toda a análise gráfica, a aplicação das ondas de Elliot é empírica, parte da observação do mercado”,
A teoria de Elliot funcionaria como um mapa estratégico do mercado que poderia ser combinada com outras ferramentas, a fim de se obter a melhor rentabilidade, “Ao utilizar ferramentas combinadas, o investidor tem a chance de confirmar cenários e propor um conjunto coerente”. 
A principal dificuldade na aplicação da teoria é o caráter genérico da ferramenta. “É preciso ir pelo processo de tentativa e erro. Você cria alguns cenários do que pode acontecer, tentando identificar a fase ou onda em que se encontra o mercado no momento”, 
No modelo de trabalho de Ghitnick, por exemplo, a bolsa iniciou um ciclo em 92 durante o impeachment do presidente Fernando Collor e só terminou em julho de 97. A onda dois terminou em outubro do ano passado, quando a Bovespa deu início a uma trajetória de recuperação. De lá para cá, a bolsa teria iniciado a onda três. Neste exemplo, o analista trabalha com valores em dólar e escala logarítmica. 
Cada uma das ondas possui características específicas. 
Onda 1: A onda um costuma ser marcada pela incerteza já que funciona como uma interrupção de um ciclo de baixa. 
Onda 2:A onda dois tende a devolver boa parte dos ganhos acumulados na um, sem nunca ultrapassá-los. 
Onda 3: A três é a mais dinâmica e não pode ser a menor do primeiro ciclo de altas. 
Onda 4: A onda quatro é uma correção mais moderada do que a dois. 
Onda 5: Caracteriza o fim da alta, um momento de otimismo generalizado, em que o pequeno investidor adere em massa. É o prenúncio do início do ciclo de quedas.
Onda a: Queda bastante acentuada.
Onda b: Repique das perdas verificadas na "onda a", ilusão de retomada da alta.
Onda c: É a mais violenta, momento de pânico de venda de papéis. 
On, PN, PNA, PNB
Para facilitar a negociação e incentivar os empresários a colocarem suas empresas disponíveis no mercado de ações, através das Bolsas de Valores, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) criou algumas siglas que representam o tipo de ação e que direitos ela confere ao seu portador.
“Quando criou-se a diferenciação entre PN (preferenciais) e ON (ordinárias) foi exatamente para incentivar novas empresas a abrirem o capital pois, desta forma, o empresário poderia manter o controle de sua empresa”, 
A lei determina que, no máximo 2/3 da empresa podem ser fracionados em ações sem direito a voto, as PN. A nova Lei das S/A, que está tramitando no Congresso, porém, propõe que esse limite passe para 50%.
Quem olha para a carteira que compõe o Ibovespa (Índice da Bolsa de Valores São Paulo), por exemplo, observa que não é só entre PN e ON que a diferença aparece. Há ainda as classes de ações PN, que começam em “A” e vão até a letra que a empresa julgar suficiente. “A empresa tem liberdade de criar quantas classes quiser. Elas se diferem por observações colocadas no estatuto da empresa, como preferência de recebimento de dividendos ou dividendos especiais”,
Apesar de algumas empresas ainda utilizarem as classes de ações PN, Félix explica que essa não é mais uma prática comum e a tendência é de que não haja mais esse tipo de diferenciação. “Hoje em dia, isso não é muito comum. O mercado já não aceita mais essas classes”,
Veja abaixo os diferentes tipos de ações e suas siglas: 
Ordinárias (ON) – As ações ordinárias dão ao seu portador direito a voto em uma determinada empresa. Os controladores da empresa têm que ter, no mínimo, 50% mais uma ação ordinária. 
Preferenciais (PN) – Ações preferenciais são aquelas que dão aos seus portadores preferência no recebimento de dividendos e restituição de capital no caso de extinção de determinada empresa. Mas não dão direito a voto. 
Classes de ação - As ações preferenciais (PN) são subdivididas em classes que representam o que cada acionista detentor da ação tem direito. Exemplo: dependendo do caso, a empresa pode dar preferência os dividendos para o acionista PNA em relação aos PNB. Para saber quais são esses direitos, o acionista precisa consultar o estatuto da empresa. As subdivisões são: PNA (ações PN de classe A), PNB (ações preferenciais de classe B) e, em geral, seguem desta forma até PNH (ações preferenciais de classe H). Se a empresa quiser, por exemplo, pode continuar emitindo, chegando até a uma PNZ. Hoje em dia, as empresas dificilmente criam essa série de ações.
Ptax
A Ptax é a informação oficial sobre a cotação das moedas estrangeiras no Brasil. No Sisbacen, que é o sistema através do qual todas as instituições financeiras se comunicam com o Banco Central, é possível consultar a Ptax de todas as moedas. 
Como o dólar é a moeda mais negociada no país, quando se fala em Ptax, o termo é logo associado à moeda norte-americana. A Ptax é a cotação oficial da moeda e é definido através da média ponderada das negociações do dólar - no caso da moeda norte-americana - no decorrer do dia.
Se, num determinado dia, são fechados apenas os seguintes negócios: um entre duas instituições no valor de US$ 10 milhões à cotação de R$ 1,90. Logo depois, é fechado outro negócio de US$ 20 milhões a R$ 2. A Ptax é a média ponderada das duas operações, no caso R$ 1,9666. 
Este cálculo é feito levando em conta as várias operações efetuadas durante o dia. O Preço da Taxa, ou taxa Ptax, então, é divulgado pelo Banco Central. O BC divulga Ptax parciais, em intervalos de meia hora, e, depois, divulga a Ptax do dia. São levadas em conta as operações com liquidação em dois dias, que é o prazo padrão do mercado. 
A Ptax serve com parâmetro em várias situações. Por exemplo, num papel indexado ao dólar, é paga a variação do dólar mais uma remuneração. Essa variação do dólar é medida pela Ptax do dia contra a Ptax do dia anterior. Para fazer gráficos, também é utilizada a Ptax.
Política de Investimento
Na hora de procurar um fundo para investir, tão importante quanto saber a composição da carteira é avaliar sua Política de Investimento. Com isso, será possível escolher o produto que melhor se adeque às características do investidor: mais conservador, moderado ou arrojado. 
O investidor deve ter em mente que a opção por cada um desses perfis terá como conseqüência